Leitura da Bíblia
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Pr. Michelson Borges
O silêncio de Deus
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Comentário Blog Associação Geral
Eliú, o jovem orador que estava esperando para falar até os outros terminarem, agora se direciona a Jó.
O idealismo juvenil de Eliú segue a trajetória errada, quando ele começa com a falsa suposição de que Jó se vê sem pecado e cria um argumento de que Jó tem problemas porque não está seguindo a receita espiritual correta.
Eliú nem sequer considera que o sofrimento humano, muito real de Jó, tenha acontecido sem culpa sua. Em vez disso, Eliú afirma que Jó não era religioso o suficiente ou perspicaz o suficiente para compreender as tentativas de Deus para salvá-lo da “cova” através de sonhos, ou anjos, ou outras tentativas de comunicação, e as experiências de Jó devem lhe ensinar uma lição.
Neste mundo, coisas ruins estão constantemente acontecendo com pessoas boas. É fácil dizer: “Tudo acontece por uma razão” e, em seguida, tente descobrir o que é essa “razão”, mas esse tipo de lógica de adesivo não ajuda, assim como as palavras de Eliú não ajudaram Jó. Deus não promete uma vida livre de problemas se formos justos, mas sim que Ele estará conosco em nosso sofrimento e que teremos um futuro melhor com Ele na eternidade.
Michael Peabody
Advogado
Los Angeles, Califórnia EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 33 – A complexidade da vida faz as pessoas investirem seus pensamentos na busca de respostas às perplexidades da humanidade.
Mesmo para os religiosos, surgem mais enigmas que respostas. A sabedoria dos filósofos, a ciência dos pesquisadores e a inteligência dos pensadores são insuficientes para esclarecer os problemas da existência. Carecemos de algo mais!
Eliú intentará desvendar mistérios. Sua abordagem difere da dos outros que intentaram, mas foi tão infeliz quanto eles em revelar os enigmas da vida. Apesar disso, neste capítulo Eliú apresenta temas bem interessantes, vale a pena prestar atenção juntamente com Jó (vs. 1-4):
1. Eliú intenta fazer com que Jó percebesse que ao declarar sua inocência, mas, culpando a Deus, foi injusto de sua parte; pois, nós humanos, somos formados por Deus do pó da terra, nossa visão é limitada demais para acusar nosso Criador, nosso padrão de justiça é pequeno demais para colocar Deus no banco dos réus (vs. 5-18).
2. Eliú concentra-se nos vários métodos usados por Deus para falar ao ser humano (vs. 19-30). O alvo de Deus é resgatar/salvar; por isso, fala-nos por meio…
a) De visões e sonhos;
b) Do sofrimento;
c) De doenças graves;
d) De um anjo.
3. Eliú enfoca na sabedoria, sendo ela o caminho mais coerente para a explicação dos complexos mistérios da existência humana (vs. 31-33).
Eliú não se aproximou de Jó como juiz, mas como amigo e irmão; ele não acusou falsamente a Jó, mas aceitou a afirmação de sua justiça; Ele não usou linguagem abusiva, mas respeitosa; ele não falou visando torturar Jó, mas ajudá-lo.
Eliú deseja agir como revelador de Deus para Jó, sua intenção é ser um intérprete de Deus perante o sofredor angustiado e exausto de tanta dor. Ele almeja orientar Jó em sua forma de lidar com Deus. Seus discursos são o elo entre os discursos filosóficos de Jó e seus amigos e os discursos divinos, o qual virá em seguida – após o seu.
O ser humano frustrado possui uma necessidade incontida de explorar algo novo em busca de respostas satisfatórias. Explorar não é errado; precisamos ser curiosos como crianças e exploradores como adolescentes, mas sempre firmados no alicerce da Palavra de Deus – pois, ela é a fonte da verdadeira sabedoria!
Reavivemo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Segundo as palavras de Eliú, ele não pretendia ser maior do que Jó, nem tampouco se colocou em posição de inferioridade, mas proferiu o seu discurso de igual para igual. Alegando sinceridade de coração, ele manifestou interesse em justificar a Jó e fazê-lo refletir que mesmo em face de sua terrível condição, Deus tinha poder de redimi-lo e mudar a sua sorte. Que todo aquele que aceita o resgate divino “verá a face de Deus, e Este lhe restituirá a sua justiça” (v.26); o que se cumpriu com precisão na vida de Jó, conforme o capítulo 42 deste livro.
Podemos notar em algumas expressões a ansiedade de Eliú de proferir as suas razões. Contudo, diferente dos três amigos de Jó, suas palavras, apesar de não conter o teor rebuscado dos discursos dos mais velhos, não revelam soberba ou motivações egoístas. Parece que estava bastante incomodado com tudo o que até então tinha ouvido, pelo modo com que Jó havia sido tratado e como este havia se esforçado por justificar-se a si mesmo. Eliú declarou que a verdadeira intercessão e resgate vem de Deus, o que nos remete à obra de Cristo.
Na primeira carta de Paulo a Timóteo, a Bíblia deixa claro que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Aquele que veio a esta Terra “para declarar ao homem o que lhe convém” (v.23) é o único “pelo qual importa que sejamos salvos” (At.4:12). Através do ministério de Cristo no santuário celestial, olhando para o Santíssimo, “mediante a fé, temos paz com Deus” (Rm.5:1). “Por isso” (v.7), não devemos temer o homem e nem o que possa tentar contra nós. “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, ressuscitou, O qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm.8:33-34).
Temos à nossa disposição um Sumo Sacerdote que no Céu realiza a Sua obra intercessora e que está para selar os Seus últimos eleitos antes do cumprimento da derradeira promessa. Dentro em breve, muitos hão de passar por um momento de terrível angústia, mas, como Jó, serão redimidos e resgatados para receberem a sua recompensa. Porque, pela fé, “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).
Olhemos para Jesus e para a nossa futura redenção, quando estaremos “em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus”, entoando “o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap.15:3). Vigiemos e oremos!
