Reavivados por Sua Palavra | Eclesiastes 9

 

Leitura da Bíblia


Um Capítulo por dia

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas.


Acesse a Bíblia: Bíblia Sagrada Bíblia Sagrada em áudio Narrada por Cid Moreira


Comentários em vídeo


RPSP - Oficial | Pr. Adolfo Suarez


RPSP - NT | Pr. Ronaldo de Oliveira


RPSP - Animação | Pr. Weverton Castro


A Carta - Áudio | Pr. Michelson Borges 


RPSP - Áudio | Pr. Valdeci Júnior


RPSP - Comentário | Pr. Pedro Evilacio


RPSP - Em Espanhol | Pr. Bruno Raso



Comentários em Texto


Pr. Michelson Borges

A inconsciência na morte



“Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o conforme as suas forças, porque na sepultura, que é para onde você vai, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9:10

O nono capítulo de Eclesiastes revela uma profunda reflexão sobre a injustiça e a efemeridade da vida sob a perspectiva daqueles que não possuem a esperança da vida eterna. Salomão confronta a inevitabilidade da morte e, para aqueles que não creem na ressurreição, a sepultura torna-se a maior injustiça.

No contexto da vida após a morte, Salomão esclarece que os mortos permanecem em um estado de inconsciência até o momento da ressurreição. Essa compreensão desafia crenças populares sobre espíritos errantes ou interações entre os vivos e os mortos. Salomão destaca que qualquer suposta comunicação com os mortos é, na verdade, obra de demônios, alertando contra práticas espirituais que podem desviar as pessoas da verdade.

A sabedoria de Salomão se destaca quando aborda a importância de agir e expressar amor enquanto temos vida. A valorização do cônjuge em vida, a realização de boas obras e a busca pela excelência refletem o entendimento de que a vida merece ser vivida de maneira significativa e produtiva.

Salomão também observa que a justiça e o sucesso nem sempre estão alinhados. Em um mundo marcado por acasos e circunstâncias, ele destaca que nem sempre os melhores são os mais bem-sucedidos. Contudo, Deus, apesar da injustiça aparente, promete ser um refúgio nos momentos de desgraça.

A desigualdade social é lamentada por Salomão, que nota que, muitas vezes, a sabedoria dos menos privilegiados é negligenciada. Em uma sociedade que muitas vezes valoriza mais a riqueza do que a sabedoria, suas palavras servem como um apelo à atenção para as vozes sábias que podem passar despercebidas.

O capítulo encerra enfatizando a importância de ouvir os sábios e destaca que, apesar das adversidades, um indivíduo justo pode ter um impacto significativo para o bem. Mesmo em um mundo marcado por injustiça e incerteza, a mensagem é clara: valorizar a sabedoria, agir justamente e confiar em Deus proporcionam significado e propósito à vida, independentemente das circunstâncias.

Promessa: Os mortos permanecem em um estado de inconsciência até o dia da ressurreição por ocasião da volta de Jesus (justos) ou mil anos depois (ímpios) 

Comentário Blog Associação Geral

Ansiamos por um mundo ordenado e racional. Queremos justiça, recompensas por fazer bem e consequências para aqueles (não necessariamente nós) que não fazem o bem. Ficamos frustrados quando os bons morrem jovens, os perversos se dão bem ou quando o esforço honesto não traz os resultados almejados. Valorizamos os versículos bíblicos que nos garantem que Deus nos recompensará e chamará os maus para o acerto de contas.

Neste capítulo, o autor reconhece que a vida muitas vezes não é assim. Se contarmos com isso como algo certo, poderemos ficar desiludidos e abandonarmos nosso caminho espiritual. É interessante que, apesar de todas as declarações aparentemente niilistas deste capítulo, a conclusão do autor não é desesperadora. Por que não?

As lições:
– Confie em Deus, apesar das circunstâncias ao redor.
– Faça o bem sem esperar ser recompensado, viva com otimismo (v. 7,8,10,16)
– Aceite que o seu futuro está nas mãos de Deus, mesmo que não faça sentido para você (v. 1,11,12)
– Veja a todos como estando no mesmo barco, o que implica que devemos ser menos críticos e mais compassivos (v. 2)
– Aproveite o dia, utilizando bem o tempo que lhe foi dado (v. 4)
– Conte as bênçãos (v. 9)
– Seja introspectivo, não impetuoso (v. 17,18)

Em resumo, viva com fé e confiança apesar das circunstâncias, sabendo que a nossa esperança é segura.

Art Kharns

Diretor de Música, Igreja Adventista do Sétimo Dia Simi Valley, Califórnia, EUA. 

Reflexão - Heber Toth Armí

ECLESIASTES 9 – Egoístas se corrompem pelo próprio egoísmo. Orgulhosos se acabam com seu próprio orgulho. Imorais em busca de prazeres e felicidades sem princípios divinos logo percebem que pegaram o atalho da morte.

Reside na sabedoria a essência da humildade que leva-nos a inclinar-nos diante da revelação legada por Deus à humanidade em Sua Santa Palavra. Tal atitude eleva-nos das mazelas e desesperos deste mundo insano à esperança do juízo que virá para resolver toda injustiça praticada debaixo do sol.

• A certeza que temos é que morreremos. Não há meios de fugir da morte. Mais cedo ou mais tarde ela chega e nos leva (v. 1).
• Sentimentos bons e ruins não escolhem perfis, sobrevém ao santo e a profano, aos maus e aos bons, aos justos e aos corruptos; tais sentimentos não estão ocultos aos olhos perscrutadores de Deus, o qual levará em conta no dia do juízo (vs. 1-3).
• Morrer é indesejável, porque Deus não fez o ser humano para a morte. A morte é estranha e intolerável a nós, mas ela entrou no mundo por causa de nossos pecados. Por isso, preferimos viver antes que morrer. “Os mortos estão em um estado de sono inconsciente e não participam de nada que acontece na Terra ou no Céu. A Bíblia não apoia a doutrina de um estado de consciência entre a morte e a ressurreição” (Bíblia de Estudo Andrews). Não há vida, sentimentos, nem consciência alguma na morte. Morte é morte, não vida (vs. 4-6).
• O tempo de decidir aproveitar a vida é antes da morte, não quando morre. O tempo de comprometer-se com Deus e usar a sabedoria para promover o bem é sempre agora, nunca depois; pois, o dia e a hora de nossa morte é incerta, embora a morte seja certa (vs. 7-18).

“Em anos recentes, numerosos eruditos bíblicos, filósofos e cientistas têm reexaminado a ponto de vista dualista tradicional da natureza humana, que consistiria de um corpo material, mortal, e uma alma espiritual, imortal. Eles têm constatado que esse ponto de vista é contrário às Escrituras, à razão e à ciência” (Samuele Bacchiocchi).

Sem atividade ou inteligência na sepultura, precisamos tomar a decisão certa enquanto vivemos. Não há melhor coisa a fazer do que aproveitar a vida com Deus! – Heber Toth Armí.

Comentário Rosana Barros

A meteorologia é a ciência que estuda os fenômenos climáticos, dando-nos a possibilidade de saber a previsão do tempo e a proximidade de possíveis desastres naturais. Porém, esta mesma previsibilidade, infelizmente, não podemos ter com relação ao que fazemos neste mundo. Ainda que sejamos, aos olhos de Deus, justos e sábios, nunca saberemos ao certo o que nos espera no futuro. Nossas ações, por melhores e bem intencionadas que sejam, nem sempre são correspondidas da maneira que esperamos. Mas existe algo completamente previsível: “Tudo igualmente sucede a todos” (v.2). E, só para não restar dúvidas, “a todos sucede o mesmo” (v.3).

Ninguém conhece o dia da morte, mas sabe que, enquanto estivermos neste mundo cujo “salário do pecado é a morte” (Rm.6:23), estamos todos sujeitos à mesma “remuneração”. Temos dentro de nós algo que pode decretar a nossa sentença de morte antes mesmo dela chegar de fato: o nosso coração. Pois “o coração dos homens está cheio de maldade” (v.3). “Enganoso é o coração…” (Jr.17:9). Porém, enquanto há vida, há esperança! “Porque eu estou bem certo de que nem a morte… poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).

Existem várias doutrinas sobre o estado dos mortos, mas a verdade sobre a morte é apenas uma, e Salomão (bem como toda a Bíblia) deixa isso bem claro: “… mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (v.5). Ao referir-se à morte de Lázaro, Jesus disse: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Sobre a reação dos cristãos sobre a morte, Paulo escreveu: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1Ts.4:13). A Bíblia compara a morte ao sono, um estado de completa inconsciência que só será interrompido quando a mesma voz que fez Lázaro sair do túmulo com vida for ouvida na manhã da ressurreição. “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16).

De forma sábia e prudente, o Senhor nos convida a procurarmos viver aqui um prenúncio do que viveremos na eternidade. O prazer de desfrutar com alegria das dádivas que Deus nos dá não é pecado, amados. O pecado está em permitir que os prazeres da vida ultrapassem os limites estabelecidos por Ele nas Escrituras. Mas se o nosso gozo não macular as alvas vestes que Jesus nos concede e nem esgotar o óleo do Espírito de nossa mente (v.8), então devemos louvar a Deus pela porção de regozijo que Ele nos oferece. Este mundo se tornou triste o suficiente para que a nossa vida seja regida por “ódio ou inveja” (v.6), ou qualquer outro tipo de sentimento que nos roube a esperança da vida eterna em Cristo Jesus.

A ilustração a respeito do pobre sábio descreve com exatidão esta verdade. Ainda que a sua sabedoria seja desprezada e suas palavras negligenciadas, “melhor é a sabedoria do que a força” (v.16). Porque a sabedoria “dá vida ao seu possuidor” (Ec.7:12), “mas um só pecador destrói muitas coisas boas” (v.18). Não pense que você tem o poder de prever suas intenções. Fuja do mal enquanto há esperança (v.4)! “Vai” (v.7) e desfruta da porção que Deus lhe confiou na companhia do cônjuge “que amas” (v.9). “Em todo tempo, sejam alvas as tuas vestes e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça” (v.8). Tudo o que Deus lhe confiar para fazer, não faça motivado pelo egoísmo, mas “conforme as tuas forças” (v.10), “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). E lembre-se: Mais vale ouvir “as palavras dos sábios” em silêncio do que “os gritos de quem governa entre tolos” (v.17). E a previsão do teu tempo porvir será a chegada da chuva serôdia, culminando no raiar da manhã gloriosa! Vigiemos e oremos!

Comentários Selecionados

1 … Todas estas coisas. Ou seja, a questão da adversidade do justo e da prosperidade do ímpio.

Os justos. As obras de uma pessoa declaram o que ela é. pelos frutos serão conhecidos (Mt 7: 15-20).

Nas mão de Deus. A vontade de Deus é suprema. A mão é uma figura de  poder e autoridade (Dt 33:3; Is 62:3).

Se é amor ou se é ódio. É difícil saber qual a intenção  por trás das várias experiências da vida.Na maioria das vezes, estas experiências ilustram uma questão de causa e efeito (ver Gl 6:7). Às vezes Deus pode decidir realizar algo que, em Sua sabedoria, Ele sabe ser o melhor. Por meio da providência de Deus todas as experiências podem se tornar uma oportunidade para desenvolver o caráter.

Tudo lhe está oculto. A razão humana, sozinha, não pode penetras as vicissitudes da vida nem a natureza dos planos de Deus para a ida ou para o futuro…

2 … Ao bom. Todas as versões antigas com excessão dos Targuns acrescentam “e dos maus”, que parece necessário para completar o paralelo.

Ar puro. Possivelmente, uma referência à purificação cerimonial.

Ao que sacrifica. Ou seja, à pessoa que é meticulosa em cumprir as exigências rituais  exteriores da vida religiosa.

Este é o mal. Salomão ainda não aceitava o fato de que os bons e os maus morrem.

4 … Um cão vivo. O cão é descrito na Bíblia  como o mais desprezado de todos os animais (ÊX 22:31; 1Sm 17:43; Pv 26:11; 2Pe 2:22) e ainda é considerado assim nos países orientais. O cachorro é um símbolo de impiedade cruel (Sl 22:16, 59:2, 6, 14; Is 56:10, 11; Ap 22:14, 15).

Os vivos sabem. Eles conseguem planejar e fazer preparativos para a morte, pois sabem que devem enfrentá-la.

Os mortos não sabem coisa nenhuma. Ver Sl 88:10-12; 115:17.

Recompensa. Não é uma referência à recompensa eterna, quer seja da morte para os ímpios (Ap 20:11-15) ou da imortalidade para os justos (ver Ap 21:1-4; cf. Mt 16:27; 1Co 15: 51-54). Salomão está falando aqui sobre usufruir os frutos do trabalho nesta vida.

Sua memória. Ou seja, a lembrança deles na mente dos vivos e não a própria memória dos mortos. Isto é claro por causa  do sentido da palavra zeker, “lembrança”, “memorial” e de seu uso no AT. Isto se refere,  sem exceção, à “lembrança” de pessoas ou eventos, e junca à capacidade de memória (Jó 18: 17; Sl 31:12; 112:6).

6 … Parte. Quando a pessoa está viva tem uma parte a desempenhar e pode desfrutar a recompensa de seus labores, Mas, com a morte, suas funções terminam. Jó (Jó 14: 10-14), o salmista (Sl 30:9) e o profeta Isaías (Is 38:10) expressam esta mesma verdade.

7 … Tuas obras. Deus concede abundância de bençãos nesta vida e é Sua vontade que as pessoas as desfrutem. Porém, chegará o dia em que será feita a distinção entre o justo e o ímpio (Ml 3:18) com base na forma como utilizaram essas bençãos: se para fins egoístas ou para ministrar às necessidades de seus semelhantes (Mt 25:31-46).

8 … O óleo. Era um costume oriental aplicar óleo na cabeça para refrescar o corpo e perfumá-lo (ver Sl 23:5; Am 6:6). Não ungir a cabeça era considerado sinal de luto ou jejum (2Sm 14:2; Mt 6:17). O óleo também é símbolo das ricas bençãos de Deus (Sl 92:10; 104:15; cf. Is 61:3).

Goza a vida. Esta parte da oração diz, literalmente, para “ver a vida com a mulher que tu amas”. O casamento foi ordenado para trazer alegria suprema, e o lar deverias o Céu na Terra (ver Pv 5:18, 19; 18:22).

Tua porção. Ou seja, para que um homem tenha um casamento feliz. Era desígnio de Deus que o ser humano tivesse uma vida feliz e a  consciência tranquila. O ser humano deve aproveitar plenamente os privilégios e responsabilidades que a vida lhe dá.

10 … No além. Do heb. she’ol, o figurado domínio dos mortos (…). Esta é a única menção de she’ol em Eclesiastes. É evidente que Salomão cria num estado de  inconsciência no she’ol (…).

11 Ligeiros. Ao contrário dos seres humanos, Deus não depende de qualidades físicas e força mental (1Sm 14:6; 17:47). de modo semelhante,  entre as pessoas,  as qualidades exteriores, que parecem dar vantagem a uns sobre outros, não são as mais importantes.

14 Um grande rei. Comentaristas especulam por muito tempo com relação a que cidade Salomão se referia. Não há base para determinar que cidade estaria na mente do escritor nem qual seria o “grande rei”. Isto por ter sido uma alusão velada a algum evento histórico.

15 … Livrou. Em 2 Samuel 20:13 a 22, é descrito um evento semelhante, no qual uma cidade foi salva por uma sábia mulher.

Ninguém se lembrou. Quando a crise passou, o libertador foi ignorado e esquecido (comparar com a experiência de José em Gn 40:23). A aclamação pública é volúvel e não confiável. este pobre homem sábio mergulhou novamente na obscuridade.

16 … Suas palavras. Ele demonstrou bom senso, mas conselhos extras, talvez indesejáveis, não foram aceitos.

17 … Governa entre tolos. Num momento de empolgação, o demagogo pode ser seguido, para grande perda da nação.

18 Armas de guerra. O mundo precisa de sabedoria divina mais do que  de um arsenal de bombas.

Destrói. Uma pessoa pode trazer grande perda para a nação (Js 7: 1, 4).