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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Oração de um homem perseguido
“Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro. Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com o ódio.” Salmo 109:4, 5
O Salmo 109 nos apresenta uma gama de emoções e dilemas humanos diante da adversidade e da injustiça. Cada verso revela uma dimensão da experiência de Davi, que luta com as ações cruéis dos ímpios e encontra refúgio na presença de Deus.
O versículo 4 destaca uma atitude exemplar em meio à acusação e à adversidade: a perseverança na oração. Em vez de revidar com raiva ou desespero, Davi escolhe permanecer em oração. Isso nos lembra da importância de buscar a Deus como nossa fonte de força e consolo, mesmo quando somos injustamente acusados ou atacados.
Os versículos 16 e 17 abordam o desejo de vingança. Enquanto Davi desejava que Deus agisse contra os malfeitores, isso nos lembra da tensão entre buscar justiça e confiar a situação aos cuidados do Senhor. Essa luta interna é algo que muitos de nós enfrentam, mas devemos nos lembrar de que Deus é o Juiz supremo e justo, e podemos confiar que Ele fará o que é certo.
Finalmente, o versículo 31 encerra com uma nota de esperança: o Senhor se coloca ao lado dos necessitados. Isso nos assegura que Deus é o refúgio dos oprimidos e dos que enfrentam dificuldades. Ele é aquele que está ao lado dos quebrantados de coração e que traz conforto e justiça em meio às circunstâncias mais desafiadoras.
Promessa: Quando Deus nos abençoa nenhuma maldição tem importância.
O Salmo 109 nos apresenta uma gama de emoções e dilemas humanos diante da adversidade e da injustiça. Cada verso revela uma dimensão da experiência de Davi, que luta com as ações cruéis dos ímpios e encontra refúgio na presença de Deus.
O versículo 4 destaca uma atitude exemplar em meio à acusação e à adversidade: a perseverança na oração. Em vez de revidar com raiva ou desespero, Davi escolhe permanecer em oração. Isso nos lembra da importância de buscar a Deus como nossa fonte de força e consolo, mesmo quando somos injustamente acusados ou atacados.
Os versículos 16 e 17 abordam o desejo de vingança. Enquanto Davi desejava que Deus agisse contra os malfeitores, isso nos lembra da tensão entre buscar justiça e confiar a situação aos cuidados do Senhor. Essa luta interna é algo que muitos de nós enfrentam, mas devemos nos lembrar de que Deus é o Juiz supremo e justo, e podemos confiar que Ele fará o que é certo.
Finalmente, o versículo 31 encerra com uma nota de esperança: o Senhor se coloca ao lado dos necessitados. Isso nos assegura que Deus é o refúgio dos oprimidos e dos que enfrentam dificuldades. Ele é aquele que está ao lado dos quebrantados de coração e que traz conforto e justiça em meio às circunstâncias mais desafiadoras.
Promessa: Quando Deus nos abençoa nenhuma maldição tem importância.
Comentário Blog Associação Geral
Este Salmo é dirigido para “Deus, a quem louvo” (v. 1 NVI), e se encerra com o compromisso de louvá-Lo: “Muitas graças darei ao Senhor com os meus lábios.” (v. 30a NVI). Ele mostra Davi, o seu autor, cercado por inimigos que disparam calúnias contra ele, distorcendo qualquer senso de justiça (v. 5).
Este Salmo é uma lição prática de como devemos tratar com nossas emoções negativas, com a amargura que às vezes nos domina, mesmo que não nos demos conta disso. Davi fala com Deus sobre suas emoções negativas e pede que Ele se manifeste e intervenha. Esta é a sua razão para voltar-se para Deus com toda a confiança: “Mas tu, Senhor Deus, age por mim, por amor do Teu nome; livra-me, porque é grande a Tua misericórdia.” (v. 21). Somente desta forma, nós podemos entrar no estado de espírito necessário para louvar a Deus.
Querido Deus,
Ajude-nos quando nos virmos cercados por inimigos ou quando nossas almas forem engolidas pela tristeza. Buscamos-Te em plena confiança de que estás ao lado “dos necessitados, para livrá-los daqueles que querem condená-los” (v. 31 NIV). Nossos corações louvam a Ti, somente. Amém.
Pr Ioan Campian–Tatar
Romênia
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 109 – Você já foi despedido do emprego por uma armação estratégica de alguém? Você sofreu punição porque alguém te acusou injustamente? Você já fez o bem e recebeu o mal como recompensa? Você já foi tratado com inveja, raiva e ódio por pessoas problemáticas?
Davi sofreu terrivelmente nas mãos de inconsequentes. Por isso ele fez orações em prol de justiça divina contra tais indivíduos. Antes de avançar, considere o sentimento de…
• …uma jovem que preserva sua pureza virginal para o casamento sendo estuprada por jovens frios e imorais, bêbados e drogados.
• …filhos que assistem ao assassinato de seus pais por delinquentes cruéis.
• …um pai que descobre que seus filhos estão sendo violentados sexualmente por amigos da família.
• …um membro da igreja que fica sabendo que seu líder religioso explora financeiramente os membros para adquirir drogas.
Davi indigna-se por coisas não tão ruins quanto estas. Observe o tipo de indivíduos que Davi tem em mente ao escrever esse salmo imprecatório (lista extraída da Bíblia de Estudo Andrews). Eles…
• Pervertem a verdade;
• Mentem;
• Acusam falsamente;
• Usam de má-fé na amizade;
• Odeiam;
• Atacam sem causa;
• Pagam o bem com o mal;
• Exploram os que lhes apresentam solicitações;
• São cruéis;
• Assassinam;
• Não ajudam aos necessitados;
• Menosprezam as pessoas;
• Abusam; e,
• Amaldiçoam o tempo todo.
Os cristãos não têm “sangue de barata”; contudo, não fazem justiça com as próprias mãos. Eles usam o recurso da oração. Observe…
1. O clamor do sofredor (vs. 1-5);
2. A intolerância à injustiça e ao pecado (vs. 6-20);
3. O anseio por justiça (vs. 21-29);
4. A aclamação ao Supremo Juiz (vs. 30-31).
Alguns pensam que salmos imprecatórios não são inspirados; outros, que eles estão ultrapassados aos cristãos, mas não aos judeus. Existem evangélicos que creem que eles sejam de natureza profética, não imprecatória; ainda outros alegam que eles devem ser entendidos figuradamente como sendo os sentimentos divinos no indivíduo que ora.
Entretanto, nenhum dos salmos perdeu sua relevância com a morte de Cristo. Sua morte ajuda-nos a ver relevância nas imprecações inspiradas. Revelando o que o pecado tem feito com um Ser puro, bondoso e santo ficamos ainda mais indignados, com mais aversão ao pecado.
Ao inclinarmos para falar de nossos sentimentos ao justo Juiz, levantaremos para, então, O exaltar. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
Comentário Rosana Barros
De todo este Salmo, esta é a expressão mais impactante e mais poderosa: “eu, porém, oro”. Davi fez menção da grande angústia que sofreu por causa das investidas malignas de seus inimigos. Entretanto, em nenhum momento ele falou em fazer justiça com as próprias mãos. Muito pelo contrário, o salmista descreveu os juízos que recairão sobre todo aquele que “amou a maldição… e não quis a bênção” (v.17). “Ó Deus do meu louvor, não Te cales!” (v.1). Este não foi um protesto contra o silêncio de Deus, e sim um clamor de um filho cujo coração confiava apenas na ação divina (v.21).
No livro dos Salmos encontramos muitas profecias. O verso oito não se referia apenas aos adversários de Davi, mas uma referência profética a Judas, que trocou a bênção pela maldição: “Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo”. Essas palavras são repetidas em Atos 1:20, quando os discípulos se unem com o propósito de eleger o décimo segundo apóstolo para ocupar o lugar do traidor. Também no verso vinte e cinco encontramos outra profecia, esta cumprida na vida de nosso Salvador: “Tornei-me para eles objeto de opróbrio; quando me veem, meneiam a cabeça”. Enquanto Cristo padecia na cruz do Calvário, “os que iam passando blasfemavam dEle, meneando a cabeça” (Mt.27:39).
Diante disso, percebemos que neste mundo sempre existiram e sempre existirão apenas duas classes de pessoas: os que escolhem o caminho da bênção e os que escolhem o caminho da maldição. Os perseguidores e os perseguidos. O joio e o trigo. Não há uma terceira opção. Então, só temos duas alternativas, duas escolhas a fazer: ou seguimos a Deus e a Sua Palavra, ou seguimos o caminho das multidões. Atentem bem para isso, amados: Cuidado com as multidões! Lembrem de Noé, de Elias, de João Batista, de Daniel e seus amigos, dos próprios discípulos, em que todos eles, apesar de ser a minoria, andaram na contramão de sua época e foram vitoriosos pela ação de Deus.
Se, hoje, assumirmos a postura de Davi tendo uma vida de oração e confiando na justiça divina, a nossa vida será um louvor a Deus “no meio da multidão” (v.30). Fazemos parte da geração dos últimos dias deste mundo, e o que estamos fazendo com a oportunidade que o Senhor colocou em nossas mãos? Podemos afirmar, como o salmista: “eu, porém, oro”? Uma vida de oração não consegue ficar presa a quatro paredes. Ela é um louvor a Deus em meio às multidões. Uma vida de oração não é uma vida estagnada e presa ao conceito de ser feliz neste mundo. Uma vida de oração é um alto clamor para o mundo e compreende que felicidade de verdade só em Jesus.
Você está sendo perseguido e lhe devolvem o bem com o mal (v.5)? Alegra-te, servo do Deus vivo (v.28)! Cristo te diz hoje: “Bem-aventurados, sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt.5:11-12). Meus queridos irmãos, a nossa redenção de aproxima, mas, antes dela, um tempo de angústia “qual nunca houve… mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo” (Dn.12:1). Só venceremos se fizermos do Senhor a nossa defesa. Lembrem-se de que enquanto meneavam a cabeça para Jesus, Ele orava, dizendo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). Eis a decisão que o Senhor espera de Seu remanescente: “eu, porém, oro”! Vigiemos e oremos !
