Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
O dever de cada pessoa
“De tudo o que se ouviu, a conclusão é esta: tema a Deus e guarde os seus mandamentos, porque isto é o dever de cada pessoa.” Eclesiastes 12:13
O capítulo 12 de Eclesiastes encerra a obra com uma chamada impactante à reflexão e ação, particularmente direcionada à juventude. Salomão, depois de explorar os caminhos da vida, conclui que a verdadeira satisfação e significado estão em uma entrega precoce a Deus.
O apelo para lembrar do Criador na juventude não é apenas um conselho, mas um alerta sábio. Salomão, que experimentou todos os prazeres mundanos, adverte que a busca desenfreada pelo vento, ou seja, pelas coisas passageiras e vazias, leva à amargura. A entrega a Deus desde cedo estabelece um alicerce sólido para uma vida plena.
O verso 5 destaca a importância de direcionar os desejos ao Senhor. Em um mundo cheio de distrações e tentações, a juventude é encorajada a buscar a orientação divina, permitindo que Deus molde seus anseios de acordo com a vontade Dele.
O destino humano, descrito no verso 7, ressalta nossa transitoriedade física, mas também destaca a dimensão eterna de nossa essência espiritual. O sopro de vida volta a Deus, um lembrete da origem divina de nossa existência.
A sabedoria, proveniente do único Pastor, é apresentada como pregos bem fixados, fornecendo solidez e estabilidade. Nossas palavras e pensamentos devem estar alicerçados em Jesus, o fundamento inabalável.
O equilíbrio é enfatizado no verso 12. O estudo é valioso, mas em excesso pode tornar-se prejudicial. É uma exortação para escolher com sabedoria o que ocupará nossa mente, priorizando os pensamentos edificantes e fundamentados em princípios eternos.
A conclusão destaca o propósito último da vida: temer a Deus e obedecer aos Seus mandamentos. Esse é o caminho que confere significado e direção à nossa jornada terrena. Embora o julgamento esteja à frente, a graça de Deus continua a oferecer redenção, proporcionando esperança mesmo diante das falhas humanas.
Promessa: O suprassumo do livro: tema a Deus e obedeça aos mandamentos Dele. Assim a vida fará sentido.
“De tudo o que se ouviu, a conclusão é esta: tema a Deus e guarde os seus mandamentos, porque isto é o dever de cada pessoa.” Eclesiastes 12:13
O capítulo 12 de Eclesiastes encerra a obra com uma chamada impactante à reflexão e ação, particularmente direcionada à juventude. Salomão, depois de explorar os caminhos da vida, conclui que a verdadeira satisfação e significado estão em uma entrega precoce a Deus.
O apelo para lembrar do Criador na juventude não é apenas um conselho, mas um alerta sábio. Salomão, que experimentou todos os prazeres mundanos, adverte que a busca desenfreada pelo vento, ou seja, pelas coisas passageiras e vazias, leva à amargura. A entrega a Deus desde cedo estabelece um alicerce sólido para uma vida plena.
O verso 5 destaca a importância de direcionar os desejos ao Senhor. Em um mundo cheio de distrações e tentações, a juventude é encorajada a buscar a orientação divina, permitindo que Deus molde seus anseios de acordo com a vontade Dele.
O destino humano, descrito no verso 7, ressalta nossa transitoriedade física, mas também destaca a dimensão eterna de nossa essência espiritual. O sopro de vida volta a Deus, um lembrete da origem divina de nossa existência.
A sabedoria, proveniente do único Pastor, é apresentada como pregos bem fixados, fornecendo solidez e estabilidade. Nossas palavras e pensamentos devem estar alicerçados em Jesus, o fundamento inabalável.
O equilíbrio é enfatizado no verso 12. O estudo é valioso, mas em excesso pode tornar-se prejudicial. É uma exortação para escolher com sabedoria o que ocupará nossa mente, priorizando os pensamentos edificantes e fundamentados em princípios eternos.
A conclusão destaca o propósito último da vida: temer a Deus e obedecer aos Seus mandamentos. Esse é o caminho que confere significado e direção à nossa jornada terrena. Embora o julgamento esteja à frente, a graça de Deus continua a oferecer redenção, proporcionando esperança mesmo diante das falhas humanas.
Promessa: O suprassumo do livro: tema a Deus e obedeça aos mandamentos Dele. Assim a vida fará sentido.
Comentário Blog Associação Geral
Oh, ser jovem. Lembramos da vitalidade e da empolgação com a vida, da facilidade de fazer tudo o que nos propúnhamos a fazer, do sentimento de sermos invencíveis.
A juventude é um presente de Deus. Os jovens costumam fazer piadas acerca das fragilidades da idade avançada e raramente pensam que um dia estarão no lugar deles. Raramente pensam que, um dia, o corpo ficará mais lento e a energia diminuirá.
Este capítulo está repleto de metáforas sublimes acerca do envelhecimento, cada uma como um incentivo para lembrarmos do Criador. Se adiarmos esta escolha, Deus nos receberá na idade avançada, mas é muito melhor para nós darmos a Ele o melhor da nossa vida. Lembre-se Dele hoje. Que coisa maravilhosa é dedicar a energia que temos a fim de honrar e servir ao nosso Deus. A vida é mais significativa se alinharmos nossos objetivos e energias às causas mais elevadas. Para isso precisamos ouvir a sabedoria e sermos ensináveis.
“Com tal exército de obreiros como o que poderia fornecer a nossa juventude devidamente preparada, quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao mundo todo! Quão depressa poderia vir o fim — o fim do sofrimento, tristeza e pecado! Quão depressa… poderiam nossos filhos receber a sua herança!” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 555.2
Art Kharns
Diretor de Música, Igreja Adventista do Sétimo Dia Simi Valley, Califórnia, EUA.
Reflexão - Heber Toth Armí
O livro não poderia encerrar com uma conclusão melhor. Você precisa ler!
“Eclesiastes pede uma resposta pessoal a Deus em conexão com estes dois eventos: ‘Lembra-te de teu Criador’ (12:1), ‘Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos’ (12:13). E, para que estes dois convites sejam seriamente considerados, insere entre eles um parêntese sobre a autoridade e a inspiração de suas obras (12:9-12)”.
Jacques Doukhan ainda destaca que o texto de 12:2-6 “não é sobre a velhice, como geralmente se interpreta, mas sobre o tempo do fim […]. A expressão [‘os dias maus’] é única em toda a Bíblia […]. A forma em que se apresentam os eventos é típica de uma linguagem escatológica: ‘Quando’ (12:3), literalmente, ‘no dia em que’. Esta é a forma em que se apresenta o dia grande dia da vinda de Deus nas profecias bíblicas [Joel 3:14-18; Zacarias 3:10]”.
Observe mais estes detalhes:
- O sol escurece (12:2; Joel 2:10-11, 31; Marcos 13:24, 26).
- O florescer da amendoeira (12:5) equivale ao tempo de Deus agir (Jeremias 1:12).
- A mulher que parou de trabalhar no moinho (12:3) sugere catástrofe repentina, seguido por silêncio pelo fechamento das portas – fim das atividades sociais e econômicas (12:4; Mateus 24:41).
- Há atmosfera de desolação e mortes absolutas (12:4-5; Jeremias 4:23-28);
- A humanidade vai para a tumba. É o fim do mundo (12:6-7).
Temer a Deus é uma filosofia de vida (12:13-14; Salmo 33:18; Jó 28:24-28; Deuteronômio 10:12-14; Eclesiastes 3:14; 5:7; 7:18; 8:12). “O temor de Deus é a essência da religião bíblica. Não é um sentimento etéreo ou uma doutrina abstrata; é uma relação dinâmica. Para Eclesiastes, o temor de Deus é a implicação direta do Juízo… (12:14)”, comenta Doukhan.
Compare tudo isso com Apocalipse 14:6-12. Ali é citado o juízo vinculado ao temor a Deus e à guarda dos mandamentos. A mensagem de Eclesiastes deve ser tão estudada e pregada quanto à de Apocalipse.
O Pregador, diz o Dr. Ruben Aguilar, “deseja, com muita paixão, que seus ouvintes reconheçam que tudo na vida, sem fé, sem lei e sem a presença do juízo, é uma vã ilusão: ‘Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade’ (Eclesiastes 12:8)”.
Qual filosofia de vida vais aderir? A de Deus ou a tua própria? Reflita! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
O último capítulo de Eclesiastes aborda quatro dos temas bíblicos mais questionados no meio cristão: criação, morte, observância dos mandamentos e juízo. Vejamos hoje que, assim como “O Pregador” (v.9) escreveu “com retidão palavras de verdade” (v.10), “dadas pelo único Pastor” (v.11), toda a Bíblia explica a verdade sobre estes quatro assuntos, sem deixar margem de dúvida. Vejamos:
1. “Lembra-te do teu Criador” (v.1): o relato da criação apresentado em Gênesis é tão real quanto o relato da redenção apresentado nos evangelhos. A expressão “Lembra-te”, também aparece no quarto mandamento da Lei de Deus (Êx.20:8-11), que, por sinal, é o único mandamento que nos remete a Deus como Criador. O livro de Salmos confirma o relato de Gênesis (Sl.33:6 e 9; Sl.104). Jesus falou sobre a criação (Mc.10:6). João confirmou o relato original (Jo.1:1-3). Paulo fez referência à criação (Rm.1:20; 1Co.15:45; 1Tm.2:13-14). O livro de Hebreus aponta para o relato de Gênesis (Hb.11:3). A primeira voz angélica diz: “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).
2. “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (v.7). Além de ser mais uma confirmação do relato da criação do homem (Gn.2:7), também desmistifica a verdade sobre a morte. A Bíblia afirma que a matéria-prima, o pó da terra, volta para o seu lugar de origem, e o espírito, ou seja, o fôlego de vida, retorna para Deus, o Doador da vida. A palavra usada é “ruach”, que significa “vento”, “sopro”, e não uma entidade fora do corpo. Pois nós não temos uma alma, nós somos uma “alma vivente” (Gn.2:7; Ez.18:4). A Bíblia também afirma que a morte é um sono (Jo.5:28-29), e que os mortos não sabem coisa alguma (Ec.9:5-6). O próprio Jesus comparou a morte com o sono (Jo.11:11-14) e o apóstolo Paulo também (1Ts.4:13-14).
3. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (v.13): a conclusão apresentada por Salomão é a mesma que foi apresentada a Adão e Eva antes do pecado, aos homens antes do dilúvio, a Israel no êxodo e a nós hoje (Ap.14:7, 12). O maior Salmo e capítulo da Bíblia é dedicado inteiramente à exaltação da Lei de Deus. Jesus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Tiago reforçou: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg.2:10). João confirmou: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (1Jo.5:3). Paulo reforçou: “a Lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm.7:12). O povo de Deus dos últimos dias será conhecido como “os que guardam os mandamentos de Deus” (Ap.12:17). E há algo bem claro e definido no final do verso 13: a observância dos mandamentos “é o dever de todo homem”.
4. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (v.14): Chegará o dia em que todo ser humano terá de prestar contas ao justo Juiz (At.17:31). “Manifesta se tornará a obra de cada um” (1Co.3:13) e cada um será julgado com base na “lei da liberdade” (Tg.2:12). Tiago chama os dez mandamentos de lei da liberdade, lei sob a qual seremos todos julgados, e ainda reforça: “Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tg.1:25). Paulo afirmou em Romanos 13:10 que “o cumprimento da lei é o amor”. O apóstolo João escreveu: “Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança” (1Jo.4:17). A Lei de Deus, além de ser uma expressão do Seu caráter e uma manifestação do Seu amor, será a base legal de Seu juízo.
Amados, o Espírito Santo tem nos guiado “a toda a verdade” (Jo.16:13). A função da verdade é de nos libertar (Jo.8:32). E “para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl.5:1). A escravidão deste mundo destrói, a liberdade em Cristo nos salva e nos move a cumprirmos o nosso dever por amor. A obediência, portanto, é uma prova de amor! Vigiemos e oremos!
