Reavivados por Sua Palavra | Cântico dos Cânticos 1

 

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Pr. Michelson Borges

Celebração do amor conjugal



“O meu amado é para mim como um sachê de mirra posto entre os meus seios.” Cantares 1:13

O livro de Cantares de Salomão nos presenteia com uma visão poética e profunda do amor conjugal. Nos primeiros versículos, percebemos a riqueza de significados que o relacionamento íntimo entre um homem e uma mulher pode ter quando é vivido sob a bênção de Deus.

O autor destaca a importância da responsabilidade na intimidade física. A referência aos potentes neurotransmissores revela que, além do prazer, há uma complexidade química nesse aspecto da relação. Assim, a responsabilidade é apresentada como um elemento vital para a saúde emocional e espiritual do casal.

O amor conjugal é celebrado por meio de beijos e carícias, sendo explicitamente afirmado que essa expressão de afeto vem de Deus. Aqui, percebemos que a intimidade física não é apenas uma necessidade humana, mas um dom divino destinado a fortalecer a união matrimonial.

A referência aos aposentos indica que há uma esfera privada no relacionamento. A discrição em certos aspectos revela a importância de manter a privacidade e a intimidade protegidas, fortalecendo a conexão única entre marido e mulher.

A exclusividade do casamento é destacada nos versículos 4 e 8: cada cônjuge é a fonte de alegria e beleza para o outro. Essa exclusividade é mais do que um compromisso social; é uma expressão de amor e admiração genuínos.

A presença de amigos que se alegram com a felicidade do casal ressalta a importância de compartilhar a vida com outros. O casamento não é apenas uma jornada a dois, mas um convite para que outros também se alegrem e participem desse caminho.

A naturalidade com que o livro aborda o sexo e as partes do corpo destaca a santidade desse aspecto da vida conjugal. Infelizmente, como mencionado, essa naturalidade foi deturpada, mas a visão original destaca a beleza da sexualidade quando vivida dentro dos limites abençoados por Deus.

Promessa: O casamento é descrito como um leito verdejante, uma casa estável e um lugar de proteção. Busquemos a bênção de Deus para viver o amor em sua plenitude. 

Comentário Blog Associação Geral

A mais sublime das 1.005 composições de Salomão (Cantares 1:1; 1 Reis 4:32), o Cântico dos Cânticos, ou Cantares (também chamado de “Cântico de Salomão”) foi provavelmente escrito durante a primeira metade do reinado de Salomão, enquanto o rei ainda era fiel a Deus.

A canção retrata o relacionamento íntimo de amor entre Salomão e “a sulamita” (“Sra. Salomão”, provavelmente a filha de Faraó que se tornou uma crente em Yahweh; Cantares 6:13; 1 Reis 3:1; 7:8). Os diálogos seguem o enredo básico de (1) namoro (1:2 — 3:5), (2) procissão nupcial e casamento (3:6 — 5:1) e (3) a vida de amor após o casamento (5:2 – 8: 14).

Muitos intérpretes ao longo da história, envergonhados pela linguagem franca e íntima de Cantares, rejeitaram o seu significado literal e consideraram o livro meramente uma descrição simbólica da relação de amor espiritual entre Deus e Seu povo. Embora haja de fato lições espirituais a serem aprendidas, não há nenhuma indicação nos Cânticos de Salomão de que o sentido literal do livro deva ser espiritualizado. Em vez disso, parece claro que Deus inspirou todo um livro da Bíblia o qual celebra a beleza e a alegria de um relacionamento de amor saudável entre um homem e uma mulher!

O Sublime Cântico dos Cânticos constitui um retorno ao Éden, um comentário inspirado de Gênesis 1-3, um extraordinário guia para o namoro e casamento.

Richard M. Davidson
Professor de Interpretação do Antigo Testamento

Seminário Teológico da Andrews University. 

Reflexão - Heber Toth Armí

CÂNTICO DOS CÂNTICOS 1 – “Muitos se surpreendem ao descobrir que o ponto de vista bíblico sobre sexo é extremamente positivo. Deus inventou o sexo, foi Ele que nos deu uma maneira maravilhosa de demonstrar amor a outra pessoa. Existe um livro inteiro do Antigo Testamento dedicado a exaltar a beleza do sexo e a mostrar o quanto Deus se agradou ao ver que o que Ele tinha feito era bom e agradável” – observa Amy Orr-Erwing.

No pensamento bíblico quando se quer dar um destaque sobre algo, se repete as palavras. Por exemplo (Salmo 136:2; Hebreus 9:3; Apocalipse 19:16),
• Santo dos santos = Santíssimo.
• Rei dos reis = acima de todos os reis e reinos.
• Senhor dos senhores = Senhor de todos os senhores.
• Deus dos deuses = O maior e mais importante dos deuses.

Assim, “Cântico dos cânticos” que compõe o Livro dos livros (a Bíblia) é o mais nobre, o mais importante, o melhor e o mais sublime de todos os cânticos. É com esse superlativo que reza a frase de abertura: “Cântico dos cânticos de Salomão”.

Segundo Tremper Longman o livro possui 23 poemas, só no primeiro capítulo encontramos os seis primeiros:
• Poema um: A busca da esposa (vs. 1-2);
• Poema dois: Morena, porém bonita (vs. 5-6);
• Poema três: Convite para um encontro amoroso (vs. 7-8);
• Poema quatro: Uma égua bonita (vs. 9-11);
• Poema cinco: Fragrâncias íntimas (vs. 12-14);
• Poema seis: Amor ao ar livre (vs. 15-17).

Deus é amor, Ele compartilha Seu amor com os seres humanos. O amor é um atributo divino comunicável. Consequentemente, o amor é lindo, e merece uma canção – a mais nobre das canções!

Neste maravilhoso livro bíblico, “Salomão narra 1) seus dias de namoro; 2) os primeiros dias de seu primeiro casamento, seguido pelo 3) amadurecimento de seu casamento real ao longo dos dias bons e maus da vida”. Além disso, John MacArthur destaca que, “o livro foi dado por Deus com a finalidade de demonstrar Sua intenção para o romance e o amor do casamento, a mais preciosa das relações humanas e ‘graça de vida’ (I Pe 3.7)”.

• O amor verdadeiro existe. Ele não acaba no casamento, ele se intensifica no casamento.
• O amor verdadeiro é real, busque-o na fonte certa, da forma correta!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.. 

Comentário Rosana Barros

Apesar de não pronunciar o nome de Deus e de não haver citações deste livro no Novo Testamento, “Shir Hashirim” (seu nome em hebraico) revela o mais excelente dos cânticos. Sua linguagem poética aborda o amor entre marido e mulher, reforçando o plano original do Criador a respeito do casamento (Gn.2:24), além de também ser considerado uma metáfora do amor entre Cristo e Sua Igreja: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja” (Ef.5:23).

Salomão foi o homem com o maior registro bíblico em número de matrimônios: “tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas…“. Agora atentem para o final do versículo: “… e suas mulheres lhe perverteram o coração” (1Rs.11:3). Duas coisas o rei destacou neste livro: a monogamia e o monoteísmo. A poligamia, além de ter corrompido o seu coração, o levou à prática do politeísmo, o que quase o corrompeu por completo não fosse a misericórdia de Deus. O que Salomão escreveu não foram palavras de um hipócrita, mas de um homem que descobriu que o prazer dentro de um casamento sob a bênção do Senhor, entre um homem e uma mulher, é melhor do que mil mulheres.

O amor ganhou destaque e até mesmo termos sobre a intimidade sexual são utilizados (v.13) para descrever a relação que deve haver entre marido e mulher dentro do casamento. A intimidade entre os sexos opostos foi criada por Deus para ser um deleite entre um homem e uma mulher nos limites do casamento, e para fortalecer ainda mais os laços afetivos. Assim como Cristo fez com Sua noiva, a igreja, uma aliança perpétua (Ef.5:25), os votos feitos entre marido e mulher, perante o altar ou diante de um magistrado, deve corresponder à semelhante compromisso.

Se o seu estado civil for casado, você e seu cônjuge devem viver o amor mútuo todos os dias. Palavras de apreciação (v.15-16) e atitudes amáveis tornam não somente o casamento feliz, mas toda a casa exala de dentro para fora o incomparável aroma do amor: “não é sem razão que te amam” (v.4). Um lar cujo amor é o principal atributo, sempre será motivo de alegria e de boas lembranças (v.4). Em tempos de crise, quando os índices de divórcios aumentaram assustadoramente, o livro de Cantares como parte integrante das Escrituras, nos revela sobre o cuidado e o prazer que Deus tem em matrimônios felizes e bem ordenados, e vem até nós como providência celeste para restaurar e dar nova vida aos casamentos.

Prepare o seu coração para estes próximos sete dias, pois o amor está no ar, o seu casamento vai ganhar um novo sentido e uma blindagem celestial o envolverá. Vigiemos e oremos! 

Comentários Selecionados

A esposa. O peso das evidências … apoia a visão tradicional de que o casal retratado em Cântico dos Cânticos é o rei Salomão e a filha do faraó, a única esposa do monarca por cerca de 20 anos depois que ele assumiu o trono (… comparar com 1Rs 3:1; 7:7, 8; 9:10, 24; 2Cr 8:1, 11; Sl 45). Bíblia de Estudo Andrews.

Conteúdo e temas. Até o período da Reforma protestante, prevalecia a interpretação alegórica de Cântico dos Cânticos. O sentido literal, com suas imagens, era considerado a “casca”sem valor a ser tirada, a fim de encontrar a “polpa”, o sentido “verdadeiro”, isto é, a ânsia da alma por união com Deus ou a expressão do amor de Cristo por sua igreja. João Calvino rompeu com a visão alegórica e insistiu que Cântico dos Cânticos deveria ser interpretado como um cântico do amor humano. Nos tempos modernos, chegou-se ao consenso de que Cântico dos Cânticos tem sentido claro e literal. Ao mesmo, o livro apresenta o amor humano como uma “chama da Yahweh” … apontando, portanto, para além de si, ao Esposo divino [destaque acrescentado]. Bem diferente da abordagem alegórica, com suas interpretações fantasiosas alheias ao significado literal, Cântico dos Cânticos requer uma abordagem tipológica, que permanece fiel ao sentido literal e até o ressalta, reconhecendo o que o texto em si sugere – que o amor humano tipifica o divino. O relacionamento conjugal entre marido e mulher é um tipo do relacionamento de amor entre Deus e seu povo. … Cântico dos Cânticos questiona todos os pontos de vista que apresentam a sexualidade como algo sujo, barato, feio ou inferior. Em conformidade com a elevada doutrina da criação na literatura de sabedoria da qual o livro faz parte, a sexualidade é apresentada como parte da boa criação divina, para ser desfrutada sem medo ou vergonha. Por ter sido criada por Deus, o amor sexual dentro do casamento, como uma “chama de Yahweh” (ver 8:6), fala com eloquência do amor divino pela criação quando é desfrutado em harmonia com seu desígnio. Bíblia de Estudo Andrews.

Cântico dos cânticos.O mais sublime dos 1.005 cânticos de Salomão. Bíblia de Estudo Andrews.

A expressão indica que esta canção é de excelência peculiar. Os judeus consideravam os Cânticos de Salomão como os melhores dentre todos os cânticos bíblicos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3,  p. 1259.

Os vv. 2-4 dão o tema geral dos poemas que seguem; eles possuem já o tom de ternura apaixonada que dominará toda a coleção. As passagens bruscas da terceira para a segunda pessoa são também características dos cânticos de amor egípcios. O amado está ausente, mas permanece presente no coração de sua amada, à qual se associam as companheiras (v. 4b), que são as filhas de Jerusalém do v. 5. O conjunto tem paralelo no epitalâmio [hino nupcial] real do Sl 45, 8-9.15-16. Bíblia de Jerusalém.

Beija-me. Quem fala, evidentemente, é a donzela sulamita. CBASD, vol. 3,  p.1259.

Ou, ” ah, se ele me beijasse!” [cf. tb. NVI] Expressa o desejo da mulher antes do casamento. 1:2-3:5 retrata o noivado de Salomão e sua amada. Os apaixonados desfrutam momentos de íntima comunhão, mas não há referência ao ato sexual até a consumação do casamento em 4:16-5:1. Bíblia de Estudo Andrews.

Vinho. Do heb. yayin, o suco da uva (ver Gn 9:21; 1Sm 1:14; IOs 5:11; etc.). CBASD, vol. 3,  p.1259.

Suas carícias [são mais agradáveis que o vinho]. Manifestações do amor – beijos, abraços, afagos e a consumação (cf. v.4; 4.10; 7.12; v. tb Pv 7.18; Ez 16.8; 23.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.

3. aroma […] unguentos. O amor em Cântico dos Cânticos é lindamente sensorial, envolvendo todos os sentidos, Bíblia de Estudo Andrews.

Unguento derramado [ARA; NVI: “perfume derramado”; BJ: ” óleo escorrendo”] … nome. Jogo poético de aliteração [repetição de fonemas idênticos ou parecidos] com shem, “nome”, e shemem, ” óleo” e outras palavras como shelomo, “Salomão”, yerushalem, “Jerusalém”. Bíblia de Jerusalém.

Como unguento derramado é o teu nome. Para a noiva de Salomão, o nome de seu amado significava mais do que qualquer perfume. CBASD, vol. 3,  p.1259.

A própria menção do nome do amado enche os ares como que de um perfume agradável. As palavras hebraicas que significam “nome” e “perfume” tem sons semelhante. Bíblia de Estudo NVI Vida.

As donzelas te amam. Ela diz apenas que Salomão é o tipo de homem que uma moça como ela amaria. CBASD, vol. 3,  p. 1259.

por isso, as virgens te amam: É o amor de Cristo derramado em nosso coração que resgata tudo o que há de puro em meio à corrupção do pecado. Esses virgens [espiritualmente] amam Jesus e são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai (AP 14.4). Cristo é o amado de todos os puros de coração. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

teu amor […] mais do que o vinho: A grande estima que tem por seu amor. Almas cheias de Sua graça têm mais prazer de amar Cristo e em serem amadas por Ele, nos frutos e dons de Seu amor, do que qualquer homem já teve no mais raro prazer dos sentidos. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

Quedar. Tribos nômades de Ismael (Gn 25:13) que habitavam nos desertos da Arábia (ver Is 21:16; 42:11). É comum aos beduínos viver em tendas feitas com pelo negro de cabra. CBASD, vol. 3,  p.1259.

morena Os antigos portas árabes opõem a tez clara das jovens de nascimento nobre (aqui, as filhas de Jerusalém) à tez das escravas e servas ocupadas com trabalhos externos. Bíblia de Jerusalém.

Os filhos de minha mãe. Parece que os irmãos mais velhos da noiva haviam encarregado a irmã menor de cuidar das vinhas, o que a deixou com a pele bronzeada pelo sol. CBASD, vol. 3,  p. 1259.

Guardar as vinhas era um emprego servil e baixo. Os filhos de sua mãe fizeram dela a escrava da família. Bíblia de Estudo Matthew Henry.

Quando ela foi trazida a Jerusalém, a jovem sentiu-se envergonhada por causa de sua pele bronzeada porque as garotas da cidade tinham a pele clara e delicada que era considerada muito mais bonita. Mas Salomão amou sua pele escura. Life Application Study Bible Kingsway.

A vinha, porém, que me pertence. Isto é, sua beleza pessoal (ver Ct 8:12). Os irmãos dela não lhe concederam tempo livre ou oportunidade para cuidar da aparência. CBASD, vol. 3,  p. 1259.

[Outra interpretação é que:] minha vinha … eu não a pude guardar. Ela deu seu coração àquele que ela ama. Bíblia de Jerusalém.

A vinha é uma metáfora adequada, visto que produz vinho, e as emoções do amor são comparadas às produzidas pelo vinho (v. nota no v. 2). A amada também é comparada a um jardim, pois oferece frutos ao amado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

7 A jovem se sentia insegura por ser diferente das mulheres de Jerusalém (1:6) e por ficar sozinha enquanto seu amante estava fora (1:7). Ela ansiava pela segurança de sua presença. A base do amor verdadeiro é o compromisso; portanto, em um relacionamento onde há amor genuíno, nunca há medo de engano, manipulação ou exploração. Life Application Study Bible Kingsway.

Repousar pelo meio-dia. Nas regiões quentes, durante o calor escaldante do sol do meio-dia, os pastores procuravam um lugar à sombra para que eles e também o rebanho ficassem abrigados. CBASD, vol. 3,  p. 1260.

para que não ande eu vagando (ARA; NVI: “serei como uma mulher coberta com véu”). Prostituta (v. Gn 38.14, 15). A amada não quer ir procurar o amado entre todo sos pastores, para não dar a impressão de ser prostituta. Bíblia de Estudo NVI Vida.

As éguas. Salomão compara sua noiva e seus atavios com uma égua real adornada na corte do faraó. A comparação parece rude à mente ocidental, mas é completamente adequada para o pensamento oriental. CBASD, vol. 3,  p.1260.

Certamente uma comparação elogiosa. O Egito era afamado por seus cavalos, e Faraó, provavelmente escolhera os mais belos para a sua própria carruagem. Bíblia Shedd.

Comparação lisonjeira, semelhante ao elogio que Teócrito fez à bela Helena de Tróia (Idílios, 18.30, 31). Bíblia de Estudo NVI Vida.

12-17 Os namorados estão juntos, e os perfumes raros e inebriantes, como o nardo, a mirra, o cipro [do cipreste], significam o prazer que experimentam no encontro (vv. 12-14). Eles estão abraçados 2,6 (8,3). Bíblia de Jerusalém.

12 Nardo. Um perfume envolvente importado da Índia. …o perfume aromático cresce nas pastagens mais altas do Himalaia, numa altura de 3.353 a 5.182 metros. CBASD, vol. 3,  p.1260.

Óleo aromático extraído das raízes de uma erva perene que cresce na Índia (v. 4.13, 14; Mc 14.3; Jo 12.3). Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 Saquitel de mirra. A mirra era extraída de uma resina aromática… Há informações de que as mulheres hebreias, em algumas ocasiões, levavam sob o vestido, saquinhos de mirra presos ao pescoço. CBASD, vol. 3,  p.1260.

Goma aromática que goteja da casca de uma árvore de abeto balsâmico que cresce na Arábia, na Etiópia e na Índia. Era comumente usada para perfumar vestes nupciais da realeza (Sl 45:8). Os magos levaram mirra ao menino Jesus como presente adequado a um rei (Mt 2.2, 11). A mirra era um dos ingredientes do óleo da santa unção (Êx 30.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.

amado. Primeiro emprego do termo dodî, ” amado”, “querido”, que relembra o apelido de Salomão, yedidia, “amado de Iahweh” (2Sm 12,25), e também o nome de Davi (cf. 5, 10). Bíblia de Jerusalém.

14 Racimo [ARA; NVI: “ramalhete”] de flores de hena. Esta planta crescia ao sul da Palestina e produzia flores perfumadas, brancas e amarelas. Algumas vezes, as folhas e os galhos eram moídos, e as mulheres preparavam um corante laranja-avermelhado para tingir suas mãos e pés. CBASD, vol. 3,  p.1260.

En-Gedi. Literalmente, “fonte do cabrito”. Ficava a leste do Mar Morto, a meio caminho da foz do Jordão [ao norte] e da extremidade sul do lago. Ainda flui na região uma fonte abundante conhecida hoje como ´Ain JidiCBASD, vol. 3,  p.1260.

En Gedi era um oásis escondido na base de penhascos rochosos de calcário a oeste do Mar Morto. Era conhecido por suas palmeiras frutíferas e óleo de bálsamo perfumado. O terreno ao redor de En Gedi era um dos mais desolados da Palestina e tinha um clima desértico extremamente quente. As flores de hena em En Gedi teriam parecido ainda mais bonitas por causa do ambiente árido; assim, Salomão estava elogiando sua bela amada e comparando-a favoravelmente em relação às mulheres perante quem se achava inferior. Life Application Study Bible Kingsway.

… com oásis fértil onde também cresciam, segundo outros textos, a árvore perfumada e a palmeira. Bíblia de Jerusalém.