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Pr. Michelson Borges
Da juventude à velhice
“Pois Tu és a minha esperança, Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. [...] Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares.” Salmo 71:5, 9
A leitura e reflexão sobre esses trechos do Salmo 71 nos convidam a mergulhar em uma profunda relação com Deus, buscando nele nosso refúgio constante, esperança inabalável e a fonte de toda sabedoria para a vida.
No versículo 3, somos encorajados a correr para a Rocha de refúgio: Jesus. Essa atitude de buscar refúgio em Deus deve ser uma prática constante e permanente em nossa vida. Não se trata de uma relação intermitente, em que buscamos ao Senhor apenas em momentos de aflição, mas, sim, um relacionamento contínuo com Ele, independentemente das circunstâncias.
Confiar em Deus desde a juventude é um tesouro precioso, pois nos protege de muitos problemas ao longo da vida. Entregar a vida ao Senhor desde cedo é a melhor decisão que podemos tomar, pois não teremos arrependimentos futuros. É a lição do versículo 5.
A autossuficiência não tem lugar na vida cristã, como mencionado no versículo 6. Reconhecemos que dependemos de Deus desde o ventre materno até a velhice. Aceitar essa dependência nos impede de enfrentar fracassos e decepções, pois sabemos que Deus é nosso sustentador e guia em todas as fases da vida.
No versículo 7, aprendemos que só nos tornamos exemplos positivos para os outros quando Deus é nosso exemplo e refúgio. Podemos recordar a expressão de Paulo aos coríntios: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo.” Isso nos desafia a viver de forma que nossa vida seja um espelho do caráter divino.
Ainda no Salmo 71:9, somos lembrados da importância de atender às necessidades dos mais velhos, assim como Deus cuida de todos nós. Devemos ser as mãos Dele para ajudar e amparar aqueles que precisam, demonstrando amor e compaixão em nossas ações.
Os versículos 14 e 15 nos motivam a ser testemunhas fiéis do que Deus tem feito por nós e compartilhar essas experiências com os outros, pois nossa história pode inspirar e fortalecer a fé de quem ouve.
O versículo 18 nos lembra da relevância de passar nossa fé para as gerações seguintes, ensinando aos nossos filhos sobre Deus e Seus maravilhosos atos. Essa é uma responsabilidade sagrada, pois contribui para a formação de uma nova geração fiel e comprometida com o Senhor.
Promessa: Você ainda é jovem? Entregue sua vida a Deus agora e não terá do que se arrepender mais tarde.
Comentários:
Sl 71:3 – Corramos sempre para nossa Rocha de refúgio: Jesus.
Sl 71:3 – “Sempre” denota uma relação constante, permanente, não intermitente.
Sl 71:5 – Deus é nossa esperança. Onde/em quem mais podemos encontrá-la?
Sl 71:5 – Como é bom confiar em Deus desde a juventude. Isso evita problemas para a vida toda.
Sl 71:5, 17 – Você ainda é jovem? Entregue sua vida a Deus agora e não terá do que se arrepender mais tarde.
Sl 71:6 – Na vida do cristão não há lugar para a autossuficiência.
Sl 71:6 – Dependemos de Deus do ventre materno até a velhice. Reconhecer isso nos impede de “quebrar a cara” tantas vezes.
Sl 71:7 – Somente nos constituímos exemplo para outros quando Deus é o nosso exemplo, o nosso refúgio.
Sl 71:7 – Versão paulina: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.”
Sl 71:9 – Devemos atender às necessidades dos mais velhos, assim como Deus cuida de todos. Ele espera que sejamos Suas mãos.
Sl 71:12 – “Não fiques longe de mim, ó Deus.” Em contrapartida, não fiquemos longe dEle.
Sl 71:14 – “Eu sempre terei esperança e Te louvarei cada vez mais.”
Sl 71:15 – Falemos dos incontáveis atos de salvação de Deus. As pessoas precisam ouvir falar disso.
Sl 71:15, 24 – O testemunho deve ser um estilo de vida. Devemos falar sem cessar do que Deus tem feito por nós e em nós.
Sl 71:18 – Falemos de Deus (por palavras e atos) aos nossos filhos para que tenhamos uma nova geração fiel.
Sl 71:20 – As tribulações, quando permitidas por Deus, têm o propósito de nos ensinar e restaurar.
Sl 71:23 – O motivo do nosso louvor: Deus nos redimiu. A compreensão disso coloca o objeto da adoração no lugar certo: no centro.
Comentários:
Comentário Blog Associação Geral
Onde você tem se refugiado em sua vida diária? Onde você se sente mais seguro?
O Salmo 71 provavelmente foi escrito por Davi (nem todos os Salmos o foram, como você provavelmente deve saber). Ao ler este capítulo em particular, você provavelmente pode pensar várias vezes na vida de Davi, onde ele se voltou para Deus em busca de proteção. Tenho certeza de que cada um de nós tem pelo menos uma ou duas histórias favoritas na vida de Davi que achamos emocionantes, como ele escapa de seu inimigo, seja humano ou animal.
Acho que encontro refúgio em encher minha mente com música cristã. Com uma canção em meu coração, eu posso cantar todos os tipos de louvores a Deus. Eu posso pensar em coisas para conversar com Ele. Sei que Deus não me esqueceu, sei que ainda posso pedir que Ele esteja comigo, em tempos difíceis e felizes, exatamente como Davi compartilha neste capítulo. Sei de muitas vezes quando Deus cuidou em especial de mim, e sei que muitas vezes não estou ciente de Sua proteção, mas sei que Ele continua a me proteger – como Ele protege você.Louve-O!
Kirsten Machado
Professora da Escola Adventista Americana de Taipei,
Taiwan
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 71 – O sofrimento é uma experiência que entrou após o pecado, a dor não combina com a vida. A dor sempre será uma experiência intrusa.
Aqueles que aprendem a lidar com fé cada um ou cada fase dos sofrimentos que enfrentam, se prepararão melhor para receber o que Deus tem para oferecer. Com a fé testada, a vida se torna mais ampliada. O salmista é um exemplo de como lidar com o sofrimento. Com palavras inspiradas, ele nos deixa um tremendo legado espiritual.
Este Salmo foi escrito por um ancião em meio a sua impotência e
ameaça de perseguidores; então, ele clama a Deus confiantemente em busca…
• Socorro (v. 4);
• Segurança (v. 5);
• Vindicação (v. 13).
Ele sabe que somente Deus existe o que a alma humana tanto almeja:
• Lugar seguro (vs. 3-7);
• Segurança e esperança (v. 5).
Contudo, o futuro glorioso se concentra na primeira e na segunda vinda do Messias, que garante a restauração e a ressurreição dos que nEle confiam (v. 20-21).
O salmista, embora vivendo no Antigo Testamento, não era nada legalista. Ele não confiava em sua obediência para buscar favor do Senhor. A salvação nunca foi baseada na justiça própria.
Após dirigir-se a Deus diretamente (v. 1), o salmista clamou: “Livra-me por tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me” (v. 2).
Após refletir sobre os efeitos da atuação de Deus, e expressar sua vontade de exaltar e glorificar pelo que Deus fez (vs. 22-23), o salmista declara: “Igualmente a minha língua celebra a tua justiça todo o dia; pois estão envergonhados e confundidos os que procuram o mal contra mim” (v. 24).
Deus ensina aos que humildemente querem aprender. A justiça de Deus é enfatizada em detrimento da vergonha humana. Deus ampara e fortalece ao limitado e fraco. Deus salva o perdido e absolve o condenado. Quem faz o que Deus faz? Quem se iguala a Ele? Quem além de Deus merece ser tão aclamado?
Encha teus lábios de louvor. Encha teu coração de gratidão. Encha tua vida de adoração ao Deus da salvação. Exalte Seu poder. Celebre Suas obras! Cubra-se com Sua justiça! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
A vida do homem é composta por três fases: a infância, a fase adulta e a velhice. Em cada uma delas passamos por experiências diferentes, mas a última sempre corresponde a como vivemos nas primeiras duas fases. O nosso estilo de vida hoje é o que vai definir a nossa velhice amanhã. O idoso salmista atingiu o ápice da vida com esperança, usando sua experiência e sabedoria para instruir os mais jovens. Sua oração corresponde ao resultado de uma vida que, desde a mocidade (v.5), confiou em Deus.
É certo que os reveses da idade avançada o estavam afligindo, a ponto de clamar: “Não me rejeites na minha velhice” (v.9). Temores pessoais e inimigos declarados o angustiavam, mas a sua confiança permanecia em Deus, a sua “rocha habitável” (v.3). Talvez você já esteja experimentando esta fase da vida. Alguns com mais tranquilidade, outros com muitas dificuldades. Talvez as outras fases tenham lhe causado feridas difíceis de cicatrizar ou consequências que, hoje, são difíceis de suportar. Mas uma coisa é certa, e o salmista a escolheu: a sua experiência pode ser um instrumento de ensino “à presente geração”, e um legado “às vindouras” (v.18).
Não tive muito contato com meus avós. Quando nasci, meu avô materno já havia morrido e meus outros avós moravam distante. Mas quando o meu avô paterno adoeceu, ele passou um tempo em minha casa. Ele era um homem de pouca instrução e com modos um tanto rudes, mas foi na velhice que ele teve contato com o evangelho e se converteu. Com seu jeito peculiar e sinceridade cômica, vô Dudé, como era chamado carinhosamente pelos netos, levou muita alegria à nossa casa.
Nesse tempo em que a vida de muitos idosos têm sido ceifadas e onde muitos têm sido privados da companhia da família, lembremos de seus sábios conselhos e oremos por seu bem-estar. Ainda que na velhice lhe faltem “as forças” (v.9), ou inimigos lhe assediem, como o salmista, que o seu coração esteja firme em Deus: “Quanto a mim, esperarei sempre e Te louvarei mais e mais” (v.14). E mesmo em face da morte, repousarás na segurança de que “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Porque Ele vive, nós também viveremos (Jo.14:19). Vigiemos e oremos !
