Leitura da Bíblia
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Pr. Michelson Borges
Confiança, esperança e verdade
“Faze-me
“Faze-me
Comentário Blog Associação Geral
“O SENHOR é a minha luz e a minha salvação – a quem temerei?” A resposta? Ninguém! Nada!
Qual a realidade que Davi estava enfrentando? Oh, tantas coisas. O que traz mais medo ao seu coração? Davi estava diante de uma série de coisas que poderiam ser assustadoras para nós: inimigos perversos, exércitos e guerra, o dia da angústia, o sentimento de abandono, falsas testemunhas, opressores e violência. Imagine o terror que poderia vir de apenas uma dessas situações! Como poderia qualquer mortal não ter medo?
A resposta de Davi é o Templo, a manifestação da presença de Deus com Seu povo. Isto se tornou o mais fervoroso desejo de Davi, a sua razão de viver. Ele desejava habitar na presença de Deus, para contemplá-Lo em cada dia de sua vida.
Não importa o perigo que nos confronte, Davi descreve o Templo como o lugar onde Deus nos esconde e nos mantém seguros. Mas o templo não é mais um edifício aqui na terra. O templo está no Céu e em todo o lugar onde a presença de Deus possa estar (Heb 8:1-6, 1 Cor 6:19; 1Pe 2:5).
Se todo o nosso coração descansa em Sua paz e alegria completas, o medo não pode encontrar qualquer espaço.
Marla Samaan Nedelcu
PhD em Religião, Andrews University
Joyful Strings Studio, Calhoun, Geórgia, EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 27 – Proteção no passado e no presente teve àquele que buscou a Deus em oração.
Os servos de Deus correm constantes perigos neste mundo (II Timóteo 3:12; Romanos 8:36). Contudo, o livramento divino é a nossa certeza e segurança, como se vê neste Salmo de Davi:
• Reconheça tua necessidade de fé no Deus todo-poderoso (v. 1);
• Reflita nas experiências difíceis em como Deus cuidou de você (vs. 2-6);
• Ore com todo teu ser pela orientação e direção divina para tua vida (vs. 7-12);
• Descanse em paz na bondade de Deus (vs. 13-14).
Reflita neste poderoso e curioso testemunho de John Wesley:
“Muitos se esforçaram por atirar-me ao chão, enquanto por um caminho escorregadio descíamos uma colina para ir à cidade, imaginando que se eu caísse ao chão, dificilmente eu me levantaria outra vez. Mas não tropecei absolutamente, nem sequer sofri e mínima escorregadela, até que fiquei fora de seu alcance…. Embora muitos se esforçassem por lançar mão de meu colarinho e vestes, para arrojar-me por terra, não puderam de maneira nenhuma firmar-se: apenas um segurou firme na aba de meu colete, que logo lhe ficou na mão; a outra aba, em cujo bolso havia uma nota de banco, foi rasgada apenas pela metade…. Um homem robusto, precisamente por trás, vibrou contra mim várias vezes grossa vara de carvalho, com a qual, caso me houvesse uma única vez batido na parte posterior da cabeça, ter-se-ia livrado de mais incômodos. Mas todas as vezes as pancadas se desviaram para o lado, não sei como; pois não podia mover-me nem para a direita nem para a esquerda… Outro veio correndo atrás da multidão, e levantando braço para bater-me, subitamente o deixou cair, e apenas me tocou na cabeça, dizendo: ‘Que cabelo macio ele tem!’”
Ellen G. White explicou o que Wesley desconhecia: “Diversas vezes João Wesley escapou da morte por um milagre da misericórdia de Deus. Quando a fúria popular era incentivada contra ele, e parecia não haver meio de escape, um anjo em forma humana vinha ao seu lado, a plebe recuava, e o servo de Cristo saía em segurança do lugar de perigo”.
Anseie mais por estar na presença de Deus e em Sua casa. Confie nEle e desfrute de Sua abençoada companhia!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Assim como os relacionamentos humanos para serem sólidos e duradouros não são estabelecidos da noite para o dia, o relacionamento do homem com Deus precisa de constante cuidado e ativo crescimento. É na lida diária que nossa amizade com Deus é provada. Ser um crente nominal não enobrece o caráter. É necessário uma busca diligente e sincera em conhecer Aquele que primeiro nos amou. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo apresentou a dura realidade do homem sem Deus: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co.2:14).
Precisamos ter “a mente de Cristo” (1Co.2:16) para experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). E isso só é possível mediante o exercício diário da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). Davi passou por muitos altos e baixos. Seu relacionamento com o Senhor foi tremendamente provado, e, cada dia, seu coração pendia para sua maior necessidade: permanecer na presença de Deus. Davi tinha mais medo de si mesmo e de seu enganoso coração do que de um exército de inimigos (v.3).
Em um tempo de relacionamentos sem profundidade, em que coisas valem mais do que pessoas, corremos o sério risco de transferir essa mesma realidade para a nossa vida espiritual. Muitos têm se apegado a uma espiritualidade rasa, medíocre e acomodada, como plantas que não mais necessitam de suprimento. Estão morrendo aos poucos enquanto negligenciam o precioso alimento da comunhão diária e individual. Ninguém que busque a Deus reconhecendo a sua real necessidade é deixado à míngua. O Senhor está à procura de Seus verdadeiros adoradores. Rejeitaremos o convite da salvação? Todo aquele que busca a porção reservada pelo Céu para aquele dia, “voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6).
Assim como Jesus crescia não somente em estatura, mas também em sabedoria e graça (Lc.2:52), precisamos obter contínuo crescimento avançando para o alto. Anelar pela presença de Deus é resultado de uma entrega completa e contínua. Experimentar a comunhão com Deus, desfrutar de Sua santa presença e ouvir os ecos de Sua voz através de Sua Palavra, não há definição que possa descrever tamanho privilégio. Não há “opressores e inimigos” (v.2) suficientes para quebrar o elo de amor e de confiança estabelecido “sobre uma rocha” (v.5), e a Rocha é Cristo (1Co.10:4). Olhe para Jesus, todos os dias e você contemplará “a beleza do Senhor” (v.4) para todo o sempre. Vigiemos e oremos!
