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Pr. Michelson Borges
A jornada da integridade
Comentário Blog Associação Geral
Quando o problema envolve os filhos de Deus, Ele ouve os seus gritos e os resgata da angústia.
Você está perdido em um terreno baldio emocional, sedento de graça e faminto de esperança? Deus pode libertar você, estabelecendo seu coração em segurança, satisfazendo sua alma com coisas boas. Agradeça!
Você está atolado na mais sombria escuridão, prisioneiro de seus próprios vícios e erros? Deus pode tirar você das trevas e remover seus grilhões, libertando seu coração cativo. Agradeça!
Seu corpo está atormentado pela doença, aproximando-se cada vez mais da porta da morte? Deus pode curá-lo, resgatando-o da sepultura que acena. Agradeça!
As tempestades financeiras e relacionais ameaçam sua família? Deus ainda pode enfrentar as tempestades iminentes em sua vida. Agradeça!
Não importa os desafios monstruosos que você enfrenta, deixe a mensagem melódica do Salmo 107 proporcionar consolo: Deus é especialista em operações de SOS. Ele está constantemente em missões de busca e salvamento, buscando o que está em perigo. Confie em Seu coração salvífico.
Depois de resgatado, nunca se esqueça: você tem uma história para contar, uma história que só seu coração pode contar. Agradeça por Seu amor infalível e conte Suas obras maravilhosas. Que todos os sábios ponderem o grande amor do Senhor!
Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 107 – O livro de Salmos está dividido em cinco livros menores:
LIVRO I – Salmos 1-41
LIVRO II – Salmos 42-72
LIVRO III – Salmos 73-89
LIVRO IV – Salmos 90-106
LIVRO V – Salmos 107-150
O Salmo 107 é a abertura do quinto e último livro dentro do Livro de Salmos. Sua introdução (vs. 1-3) “dá ao salmo seu âmbito histórico na grande libertação de Israel do exílio, o tema sobre o qual o restante do salmo dá as variações. A palavra ‘remidos’ traz ecos do costume que obrigava o parente a se interpor para livrar seu aparentado próximo da dívida ou da escravidão. Deus fizera exatamente aquilo; e a palavra ‘congregou’ responde precisamente à oração de 106:47. Esta combinação entre a petição e a resposta tem persuadido alguns expositores que os Salmos 105-107 formam uma trilogia, a despeito da fronteira tradicional entre os Livros IV e V, contando a história da graça de Deus na Sua escolha e cuidado de Israel (105), Sua longanimidade e castigos (106) e, finalmente, Sua recuperação da nação (107). Kirkpatrick indica que há um elo entre os três na expressão ‘as terras’, que cristaliza a promessa (105:44), o castigo (106:27) e o salvamento (107:3)” (Derek Kidner).
O Salmo nos oferece quatro quadros em que pessoas experimentaram o livramento do Senhor quando clamaram com fervor: Os…
• …perdidos e errantes do deserto (vs. 4-9);
• …presos/cativos/escravos (vs. 10-16);
• …enfermos/doentes (vs. 17-22);
• …marinheiros solapados por tempestade violenta (vs. 23-32).
Deus está no controle de tudo e pode agir em qualquer adversidade, contudo, precisamos clamar a Ele com sinceridade (vs. 33-42).
Derek Kidner conclui seu comentário deste Salmo dizendo que “o livro de Oseias encerra-se com uma nota semelhante a esta [v. 43]: uma lembrança sóbria no sentido de não sermos levados pela eloquência, numa resposta pouco profunda àquilo que Deus fez em profundidade, ou na participação puramente imaginativa num capítulo da história. Neste quadro quádruplo da qual houve livramento, o leitor deve se reconhecer a si mesmo, e é a fidelidade de Deus que agora deve louvar com nova compreensão”.
Conforme o Salmo, Deus é…
• Bom;
• Misericordioso/gracioso;
• Fiel;
• Libertador/salvador;
• Abençoador.
Deus nos liberta das nossas aflições e nos redime dos nossos pecados para que O louvemos e anunciemos a Sua salvação (vs. 1-3). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí .
Comentário Rosana Barros
Por mais que saibamos que neste mundo teremos aflições, nunca estamos suficientemente preparados para enfrentá-las. Elas nos causam uma sensação de impotência, tristeza e desânimo. Todos nós passamos por momentos angustiosos e, muitas vezes, difíceis de entender. Alguns acontecem não por nossa própria vontade. Outros são resultado de nossa própria insensatez. Porém, apesar de nos serem agentes negativos, há uma promessa divina que faz com que possamos enxergar uma luz no fim do túnel: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra” (Sl.34:19).
Cristo mesmo nos advertiu: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:31). Os “remidos do Senhor” (v.2) não estão livres de passar por tribulações. Lembremos que ainda somos pecadores e que este mundo não é o Céu. Estamos sujeitos a passar “pelo vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas precisamos confiar de que o Senhor Deus está conosco e que usará a Sua vara e o Seu cajado para nos consolar.
Quantas vezes causamos o nosso próprio infortúnio por andar “errantes pelo deserto” (v.4). O deserto não surge em nossa vida para nos fazer cair, e sim para nos educar e fortalecer. Lembrem do exemplo de Cristo (Leia Mt.4:1-11). O que vai tornar o nosso deserto em bênção ou maldição são as nossas escolhas. Somos livres para escolher andar “por ermos caminhos” (v.4), ou ser conduzidos por Deus “pelo caminho direito” (v.7). Somos livres para escolher nos rebelar “contra a palavra de Deus” (v.11), ou por ela sermos sarados e libertos do poder da morte (v.20). Somos livres para escolher entre a estultícia (v.17) e a sabedoria (v.43).
A segunda voz angélica nos faz uma séria e urgente advertência: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Babilônia representa um sistema religioso que ensina o engano, um falso sistema de adoração. E o Senhor, por intermédio do Seu profeta, nos faz o seguinte chamado: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Um apelo semelhante é feito em Apocalipse 18:4, quando o quarto anjo anuncia a mensagem do Senhor: “Retirai-vos dela [Babilônia], povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”.
Amados, Deus não permite que sejamos tentados além das nossas forças (1Co.10:13). E nem que sejamos provados se não for para o nosso crescimento e amadurecimento cristão. Jesus tornou-se semelhante a nós e como homem venceu as tentações e suportou as provações para nos deixar exemplo de que, se seguirmos os Seus passos, como Ele e com Ele, sairemos “vencendo para vencer” (Ap.6:2). Portanto, rendamos “graças ao Senhor por Sua bondade e por Suas maravilhas para com os filhos dos homens!” (v.8, 15, 21, 31) e “[tenhamos] por motivo de toda alegria o [passarmos] por várias provações, sabendo que a provação da [nossa] fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). E qual é a perseverança dos santos? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). E aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). “Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do Senhor” (v.43). Vigiemos e oremos !
