Reavivados por Sua Palavra | Salmos 82

 

Leitura da Bíblia


Um Capítulo por dia

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas!


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Pr. Michelson Borges

    Socorro aos Desamparados



“Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios.” Salmo 82:3, 4

Uma das melhores maneiras de ajudar os fracos e pecadores é levando-os a Cristo. Em Sua presença, encontramos redenção, perdão e transformação. Por meio da obra do Espírito Santo em nós, somos capacitados a lutar contra a opressão e o mal, trazendo luz para aqueles que estão perdidos nas mãos do inimigo.

O Senhor espera que sejamos agentes de justiça e compaixão na sociedade. Temos o dever de lutar pelos direitos dos necessitados, aliviando seus fardos e ajudando-os a encontrar esperança e dignidade. Ao praticarmos a justiça, refletimos o caráter de Deus e expressamos Seu amor ao mundo.

O Salmo nos adverte sobre a efemeridade do poder terreno. Embora algumas pessoas possam exercer influência e autoridade temporária, o que realmente importa é o caráter que cultivamos ao longo da jornada. O caráter permanece, enquanto o poder um dia acaba. Devemos buscar ser pessoas íntegras, humildes e comprometidas com a justiça, pois esses traços são eternos e trazem glória a Deus.

Enquanto trabalhamos para promover a justiça e aliviar o sofrimento dos necessitados, devemos nos lembrar de que Deus é o Juiz da Terra. Todas as nações estão sob Sua soberania, e Ele trará julgamento sobre o mal e a injustiça. Confiamos em Sua justiça perfeita e sabemos que Ele fará todas as coisas certas em Seu tempo.

Promessa: 
Deus espera que trabalhemos pela manutenção da justiça e pelos direitos do necessitado. E promete nos ajudar nisso.

Curiosidade: Em Salmo 82:6, a palavra “deuses” é usada metaforicamente para se referir aos juízes humanos que exercem autoridade e têm poder de tomar decisões em nome de Deus, agindo como representantes Dele na administração da justiça. Essa linguagem metafórica é comum no contexto do Antigo Testamento, em que a palavra “elohim” (deuses) pode ser usada para se referir a Deus, mas também a juízes e líderes humanos que atuam em Sua autoridade. 

Comentário Blog Associação Geral

O primeiro verso deste salmo evoca a imagem de um tribunal. Deus preside a grande assembléia e profere o veredito. Curiosamente, são os juízes de Israel, que estão sendo acusados. O Justo Juiz repreende os juízes por favorecer os ímpios, e implora a eles para que protejam as necessidades e os direitos daqueles que são indefesos.

Ao ler a advertência divina para que se defendam os órfãos e os fracos e para que se resgatem os necessitados, meus pensamentos são levados até o tempo da vida de Jesus e Seus ensinamentos. Lucas nos diz: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler. Foi-Lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor’”(Lucas 4:16-19 NVI).

Este mesmo Jesus que aconselhou seu povo nas Escrituras do Antigo Testamento agora mostra através do exemplo de Sua vida sem pecado como tratar os indefesos, as viúvas e os órfãos, e os pobres.

Eu vejo Jesus carinhosamente defender a viúva que deu somente duas moedinhas de oferta. Eu vejo Jesus acenando para as crianças enquanto ordena aos discípulos: “Deixem vir a Mim as crianças.” Eu vejo Jesus olhando para baixo, para Sua mãe de coração partido e confiando-a aos cuidados de João.

Que belas demonstrações de amor! Exemplos de como Jesus tratava as pessoas e como Ele quer que as tratemos.

Kimberly Bobenhausen

Southern Adventist University, Tennessee  USA 

Reflexão - Heber Toth Armí

SALMO 82 – Um ditado popular diz: “Os ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: aprender”.

A pior ignorância se dá em relação à Palavra de Deus. A maior ignorância é presumir que se sabe todas as coisas, principalmente assuntos espirituais. Tal pressuposição impossibilita estudos profundos que resultam em transformação do coração.

Reflita:
1. Os ignorantes tomam decisões injustas e preferem favorecer aos ímpios em detrimento dos justos, corrompem a justiça e absolvem aos culpados (v. 2);
2. Os ignorantes estão em trevas morais, por isso, defendem culpados e condenam inocentes, exploram aos fracos e beneficiam aos ricos, tramam astutamente contra o povo de Deus e conspiram contra os que pertencem a Deus (vs. 3-4);
3. Os ignorantes tomam decisões sérias equivocadamente pensando estarem certos, pois sem discernimento espiritual não se tem ideia alguma da verdadeira realidade dos fatos (v. 5);
4. Os ignorantes pensam que estão no controle, quando na verdade Deus está acima de tudo e de todos; Deus é soberano, os maiorais (deuses) do mundo devem dar satisfação a Ele – sem qualquer possibilidade de negociação (vs. 6-7);

Deus anseia que os ignorantes façam justiça aos fracos e sofredores, procedam corretamente com o aflito e o desamparado; entretanto, eles fazem exatamente o oposto. Já os sábios não ignoram a justiça, eles clamam a Deus por ela (v. 1). Os entendidos na Palavra de Deus e submissos a ela conhecem ao Deus da Palavra e pedem-Lhe que dê o que os que ignoram a verdade merecem (v. 8).

O sábio sabe que logo Deus se levantará contra todos os que se acham deuses (arrogantes convencidos), que pensam serem donos de seu próprio nariz e fazem o que querem sem consultar a Bíblia, a única fonte segura! Certamente, Deus julgará “os poderes e governantes que sustentam um sistema de opressão e injustiça no mundo” (Duane A. Garrett).

• Aqueles que levantam sua opinião com convicção sem fundamento bíblico, serão logo julgados. Oremos por isso!
• Aqueles que agem com base em sentimentos sem fundamento bíblico, logo estarão diante do soberano absoluto para responder por seus atos. Oremos por isso!

Derek Bok destaca que “se você acha que educação é cara, experimente a ignorância”. Portanto, sejamos sábios, não ignorantes! Humilhemo-nos perante Deus! – Heber Toth Armí. 

 

Comentário Rosana Barros

Em meio a uma geração corrupta e desleal, um clamor foi erguido. Como representantes da justiça do Senhor na Terra, os juízes de Israel julgavam em direta e ousada oposição ao direito que deveriam promover. Como “deuses” (v.1), tinham em suas mãos decidir as causas que lhes eram confiadas e dar ao povo o exímio testemunho da verdadeira justiça.

Ao estender as mãos ao suborno, tomando “partido pela causa dos ímpios” (v.2), os juízes encolhiam as mãos para os aflitos e necessitados do povo, profanando a causa de Deus e lançando grande maldição sobre a nação. Como tateando “em trevas” (v.5), não entendiam que a maior e melhor recompensa não consiste nos lucros deste mundo, mas na dádiva divina de ser participante de Sua natureza ao atender as necessidades dos pequeninos irmãos.

Interrogado pelos judeus e sob a ameaça de um apedrejamento, Jesus recitou as palavras do salmista: “Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: ‘Eu disse: sois deuses?’ Se Ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, então, dAquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus?” (Jo.10:34-36). Como justo Juiz, Jesus nos deixou o perfeito exemplo dos deveres a nós confiados. Pois todos temos responsabilidades uns para com os outros, não para julgar ou condenar, mas para zelar e amar.

Foi por cair na armadilha de Satanás e endurecer o coração, que Caim questionou: “acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gn.4:9). Se somos “todos filhos do Altíssimo” (v.6), a nossa vida deve revelar as Suas obras em amor e dedicação uns pelos outros, mas, principalmente, pela classe de pessoas indicadas por Jesus: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste” (Mt.5:44-45). Ser filho ou filha de Deus, portanto, não é simplesmente uma escolha, mas uma conquista, que pode ser gradual, lenta, porém, eficaz e plena, pela fé em Cristo Jesus.

Destituídos de amor, somos incapazes de amar e insensíveis às necessidades alheias. Mas olhando para o Filho de Deus, a fonte de todo o amor, e contemplando a Sua vida completamente altruísta e Seu sacrifício perfeito, nEle somos “feitos justiça de Deus” (2Co.5:21). Então, movidos pelo amor e pelo poder do Espírito Santo, faremos “justiça ao fraco e ao órfão”, procederemos “retamente para com o aflito e o desamparado” (v.3). Socorreremos “o fraco e o necessitado” e os tiraremos “das mãos dos ímpios” (v.4). E muito em breve, ouviremos a voz da aprovação: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!  


Comentários Selecionados

O Salmo 82 é a acusação de Deus aos juízes injustos que dominavam sobre Israel. Possivelmente foi composto num período em que havia muita deslealdade e corrupção na administração da justiça. O salmo é dividido em três partes: 1) Deus é introduzido como Supremo Juiz (v. 1); 2) Deus denuncia os juízes injustos e os julgamentos corruptos (v. 2-7); e 3) o salmista implora que Deus se levante para julgar (v. 8). O salmo tem lições para todos os filhos de Deus com referência às relações mútuas (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 925).

1-8 A justiça divina envergonha os juízes corruptos da terra (Bíblia Shedd).

deuses. Do heb. ‘elohim, possivelmente “juízes” neste verso, assim como na tradução de ‘elohim” em Êxodo 21:6; 22:8 e 9. Os juízes podem ser chamados de ‘elohim no sentido de que são representantes da soberania de Deus (ver Êx 7:1) (CBASD, vol. 3, p. 925).

Na lei de Moisés, a palavra assim traduzida se refere aos juízes do povo (Bíblia Shedd).

Na linguagem do AT – e de acordo com o mundo conceptual do antigo Oriente Médio – os governantes e os juízes, como procuradores do Rei celestial, podiam receber o título emérito de “deus” (Bíblia de Estudo NVI,Vida).

O termo designa governantes, líderes, pessoas de poder, juízes e/ou príncipes terrenos (v.7). que eram representantes de Deus, e cujo trabalho era divinamente designado (Êx 22:28; Deut 1:17; 16:18; 2Cr 19:6; comparar com Heb 13:7). Eles perverteram a justiça, agiam cegamente como pessoas andando na escuridão (Sl 82:5). O salmista os vê reunidos perante Deus, o Rei do Universo, sendo julgados, porque eles são responsáveis perante Ele por sua administração de justiça (Andrews Study Bible).

Até quando … tomareis partido? Em Israel era proibido mostrar parcialidade por causa de circunstâncias ou posição (ver Lev 19:15; Dt 1:17; At 10:34) (CBASD, vol. 3, p. 925).

vacilam todos os fundamentos da terra. Quando juízes injustos administram a lei, os fundamentos do governo moral cambaleiam e caem. O governo terreno, que deveria refletir o governo de Deus, se torna em anarquia (CBASD, vol. 3, p. 926).

Eu disse: “sois deuses”. Do heb. ‘elohim (CBASD, vol. 3, p. 926). Jesus explica que aqueles que recebem a Palavra de Deus estão revestidos de autoridade divina (cf Jo 10.34-36) (Bíblia Shedd).

Os que governam (ou julgam) fazem-no por nomeação divina (v. 2,7; Is 44.28) e, portanto, são representantes de Deus – que O conheçam quer não (ver Êx 9.16; Jr 27.6; Dn 2.21; 4.17,32; 5.18; Jo 19.11; Rm 13.1) (Bíblia de Estudo NVI, Vida).

Não deuses no sentido absoluto da palavra, mas apenas “filhos do Altíssimo”, como a sentença paralela afirma. Eles eram apenas governantes e juízes humanos cujos cargos foram concedidos por Deus (Andrews Study Bible).

príncipes. Pessoas de posição elevada. Embora fossem chamados ‘elohim (ver com. dos v. 1, 6), eles morreriam por causa de sua infidelidade (CBASD, vol. 3, p. 926).

Se os juízes quisessem tripudiar sobre os direitos dos pobres, poderiam aguardar um fim violento reservado para os déspotas, como seu galardão normal (Bíblia Shedd).

Por mais exaltada que fosse a sua posição, esses “deuses” corruptos serão abatidos pelo mesmo julgamento que os demais homens (Bíblia de Estudo NVI, Vida).

herança de todas as nações. Nas palavras de João: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo” (Ap 11:15; cf Dn 2:11, 45) (CBASD, vol. 3, p. 926).  


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