Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
A paz e a alegria de ter Deus
“Na angú
“Na angú
Comentário Blog Associação Geral
Davi mais uma vez está clamando ao Senhor em busca de refúgio. No entanto, desta vez, Davi implora por libertação de seus inimigos para que eles não o destruam como um leão e o rasguem em pedaços, se ele for considerado culpado (vv. 2-4). Davi está confiante de sua inocência e pede a Deus para julgá-lo (v. 8).
Como está sendo perseguido injustamente, Davi lança mão da sua arma secreta: o seu escudo — o “Deus Altíssimo, que salva os retos de coração” (v. 10, NIV). Para aqueles que não se arrependem, Deus “afia a sua espada”, “arma o seu arco”,” prepara as suas armas mortais ” e apronta suas “flechas flamejantes” (versos 10-13, NVI). Davi conclui que aqueles que causam problemas, verão os problemas se voltarem contra eles (versículo 16).
Louvado seja Deus, hoje, que como justo juiz e poderoso guerreiro, põe fim à violência dos ímpios e faz com que o justo esteja seguro. Amem.
Jackie O Smith
Silver Spring, Mariland, USA
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 7 – Nossas aflições denunciam nossa incapacidade. Nossas lágrimas revelam nossas limitações diante das complicadas situações da existência. Nossas preocupações evidenciam nossas parcas habilidades.
Contudo, podemos ler a Bíblia e obter a certeza que existe um Deus que é gracioso, misericordioso e compassivo. Ele não está tão ávido para julgar como está para ouvir a oração dos condenados.
Assim, ao colocarmos nossa confiança nEle, descansaremos em Sua libertação, por mais caótica que esteja nossa situação. Quando a base de nossa segurança é Deus, olharemos ao futuro com confiança. Veja o esboço do Salmo 7:
1. Davi revela que sua confiança está em Deus (vs. 1-2);
2. Davi se dispõe a ser corrigido caso tenha praticado o mal (vs. 3-5);
3. Davi espera a justiça oriunda de Deus (vs. 6-7);
a) Ele sabe que Deus julga justamente (vs. 8-9);
b) Ele conhece o cuidado de Deus (v. 10);
c) Ele crê que Deus porá fim ao mal e à injustiça do Universo (vs. 11-13);
4. Davi medita sobre as consequências do pecado (vs. 14-16);
5. Davi exalta, louva e adora a Deus por Sua justiça (v. 17).
Sigaiom, um salmo que expressa fervor intenso, revela a angústia vivida por Davi frente às supostas acusações falsas de Cuxe a Saul. A calúnia afetou a Davi, mas ele refugiou-se em Deus e superou as setas inflamadas das más línguas.
• Ainda que a libertação seja uma realidade futura, quem se dedica à oração experimentará proteção e refúgio no presente (vs. 1-2);
• Quem trata o mal com bem tem consciência tranquila. Davi havia feito o bem a Saul quando este apenas intentava o mal contra ele (vs. 3-5);
• Haverá um juízo final onde os maus serão condenados e extirpados e os bons e injustiçados serão absolvidos (vs. 6-9);
• No tribunal universal nada passará despercebido aos olhos divinos, motivando, assim, àquele que busca refúgio em Deus a uma gratidão exultante (vs. 10-17).
Quando somos injustiçados podemos recorrer a um Deus justo que fará justiça contra os injustos. Nesse dia, os injustiçados serão declarados justos pelo Deus em que buscaram proteção e vingança.
Terá consciência tranquila todo àquele que fizer o bem até mesmo a quem lhe causa o mal. Busquemos forças em Deus e vivamos em paz e felizes! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Se tinha uma coisa que Davi pedia a Deus era o livramento contra os seus inimigos. Somente o Deus justo que sonda a mente e o coração (v.9) seria capaz de frustrar os desígnios dos ímpios. Você já foi enganado alguma vez? Alguém já aparentou ser uma coisa e, depois, se mostrou outra? Davi estava cercado de gente assim. A sua única saída era o seu Refúgio (v.1). “O Senhor que julga os povos” (v.8), faria distinção entre a sua integridade e retidão e “a malícia dos ímpios” (v.9). Davi não estava pedindo para que os seus inimigos desaparecessem, mas que Deus julgasse entre as suas intenções e as deles. Caso não se convertessem (v.12), teriam de sofrer o juízo do “justo Juiz” (v.11).
Você tem, como o salmista, a certeza de que serve a um Deus justo e fiel? Davi teve que enfrentar inúmeros inimigos durante toda a sua vida. Contudo, além dos aparentes, havia os inimigos secretos. Como é bom quando vai chegando o final do ano e participamos dos famosos amigos secretos. Só descobrimos quem é nosso amigo na hora da troca de presentes. Mas ainda há uma brincadeira chamada “inimigo secreto” ou “amigo da onça”, onde os “presentes” não são tão agradáveis assim. Como brincadeira, torna-se divertido, mas na vida real, torna-se um desafio difícil e, ao mesmo tempo, angustiante.
Percebam que Davi, apesar de afirmar que possuía as melhores intenções, apesar de afirmar-se diante do Senhor como um homem reto e íntegro (v.8), ainda se colocou nas mãos de Deus e pediu que a Sua justiça fosse a ele aplicada, caso tenha feito algo de errado com seus inimigos (v.3), ou devolvido com o mal a quem ia ter com ele em paz (v.4). Ele estava pronto para ser alvo da justiça divina, mesmo que esta não viesse a favorecê-lo. E no fim de tudo, ele rendeu “graças ao Senhor” (v.17) porque confiava plenamente em Seu justo juízo.
Meus amados, os piores inimigos que Davi teve de enfrentar não foram o gigante Golias e os filisteus, mas aqueles que estavam ao seu redor e afirmavam amá-lo (Leia 1Sm.16:21). E enfrentar inimigos assim é confuso e amedrontador. Creio que o maior sofrimento de Davi não era o medo de ser ferido ou morto por estes, mas de não estar de alguma forma sendo justo. Era como se ele dissesse a Deus: “Senhor, se eu fiz algum mal a eles, me revele, porque não compreendo a reação deles!” Davi não compreendia a natureza dos atos de seus inimigos, todavia, compreendia bem a natureza da justiça de Deus, por isso que com sinceridade de coração apegava-se a ela e rendia graças a Deus “segundo a Sua justiça” (v.17). No final, ele sabia que o que realmente importava era ser justo aos olhos do Senhor.
Oremos para que jamais sejamos cúmplices do mal, mas amigos da justiça. Que possamos nos apegar ao único Refúgio (v.1) e Escudo (v.10) que pode nos salvar tanto de nossos inimigos quanto de nós mesmos. Como escreveu Ellen White, que o maior inimigo que podemos enfrentar não é aquele que é externo, mas o eu não consagrado. Continue buscando ao Senhor nas primeiras horas de cada manhã, permaneça com Ele durante todo o dia e, certamente, no final dele você poderá dizer como o salmista: “Eu, porém, renderei graças ao Senhor, segundo a Sua justiça, e cantarei louvores ao nome do Senhor Altíssimo” (v.17). Vigiemos e oremos!
