Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
O cuidado dos pobres e a solução definitiva
Comentários:
Sl 72 – De certa forma, esse salmo mostra a maneira como todos nós, que seguimos o Rei, devemos lidar com os pobres e desamparados.
Sl 72:2 – O papel dos governantes deveria ser tratar com justiça os que sofrem opressão.
Sl 72:4 – O governante justo deveria defender os oprimidos, libertar os pobres e esmagar o opressor.
Sl 72:12-14 – Deus é o governante do Universo e esses versos descrevem as atitudes dEle.
Sl 72:14 – Aos olhos de Deus toda vida é preciosa, mesmo a daqueles que são desprezados pelas pessoas.
Sl 72:18 – “Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, o único que realiza feitos maravilhosos.”
Sl 72:19 – “Bendito seja o Seu glorioso nome para sempre; encha-se toda a Terra da Sua glória. Amém e amém.”
Sl 72:19 – O salmo é concluído com o desejo pela volta de Jesus e a vinda do reino eterno, quando a glória de Deus encherá a Terra.
Comentário Blog Associação Geral
Qual é o tamanho da sua lista de desejos? Quando Deus perguntou a Salomão, o que ele queria, ele pediu apenas uma coisa – sabedoria.
Alguém perguntou à mulher que havia trabalhado na cozinha durante quase toda a sua vida o que ela pediria se lhe fossem concedidos três desejos. Sem pensar, ela respondeu: “alimento suficiente para todas as crianças”. Como seu segundo desejo, ela disse: “Talvez uma máquina de lavar roupas”. Ao ser encorajada a expressar o seu terceiro desejo, ela pensou um pouco e disse: “Eu não sei. Dois desejos são suficientes”. Muitos de nós também teríamos que pensar um pouco, não pela ausência de um terceiro desejo, mas para conseguirmos reduzir a nossa lista a apenas três!
A sabedoria e o acurado senso de justiça de Salomão tornaram-se lendários. Sua fidelidade a Deus resultou na prosperidade da nação. E Deus concedeu-lhe ainda outras bênçãos – vitórias nas guerras, que lhe trouxeram considerável riqueza, e vida longa .
Infelizmente, Salomão desperdiçou grande parte da sua longa vida porque abandonou a Deus. Ele perseguiu fama e honra. Procurou a felicidade em bens materiais. Mais tarde, porém, Ele percebeu que a felicidade é um dom de Deus, mas havia perdido tempo valioso.
Não desperdicemos nosso tempo correndo atrás daquilo que é ilusório. Usemos os dons recebidos para abençoar as nações (v. 17, NVI) e para encher a terra com a glória de Deus, o seu caráter (v. 19, NVI).
Gordon Christo
India
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 72 – As palavras da Bíblia são preciosas orientações para a vida. Encontramos em cada leitura sólido alimento para nossa alma. Sem ela ficamos raquíticos espiritualmente. Ela nos liga a Deus, que preenche de satisfação ao nosso coração.
Como um legado deixado por Salomão, esse salmo está recheado de sábios ensinamentos. Embora seja aplicável diretamente ao escritor, o Salmo vai muito além, aponta para o autor: Deus e Seu Filho, Jesus Cristo.
1. Embora um bom político possa fazer muito para promover a justiça, o Messias com Seu caráter divino, é quem irá implantar retidão, justiça e paz no coração de Seus súditos. Essa consciência e oração de abertura deveria ser proferida por todo líder em sua função (vs. 1-2).
2. Conquanto a profecia descrita nos versículos 3 a 19 seja mais plenamente aplicada a Cristo em Seus diversos detalhes, é possível que aqueles que morrem para o EU para que Cristo viva em Seu lugar apresente vislumbres desse cumprimento profético:
a) Cristo julga a Terra, mas os salvos participarão com Ele do processo desse julgamento (I Coríntios 6:1-2).
b) Cristo governa todo o Universo, porém, os salmos terão o privilégio de participar dessa administração (Apocalipse 3:21).
c) Cristo promove a paz, Seus súditos, antes mesmo de adentrar aos Céus, são pacificadores aqui na Terra (Mateus 5:9).
d) Cristo se compadece dos pobres e infelizes, assim cada representante dEle deve mostrar tal preocupação e atender aos carentes com amor no coração (Mateus 25).
e) Cristo irá reinar eternamente, e com Ele os salvos de todos os tempos; Sua regência irá erradicar ao pecado, trará copiosas e constantes chuvas de bênçãos à Terra, os justos florescerão e não restará espaço nenhum no Universo para o Diabo e seus súditos.
f) Cristo será honrado e exaltado por todos os povos como Rei dos reis, Seu reino será universal. Todos os Seus súditos acompanharão cada fase do desenvolvimento de Seu governo com alegria e exultação.
Salomão, filho de Davi, herdeiro de um grande reino, não titubeou em exaltar o ministério do Messias que viria. Nós, que aguardamos a segunda vinda do Messias não podemos fazer menos do que Ele. Podemos dar os primeiros passos testemunhando do Reino que muito em breve suplantará todos os reinos corruptos…
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
Comentário Rosana Barros
Este Salmo, de autoria atribuída a Salomão, descreve a bênção divina sobre o rei justo. O governo íntegro e caridoso, onde todos são julgados e atendidos com justiça, é revelado como um lugar de paz e prosperidade. E os aflitos e necessitados, como os mais beneficiados. É um reino conhecido de todas as nações e que exerce influência e domínio “até aos confins da Terra” (v.8). Seu rei é digno do respeito de “todos os reis” (v.11) e todas as nações o servem e lhe dão presentes voluntários. Certamente, semelhante rei e governo seria o sonho de consumo da maioria.
Quando o rei de Babilônia, Nabucodonosor, teve o famoso sonho da estátua de metais, e o profeta Daniel, divinamente instruído, lhe deu a revelação do sonho, a sua significação apontava para os grandes reinos da Terra, desde Babilônia até Roma pagã e a Europa moderna, cujo metal, representado pelo ferro estava misturado com o barro. A queda de cada reino e ascensão do próximo provou a veracidade da profecia e tem apontado para os momentos finais dos reinos da Terra com a chegada da “pedra… cortada sem auxílio de mãos” (Dn.2:34), que representa “um reino que não será jamais destruído… mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn.2:44).
O Rei deste reino eterno esteve entre nós, acudindo “ao necessitado” que clamava “e também ao aflito e ao desvalido” (v.12). Ele teve “piedade do fraco e do necessitado” e salvou “a alma aos indigentes” (v.13) e desprezados da Terra. Cada alma era preciosa aos Seus olhos, de maneira que ninguém que fosse ao Seu encontro era lançado fora. Em Sua companhia havia “abundância de cereais” (v.16) e suprimento espiritual para redimir a “alma da opressão e da violência” (v.14). O Rei da Glória deixou escrito com sangue o Seu infinito amor pela humanidade e breve voltará para levar o povo do Seu reino.
Enquanto finda os preparativos para receber os que nEle creram (Jo.14:1-3), Jesus continua Sua obra intercessora “a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14), que se apressa para o fim. Seu coração divino-humano pulsa no ritmo dos alegres cânticos dos anjos que enchem o Céu na expectativa de reunir os escolhidos de Deus, “dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31). Independente dos reinos injustos e corruptos desta Terra, devemos viver como aqueles que “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb.11:16).
Aguardemos, com paciência e perseverança, a nossa tão sonhada redenção. Olhemos para Jesus, o nosso Rei justo e fiel, que em breve voltará para nos levar ao Seu reino eterno. “Bendito para sempre o Seu glorioso nome, e da Sua glória se encha toda a Terra. Amém e Amém!” (v.19). Vigiemos e oremos !
