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Meditações Diárias 2023| Klaudine Milani
MEDITAÇÃO DO PÔR DO SOL | Pr. Odair Marques
Vida Saudável IASD | Pr. Rui Molina
Na minha angústia, invoquei o Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do Seu templo Ele ouviu a minha voz, e o meu clamor chegou aos Seus ouvidos. Salmo 18:6
Desci do avião em Pucallpa, Peru, e uma brisa quente me deu as boasvindas. Estava a cerca de dez minutos do meu destino, a clínica missionária
Ambassadors Medical Outreach and Relief (AMOR), que seria minha base de
operações enquanto eu ensinaria inglês no Colégio Adventista de Ucayali.
Naquela noite, deitei em um colchão muito curto para mim e procurei não
mexer no mosquiteiro, afinal, tinha medo de contrair malária. Àquela altura,
minha cabeça latejava e meu estômago se revolvia. Passei meus primeiros
dias assim: suando, espantando moscas e correndo para o banheiro mais
próximo. “Excelentes boas-vindas!”, pensei. Entre uma e outra visita ao banheiro, observei, nostálgico, os aviões voando sobre o lugar onde eu estava.
Nunca havia sentido tanta inveja em minha vida.
Todos os dias, eu orava fervorosamente para que Deus me ajudasse a enfrentar os desafios. Pouco a pouco, as coisas começaram a mudar. Recuperei
minha saúde e fiz novos amigos. No entanto, ainda queria voltar para casa.
Então, algo aconteceu que me ajudou a ter uma postura diferente diante
dessa nova experiência.
As coisas começaram a mudar. Em pouco tempo, 21 novos estudantes se matricularam para as aulas. Meu primeiro grupo de alunos era da igreja adventista que eu frequentava, mas, em resposta às minhas orações, Deus enviou estudantes não adventistas da comunidade.
Em uma sexta-feira à noite, fui a um estudo bíblico na casa de Matias,
e ele disse algo que nunca vou esquecer. Ele fez um paralelo entre crescer
como cristão e o ofício de um ourives. Explicou que Deus às vezes nos põe
em um crisol para eliminar nossas impurezas. Seu objetivo é fazer de nós melhores cristãos. Foi aí que entendi que Pucallpa era o meu crisol – algo difícil
que Deus estava usando para fazer com que eu brilhasse por Ele. As palavras
de Matias foram o empurrão que eu precisava para mudar minha perspectiva
sobre o serviço missionário.
Há alguns dias, comprei meu bilhete de volta para casa. Quando recebi
o e-mail de confirmação, não pude evitar a tristeza. Não estou pronto para
ir embora e acho que nunca estarei. Ainda esmago mosquitos e enxugo o
suor da testa, mas essas coisas não me incomodam mais. Tampouco tenho
inveja das pessoas que partem de avião de Pucallpa. De fato, sei que quando o meu avião decolar, vou sentir inveja daqueles que podem ficar aqui.
Louvo a Deus pelas transformações que Ele operou em minha vida. Vale a
pena viver por Jesus!
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