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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Prazeres passageiros ou esperança eterna
“Estou sempre contigo, Tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o Teu conselho e depois me recebes na glória.” Salmo 73:23, 24
O Salmo 73 é uma jornada espiritual profunda que nos leva a refletir sobre nossa relação com Deus e o que verdadeiramente buscamos na vida. Ele nos lembra da importância de um encontro genuíno com o Senhor, especialmente quando nos reunimos em Seu templo. Nesse lugar, a música, o louvor e a pregação devem favorecer esse encontro, nos aproximando do Criador e fortalecendo nossa fé.
A mensagem central do Salmo 73 está no contraste entre os prazeres destrutivos e efêmeros oferecidos pelo mundo, representados pela aparente prosperidade dos ímpios, e a verdadeira alegria encontrada na presença de Deus e na vida eterna. Essa é uma escolha que cabe a cada um de nós fazer, decidindo onde colocamos nosso coração e quais são as verdadeiras prioridades em nossa jornada.
Para aqueles que andam com o Deus de Israel, o Salmo apresenta a possibilidade da pureza de coração. Essa pureza não vem por nossos próprios esforços, mas pela graça divina, que transforma a vida e nos capacita a viver em retidão e santidade.
O Salmo 73 também nos mostra que a vida é efêmera, tanto para os ímpios quanto para os salvos. Para os ímpios, é como um sonho bom que logo se transforma em pesadelo. Para os salvos, mesmo quando enfrentamos pesadelos na vida, temos a esperança da verdadeira vida eterna com Deus e de paz no coração, aqui e agora.
Quando experimentamos a alegria de estar junto a Deus, desejamos compartilhar esse tesouro com os outros. Aqueles que vivem próximos do Senhor são compelidos a falar Dele para o mundo, compartilhando o amor, a graça e a salvação que encontraram Nele.
Promessa: Os ímpios vivem preocupados com riquezas e despreocupados com a salvação. O cristão inverte a equação, e tem a paz de Deus no coração.
Comentários:
Sl 73 – Quando vamos ao templo, precisamos ter um encontro com Deus. A música, o louvor, a pregação, o ambiente devem favorecer isso.
Sl 73 – Prazeres destrutivos e efêmeros ou a alegria na presença de Deus e a vida eterna? A gente escolhe.
Sl 73:1 – A pureza de coração é uma possibilidade para aqueles que andam com o Deus de Israel.
Sl 73:2, 3 – O cristão “escorrega” quando sente inveja da aparente e momentânea prosperidade dos ímpios.
Sl 73:12 – Os ímpios vivem preocupados com riquezas e despreocupados com a salvação. O cristão inverte a equação.
Sl 73:16, 17 – A vida está confusa? Busque a Deus em Seu santuário que as coisas ficam claras.
Sl 73:20 – A vida do ímpio é como um sonho bom que dura pouco. Depois vem o pesadelo real.
Sl 73:20 – A vida do salvo às vezes é um pesadelo. Mas vai durar pouco e logo ele “acordará” para a verdadeira vida que nunca acabará.
Sl 73:22, 23 – Mesmo quando agimos como insensatos e ignorantes não devemos nos afastar de Deus, pois é Ele quem nos abre os olhos.
Sl 73:23 – “Sempre estou contigo.” Essa deve ser a nossa atitude com Deus.
Sl 73:25 – “Nada mais desejo além de estar junto a Ti.”
Sl 73:26 – “Deus [...] é a minha herança para sempre.”
Sl 73:28 – Estar perto de Deus é a melhor coisa, e os que vivem assim são compelidos a falar dEle para os outros.
Comentário Blog Associação Geral
TalvezA Justiça é representada por uma mulher com uma balança na mão, com os olhos vendados para ilustrar que nenhum preconceito deve interferir nos julgamentos. No entanto em muitos países os juízes parecem estar cegos e incapazes de diferenciar o que é bom, o que é mau, ou o direito. Asafe, o salmista, parece pensar que Deus também era um árbitro cego.
Todos nós já participamos de jogos em que fomos leais às regras e vimos aqueles que trapacearam saírem vitoriosos. Aqueles que andam na linha e seguem as regras, muitas vezes acabam por último. De fato, muitos trapaceiros se tornaram milionários.
Você tem que olhar mais longe e de forma mais ampla para perceber que não há inconsistência. Se Deus recompensasse o bem e o mal imediatamente, as pessoas seriam boas pelas razões erradas. Quando Asafe obteve a visão de longo prazo e compreendeu o destino final dos ímpios (v. 18), então ele percebeu o quão escorregadio é o chão que os maus pisam e deixou de invejá-los. Se você olhar para a frente em vez de para os lados, escorregará menos.
Gordon Christo
India
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 73 – Pode-se olhar este Salmo por diversos ângulos. Se o texto é sagrado e inspirado, suas declarações extraídas da observação do salmista são verdadeiras. Certo?
Então, acompanhe com atenção. Há…
• …perversos e ateus que parecem mais abençoados que os justos…
• …tiranos e opressores que aparentam terem mais privilégios que os humildes crentes…
• …orgulhosos e arrogantes que parecem mais bem sucedidos e vitoriosos que os consagrados e piedosos servos de Deus…
• …imorais e hipócritas, incrédulos e déspotas, fraudulentos e corruptos que aparentam mais alegria e satisfação que os fieis e sinceros cristãos…
Não é verdade? Estas verdades podem levar-nos a reflexões distorcidas, tais como:
• “Deus me abandonou”,
• “Jesus não se importa comigo”
• “Deus é impotente!”
• “Será que Deus existe?” etc.
Ou, podem suscitar pensamentos não tão pesados como esses, porém suscitar outros mais leves como:
• Inveja;
• Irritação;
• Ciúme;
• Raiva…
Para o pensamento hebraico, o ateísmo estava fora de cogitação. Nem o diabo chegou a um nível tão baixo de pensar que Deus não existe (Tiago 2:19). Contudo, outros sentimentos negativos rondaram a mente do salmista; e, podem bater à porta de nosso coração também…
Veja bem que a oração aproximou o salmista de Deus levando-o a reavaliar conceitos. A reflexão correta, a meditação profunda e a oração direcionada a Deus abrem a compreensão da realidade e, então, apesar dos pesares, expressões de confiança, testemunho e louvores exalam da alma aflita.
A falta de profundidade espiritual devido à negligência pela reflexão e meditação intensa pode levar-nos a fazer minuciosa análise – observar rebeldes morrendo velhos; incrédulos, ricos; e, imorais, saudáveis – induzindo muitos a se desviarem da verdade (o que quase aconteceu a Asafe, contudo sua reflexão não o permitiu).
Avance mais, aprofunde-se mais… Quem não medita, torna-se ignorante!
• Algumas pessoas parecem mais privilegiadas por Deus para que no dia do juízo não tenham nenhuma desculpa pela sua perdição.
• O mundo onde o pecado reina é regido pela injustiça, entretanto o Deus da justiça está atento a tudo; portanto, futuramente recompensará aos justos no grande dia de acerto de contas.
• O sofrimento faz os crentes aproximarem-se mais de Deus e depender muito mais dEle do que uma existência inteira desprovida de dor.
• Muitos são purificados pela angústia – Deus sabe o que é bom para cada um!
Confie! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
O Livro III de Salmos inicia com o dilema vivido por Asafe. Confessando sua fraqueza, o salmista descreveu a prosperidade dos ímpios em contraste com a sua vida de aflição: “Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam suas riquezas… Pois eu de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado” (v.12 e 14). Invejando “os arrogantes” (v.3), Asafe quase caiu na armadilha do inimigo das almas, ao contemplar a sua tentadora oferta: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt.4:9).
Quando Cristo foi tentado no deserto, o diabo apresentou as principais tentações sob as quais grande parte dos pecados estão inseridos: o apetite (Mt.4:3), a presunção (Mt.4:5) e a cobiça (Mt.4:9). Ao vencer estas tentações, Cristo assinou a nossa carta de alforria da escravidão do pecado. Como Asafe olhou para o “santuário de Deus” (v.17) e viu o destino de quem aceita as ofertas de Satanás, é olhando para o alto que o homem passa de “embrutecido e ignorante” (v.22) para aquele que é sábio e cheio do conhecimento de Deus.
Quando nossos olhos contemplam as verdades do Senhor em Sua Palavra através das lentes do Espírito Santo, passamos a vislumbrar, pela fé, as preciosas promessas divinas e o nosso coração é fortalecido na bendita esperança que nenhuma oferta deste mundo pode abater. Ao permitir que Deus tome as rédeas de nosso enganoso coração, descobrimos a incomparável alegria de pertencer-Lhe. E a vitória de Jesus no deserto representa a nossa vitória. Do santuário celeste, sai o poder que nos habilita a recusar as ofertas do maligno e nos regozijarmos no que ainda não recebemos, mas, pela fé, aguardamos.
Ainda que o ímpio prospere na Terra. Ainda que as nossas aflições sejam muitas. Ainda que as injustiças se agravem. “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os Seus feitos” (v.28). Louvado seja o meu Senhor e Salvador Jesus Cristo, que me “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9)! E quanto a você, meu irmão e minha irmã? Já tomou a sua decisão? Atendei, agora, ao convite da graça que ainda nos está disponível: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra; porque Eu sou Deus, e não há outro” (Is.45:22). Vigiemos e oremos!
