Leitura da Bíblia
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Pr. Michelson Borges
Ele conta as estrelas
Comentário Blog Associação Geral
Desde quando ainda estava na escola fundamental, eu escrevia canções. A maior parte, canções espirituais. Gosto de colocar palavras nas músicas para me ajudar a lembrá-las. Minha maneira favorita de aprender as escrituras é através da música.
É impossível ficar insatisfeito quando louvamos a Deus. O louvor aquece nosso coração e nos lembra das muitas bênçãos que o Senhor nos dá todos os dias! É um privilégio poder cantar a palavra de Deus de volta para Ele, enquanto nos encorajamos no processo. Quando nossos filhos eram pequenos, ouvíamos canções baseadas nas escrituras para ajudá-los a se lembrar de passagens importantes. Eles me agradeceram muitas vezes durante as aulas bíblicas do ensino médio, quando não precisaram memorizar capítulos longos porque já os conheciam. As canções bíblicas são realmente uma arma útil contra o desânimo, a tentação e a autopiedade. Algumas de minhas lembranças favoritas são quando nossa família se reunia para o culto pela manhã e cada uma delas escolhia um hino para cantar.
Estou certa de que Deus gosta de nos ouvir cantar. Poderia até apostar que ele puxa uma cadeira para perto [se aproxima], sempre que Seus filhos levantam suas vozes e instrumentos em louvor a Ele.
Annemarie Freeman
Coordenador de Oração da Igreja da Academia Georgia Cumberland
Calhoun, Geórgia EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 149 – Este Salmo convoca todas as criaturas, tanto celestiais quanto as terrenas, a louvar a Deus. Ele ressalta o tema da soberania divina sobre toda a criação e salienta a adoração como uma resposta correta a essa soberania.
Quando refletimos sobre a soberania de Deus, somos levados à adoração por diversas razões, tais como:
1. O juízo de Deus geralmente é associado à Sua justiça. Com isso em mente, a adoração surge da compreensão de que Deus é um Juiz justo, que faz julgamentos corretos e imparciais num mundo corrupto, cruel, manipulador, explorador e injusto.
2. O juízo de Deus nos faz reconhecer a santidade divina. Desta forma, a adoração é uma resposta natural à presença de um Deus santo, perfeito e incorruptível que age em nossa história sangrenta, perversa e egoísta.
3. O juízo de Deus nos leva a lembrar de nossos próprios pecados, imperfeições e de nossas transgressões perante Sua Lei. Consequentemente, essa realidade nos torna humilde e, promove em nós o arrependimento; as quais são atitudes essenciais na adoração genuína ao Deus verdadeiro.
4. O juízo divino quando compreendido de forma equilibrada e correta destaca a misericórdia de Deus ao poupar-nos da condenação que fatidicamente merecemos. A adoração surge da gratidão por essa misericórdia, que nos é concedida apesar de nossas terríveis falhas.
5. O juízo divino nos lembra da soberania do Juiz do Universo. Cientes que Deus tem autoridade suprema sobre todas as coisas e todas as pessoas, inclusive os soberanos deste mundo nossa adoração será uma resposta à autoridade e ao governo dEle sobre o Universo e sobre tudo o que nele existe.
Com estes itens em mente, vamos considerar atentamente que o salmista:
• Faz um chamado à adoração (Salmo 149:1-3). Nesses três primeiros versículos encontramos uma convocação para a adoração, exortação a se alegrar no Criador e um convite para louvar a Deus com movimentos corporais e com instrumentos musicais.
• Acrescenta as razões para louvar a Deus (Salmo 149:4-5). Os motivos para louvar a Soberano se devem ao fato de Deus Se agradar de Seu povo e por coroar aos humildes com vitória.
• Descreve a vitória divina (Salmo 149:6-9). Na execução do juízo, Deus pune os ímpios e honra aos justos.
Portanto, reavivemo-nos alegremente no juízo divino! – Heber Toth Armí
Comentário Rosana Barros
Detentora de um conjunto de leis e estatutos dados pelo próprio Deus por intermédio de Seu servo Moisés, Israel tinha tudo para ser uma nação modelo diante das demais. Desde o santuário, suas celebrações e assembleias solenes, seu estilo de vida, educação e princípios, a nação eleita deveria cumprir o propósito divino “perante os olhos dos povos”, que diriam: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Não era, porém, ornada para orgulho nacional, mas para iluminar o mundo com a glória de Deus.
Contudo, mais do que cerimônias e práticas externas, o que de mais precioso havia em Israel era o que estava “nas suas mãos, espada de dois gumes” (v.6), “a sentença escrita” (v.9). Para uns bênção e vida, para outros, maldição e morte. A “espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef.6:17), declara a jurisdição do Criador, a autoridade do Senhor dos senhores, a inscrição do Rei dos reis e o poder de Deus. Sobre ela, Paulo escreveu: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb.4:12).
Há uma virtude indispensável para o fiel entendimento das Escrituras: a humildade. Sob o olhar vigilante do Espírito Santo, cada leitor da Bíblia define recebê-Lo ou repeli-Lo. As intenções são investigadas, os pensamentos sondados e quantas vezes o Senhor, ansioso por abrir as janelas do Céu e derramar sobre todos as bênçãos advindas de Sua vontade, tem de retê-las e deixar na escuridão o descuidado ou ambicioso estudante. Quão límpida quanto a água pura é a Palavra de Deus para o fiel e humilde adorador, mas como enigma e loucura, se mostra aos orgulhosos.
“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1Co.1:18). Por não compreender que as Escrituras apontavam para Cristo e Seu sacrifício perfeito, foi que Israel declinou de sua eleição. Em sua visão do Apocalipse, João viu sair da boca de Jesus “uma afiada espada de dois gumes” (Ap.1:16). A “palavra que procede da boca de Deus” (Dt.8:3, Mt.4:4), é oferecida como a completa nutrição para a alma mediante a obediência ao protocolo divino: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc.8:8).
Logo, amados, Cristo voltará! Virá “para exercer vingança entre as nações e castigo sobre os povos […], para executar contra eles a sentença escrita” (v.7 e 9). Como Israel espiritual de Deus, busquemos nas Escrituras a inteligência, a sabedoria e o conhecimento de Cristo a fim de sermos “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15); que manifesta na vida “um novo cântico” (v.1) ao Senhor; uma declaração viva de que há um povo na Terra que ama a Deus e ao próximo de forma genuína e sincera. Só então, seremos habilitados a proclamar o último chamado de Deus ao mundo, declarando “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).
Santo Deus, louvado seja o Teu nome! Queremos ser adornados com a Tua salvação. Por isso, nos habilita a viver em Tua presença com humildade, guiados pelo Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
