Reavivados por Sua Palavra | Salmos 74

 

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Comentários em Texto


Pr. Michelson Borges

    Criador do Universo e protetor dos oprimidos

O Salmo 74 nos apresenta um exemplo poderoso de como abrir o coração diante de Deus, expressando nossas preocupações e aflições. À medida que o salmista clama ao Senhor em meio à adversidade, somos lembrados da importância de depositar nossa confiança Nele, especialmente em tempos em que sinais milagrosos parecem ausentes e a fé é posta à prova.

A descrição presente no Salmo 74:9 pode ressoar em nosso coração, pois vivemos em um mundo onde, muitas vezes, enfrentamos tempos desafiadores sem aparentes intervenções divinas visíveis. No entanto, mesmo em meio a incertezas, a mensagem do salmo permanece inabalável: devemos confiar em Deus, reconhecendo Sua soberania e bondade, independentemente das circunstâncias ao nosso redor.

Ao declarar que Deus é o Rei desde a antiguidade e que traz salvação à Terra, o salmista nos desafia a considerar quem reina em nossa vida. É uma reflexão sobre a centralidade do Criador em nosso coração e a submissão à Sua vontade e Seus propósitos em todas as áreas de nossa existência.

O Salmo também ressalta que nosso Deus é o Criador do Universo, detentor de todo o poder e autoridade. Essa lembrança nos inspira a confiar em Sua sabedoria e providência, sabendo que Aquele que criou todas as coisas está no controle e cuida de Seu povo com amor e compaixão.

Além disso, somos chamados a nos envolver na missão de Deus, que inclui a preocupação com os oprimidos e a defesa dos que sofrem. Devemos agir com compaixão e empatia, não permitindo que os oprimidos sejam humilhados nem abandonados em sua dor. Assim como o Senhor não ignora o sofrimento dos aflitos, devemos seguir Seu exemplo, estendendo a mão para ajudar e trazer alívio aos que estão em necessidade.

Promessa: Deus é o todo-poderoso criador do Universo, mas não passa por alto o universo de lutas e a aflição dos oprimidos.

Comentários

Sl 74 – Esse salmo segue estrutura semelhante à de outros: o salmista abre o coração e declara sua confiança em Deus. 

Sl 74:9 – Parece a descrição destes últimos dias (sem sinais milagrosos nem profetas), mas devemos confiar em Deus. 

Sl 74:10 – As zombarias do adversário logo terão fim. Vem, Senhor Jesus! 

Sl 74:12 – “Tu, ó Deus, és o meu Rei desde a antiguidade; trazes salvação sobre a terra.” Quem reina em sua vida? 

Sl 74:16, 17 – Nosso Deus é o criador do Universo! 

Sl 74:21 – Nossa missão também envolve não permitir que o oprimido se retire humilhado. 

Sl 74 – Deus é o todo-poderoso criador do Universo, mas não passa por alto o universo de lutas e a aflição dos oprimidos.

Salmo 74: Criador do Universo e protetor dos oprimidos | Reflexão: Pr. Michelson Borges

“Deus é o meu Rei desde a antiguidade; Ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra.” Salmo 74:12

Comentário Blog Associação Geral

Talvez nada desperte mais a ira de um povo quanto a depreciação de seu deus e a profanação de seu lugar de culto. Cerca de 150 anos antes de Cristo, Antíoco Epifânio invadiu Jerusalém e provocou a ira dos judeus, sacrificando um porco no Lugar Santíssimo. Ainda hoje hindus, muçulmanos e cristãos brigam por templos, mesquitas e igrejas destruídas ou profanadas.

A oração do Salmo de hoje foi proferida por alguém que lamentava profundamente a profanação do Templo. Inimigos de Deus haviam invadido os lugares santos e destruíram os painéis esculpidos em busca do ouro dos entalhes. Símbolos e estandartes pagãos se levantaram no templo e o santuário foi queimado até ao chão (versos 4-8), profanando assim o lugar onde o nome de Deus habitava.

Mas o ‘inimigo’ nem sempre está fora da igreja. Cada um de nós tem visões um pouco diferentes sobre como tratar o santuário de Deus. Devemos remover nossos sapatos? Devemos cobrir nossas cabeças? Esta não é uma questão fácil de resolver, porque o que ajuda uma pessoa na adoração pode atrapalhar outra. Muito embora devamos zelar pelo lugar de culto e pela honra de Deus, não podemos esquecer que é a Ele que cabe julgar motivos e propósitos (v. 23) e que a vida do transgressor também Lhe é muito preciosa.

Não deixemos que nosso – correto – zelo por coisas e valores sagrados envenene nossa alma e nos afaste do espírito de paz e comunhão com o Eterno. Este é o maior dano que podemos infligir a Deus e a nós mesmos.

Gordon Christo
India

Reflexão - Heber Toth Armí

SALMO 74 – A derrota dos crentes profana o nome de Deus na Terra, por isso é preciso erguer a voz ao Céu almejando que Seu nome seja honrado, exaltado e reverenciado.

Deus permite que Seu povo sofra nas mãos de inimigos cruéis, que Seu templo/santuário se transforme em ruínas e o cativeiro se torne o destino dos crentes devido à negligência destes para com os princípios de santidade.

Apesar do castigo por causa dos pecados, o povo nos ensina como é fundamental recorrer a Deus lembrando-O de que são…

• …“ovelhas do Seu pasto” (v. 1);
• …“Tua congregação” adquirida “desde a antiguidade” (v. 2);
• …“Tua herança” (v. 2);
• …“Seus aflitos” (v. 19).

Mesmo errando, castigado, na desgraça, surrado nas mãos dos inimigos, pecando… aqueles que reconhecem que são propriedades de Deus oram a Ele para reverter a situação.

O versículo 14 faz referência ao crocodilo ou leviatã, o qual refere-se “a um grande animal aquático (ver [Salmo] 1-4:26; Jó 41:1), às vezes considerado um temível monstro marinho (mitológico; Jó 3:8; Is 27:1). É usado neste texto como símbolo das forças malignas (possivelmente faraó, o rei do Egito durante o Êxodo; ver Ez 29:3; 32:2). Deus tem poder para derrotar até a pior imaginação do mal” (Bíblia Andrews).

Por isso, derrotados, os israelitas clamaram a esse Deus. Eles O reconheceram como Criador dos Céus e da Terra. Eles acreditavam ser Deus soberano. Eles tentaram lembrar a Deus das coisas passadas, mas eram eles que precisavam lembrar-se do que Deus fez e pode fazer.

E quanto a nós?

1. Paramos para refletir se Deus nos rejeitou? (v. 1);
2. Relembramos com Deus em oração quem éramos e no que Ele nos fez? (vs. 2-3);
3. Contamos a Deus os detalhes da triste investida dos inimigos contra Seu povo na história? (vs. 4-8);
4. Reconhecemos que existe um Criador e que somos Seus representantes aqui na Terra? (vs. 9-17);
5. Revelamos anseio de louvar a Deus apesar das encrencas em que nos metemos? (vs. 18-21);
6. Entendemos que a missão de testemunhar é de Deus, e devemos orar para promover Seu reino entre tantas obscenidades e depravações existentes neste mundo? (vs. 22-23).

Então, oremos: “Senhor, use-nos como instrumentos para defender a Tua causa… e revelar Teu caráter. Amém” – Heber Toth Armí.

Comentário Rosana Barros

Em tom de lamentação, este Salmo retrata a angústia do povo de Deus diante da invasão dos inimigos. O santuário havia sido profanado e o povo estava indignado, reclamando pela justiça divina. O período mais provável deste Salmo é que tenha sido escrito após Nabucodonosor invadir Jerusalém, levando o povo cativo, assim como havia predito o profeta Jeremias. Negando a mensagem profética, os judeus rejeitaram o chamado de Deus e a Sua aliança: “Viraram-Me as costas e não o rosto; ainda que Eu, começando de madrugada, os ensinava, eles não deram ouvidos, para receberem a advertência” (Jeremias 32:33).

A reivindicação do salmista para com Deus foi, na verdade, um grito por misericórdia. O que vemos é o clamor de um homem que tinha fé no mesmo Deus que abriu o mar (v. 12) e que secou rios (v. 15). Todavia, se lamentava, quer dizer que chorava pelo que não poderia mais voltar atrás. A desobediência às palavras do mensageiro de Deus fez com que Deus os entregasse à própria sorte: “Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que entrego esta cidade nas mãos dos caldeus, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e ele a tomará” (Jeremias 32:28).

A palavra profética nunca foi tão banalizada como atualmente tem sido. Milhares têm aberto a boca para dizer que vão profetizar, enquanto a verdadeira profecia é negligenciada ou ignorada. Enquanto Jeremias clamava para que o povo desse ouvidos ao que Deus o havia revelado, mais teimoso o povo se tornava. Mas foi ali, em meio ao cativeiro babilônico, enquanto se dizia: “já não há profeta”, que Deus suscitou Daniel e lhe deu o dom profético e um livro que, em conjunto com o livro de Apocalipse, nos abre os olhos para o “até quando” (v. 9). Na verdade, foi revelado aos filhos de Israel e de Judá até quando duraria aquele jugo: 70 anos. Nós não sabemos quanto tempo mais durará o jugo do pecado neste mundo, contudo, de uma coisa podemos ter certeza, os sinais nos mostram que cada dia é o tempo que nos é concedido para estarmos prontos: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15). Se tão-somente seguirmos as orientações proféticas, seremos bem-sucedidos: “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (II Crônicas 20:20).

O SENHOR nunca desconsiderou a aliança que havia feito com o Seu povo (v. 20), mas o Seu povo que não Lhe deu ouvidos. Em sua dureza de coração, os judeus rejeitaram o profeta de Deus e trataram de eles mesmos profanar a casa de Deus com abominações (Vide Jeremias 32:34). A aliança que o SENHOR fez com os seres humanos é eterna e jamais volta atrás: “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o Meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de Mim” (Jeremias 32:40). 

Continue estudando a Bíblia. Examine as Escrituras com diligência e humildade. Então, não terás do que lamentar, mas verás o SENHOR pleitear a Sua própria causa (v. 22) em favor do Seu povo: “Eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Jeremias 32:38).     


Comentários Selecionados

O Salmo 74 foi escrito possivelmente depois da conquista de Jerusalém por Nabucodonosor. Ele descreve de forma vívida a desgraça dos judeus, com ênfase particular na destruição do templo. Este salmo deve ser comparado com o 79, que enfatiza a matança dos habitantes de Jerusalém. Este poema elegíaco [que expressa tristeza] consiste de sete estrofes irregulares… Diz-se que o Salmo 74 foi um dos hinos de batalha dos calvinistas escoceses e dos huguenotes franceses de Cevennes. Os exilados valentes, depois de uma jornada pavorosa pelos Alpes, cantaram o Salmo 74 ao chegarem a Genebra, sua “cidade de refúgio”, e as multidões que os receberam cantaram com eles este hino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 905, 906.

Por que nos rejeitas … ? Parecia que Deus tinha deserdado Seu povo. CBASD, vol. 3, p. 906.

Por que se acende … ? A ira é com frequência comparada ao fogo (ver Dt 32:22; Sl 18:7, 8; cf. Lm 2:3). CBASD, vol. 3, p. 906

Dirige teus passos. O salmista implora a Deus que venha depressa ver as ruínas do monte Sião e intervenha. CBASD, vol. 3, p. 906

Perpétuas ruínas. Ruínas tão extensas que pareciam permanentes, como se jamais pudessem ser reconstruídas. CBASD, vol. 3, p. 906

Tem feito. Os babilônios levaram tudo que era valioso (ver 2Rs 25:13-17), e atearam fogo ao templo (ver Sl 74:7). Os v. 4 a 8 descrevem a profanação do templo. CBASD, vol. 3, p. 906.

Símbolos. O lugar santo caiu sob o domínio estrangeiro (ver Nm 2:2). Estandartes pagãos se levantaram no templo, para vergonha dos judeus. CBASD, vol. 3, p. 906

Brandem machado. Os soldados inimigos são descritos destruindo as madeiras do templo. CBASD, vol. 3, p. 906.

Lavores de entalhe. Ver 1Rs 6:29. Os ornamentos foram destruídos a fim de se retirar o ouro que os cobria (ver 1Rs 6:22, 32, 35). CBASD, vol. 3, p. 906.

Nao há profeta. Comparar com Lm 2:9; Ez 7:26. CBASD, vol. 3, p. 906.

Até quando. A taça da calamidade de Israel estava cheia. É o versículo mais triste do salmo. CBASD, vol. 3, p. 906.

11 No Teu seio. Por que Deus não estende Sua mão para livrar Israel? Ele parece er a mão dentro das dobras de Seu manto. O salmista pressa impaciência porque crê que Deus devia demonstrar Seu poder, destruindo os invasores. CBASD, vol. 3, p. 907.

12 Ora. O salmista ao contemplar o que Deus fez no passado em favor de Seu povo. Relembrar as bênçãos do passado dá conforto no presente e esperança para o futuro. CBASD, vol. 3, p. 907.

Meu Rei.  O poeta tem a certeza de que a despeito das aparências, Deus está no comando (Ver Sl 44:4). CBASD, vol. 3, p. 907.

14 As cabeças do crocodilo. Evidentemente outra alusão ao poderio egípcio. CBASD, vol. 3, p. 907.

15 Tu abriste fontes e ribeiros. A referência pode ser da ocasião em que Deus fez brotar água da rocha ao comando de Moisés (ver Êx 17:6; Nm 20:8; cf. Sl 78:15, 16). CBASD, vol. 3, p. 907.

Secaste rios caudalosos. Alusâo óbvia à travessia do Jordão. CBASD, vol. 3, p. 907.

13 Monstros marinhos. Do heb. tanninim. Presume-se que esta expressão simbolize o poderio egípcio (ver Ez 29:3). A referência parece ser à destruição dos exércitos de faraó no Mar Vermelho (ver Êx 14:27-30; 15:4). CBASD, vol. 3, p. 907.

19 Rola. Os filhos de Deus são comparados a uma terna e mansa rolinha, amada por Deus. CBASD, vol. 3, p. 907.

22 Pleiteia. O salmista percebe que a causa é de Deus e que a honra dEle está em jogo. Tudo que se faz contra os filhos de Deus é como se fosse contra Ele. Os débeis deveriam reconhecer os propósitos finais de Deus e se tornarem um instrumento em Suas mãos para realizar a vontade divina. CBASD, vol. 3, p. 907.

23 Não Te esqueças. O poeta finaliza sua oração pedindo que os inimigos recebam uma justa retribuição (cf. 2Rs 19:28). CBASD, vol. 3, p. 907.

Gritaria. É evidente que a referência é aos inimigos que invadem Jerusalém com gritos de guerra. CBASD, vol. 3, p. 907.

Dos Teus inimigos. Aqueles que se opõem aos propósitos de Deus … se enganam ao crerem que Deus não leva em conta suas atitudes (ver Êx 16:8; 1Sm 8:7). CBASD, vol. 3, p. 907.


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