Reavivados por Sua Palavra | Salmos 79

 

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Pr. Michelson Borges

    Misericórdia e ânimo


““Ajuda-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do Teu nome; livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do Teu nome.” Salmo 79:9

O Salmo 79 expressa um clamor sincero ao Senhor, pedindo Sua misericórdia e perdão diante de um coração desanimado pelo pecado e pelas adversidades da vida. É uma confissão de que o pecado pode nos abater e nos deixar sem esperança, mas também aponta para a solução que encontramos no arrependimento e na busca do perdão de Deus.

Quando nos confrontamos com nossas falhas e erros, é natural que o desânimo tome conta de nossos corações. O pecado nos separa do Criador e nos faz sentir indignos de Sua graça. No entanto, o salmista nos ensina que a resposta para esse desânimo está na misericórdia de Deus, que está pronta a nos acolher quando buscamos o caminho do arrependimento e da confissão.

Ao reconhecer nossas faltas e nos arrependermos sinceramente, abrimos espaço para a ação transformadora do perdão divino. O salmista nos lembra que Deus é capaz de nos livrar do peso do pecado e perdoar nossas transgressões por causa de Seu amor e fidelidade. Essa é uma fonte de esperança e alívio para nossas almas, pois encontramos no Senhor uma fonte de renovação e restauração.

O salmo também nos aponta para o futuro promissor daqueles que escolhem ser ovelhas de Deus. Ao decidirmos seguir o Senhor e buscar Sua misericórdia, podemos olhar adiante com esperança e confiança. Aqueles que pertencem ao rebanho de Deus podem esperar uma eternidade de louvor e comunhão com Ele. Essa perspectiva nos encoraja a perseverar na fé, mesmo em meio às dificuldades e desafios da vida.

Promessa: O pecado desanima. A única solução consiste no arrependimento e na confissão.



Comentários: 

Sl 79:8 – “Venha depressa ao nosso encontro a Tua misericórdia, pois estamos totalmente desanimados.” 

Sl 79:8 – O pecado desanima. A única solução consiste no arrependimento e na confissão. 

Sl 79:9 – “Livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do Teu nome.”

Sl 79:13 – Os que decidirem ser ovelhas de Deus aqui poderão louvá-Lo para sempre.

Comentário Blog Associação Geral

Este Salmo foi escrito por um descendente da tribo de Asafe após os babilônios destruírem Jerusalém. Foi um período terrível para o povo de Judá. O templo de Salomão havia sido demolido e queimado e a cidade estava em escombros e cinzas. Os sobreviventes estavam cansados da guerra, tristes e com o coração partido. Muitos viram seus entes queridos serem mortos e seus corpos ficarem insepultos, o que aumentava ainda mais sua dor.

Em meio a tudo isso, o salmista clama a Deus por um alívio do seu sofrimento. Ao recordarem sua história, os israelitas lembram-se dos muitos momentos de angústia causados por sua apostasia e rebelião e do amor infalível de Deus que sempre via quando se arrependiam e lhes concedia misericórdia. É por essa misericórdia que o salmista está suplicando.

Talvez você também tenha chegado a uma situação desesperadora, seja por um pecado próprio ou apenas por viver num mundo imperfeito. Independente da causa, Deus se compadece do seu sofrimento e com amor e misericórdia vem ao seu socorro concedendo-lhe conforto e cura.

Kimberly Bobenhausen

Southern Adventist University, Tennessee USA

Reflexão - Heber Toth Armí

SALMO 79 – Nós sofremos por causa de nossas atitudes e também por causa das atitudes dos outros. Causamos problemas a nós mesmos e aos outros, e outros também causam problemas a nós.

Portanto, mesmo que nos esforçamos intensamente pelo que é certo, sempre terá alguém tentando prejudicar-nos.

A nossa fuga diante de toda esta triste fatalidade é buscar orientação, consolo e perdão através da oração ao Deus ricamente misericordioso e generoso. Podemos clamar a Ele quando perversos incomodam a Seu povo ou quando pessoas cruéis chacinam aos representantes de Deus neste mundo.

1. Neste mundo injusto e corrupto existem invasores que surgem de vários lugares, em diversas ocasiões. Invadem a vida das pessoas, saqueiam a paz e roubam a alegria. Escarnecedores blasfemam de Deus e de Seus representantes no mundo tenebroso (Salmo 79:1-4).
2. Deus não esquece Seu povo, ainda que Seu povo se esqueça dEle. Deus não despreza Seu povo; por isso, nos momentos de dificuldades é só orar que Deus ouve e dá atenção aos feridos. Asafe nos deixa esse legado inspirado permeado de intercessão pelo povo em aflição:

É preciso…

a) …reconhecer os pecados, pedir pela misericórdia de Deus e depender genuinamente de Sua graça (Salmo 79:5, 8).
b) …clamar por ajuda de Deus pela libertação e salvação de tudo aquilo que assola ao povo em suas debilidades (Salmo 79:6-7, 9).
c) …buscar a intervenção de Deus para lidar com os opositores e detratores do povo de Deus (Salmo 79:10-12).
d) …depender de Deus como ovelhas para então dar-Lhe graças para todo o sempre (Salmo 79:13).

Ao nos aproximarmos de Deus, muitas coisas mudam em nosso coração. Alguém disse que “onde há mansidão, as tendências naturais estão sob o controle do Espírito Santo. A mansidão não é uma espécie de covardia. É o espírito que Cristo manifestou ao sofrer injúria, ao tolerar ofensas e insultos. Ser manso não é abrir mão de nossos direitos, mas nos manter sob controle diante da provocação de cedermos à raiva ou ao espírito de vingança. A mansidão não permitirá que a paixão tome a dianteira”.

Jesus foi além de Asafe, deixando-nos um legado maior e mais nobre (ver Lucas 6:22-23, 27-36). Vamos elevar nosso padrão de vida? Vamos ser mais cristãos em nossas atitudes?

Reavivemo-nos!

Comentário Rosana Barros

Existem lugares em que a perseguição religiosa tem sido a causa de muitas mortes e injustiças. As igrejas são invadidas e os membros agredidos. Ordens de prisão são dadas sem que haja um fundamento convincente ou qualquer direito de defesa. Cristãos são obrigados a reunir-se secretamente e muitos têm de esconder-se até mesmo da própria família. São situações que desafiam a fé, mas que não conseguem abater o fiel servo de Cristo.

O clamor por justiça e a ansiedade por vê-la em ação, revelam o desejo do salmista de ter de volta o que lhe foi violentamente tirado. Destruídos a cidade e o templo, o povo passou por um momento muito difícil, mas necessário. Diferente de tantos que são perseguidos sem causa, há também os que provocam o próprio infortúnio. A corrupção nacional havia tomado conta daqueles que deveriam corresponder ao chamado do Senhor com temor e tremor. Asafe sabia que era só uma questão de tempo para o Senhor agir. Em seu anelo, porém, o coração desabafou: “Até quando, Senhor?” (v.5).

De igual forma, em um mundo manchado pelo pecado e destituído da glória de Deus, sabemos que é só uma questão de tempo para que o Senhor manifeste o Seu juízo. Mas como Asafe, o nosso coração desfalece de saudades e pergunta: “Até quando, Senhor?”. “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), através das perseguições e das aflições. Desprovidos até mesmo das necessidades mais básicas e “sobremodo abatidos” (v.8), há neste instante milhares de vozes a clamar: “Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso”!

Conta-se que, após um ataque violento a uma igreja em determinado país, um missionário voluntário foi enviado para levar conforto e auxílio às vítimas. Apenas alguns dias depois, sua vida foi impactada ao ver os irmãos, mesmo feridos, reunidos novamente na igreja. Contagiado pela fé viva e sólida daquelas pessoas, o missionário declarou: “Não importa o tamanho da destruição, Deus nunca pode ser destruído. Ele sempre deixa espaço para um raio de luz e um fio de esperança. Então, como podemos nos desesperar, quando há sempre luz e esperança em Cristo? Temos a garantia da vida eterna”.

Não sabemos quanto tempo falta para a nossa redenção, amados. É fato que estamos cansados. Mas precisamos andar aqui confiantes na fiel promessa: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20). Ainda que perseguidos, feridos e abatidos, do alto virá o nosso Salvador, então, “para sempre [Lhe] daremos graças” (v.13).

Ó, Deus amado, “apressem-se ao nosso encontro as Tuas misericórdias”! E volta logo, Jesus! Em Teu nome, oramos. Amém! Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos do Senhor!


Comentários Selecionados

O Salmo 79 é uma elegia sobre a desolação de Jerusalém na época do cativeiro babilônico (ver Sl 74). Começa com  a descrição de Jerusalém em ruínas e de seus habitantes mortos à espada, segue com a oração por livramento e para que os invasores sejam punidos. Finalmente, termina com uma canção de louvor e promessa de gratidão eterna. Embora tenha estrofes de métrica irregular, este salmo tem muita fluidez de pensamento. Era um dos favoritos dos huguenotes franceses e dos puritanos ingleses. CBASD, vol. 3, p. 919.

Profanaram. Ao entrar no templo, roubar suas sagradas mobílias, demolir seus adornos e atear fogo, os babilônios profanaram o templo (ver 2Cr 36:17, 18; Jr 52:17-23; cf.Sl 74:4-7). CBASD, vol. 3, p. 919.

cibo (ARA; NVI: “alimento”).

Cadáveres. Este versículo descreve a horrível mortandade quando Jerusalém foi tomada pelos caldeus. Os mortos insepultos serviram de alimento para animais selvagens e abutres (ver 2Cr 36:17; cf. Dt 28:26; Jr 7:33; 8:2; 9:22; etc.). CBASD, vol. 3, p. 920.

Derrama. Ver a notável semelhança entre os v. 6 e 7 e Jeremias 10:25. CBASD, vol. 3, p. 920.

De acordo com o Antigo Testamento, a ira e o juízo de Deus muitas vezes caíam sobre nações inteiras por causa dos pecados das pessoas dessas nações. Aqui Asafe pediu juízo sobre reinos que se recusavam a reconhecer a autoridade de Deus. Ironicamente, a própria nação de Judá, de Asafe, estava sendo julgada por Deus por se recusar a fazer isso mesmo (2Cr 36: 14-20). Essas eram pessoas que haviam jurado lealdade a Deus, mas agora o estavam rejeitando. Isso tornou seu julgamento ainda pior. Life Application Study Bible Kingsway.

Glória do Teu nome. Pede-se a Deus que ajude Israel, não por amor deste, pois não é digno, mas pela glória divina (ver Êx 32:12). CBASD, vol. 3, p. 920.

10 Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Na antiguidade, a vitória sobre uma nação estrangeira era considerada triunfo sobre seus deuses. O salmista clama pela vindicação do poder de Deus. Moisés fez uma súplica similar pelo menos em duas ocasiões (Êx 32:12; Nm 14:13-19). CBASD, vol. 3, p. 920.

No final, a glória de Deus será evidente para todas as pessoas, mas, enquanto isso, devemos suportar o sofrimento com paciência e permitir que através dele Deus fortaleça o nosso caráter . Por razões que desconhecemos, as pessoas pagãs são frequentemente permitidas a zombar dos crentes. Devemos estar preparados para críticas, piadas e comentários indecentes, porque Deus não nos coloca além dos ataques dos escarnecedores. Life Application Study Bible Kingsway.

12 Retribui, SENHOR, aos nossos vizinhos, sete vezes mais o opróbrio com que Te vituperaram (ARA; NVI: “Retribui sete vezes mais aos nossos vizinhos as afrontas com que Te insultaram, Senhor!”).

Vizinhos. As nações vizinhas a Israel, que se alegraram com sua desgraça em vez de tentar ajudá-lo contra o invasor (ver com. do v. 4; cf. Sl 44:13; Dn 9:16). CBASD, vol. 3, p. 920.

13 Proclamaremos. Por sua localização geográfica privilegiada, Israel devia ser a luz do mundo (ver Is 43:21). CBASD, vol. 3, p. 920.

De geração em geração. Num hino de louvor, o poeta promete transmitir às gerações futuras o relato da misericórdia divina. CBASD, vol. 3, p. 920.


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