Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
A inconsciência na morte
“Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o conforme as suas forças, porque na sepultura, que é para onde você vai, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:10
O nono capítulo de Eclesiastes revela uma profunda reflexão sobre a injustiça e a efemeridade da vida sob a perspectiva daqueles que não possuem a esperança da vida eterna. Salomão confronta a inevitabilidade da morte e, para aqueles que não creem na ressurreição, a sepultura torna-se a maior injustiça.
No contexto da vida após a morte, Salomão esclarece que os mortos permanecem em um estado de inconsciência até o momento da ressurreição. Essa compreensão desafia crenças populares sobre espíritos errantes ou interações entre os vivos e os mortos. Salomão destaca que qualquer suposta comunicação com os mortos é, na verdade, obra de demônios, alertando contra práticas espirituais que podem desviar as pessoas da verdade.
A sabedoria de Salomão se destaca quando aborda a importância de agir e expressar amor enquanto temos vida. A valorização do cônjuge em vida, a realização de boas obras e a busca pela excelência refletem o entendimento de que a vida merece ser vivida de maneira significativa e produtiva.
Salomão também observa que a justiça e o sucesso nem sempre estão alinhados. Em um mundo marcado por acasos e circunstâncias, ele destaca que nem sempre os melhores são os mais bem-sucedidos. Contudo, Deus, apesar da injustiça aparente, promete ser um refúgio nos momentos de desgraça.
A desigualdade social é lamentada por Salomão, que nota que, muitas vezes, a sabedoria dos menos privilegiados é negligenciada. Em uma sociedade que muitas vezes valoriza mais a riqueza do que a sabedoria, suas palavras servem como um apelo à atenção para as vozes sábias que podem passar despercebidas.
O capítulo encerra enfatizando a importância de ouvir os sábios e destaca que, apesar das adversidades, um indivíduo justo pode ter um impacto significativo para o bem. Mesmo em um mundo marcado por injustiça e incerteza, a mensagem é clara: valorizar a sabedoria, agir justamente e confiar em Deus proporcionam significado e propósito à vida, independentemente das circunstâncias.
Promessa: Os mortos permanecem em um estado de inconsciência até o dia da ressurreição por ocasião da volta de Jesus (justos) ou mil anos depois (ímpios)
“Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o conforme as suas forças, porque na sepultura, que é para onde você vai, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:10
O nono capítulo de Eclesiastes revela uma profunda reflexão sobre a injustiça e a efemeridade da vida sob a perspectiva daqueles que não possuem a esperança da vida eterna. Salomão confronta a inevitabilidade da morte e, para aqueles que não creem na ressurreição, a sepultura torna-se a maior injustiça.
No contexto da vida após a morte, Salomão esclarece que os mortos permanecem em um estado de inconsciência até o momento da ressurreição. Essa compreensão desafia crenças populares sobre espíritos errantes ou interações entre os vivos e os mortos. Salomão destaca que qualquer suposta comunicação com os mortos é, na verdade, obra de demônios, alertando contra práticas espirituais que podem desviar as pessoas da verdade.
A sabedoria de Salomão se destaca quando aborda a importância de agir e expressar amor enquanto temos vida. A valorização do cônjuge em vida, a realização de boas obras e a busca pela excelência refletem o entendimento de que a vida merece ser vivida de maneira significativa e produtiva.
Salomão também observa que a justiça e o sucesso nem sempre estão alinhados. Em um mundo marcado por acasos e circunstâncias, ele destaca que nem sempre os melhores são os mais bem-sucedidos. Contudo, Deus, apesar da injustiça aparente, promete ser um refúgio nos momentos de desgraça.
A desigualdade social é lamentada por Salomão, que nota que, muitas vezes, a sabedoria dos menos privilegiados é negligenciada. Em uma sociedade que muitas vezes valoriza mais a riqueza do que a sabedoria, suas palavras servem como um apelo à atenção para as vozes sábias que podem passar despercebidas.
O capítulo encerra enfatizando a importância de ouvir os sábios e destaca que, apesar das adversidades, um indivíduo justo pode ter um impacto significativo para o bem. Mesmo em um mundo marcado por injustiça e incerteza, a mensagem é clara: valorizar a sabedoria, agir justamente e confiar em Deus proporcionam significado e propósito à vida, independentemente das circunstâncias.
Promessa: Os mortos permanecem em um estado de inconsciência até o dia da ressurreição por ocasião da volta de Jesus (justos) ou mil anos depois (ímpios)
Comentário Blog Associação Geral
Ansiamos por um mundo ordenado e racional. Queremos justiça, recompensas por fazer bem e consequências para aqueles (não necessariamente nós) que não fazem o bem. Ficamos frustrados quando os bons morrem jovens, os perversos se dão bem ou quando o esforço honesto não traz os resultados almejados. Valorizamos os versículos bíblicos que nos garantem que Deus nos recompensará e chamará os maus para o acerto de contas.
Neste capítulo, o autor reconhece que a vida muitas vezes não é assim. Se contarmos com isso como algo certo, poderemos ficar desiludidos e abandonarmos nosso caminho espiritual. É interessante que, apesar de todas as declarações aparentemente niilistas deste capítulo, a conclusão do autor não é desesperadora. Por que não?
As lições:
– Confie em Deus, apesar das circunstâncias ao redor.
– Faça o bem sem esperar ser recompensado, viva com otimismo (v. 7,8,10,16)
– Aceite que o seu futuro está nas mãos de Deus, mesmo que não faça sentido para você (v. 1,11,12)
– Veja a todos como estando no mesmo barco, o que implica que devemos ser menos críticos e mais compassivos (v. 2)
– Aproveite o dia, utilizando bem o tempo que lhe foi dado (v. 4)
– Conte as bênçãos (v. 9)
– Seja introspectivo, não impetuoso (v. 17,18)
Em resumo, viva com fé e confiança apesar das circunstâncias, sabendo que a nossa esperança é segura.
Art Kharns
Diretor de Música, Igreja Adventista do Sétimo Dia Simi Valley, Califórnia, EUA.
Reflexão - Heber Toth Armí
ECLESIASTES 9 – Egoístas se corrompem pelo próprio egoísmo. Orgulhosos se acabam com seu próprio orgulho. Imorais em busca de prazeres e felicidades sem princípios divinos logo percebem que pegaram o atalho da morte.
Reside na sabedoria a essência da humildade que leva-nos a inclinar-nos diante da revelação legada por Deus à humanidade em Sua Santa Palavra. Tal atitude eleva-nos das mazelas e desesperos deste mundo insano à esperança do juízo que virá para resolver toda injustiça praticada debaixo do sol.
• A certeza que temos é que morreremos. Não há meios de fugir da morte. Mais cedo ou mais tarde ela chega e nos leva (v. 1).
• Sentimentos bons e ruins não escolhem perfis, sobrevém ao santo e a profano, aos maus e aos bons, aos justos e aos corruptos; tais sentimentos não estão ocultos aos olhos perscrutadores de Deus, o qual levará em conta no dia do juízo (vs. 1-3).
• Morrer é indesejável, porque Deus não fez o ser humano para a morte. A morte é estranha e intolerável a nós, mas ela entrou no mundo por causa de nossos pecados. Por isso, preferimos viver antes que morrer. “Os mortos estão em um estado de sono inconsciente e não participam de nada que acontece na Terra ou no Céu. A Bíblia não apoia a doutrina de um estado de consciência entre a morte e a ressurreição” (Bíblia de Estudo Andrews). Não há vida, sentimentos, nem consciência alguma na morte. Morte é morte, não vida (vs. 4-6).
• O tempo de decidir aproveitar a vida é antes da morte, não quando morre. O tempo de comprometer-se com Deus e usar a sabedoria para promover o bem é sempre agora, nunca depois; pois, o dia e a hora de nossa morte é incerta, embora a morte seja certa (vs. 7-18).
“Em anos recentes, numerosos eruditos bíblicos, filósofos e cientistas têm reexaminado a ponto de vista dualista tradicional da natureza humana, que consistiria de um corpo material, mortal, e uma alma espiritual, imortal. Eles têm constatado que esse ponto de vista é contrário às Escrituras, à razão e à ciência” (Samuele Bacchiocchi).
Sem atividade ou inteligência na sepultura, precisamos tomar a decisão certa enquanto vivemos. Não há melhor coisa a fazer do que aproveitar a vida com Deus! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos climáticos, dando-nos a possibilidade de saber a previsão do tempo e a proximidade de possíveis desastres naturais. Porém, esta mesma previsibilidade, infelizmente, não podemos ter com relação ao que fazemos neste mundo. Ainda que sejamos, aos olhos de Deus, justos e sábios, nunca saberemos ao certo o que nos espera no futuro. Nossas ações, por melhores e bem intencionadas que sejam, nem sempre são correspondidas da maneira que esperamos. Mas existe algo completamente previsível: “Tudo igualmente sucede a todos” (v.2). E, só para não restar dúvidas, “a todos sucede o mesmo” (v.3).
Ninguém conhece o dia da morte, mas sabe que, enquanto estivermos neste mundo cujo “salário do pecado é a morte” (Rm.6:23), estamos todos sujeitos à mesma “remuneração”. Temos dentro de nós algo que pode decretar a nossa sentença de morte antes mesmo dela chegar de fato: o nosso coração. Pois “o coração dos homens está cheio de maldade” (v.3). “Enganoso é o coração…” (Jr.17:9). Porém, enquanto há vida, há esperança! “Porque eu estou bem certo de que nem a morte… poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).
Existem várias doutrinas sobre o estado dos mortos, mas a verdade sobre a morte é apenas uma, e Salomão (bem como toda a Bíblia) deixa isso bem claro: “… mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (v.5). Ao referir-se à morte de Lázaro, Jesus disse: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Sobre a reação dos cristãos sobre a morte, Paulo escreveu: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1Ts.4:13). A Bíblia compara a morte ao sono, um estado de completa inconsciência que só será interrompido quando a mesma voz que fez Lázaro sair do túmulo com vida for ouvida na manhã da ressurreição. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16).
De forma sábia e prudente, o Senhor nos convida a procurarmos viver aqui um prenúncio do que viveremos na eternidade. O prazer de desfrutar com alegria das dádivas que Deus nos dá não é pecado, amados. O pecado está em permitir que os prazeres da vida ultrapassem os limites estabelecidos por Ele nas Escrituras. Mas se o nosso gozo não macular as alvas vestes que Jesus nos concede e nem esgotar o óleo do Espírito de nossa mente (v.8), então devemos louvar a Deus pela porção de regozijo que Ele nos oferece. Este mundo se tornou triste o suficiente para que a nossa vida seja regida por “ódio ou inveja” (v.6), ou qualquer outro tipo de sentimento que nos roube a esperança da vida eterna em Cristo Jesus.
A ilustração a respeito do pobre sábio descreve com exatidão esta verdade. Ainda que a sua sabedoria seja desprezada e suas palavras negligenciadas, “melhor é a sabedoria do que a força” (v.16). Porque a sabedoria “dá vida ao seu possuidor” (Ec.7:12), “mas um só pecador destrói muitas coisas boas” (v.18). Não pense que você tem o poder de prever suas intenções. Fuja do mal enquanto há esperança (v.4)! “Vai” (v.7) e desfruta da porção que Deus lhe confiou na companhia do cônjuge “que amas” (v.9). “Em todo tempo, sejam alvas as tuas vestes e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça” (v.8). Tudo o que Deus lhe confiar para fazer, não faça motivado pelo egoísmo, mas “conforme as tuas forças” (v.10), “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). E lembre-se: Mais vale ouvir “as palavras dos sábios” em silêncio do que “os gritos de quem governa entre tolos” (v.17). E a previsão do teu tempo porvir será a chegada da chuva serôdia, culminando no raiar da manhã gloriosa! Vigiemos e oremos!
