Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Escute!
“Na angústia, vocês clamaram e Eu os livrei; do esconderijo do trovão Eu lhes respondi; e Eu os pus à prova junto às águas de Meribá. Escute, Meu povo, as Minhas admoestações.” Salmo 81:7, 8
Ao longo da história, Deus tem Se revelado por meio de Suas ações poderosas, libertando Seu povo do peso das dificuldades e provando a fidelidade deles. Ele nos chama a ouvir Suas advertências e a não colocar ninguém ou nada em Seu lugar, pois esse caminho leva à derrota espiritual.
A fome mencionada no Salmo é simbólica, representando nossa necessidade de Deus e Seu alimento espiritual. Para sermos verdadeiramente alimentados e satisfeitos, precisamos ansiar por uma conexão profunda com Ele. Devemos refletir se nossa alma tem fome do Senhor, buscando-O em oração, estudo da Palavra e adoração sincera.
Deus nos concedeu o livre-arbítrio, o poder de escolha. É importante usá-lo com sabedoria, ouvindo e obedecendo à voz Dele. Aqueles que optam por não ouvir nem obedecer podem acabar enfrentando as consequências de suas escolhas, pois o Criador respeita a vontade de cada pessoa.
Por outro lado, quando ouvimos a Deus e seguimos Seus caminhos, podemos ter a certeza de que Ele nos protegerá e lutará nossas batalhas. Nossa luta se torna a luta de Deus, e Sua força e poder se manifestam em nossas fraquezas.
Promessa:Louvar é uma ordem de Deus para Seu povo. O louvor ajuda a ajustar nossa visão sobre Ele.
Comentário Blog Associação Geral
Há uma bela promessa apresentada na leitura de hoje: “Se o meu povo apenas Me ouvisse, se Israel seguisse os Meus caminhos, com rapidez eu subjugaria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários!” (verso 13 NVI).
Deus quer nos salvar. Você pode ouvir o anseio em sua voz? Apesar dos israelitas terem rejeitado a Deus, ele ainda os chama de “Meu povo.” Em Mateus 23:37 Jesus implorou a Seu povo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram”.
Você já ouviu a voz de Jesus, implorando que você permita compartilhar com Ele a sua vida? Que você O permita consolar e proteger você como uma mãe galinha cuida de seus pintinhos? Jesus muitas vezes se refere a si mesmo como aquEle que cuida de nós. Ele próprio Se chama: “O Bom Pastor”. Ele diz: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço e elas Me seguem” (João 10:27).
Pintinhos. Ovelhas. Jesus quer cuidar de você . Ele quer proteger e cuidar de você. Ele deseja lhe manter perto dEle e ficar entre você e seus inimigos.A minha oração hoje é que eu e você nos rendamos ao Seu amor.
Kimberly Bobenhausen
Southern Adventist University, Tennessee USA
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 81 – Ingratidão é uma reação péssima diante de um bem feito por alguém. Pior ainda é quando a ingratidão é demonstrada a Deus por pessoas que receberam grandes bênçãos dEle..
Deus libertou Israel do Egito miraculosamente, porém, os ex-escravos negligenciaram o reconhecimento que Deus merecia; nós também recebemos Jesus de presente, maior que Moisés, para nos libertar de nossa condição deprimente, porém, muitos de nós, não regozijamos em Deus e não proclamamos Suas obras a nosso favor como deveríamos fazer.
Portanto, devemos parar e meditar, relembrar e refletir mais nos grandes feitos de Deus no mundo. Precisamos olhar para o Calvário lendo o relato inspirado nos Evangelhos, a fim de que sejamos mais impulsionados a exultar e regozijar, louvar e adorar, Aquele que deu Sua vida para nos salvar da escravidão do pecado e das garras do diabo.
A Palavra de Deus nos conclama a notar o grande livramento operado por Deus em nosso favor (vs. 5-16) a fim de que louvemos a Ele com toda nossa força, com nossa voz e com instrumentos musicais em todos os momentos (vs. 1-4).
Quando se discerne o sinal de alerta de Deus e obedecemos a Sua voz, Ele enche a existência do indivíduo obediente de grandiosas bênçãos (vs. 10, 16), e abate e humilha aos que se levantam orgulhosamente contra Seus servos (vs. 13-15).
Quando negligenciamos e desprezamos a Palavra de alerta de Deus e nos rebelamos demonstrando claramente nossa rebeldia, colheremos os azedos e amargos frutos inevitáveis desse caminho (vs. 11-12).
A desobediência resulta em horríveis tragédias para quem quer que seja. Só é desobediência quando se sabe o que deve ser feito e não faz, ou seja, rebeldia, rebelião. Em relação a Deus, desobediência resulta em…
1. Desprezo (v. 11);
2. Abandono (v. 12);
3. Endurecimento do coração (v. 12);
4. Distância de Deus (v. 12);
5. Manchar Sua imagem, pois pessoas se identificam com Ele, mas agem contrariamente a Sua vontade (v. 13);
6. Impedimento das vitórias que Deus quer dar (v. 14);
7. Impedimento das derrotas dos inimigos (v. 15);
8. Impedimento da prosperidade familiar, municipal, estadual, nacional e mundial (v. 16).
Vale a pena, no presente, avaliar o que Deus fez no passado, para redirecionar nossa vida para o futuro.
Amigos, reavivemo-nos!
Comentário Rosana Barros
Quando o Senhor deu a Moisés os Seus estatutos quanto ao funcionamento e manutenção do santuário, estabeleceu todo o serviço com ordem e decência, a cargo dos levitas. Da tribo de Levi, Asafe e sua descendência foram eleitos, nos dias de Davi, para ministrar o louvor no tabernáculo. Em vinte e quatro grupos de doze cantores cada, “instruídos no canto do Senhor” (1Cr.25:7), eles se revezavam em turnos, de forma que sempre houvesse louvor na Casa de Deus. E “Asafe, Jedutum e Hemã”, ministravam os louvores “debaixo das ordens do rei” (1Cr.25:6).
Uma das festas mais alegres instituídas por Deus a Israel era a Festa dos Tabernáculos. Era ela a última festa anual, anunciada ao som de trombeta (v.3). Por sete dias, o povo se alegrava e erguia as vozes em louvor e adoração ao Senhor, habitando em tendas e gozando das bênçãos das colheitas das vinhas e dos olivais. Esta celebração simbolizava o período em que Israel habitou em tendas no deserto, mas também aponta para o momento final, quando o povo de Deus viajará por “sete dias ascendendo para o mar de vidro”, para a cidade celestial (Primeiros Escritos, p.16).
Mas assim como a desobediência e a murmuração prolongaram o deserto para o antigo Israel, vivemos em tempo de prorrogação. “Ouve, povo Meu” (v.8), tem sido o constante clamor do Senhor. Por Sua longanimidade, tem suportado este planeta que não passa de uma ranhura em Seu universo perfeito. Por Seu imenso e intenso amor pela humanidade caída, Jesus segura o sopro da última trombeta (1Ts.4:16) enquanto aguarda o último pecador arrependido. Estamos chegando ao fim do grande dia da expiação. Em nossa angústia, clamemos ao Senhor, e Ele nos livrará (v.7). Apeguemo-nos à forte destra do Senhor, “força nossa” (v.1) e, muito em breve, Ele livrará nossos “ombros do peso” (v.6) do pecado.
“Ah! Se o Meu povo Me escutasse”, diz o Senhor. “Mas o Meu povo não Me quis escutar a voz” (v.11). “Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos” (v.12). Como filhos desobedientes e néscios, muitos têm vivido sob a falsa ilusão de uma religião de títulos. Como fazer parte de Israel não era sinônimo de amizade com Deus, ter o nome no rol de membros da igreja também não é. Enoque, Noé, Abraão, Moisés, dentre outros, ouviam a voz de Deus porque mantinham comunhão com Ele. Sua voz lhe era familiar porque constituía seu prazer andar na Lei do Senhor.
Como pais podemos ensinar nossos filhos no caminho em que devem andar, mas chegará o tempo em que eles terão de decidir sozinhos se permanecerão nele ou se andarão “na teimosia do seu coração” (v.12). Da mesma sorte, o nosso Pai celeste nos aponta o Seu “caminho sobremodo excelente” (1Co.12:31), mas Ele nunca nos obrigará a seguir por ele. Em meio a um cristianismo barato de louvores incoerentes, que, pela graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, façamos parte do povo que O louva com a vida e o coração, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Então, logo ouviremos o som de nosso resgate soando pela abóbada celeste e anunciando a nossa salvação que durará “para sempre” (v.15). Vigiemos e oremos!
