Reavivados por Sua Palavra | Gênesis 30

 


 Leitura da Bíblia


Capítulo do dia | Narrada por Cid Moreira

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas! 

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Comentários em Texto


Pr. Michelson Borges

Reflexão 

Filhos e rebanhos

 “E [Jacó] se tornou mais e mais rico; teve muitos rebanhos, servas, servos, camelos e jumentos.” Gênesis 30:43


Embora os meios de conseguir o que conseguiu tenham sido estranhos e incorretos, Jacó prosperou, tendo muitos filhos e rebanhos. Na primeira parte do capítulo, as duas esposas do patriarca lutam para ver quem lhe daria mais filhos. Até as servas de ambas foram colocadas na “jogada” (no caso de Lia, sem necessidade, pois ela não era estéril). Mais uma vez o recurso da “barriga de aluguel” foi utilizado – um “pecado cultural” tolerado e que trazia consequências ruins para a família. Cuidemos com os “pecados culturais”, com os elementos da cultura que são antibíblicos, embora sejam tolerados. Sexo é um presente de Deus e nunca deve ser objeto de negociações nem troca de favores (v. 15). Não foi para isso que ele foi criado. O resultado da poligamia ficou evidente: competição, ciúmes, inveja. O plano de Deus sempre é melhor: um homem e uma mulher unidos em fidelidade pelos sagrados laços do matrimônio.


Jacó havia trabalhado tempo suficiente pelas duas esposas. Por meio dele, o ganancioso Labão tinha sido grandemente abençoado. Quando o genro expressou a vontade de ir embora, cuidar da própria vida e ter os próprios rebanhos, Labão se opôs e procurou dificultar ao máximo as coisas. Um acordo foi feito e, numa mistura de conhecimentos de hereditariedade com certas crendices, os rebanhos de Jacó aumentaram mais ainda. Jacó orava e buscava a Deus; Labão era dado a adivinhações e idolatria. Jacó, mesmo com seus defeitos, estava buscando ser fiel; Labão era desonesto e interesseiro. Labão era trapaceiro; Jacó queria deixar para trás esse estilo de vida pecaminoso. Que tipo de pessoa queremos ser? Deus abençoa os que procuram viver em justiça e retidão. 


Promessa: Por causa de sua fidelidade e honestidade, Deus abençoou e fez prosperar Jacó. Sejamos sempre fiéis ao Senhor, independentemente das circunstâncias.  


Arqueologia e história: Pelo código de leis de Hamurabi e outros documentos cuneiformes, era aceitável ter filhos com as servas da(s) esposa(s). Os tabletes de Nuzi também ajudaram a demonstrar que os costumes da época patriarcal bíblica estão de acordo com a realidade histórica.


Comentários

Gênesis 30 mais uma vez contrasta a laboriosidade e a honestidade de Jacó com a ganância e a cobiça de Labão, seu sogro.

Gn 30:3 – Mais uma vez o recurso da “barriga de aluguel” foi utilizado; um “pecado cultural” tolerado e que trazia consequências ruins para a família. Cuidemos com os “pecados culturais”, com os elementos da nossa cultura que são antibíblicos, embora sejam tolerados.

Gn 30:15 – O sexo, um presente de Deus, nunca deve ser objeto de negociações ou troca de favores. Não foi para isso que ele foi criado.

Gn 30:15 – Resultado da poligamia: competição, ciúmes, inveja. O plano de Deus sempre é melhor: um homem e uma mulher.

Gn 30:22 – Finalmente, Raquel se lembrou de orar, e Deus resolveu o problema dela. Não faça da oração o último recurso.

Gn 30:22 – Deus nunca Se esquece de Seus filhos, mas age soberanamente na vida deles, visando sempre seu bem eterno.

Gn 30:27 – Labão percebeu que Jacó era abençoado por Deus, mas só se interessou pela prosperidade material de seu genro. 

Gn 30:37-42 talvez forneça um caso interessante para estudo de genética e/ou epigenética, mas a principal lição é a de que Deus estava com Jacó. 

Gn 30 – O fim do capítulo mostra que Jacó acreditava numa superstição, mas conhecia algo de hereditariedade. Era observador.

Gn 30:43 – Por causa de sua fidelidade e honestidade, Deus abençoou e fez prosperar Jacó. Sejamos sempre fieis a Deus, independentemente das circunstâncias.


Pr. Heber Toth Armí

Reflexão 

GÊNESIS 30 – Trabalho duro, ciúmes, perseverança, compromisso e exploração encontramos neste capítulo, que merece nossa dedicada atenção. Ele “contém uma unidade que inicia em 29:31 e termina em 30:24. Relata os 12 filhos de Jacó e dá uma explicação para algumas das tensões e para a pressão vivenciadas pela família (e, de modo especial por seus filhos). Como tudo no AT, o dom dos filhos é ligado claramente à ação divina. O nome de cada filho é dado pela esposa, que nem sempre era a mãe biológica, mas recebia o filho da serva como se fosse próprio”, comenta a Bíblia Andrews.

Raquel deu sua serva para ser concubina de Jacó, devido à infertilidade e movida pela rivalidade com sua irmã que já era mãe de 4 filhos. O que parece loucura, era normal em sua cultura. Lia fez o mesmo entregando a Jacó sua serva para lhe dar mais filhos.

“As responsabilidades maritais de Jacó eram negociadas pelas duas esposas, transformando o patriarca num elemento passivo. Raquel desejou as mandrágoras que Rúbem, o primogênito de Lia, descobriu no campo, pois a fruta era considerada afrodisíaca (Ct 7:13). Lia só deu as frutas em troca de uma noite com Jacó, o que Raquel concebeu com relutância” (Bíblia Andrews).

Soma-se a isso a exploração de Labão sobre seu genro, Jacó. Apesar de todas as mudanças de salário visando prejudicá-lo, Jacó tornou-se “mais e mais rico; teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos” (Gênesis 30:43).

Nesse contexto, Raquel conseguiu engravidar e Jacó pensou em retornar a seus pais em Canaã; entretanto, seu pedido foi negado por Labão que queria aproveitar do genro para enriquecer.

Com Jacó aprendemos diligência, criatividade e dedicação no trabalho; com Labão aprendemos o que não é certo fazer: Explorar, defraudar e prejudicar um funcionário (ou parente).

Seja proprietário, gerente ou funcionário, “o modo como trabalhamos indica se somos honestos, eficientes e confiáveis, e devemos tentar incorporar os mais altos padrões… Qualquer que seja o cenário em que trabalhamos, precisamos encorajar-nos uns aos outros a trabalhar com integridade, contribuir para o bem-estar de outros e fazer tudo para a glória de Deus”, diz John Stott.

Nosso cristianismo precisa nortear nosso comportamento tanto no trabalho quanto em casa. Portanto, reavivemo-nos!

Fonte: https://reavivadosporsuapalavra.org/


      Comentários Selecionados

1-43 Este capítulo faz parte de uma unidade que se inicia em 29:31 e acaba em 30:24. Relata o nascimento dos doze filhos de Jacó e provê uma explicação para algumas das tensões e pressões que a família de Jacó (e especialmente seus filhos) experimentaram. Como em todo o VT, a dádiva de ter filhos é claramente ligada à ação divina. Os nomes de cada criança era dado pela respectiva esposa, que não era sempre a mãe biológica, mas que recebia a criança de sua serva como seu próprio (Andrews Study Bible).

senão morrerei. Uma expressão com exagero que demonstra sua angústia extrema (25.32; 27.46). Ironicamente, mais tarde, ela morre durante um parto (35.16-18) (Bíblia de Genebra).

Acaso, estou em lugar de Deus. A resposta rude de Jacó contrasta nitidamente com a oração fervorosa de Isaque intercedendo pela esposa sem filhos (25.21) (Bíblia de Genebra).

Jacó sempre tentou obter a bênção mediante seus esforços. Aqui, precisa reconhecer que a bênção de ter filhos só poderia provir de Deus (v. 31.7-13), quanto à benção dos rebanhos). Posteriormente, José repetiu essas palavras (v. 50.19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

ao meu colo. Lit. “joelhos”. Os joelhos são um símbolo do cuidado dos pais (50.23; Jó 3.12). De acordo com o costume do antigo Oriente Próximo, o parto da criança da concubina sobre os joelhos da esposa simbolizavam a adoção da criança pela esposa (Bíblia de Genebra).

6 de Bila,  – um juiz. Raquel exclamou: “Deus me julgou e também me ouviu a voz e me deu um filho” (heb danani) (Bíblia Shedd).

Naftali – Lutando. Raquel disse: “Com grandes lutas tenho competido com minha irmã e logrei prevalecer”. (heb niphtalta) (Bíblia Shedd).

10,11 De Zilpa, Gade – Boa sorte. Lia disse: “Afortunada!” e lhe chamou Gade (gad) (Bíblia Shedd).

13 Aser – Felicidade. Lia disse: “É minha felicidade” (Bíblia Shedd).

14-16 As obrigações matrimoniais de Jacó são negociadas entre as duas esposas, transformando o patriarca em um ator passivo. Raquel desejou as mandrágoras que Ruben, o primogênito de Lia, descobriu no campo, tendo em vista que elas eram consideradas como promotoras de capacidades sexuais (Cantares 7:13). Lia somente deu as frutas em troca de uma noite com Jacó, o que Raquel, relutantemente, concedeu (Andrews Study Bible).

As mandrágoras estavam associadas com o amor. A superstição popular admitia-as com antídoto contra a esterilidade. A barganha efetuada por Raquel não lhe proporcionara o resultado almejado. O v. 22 mostra ser Deus, e não a mágica ou a superstição humana, que promove a fertilidade (Bíblia Shedd).

Às vezes chamada de “maçã do amor”,  (Bíblia de Genebra).

As mandrágoras tem raízes carnudas e bifurcadas, semelhantes à parte inferior do corpo humano e, portanto, segundo a suposição supersticiosa, provocavam a gravidez quando ingeridas (v. Ct 7.13). Raquel, da mesma forma que Jacó, procurava obter o que desejava por meios mágicos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 aluguei. Um dos termos chaves da história de Jacó, descrevendo em um nível comercial a interação entre pessoas. Mesmo a sexualidade pode ser “alugada”, um tema que reaparece na história de Judá e Tamar (38:15-19) (Andrews Study Bible).

16-18 De Lia, Issacar – Alugar. Lia disse: “Deus me recompensou” (heb secari) (Bíblia Shedd).

20 Zebulom – Honra. “Deus me deu excelente dote, agora permanecerá comigo meu marido” (zebelani) (Bíblia Shedd).

Como diz um velho ditado espanhol: “Cem gramas de mãe valem o mesmo que meio quilo de clérigos”. A influência de Lia sobre seus filhos, a julgar pela vida que eles tiveram depois, não foi algo muito positivo. E mais ainda, sendo Jacó como era, as chances de eles realizarem os mais altos ideais eram mínimas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

22-24 A gravidez de Raquel aparece como surpresa ao leitor. Deus Se lembra (19:29; Êx. 2:24; 6:5), e coisas acontecem. Foi após o nascimento de José que Jacó começa a planejar o seu retorno a Canaã (Andrews Study Bible).

De Raquel, José – “Dê-me o Senhor outro filho! Deus tirou-me o vexame (‘asaph) – que o Senhor me acrescente (yoseph) outro filho”. Benjamin – Filho da mão direita. Raquel, que viera a falecer ao dá-lo à luz, pôs-lhe o nome de Benoni (filho de minha dor). Jacó chamou-lhe Benjamim, como indício da posição que viera a desfrutar (Gn 35) (Bíblia Shedd).

23 humilhação. A esterilidade era vergonhosa, sinal do desfavor divino. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 que o Senhor me acrescente ainda outro filho. O cumprimento desse desejo de Raquel lhe provocaria a morte (v. 35.16-19). Bíblia de Estudo NVI Vida.

27 Tenho experimentado. Ou, “descobri por presságio”. Muitos textos extrabíblicos da Mesopotâmia falam da prática de adivinhações no ocultismo, algo proibido em Israel (Dt 18.10,14). Observando a boa sorte de Jacó, Labão, um pagão, tentou descobrir a razão disto através da adivinhação (31.19) (Bíblia de Genebra).

A negação de Labão ao pedido de Jacó é baseado em adivinhação (“tenho experimentado”), uma forma de conhecimento e entendimento da vontade dos deuses. Isto era estritamente proibido em Israel (Lev. 19:26; Deut. 18:10, 14) (Andrews Study Bible).

O testemunho de Labão a propósito da bênção que lhe adviera por causa de Jacó evidencia o cumprimento da promessa de Deus em Betel (28.14). A palavra que aí vem traduzida como “experimentado” pode significar, também, “adivinhado”, isto é, obtida informação através de práticas próprias ao “ocultismo”. Na verdade, Jacó estava estipulando salário muito módico, visto que as ovelhas orientais eram, quase todas, brancas, enquanto os cabritos eram normalmente pretos. Parece que Jacó deliberara, assim, em confiar que Deus havia de prover todas as coisas nos termos da bênção anunciada. Deus o fez de modo admirável! (Bíblia Shedd).

31-34 No antigo Oriente Próximo, a maioria dos cordeiros era branca e a maioria das cabras era negra ou marrom escura. Pensando que o acordo indicasse pequeno risco para ele, Labão alegremente concedeu o pedido de Jacó com respeito aos animais coloridos, não tão comuns (v. 34). A proposta de Jacó dependia da noção falsa de que impressões visuais vívidas durante o ato de reprodução determinariam as características da descendência. Ele pensou que colocando cores revezadas na frente dos animais se acasalando resultaria numa descendência colorida, não comum (vs. 37-38, 41-42). Embora o esquema de Jacó negasse a Deus a glória devida, a intenção de Deus de abençoar a Jacó não se desviou (31.11-12) (Bíblia de Genebra).

35 separou. O inescrupuloso Labão imediatamente trapaceou. De acordo com o trato feito, os animais coloridos seriam o rebanho inicial de Jacó (v. 32). Jacó iniciou sem estes, um fato que enfatiza a bênção sobrenatural sobre ele (Bíblia de Genebra).

37 estoraque … brancas. Em hebraico, trata-se de jogos de palavras com o nome Labão. Assim como Jacó defraudara Esaú (cujo outro nome, Edom, significa “vermelho” … com um guisado vermelho, 25.30), também procura defraudar Labão (cujo nome significa “branco”) com galhos brancos. Para todos os efeitos, Jacó estava usando contra Labão a própria tática deste (a fraude). Bíblia de Estudo NVI Vida.

39 O estratagema funcionou – mas somente por causa de intervenção divina (v. como Jacó reconhece esse fato em 31.9), não por causa da superstição de Jacó. Bíblia de Estudo NVI Vida.

43 O aumento das riquezas de Jacó são resultado de suas capacidades de observação, o manejo de métodos básicos de acasalamento e, acima de tudo, das bênçãos de Deus (Andrews Study Bible).

Deus abençoou os rebanhos de Jacó em detrimento de Labão, apesar da indesculpável astúcia de ambos. Jacó parecia estar enganando Labão, em troca das trapaças deste; porém, Jacó obteve sua família e riqueza somente pela graça de Deus (29.31 – 30.24; 31.9) (Bíblia de Genebra).

Pouco há nessa história que seja elogioso para Jacó, e entre ele e Labão não há muita diferença. São bem dignos um do outro, com uma ressalva: Jacó superava o outro em astúcia. O herdeiro das promessas (Jacó) age para com o filho deste mundo (Labão) de maneiras que os homens mais honrados se recusariam a adotar. Chegamos a apiedar-nos de Labão, que nunca vira uma escada com anjos… [… ] Mas não há muitos que professam ser cristãos e que estão representando hoje, o papel de Jacó? […] Jacó está destinado a passar através do fogo das provações, por meio do qual a escória será consumida e sua alma ficará branca e pura (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).

Fonte: https://reavivadosporsuapalavra.org/


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