Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
Comentários em vídeo
RPSP - Oficial | Pr. Adolfo Suarez
RPSP - NT | Pr. Ronaldo de Oliveira / Pr. Gilmar Batistoti
RPSP - Animação | Pr. Weverton Castro
A Carta - Áudio | Pr. Michelson Borges
RPSP - Áudio | Pr. Valdeci Júnior
RPSP - Adventistas Mustardinha | Pr. Pedro Evilacio
RPSP - Em Espanhol | Pr. Bruno Raso
Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Nome magnífico
“O Senhor, .
Comentário Blog Associação Geral
A última parte do Salmo 9 cobre uma das minhas perspectivas favoritas de Deus no Antigo Testamento: Juiz Soberano sobre as atividades más e Vindicante de Seu povo.
Observe o que Ellen White escreve sobre a justiça de Deus: “Banindo Satanás do Céu, declarou Deus a Sua justiça e manteve a honra de Seu trono. Quando, porém, o homem pecou, cedendo aos enganos desse espírito apóstata, Deus ofereceu uma prova de Seu amor, entregando o unigênito Filho para morrer pela raça decaída. Na expiação revela-se o caráter de Deus. O poderoso argumento da cruz demonstra ao Universo todo que o caminho do pecado, escolhido por Lúcifer, de maneira alguma era atribuível ao governo de Deus”. O Grande Conflito, p. 500.
O Salmo 9 afirma que o trono de Deus não se baseia no egoísmo, mas na justiça e, finalmente, no amor. E é esse amor que promete que Ele vindicará Seus filhos quando falsamente acusados e perseguidos. Ele será sua fortaleza e defesa.
Pelo que podemos orar hoje que reforçará nossa confiança no amor, na justiça e no poder de Deus? Escreva sua oração e leia-a três vezes durante o dia de hoje.
Leslie N. Pollard, Reitor
Universidade de Oakwood
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 9 – Uma visão correta de Deus nos motivará a orar no presente para celebrarmos no futuro! Analise atentamente com oração o Salmo em questão; no qual encontramos:
1. Uma CANÇÃO jubilosa de ações de graças pela intervenção de Deus (vs. 1-6);
2. Uma DECLARAÇÃO de fé em relação à justiça que Deus fará no futuro (vs. 7-12);
3. Uma ORAÇÃO por misericórdia revelando anseio de louvar a Deus publicamente (vs. 13-14);
4. Uma RECORDAÇÃO do passado que fortalece a atuação de Deus no futuro (vs. 15-16);
5. Uma DEMONSTRAÇÃO de confiança na justiça divina apesar das injustiças prevalecentes (vs. 17-18);
6. Uma ORAÇÃO em prol de justiça contra o mal (vs. 19-20).
A história da humanidade não está sem destino nem possui futuro incerto. A maldade deste mundo não dominará a humanidade para sempre. As injustiças prevalecentes não têm a última palavra! Deus é Soberano!
• Quando obtemos percepção espiritual para reconhecer o que Deus fez por nós, O louvaremos com todo nosso coração, pregaremos e cantaremos sobre Seu poder e proteção, e revelaremos nossa confiança presente em Sua atuação contra os promotores de perseguição.
• Quando meditamos nos atos históricos de Deus traçados em Sua Palavra e compreendemos as atitudes de Sua justiça sobre os injustos objetivando livrar os justos, O exaltaremos e celebraremos Seu justo e amoroso caráter.
• Quando aprofundamos nossas convicções sobre Deus por intimidade com Ele e por meditação no que Ele já fez, nossa oração será suplicando por mais de Sua manifestação neste mundo.
• Quando interpretamos corretamente o caráter de Deus e o caráter da humanidade sem Deus enfrentaremos o futuro com confiança, seguros na misericórdia divina, crendo que em breve o bem prevalecerá definitivamente sobre o mal.
Richard O. Lawrence observa: “O cristianismo não é, como se sugeriu, uma crença de ‘promessas vazias para o futuro’. É uma crença enraizada na convicção de que Deus governa, e certamente julgará. A convicção de que Deus governa capacita uma pessoa que está oprimida ou em dificuldades a encontrar refúgio e esperança agora. A confiança em Deus pode não vir a modificar as nossas circunstâncias, mas nos modifica! O mero fato de que podemos sentir paz, apesar da perseguição, é a evidência mais convincente de que Deus é real”.
“Senhor, reaviva-nos. Amém!” – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Como é bom iniciar o dia lendo algo assim como o versículo acima. É um verso de ações de graças assim como o enfoque deste Salmo. Só que, após estudá-lo, percebi algo sério que, creio eu, tem sido o grande problema da maioria ao ler este livro. Muitos lêem o livro de Salmos como se ali houvesse apenas textos poéticos, deixando de analisar o contexto e as verdades ali contidas. No entanto, desde o primeiro Salmo, percebemos que o Senhor colocou neste livro de cânticos, os princípios que norteiam toda a Bíblia.
No Salmo de hoje, Davi expressou gratidão a Deus por Seus feitos, por Sua justiça, por Seu cuidado e por Sua misericórdia para com os aflitos. Mas também deitou por terra uma mentira que tem enganado a muitos pelo mundo afora: a imortalidade da alma. Notem o que está escrito nos versos 19 e 20: “Levanta-Te, Senhor; não prevaleça o mortal… saibam as nações que não passam de mortais”. “Saibam”, ou seja, tornem-se conhecedores, não sejam ignorantes. Só há Um que é imortal, como declarou o apóstolo Paulo: “Único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade” (1Tm.6:15-16). Percebem? O que Davi escreveu no Antigo Testamento, Paulo confirmou no Novo.
A palavra “inferno”, contida no verso dezessete, não existe no original hebraico. Na verdade, a palavra utilizada é “sheol”, que significa “sepultura, lugar dos mortos”, e não um lugar onde os ímpios ficam queimando eternamente. O contexto do versículo, contudo, diz respeito ao juízo final, que não se refere a um sofrimento eterno, mas à completa destruição dos ímpios, um destino de consequências eternas, a “segunda morte” (Ap.20:14). Notem que Davi também destrói a ideia de um Deus tirano que tem prazer na morte do ímpio: “Afundam-se as nações na cova que fizeram… enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos” (v.15-16). Como afirmou o sábio Salomão: “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17). E o Senhor mesmo disse através do profeta Ezequiel: “Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei” (Ez.18:32).
Somos todos mortais. Somos todos criaturas. A crença na imortalidade da alma foi implantada por Satanás quando no Éden seduziu a Eva. Deus havia dito: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:17). E qual foi o engano da serpente? “É certo que não morrereis…, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn.3:4-5). Acreditar na imortalidade da alma é querer ser “como Deus”, seguindo o mesmo caminho daquele que almejou ser maior do que Deus (Is.14:14).
Somos chamados a render graças ao Único que é imortal e que deseja muito em breve nos revestir da imortalidade (1Co.15:51-54). Continuemos buscando ao Senhor e Ele não irá nos desamparar (v.10). O Senhor que “permanece no Seu trono eternamente” (v.7) nos convida a conhecê-Lo, e assim nEle confiar (v.10). Muito em breve, no Céu, onde o louvor é constante (Ap.4:8), haverá um período de silêncio (Ap.8:1). O louvor dos anjos, diante do trono do Pai, dará lugar ao louvor de um povo que sabe que a sua redenção se aproxima. De cabeças erguidas (Lc.21:28) e de coração contrito (Jr.29:13), os salvos serão recolhidos de uma à outra extremidade da Terra (Is.43:6). Os ímpios contemplarão o esplendor dos salvos e identificarão aqueles atalaias que por tantas vezes os havia advertido, e se lamentarão com uma angústia mortal (Ap.6:16).
Não temos mais tempo a perder, amados! Quer as pessoas acreditem ou não, Jesus está às portas! As últimas vidas estão sendo analisadas, as últimas lágrimas de amor de Cristo derramadas e as últimas intercessões sendo realizadas. É tempo de buscarmos a Deus de todo o nosso coração e de erguermos as nossas vozes em proclamação do evangelho eterno aos que ainda perecem. Que a nossa vida seja um genuíno louvor ao Deus que Se aproxima. Vigiemos e oremos!
