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Pr. Michelson Borges
A jornada da integridade
Comentário Blog Associação Geral
Este é um Salmo de oração de alguém que está passando por grandes aflições. Suas queixas são seguidas por palavras de consolo.
Quando criança, frequentemente eu ouvia meus pais dizerem: “Pare de reclamar!”. Talvez por isso, eu não gostava da ideia de levar reclamações a Deus. Eu pensava que era desrespeitoso. Mas nos Salmos muitas reclamações são apresentadas a Deus. Não apenas relatando os problemas que vêm sobre nós, mas reclamando com Deus acerca de coisas que Ele havia feito ou deixado de fazer. Agora, sou grata pelas “reclamações” encontradas nos Salmos.
Quando estamos sobrecarregados, Deus prefere que levemos nossas queixas a Ele ao invés de guardarmos nossos sentimentos apenas para nós mesmos. Quando reclamamos de algo a Deus, reconhecemos que Ele existe. Mas não precisamos parar por aí. Podemos reconhecer o Seu poder, sabedoria, bondade, misericórdia, amor e cuidado por nós. Podemos encontrar alegria em louvá-Lo.
Neste Salmo, nós que estamos vivendo no século 21 podemos encontrar garantia de consolação celestial em tempos de angústia avassaladora.
Leia-o vez após vez e seja sensibilizado pelo sofrimento de Jesus. Lembre-se que Ele superou todos os obstáculos e venceu pelo carinho e amor sempre constantes que tem por você.
R. Lynn Sauls
Professora aposentado de inglês e jornalismo
Southern Adventist University,EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 102 – Esse Salmo é um estímulo para quem está com a vida em pedaços ou está vendo tudo ao seu lado se despedaçando.
Quando…
• o emprego dos sonhos se esvai, como agir?
• a empresa parece ruir, como agir?
• os filhos estão se desviando dos planos almejados, como agir?
• o casamento está se despedaçando, como reagir?
• tudo conspira contra nossa felicidade, o que fazer?
“No Salmo 102, o salmista derrama o coração ao Senhor e expressa seus problemas pessoais e as aflições de Israel como nação. Reafirma sua fé em Deus e antevê o reavivamento e a cura de seu povo” (Comentário Bíblico Africano).
• O sofredor precisa ter audiência com Deus, o único que provê alívio à alma aflita, consolo ao coração angustiado e enxuga nossas lágrimas (vs. 1-2).
• A doença física que resulta em sofrimento emocional promovendo sensação de abandono/desprezo deve levar ao aflito reconhecer que Deus deve ocupar o primeiro lugar na agenda de atividades diárias (vs. 3-11).
• A destruição, o desespero e a ansiedade visíveis na sociedade só encontra esperança no Deus que está acima de qualquer política humana, de qualquer entidade religiosa e de toda ação humanitária (vs. 12-22).
• A segurança neste mundo incerto (perigoso) em todos os aspectos existe somente na fé no Criador, o qual é eterno e poderoso. A fé vibrante eleva pecadores sofredores para além das circunstâncias terrestres e ultrapassa a lógica humana alcançando patamares inalcançáveis sem auxílio divino. Por isso, quem tem fé louva ao Criador apesar da situação adversa (vs. 24-28; Hebreus 1:10-12; 13:8).
Jesus é nossa esperança, sem Ele a vida não passa de um caminho rumo ao desespero. Em Cristo, os cristãos tem o bálsamo refrescante da esperança que cura, restaura, anima, fortalece, transforma e vivifica com resultados visíveis nas decisões e ações dos fieis neste mundo cruel.
Reflita: “As aflições iniciais são angústias particulares, sendo mais tarde transcendidas pela preocupação por Sião, cujo destino é glorioso, embora haja lentidão dolorosa em seu cumprimento. Uma passagem final tira o contraste entre a escala de tempo dos homens, e a eternidade do Senhor, levando o salmo a uma conclusão majestosa que é citada em louvor a Cristo no capítulo inicial de Hebreus” (Derek Kidner).
Jesus tomou nossas dores para oferecer-nos a cura. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí .
Comentário Rosana Barros
Eu não sei se você sente a mesma coisa, mas não parece que o mundo está em clima de constante expectativa? Você pode me perguntar: Mas, expectativa do quê? Costumamos ficar ansiosos pela aprovação em um concurso, ou pela admissão em um emprego, ou pela chegada de um filho, ou até mesmo por uma viagem. Contudo, nada neste mundo pode superar a expectativa dos filhos do Reino em ver o seu Senhor “na Sua glória” (v.15).
O mundo está gemendo de dor! A natureza grita e se manifesta em desastres jamais registrados. A história revela que tudo tem se intensificado e a ciência comprova que esta terra está chegando ao seu limite. A economia mundial está em colapso e mais doenças surgem trazendo morte ou sequelas. Antes, o que era considerado imoral, tornou-se “aceitável”, formando uma geração tão corrompida quanto os antediluvianos ou como os sodomitas. A violência ganha proporções cada vez mais assustadoras. As famílias estão sendo destruídas e filhos sendo “deseducados”. O relógio simbólico do Apocalipse marca 100 segundos para meia-noite (https://glo.bo/2ArmbLu) e, diante deste caos, o que estamos fazendo?
Meus amados, o tempo que Deus tem nos concedido nestes últimos dias deve ser investido em oração. “Orai sem cessar” não é uma sugestão, é uma questão de vida ou morte. Não podemos encarar esta crise global como sendo mais uma, mas como uma oportunidade que o Senhor está nos dando de buscar o Seu poder como jamais o fizemos. Se aquele resumo da situação do planeta não move o seu coração a suplicar como o salmista, como pregar sobre o amor de Deus? Lembre-se que antes de pregar às multidões, os discípulos investiram tempo em oração.
O Deus eterno está ansioso por derramar torrentes da chuva serôdia sobre o Seu povo. Entretanto, estamos prontos para recebê-la? Temos aceitado receber as bênçãos diárias da chuva temporã? A aflição deste mundo redunda em depressão para a morte. O aflito de Deus transforma queixume em súplica, porque o seu coração está repleto de esperança no Senhor, que é “sempre o mesmo” (v.27). Sobre este fiel adorador, quão grande aguaceiro do Espírito será derramado!
É tempo, de como o salmista, clamarmos a Deus para que tenha pressa em nos acudir. De olhar para a situação da Terra, e por ela interceder:
– Senhor, “é tempo de Te compadeceres dela, e já é vinda a sua hora” (v.13). Deus jamais desdenhará a oração de um filho Seu (v.17). Jamais estará de ouvidos fechados aos oprimidos que mesmo em face da morte O buscam (v.20).
Irmãos queridos, ainda que sintamos nossas forças indo embora na jornada desta vida (v.23), que, como Paulo, tenhamos esta firme convicção: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Está chegando o tempo em que os céus e a terra passarão e em que o Senhor recriará esta Terra (v.26; Leia Ap.21:1). E para todos os que, mesmo em meio a grande aflição, confiaram na graça santificadora e salvadora de Cristo, o Senhor fará com que habitem em segurança na Terra de esplendor. Ele “estabelecerá a sua descendência” (v.28), ou seja, é uma promessa não somente para você, mas para a sua família.
Você pode ser considerado um desamparado neste mundo, mas se busca ter uma vida de oração, se apesar dos sofrimentos confia no Deus da tua salvação, diante dEle você é digno de servir de testemunho para a posteridade (v.18), de que o Senhor do Universo, lá dos céus, “baixou vistas à Terra” (v.19). Uma vida consagrada a Deus diariamente, através da oração e do estudo da Palavra, será naturalmente uma vida de serviço abnegado e submissa à vontade divina. E, certamente, você será um grande atalaia dos últimos dias, erguendo a voz tanto em súplicas quanto em favor da verdade. Portanto, vigiemos, oremos e, guiados pelo Espírito, preguemos !
