Leitura da Bíblia
Capítulo do dia | Narrada por Cid Moreira
Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas!
Acesse a Bíblia: Bíblia Sagrada e Bíblia Sagrada em áudio Narrada por Cid Moreira
Comentários em áudio
RPSP - Oficial | Pr. Adolfo Suarez
RPSP - Em Espanhol | Pr. Bruno Raso
RPSP - NT | Pr. Ronaldo de Oliveira
RPSP - Adventistas Mustardinha | Pr. Pedro Evilácio
RPSP - Animação | Pr. Weverton Castro
RPSP - Áudio | Pr. Valdeci Júnior
A Carta - Áudio | Pr. Michelson Borges
Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Reflexão
Falsa Adoração e o Primeiro Assassinato
“Nesse tempo se começou a invocar o nome do Senhor.” Gênesis 4:26
A história de Abel e Caim mostra outras consequências do pecado e como Deus lida com isso. Abel, obediente a Deus, ofereceu um cordeiro como sacrifício; Caim, desprezando a vontade divina e o significado profundo do sacrifício (símbolo da morte de Jesus), ofereceu frutos. Uma adoração substituta focada na vontade humana, não na de Deus. A reação do Senhor em ter aceitado a oferta de Abel e não a de Caim mostra que boa intenção não substitui a obediência fiel. Fosse assim, Eva não seria culpada por “simplesmente” ter comido um fruto. Deus perdoa o pecador arrependido, mas não tolera o pecado nem a desobediência à Sua palavra, ato que sempre traz consequências ruins para o ser humano.
Tomado de inveja e ira, Caim matou Abel e “se retirou da presença do Senhor” (v. 16). O primeiro assassinato da história do universo. E a partir daí vemos dois grupos distintos na humanidade: os filhos de Abel e os de Caim, por assim dizer. Aqueles que, à semelhança de Sete, o terceiro filho de Adão e Eva, invocavam o nome do Senhor (v. 26), e os que, seguindo os passos de Caim, passaram a desprezar a vontade de Deus, adotando práticas como a poligamia (v. 19) e outras perversões que só trouxeram miséria e sofrimento para homens e mulheres.
Vamos seguir por qual caminho? A escolha, como sempre, é nossa.
Promessa: Se decidirmos fazer a vontade de Deus, Ele promete nos abençoar e conduzir. Agora, se usarmos mal o livre-arbítrio que temos, será por nossa conta e risco.
Arqueologia: A expressão “invocar o nome do Senhor” está ligada frequentemente na Bíblia à adoração e à construção de altares. A prevalência de sacrifícios entre os povos antigos atesta que sua origem está em um preceito divino.
Comentários
Gênesis 4 fala das consequências imediatas do pecado, mas termina com uma nota de esperança (verso 26).
Gn 4:4, 5 – Devemos adorar a Deus do jeito que Ele quer e não como nós queremos.
Gn 4:4, 5 – A oferta de Abel agradou a Deus porque manifestou confiança no Cordeiro.
Gn 4:4, 5 – De certa forma, a oferta de Caim representa a tentativa de justificação pelas obras, pelos méritos próprios.
Gn 4:9 – “O que foi que você fez?” Deus sempre pergunta e oferece a oportunidade de arrependimento e perdão.
Gn 4:10 – Deus não é alheio nem indiferente às injustiças. No tempo certo Ele fará justiça.
Gn 4:16 – Em lugar de se arrepender e mudar de vida, Caim retirou-se da presença do Senhor.
Gn 4:17 – A Bíblia não diz quanto tempo Caim ficou vagando sobre a Terra, mas diz que Adão e Eva tiveram filhos e filhas (Gn 5:4). Certamente Caim se casou com uma de suas parentes.
Gn 4:19 – Lameque, descendente de Caim, foi o primeiro pecador a inaugurar a poligamia sobre a Terra, distorcendo o conceito divino de casamento monogâmico.
Gn 4:23 – O pecado tornou o assassinato algo banal. Um pecado sempre chama outro. A solução é arrependimento e confissão.
Gn 4:25 – Eva reconheceu que Sete lhe foi dado de presente por Deus. Filhos são presentes do Senhor.
Gn 4:26 – Os descendentes de Sete buscavam a Deus; os de Caim, não. De certa forma, essas duas descendências existem até hoje. De que lado você quer estar?
Pr. Heber Toth Armí
Reflexão
Os efeitos do pecado se multiplicaram rapidamente. A frieza espiritual e suas consequências são logo percebidas neste capítulo.
Após você ler o relato bíblico, te convido a uma reflexão:
• Por que Deus aceitou a oferta de Abel e não o fruto do suado esforço e trabalho de Caim?
• Seria Deus arbitrário demonstrando aceitação por um e rejeição por outro?
• Em Levítico 23:10-11 Deus revela interesse nos frutos da terra como forma de aceitar Seu povo, então, por que rejeitou os frutos de Caim?
• Seria predestinação?
O que realmente importa é: No que consistia a questão da desaprovação de Deus à adoração de Caim?
Ao lermos o texto com pressupostos equivocados, julgaremos mal o caráter justo e gracioso de Deus. Embora sejam sucintos os primeiros capítulos da história humana, a revelação desvenda mistérios, não os cria. Observe:
Após o pecado, o Éden não foi imediatamente retirado do planeta; pois, ao afastar-se de Deus, Caim foi ao lado leste dele (Gênesis 4:16). Subentende-se, então, que Adão compartilhara a triste história de sua vida aos filhos e revelara a providência divina para a tragédia do pecado expressa em Gênesis 3:15, 21.
Do contrário, não haveria sentido algum de Deus indagar a Caim: “Se você fizer o bem, não será aceito?” (Gênesis 4:7) caso ele desconhecesse o que era certo.
O problema foi que a ação contrária à instrução caracterizou desobediência e rebelião de Caim, o qual se apresentou “perante Deus com murmuração e incredulidade com respeito ao sacrifício prometido e necessidade de ofertas sacrificais. Sua oferta não expressava arrependimento pelo pecado”; portanto, “Caim não foi vítima de um intuito arbitrário. Um irmão não fora eleito para ser aceito por Deus, e outro para ser rejeitado. Abel escolheu a fé e a obediência; Caim, a incredulidade e a rebeldia. Nisto consistia toda a questão” (Ellen White).
Toda a história de Caim foi corrupta (Gênesis 4:17-24). Somente surgiu um raio de esperança com o terceiro filho de Adão e Eva: Sete, com seu filho Enos (Gênesis 4:25-26). Reavivemo-nos como Sete e Enos nestes dias de frieza espiritual.
Quem deseja verdadeira espiritualidade em meio a tantas formas de religiosidade, a revelação é clara: “Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão” (1 João 3:12).
Fonte: https://reavivadosporsuapalavra.org/
Comentários Selecionados
1 Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR. O hebraico diz, literalmente: “Adquiri um varão, o SENHOR”. Quando Eva segurou seu primogênito nos braços, provavelmente se lembrou da promessa divina (Gn 3:15) e, acariciando a esperança de que ele fosse o Libertador prometido, deu-lhe o nome de Qayin, “adquirido”(DTN, 31). Pobre esperança! Seu ávido anseio pelo rápido cumprimento da promessa do evangelho estava destinado a doloroso desapontamento. Mal sabia ela que aquela criança se tornaria o primeiro assassino do mundo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 223.
2Abel, seu irmão. O nome Abel significa “vaidade”ou “insignificância”. CBASD, vol. 1, p. 224.
3 No fim de uns tempos. Literalmente, “ao fim de dias”. … a palavra yamim, “dias”, é usada em vários exemplos em que o contexto deixa claro que se quer dizer um ano. CBASD, vol. 1, p. 224.
Trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR. O que tornou a oferta de Caim inaceitável a Deus? A contragosto, Caim reconhecia parcialmente as reivindicações de Deus sobre ele. Mas um espírito secreto de ressentimento e rebelião o levou a cumprir os reclamos divinos de forma que ele mesmo escolheu, em vez de seguir precisamente o plano estabelecido por Deus. Aparentemente ele obedeceu, mas a maneira em que o fez revelava um espírito desafiador. Caim pretendia se justificar por suas próprias obras, ganhar a salvação por seus méritos. Ele se recusou a reconhecer que era pecador e que precisava de um Salvador. Apresentou uma oferta que não expressava nenhum arrependimento pelo pecado – uma oferta sem sangue. E “sem derramamento de sangue não há remissão”, pois “é o sangue que fará expiação pela alma” (Hb 9:22; Lv 17:11, ARC, PP, 71, 72).… Examinar bem o coração pode evitar que como Caim ofereçamos a Deus dons [dádivas] inúteis e inaceitáveis. CBASD, vol. 1, p. 224.
4 Das primícias do seu rebanho. A oferta de Abel foi uma demonstração de fé. A oferta de Caim, em contraste, foi uma tentativa de obter a salvação pelas obras. CBASD, vol. 1, p. 225.
Agradou-se. Embora não seja revelada a maneira como Deus aceitou a oferta de Abel, ela consistiu na aparição de um fogo celestial para consumir o sacrifício, como ocorreu muitas vezes em épocas posteriores [ref. omitidas]. CBASD, vol. 1, p. 225.
5 Ao passo que de Caim e de sua oferta.Caim notou a ausência de qualquer sinal visível do agrado de Deus e da aceitação da oferta. O resultado foi uma ira ardente e profunda. … Caim não fez nenhuma tentativa de esconder sentimentos de desapontamento, insatisfação e ira. Sua face demonstrava o ressentimento. CBASD, vol. 1, p. 225.
6 Por que andas irado? Fica aqui evidente, como nos v. 14 e 16, que Deus não deixou de ter contato pessoal com o ser humano quando o expulsou do jardim. CBASD, vol. 1, p. 225.
7 Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta. Se Caim não mudasse, mas continuasse no caminho do mal, o pecado o dominaria. A frase “o pecado jaz à porta”(como um animal selvagem) é provavelmente um provérbio (ver 1Pe 5:8). CBASD, vol. 1, p. 225.
8 Estando eles no campo.As obras de Caim “eram más, e as de seu irmão, justas”(1Jo 3:12). Foi por isso que Caim matou seu irmão. A inimizade entre o bem e o mal, predita por Deus antes da expulsão do jardim, era vista então pela primeira vez em sua forma mais horrível. CBASD, vol. 1, p. 226.
9 Onde está Abel, seu irmão?Assim como ocorreu com Adão e Eva, Deus, então, foi atrás de Caim para pôr a transgressão na devida luz, a fim de despertar arrependimento em sua consciência culpada e crir nele um novo coração. Como Deus havia se dirigido aos pais de Caim com uma pergunta, fez o mesmo com ele. Os resultados, contudo, foram bem diferentes: Caim ousadamente negou sua culpa. A desobediência havia levado ao homicídio, ao qual ele acrescentava a mentira e o desafio, pensando cegamente que poderia ocultar de Deus o seu crime. CBASD, vol. 1, p. 227.
11 És agora, pois, maldito. Alguns comentaristas têm interpretado esta passagem como indicando que Caim foi banido para uma região menos fértil. O contexto (v. 12, 14) parece favorecer essa explicação, ou talvez a ideia de que, pelo fato de Caim ter usado mal os frutos da terra, Deus não mais permitiria que ele ganhasse o sustento cultivando o solo. Alguém que é errante pela Terra (v. 14, 16), seja um pastor de ovelhas ou um nômade, não pode ser um agricultor bem-sucedido. CBASD, vol. 1, p. 227.
12 Não te dará ele [o solo] a sua força. Caim estava condenado a vaguear perpetuamente a fim de conseguir alimento para si, para a família e o animais. CBASD, vol. 1, p. 227.
13 Já não posso suportá-lo. Embora Caim merecesse a pena de morte, um Deus misericordioso e paciente lhe deu mais uma oportunidade de arrependimento e conversão. Mas, em vez de se arrepender, Caim reclamou da punição como sendo mais severa do que merecia. CBASD, vol. 1, p. 227.
14 Quem comigo se encontrar. Caim se viu sem esperança de continuar vivo, com medo de que a maldição de Deus implicasse a retirada da restrição de sobre aqueles que buscassem vingar o sangue de Abel. Uma consciência culpada o advertia de que ele merecia morrer e que, daí em diante, sua própria vida estava em perigo. CBASD, vol. 1, p. 227.
15 Assim. Em outras palavras, à declaração de Caim “Quem comigo se encontrar me matará”, Deus teria respondido “Não será assim”. CBASD, vol. 1, p. 228.
Sete vezes. Isto subentende uma penalidade severíssima para qualquer pessoa que assassinasse Caim … A vida de Caim e de seus descendentes devia ser uma demonstração do que o pecado faz nos seres racionais (PP, 78). CBASD, vol. 1, p. 228.
Um sinal. Alguns comentaristas veem nesse sinal uma marca exterior ligada à pessoa de Caim, enquanto outros creem que ele recebeu um sinal de Deus como uma garantia divina de que nada colocaria em perigo sua vida. O que quer que seja, não era um sinal do perdão de Deus, mas apenas uma proteção temporal. CBASD, vol. 1, p. 228.
17 E coabitou Caim com sua mulher. A repentina menção da mulher de Caim não deve criar problema. Gênesis 5:4 declara que Adão “teve filhos e filhas”além dos três filhos cujos nomes são mencionados. Os primeiros habitantes da Terra não tinham outra escolha exceto se casarem com seus irmãos e irmãs a fim de cumprirem a ordem divina: “Sede fecundos, multiplicai-vos”(ver At 17:26). … Tais casamentos foram mais tarde proibidos (Gn 1:28; ver Lv 18:6-17). CBASD, vol. 1, p. 228.
Ela concebeu e deu à luz a Enoque. O fato de Deus não impedir que o desobediente e réprobo Caim tivesse descendentes é outra evidência de Seu caráter misericordioso (Sl 145:9; Mt 5:45). O nome “Enoque”pode significar “dedicação”ou “consagração”; pode também significar “iniciação”. CBASD, vol. 1, p. 228.
Caim edificou uma cidade. É digno de nota que a primeira “cidade” do mundo tenha sido fundada pelo primeiro assassino, um indivíduo perversamente impenitente cuja vida, completa e irreversivelmente dedicada ao mal, foi vivida em desafio a Deus. Foi alterado, assim, o plano de Deus de que o homem vivesse em meio à natureza, contemplando nela o poder do Criador. Muitos males atuais são resultado direto do agrupamento antinatural de seres humanos em grandes cidades, onde os piores instintos predominam e vícios de todos os tipos florescem. CBASD, vol. 1, p. 229.
18 A Enoque nasceu-lhe Irade. O caráter de Enoque, filho de Caim, [e de seus descendentes] está em contraste tão acentuado com o do Enoque da linhagem de Sete, que é impossível identificar os dois como uma só pessoa.Quanto aos outros pares de nomes [Lameque, Matusalém,] a semelhança é apenas superficial. CBASD, vol. 1, p. 229.
19 Lameque tomou para si duas esposas. Lameque foi o primeiro a perverter o casamento, tal como este fora estabelecido por Deus, transformando-o na concupiscência dos olhos e da carne, sem ter sequer o pretexto de que a primeira esposa não tivesse tido filhos. A poligamia foi um novo mal que ficou arraigado durante longos séculos. Os nomes das esposas de Lameque sugerem atração sensual: Ada significa “adorno”e Zilá significa “sombra”ou “tilintar”. CBASD, vol. 1, p. 229.
22 Naamá. Não se sabe por que a irmã de Tubalcaim é especificamente mencionada. A tradição judaica a identifica como a esposa de Noé. Seu nome, que significa “a bela”ou “a agradável” reflete a mente mundana dos cainitas, que olhavam para a beleza, e não para o caráter, como o principal atrativo das mulheres. CBASD, vol. 1, p. 230.
23 Matei um homem. As palavras de Lameque, em forma hebraica poética, têm sido apropriadamente chamadas de o “Cântico de Lameque”. Tanto quanto se saiba saiba, esse cântico constitui a primeira composição poética do mundo. É difícil saber o significado exato de suas palavras um pouco enigmáticas. Orígenes escreveu dois livros sobre o “cântico”e depois declarou que ele não podia ser explicado. CBASD, vol. 1, p. 230.
25 Sete. Depois de relatar o desenvolvimento da ímpia família de Caim, o autor volta a Adão e Eva e repassa brevemente a história daqueles que foram fiéis a Deus. Pouco depois a morte de Abel nasceu um terceiro filho, a quem sua mãe deu o nome de Sete, Seth, o “nomeado”, a “compensação”ou o “substituto”, em lugar de Abel. Eva, tendo visto que seu filho piedoso estava morto e reconhecendo que as palavras de Deus com respeito ao descendente prometido não podiam encontrar cumprimento no amaldiçoado Caim, expressou sua fé de que o Libertador prometido viria através de Sete. Sua fé foi recompensada, pois os descendentes de Sete obedeceram ao Senhor. CBASD, vol. 1, p. 230.
26 Enos. Em seu tempo, iniciou-se um culto mais formal. As pessoas, é claro, haviam invocado o Senhor antes do nascimento de Enos, mas à medida que o tempo passava surgiu uma distinção mais evidente entre aqueles que adoravam ao Senhor e aqueles que O desafiavam. A expressão “invocar o nome do Senhor”é usada frequentemente no AT (Sl 79:6; 116:17; Jr 10:25; Sf 3:9) para indicar adoração pública, como ocorre aqui. CBASD, vol. 1, p. 230.
Fonte: https://reavivadosporsuapalavra.org/
Veja mais conteúdos no nosso site: www.mundoadventista.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/mundoadventistabr/?hl=en
Grupo no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/FpC7hCvdYHsGm6WfKHvrSS
Grupo no Telegram: https://t.me/mundoadventistabr