Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Nem carros de guerra nem cavalos
“Uns confiam em carros de guerra, e outros, em seus cavalos; nós, porém, invocaremos o nome do Senhor, nosso Deus.” Salmo 20:7
Verso 1: “Que o Senhor te responda no tempo de angústia.”
Verso 2: mais uma vez Davi afirma que Deus envia socorro a partir de Seu santuário no Céu.
Verso 4: que Deus conceda os desejos do nosso coração, quando esses desejos estiverem de acordo com a vontade Dele.
Verso 6: “Dos Seus santos Céus [Deus] responde com o poder salvador da Sua mão direita.” Amém!
Verso 8: os servos de Deus podem cair, mas se erguem e ficam firmes.
Promessa: Por que confiar no que o homem faz, se podemos confiar no Deus que nos fez?
“Uns confiam em carros de guerra, e outros, em seus cavalos; nós, porém, invocaremos o nome do Senhor, nosso Deus.” Salmo 20:7
Verso 1: “Que o Senhor te responda no tempo de angústia.”
Verso 2: mais uma vez Davi afirma que Deus envia socorro a partir de Seu santuário no Céu.
Verso 4: que Deus conceda os desejos do nosso coração, quando esses desejos estiverem de acordo com a vontade Dele.
Verso 6: “Dos Seus santos Céus [Deus] responde com o poder salvador da Sua mão direita.” Amém!
Verso 8: os servos de Deus podem cair, mas se erguem e ficam firmes.
Promessa: Por que confiar no que o homem faz, se podemos confiar no Deus que nos fez?
Comentário Blog Associação Geral
Os Salmos 20 e 21 se complementam e são conhecidos como os Salmos de Guerra. O Salmo 20 era uma música de encorajamento cantada antes da batalha e o Salmo 21 era uma música de celebração cantada depois da batalha. O primeiro era apresentado em antecipação ao que o Senhor estava prestes a realizar e o Salmo 21 em celebração pelo que Deus já havia feito.
Se o povo estivesse vivendo no centro da vontade de Deus tinha a garantia de que podia contar com Deus para protegê-lo. Deus estava disposto e era capaz de entregar o resultado que o Seu povo precisava. Não havia dúvida ou hesitação, mas uma forte confiança que elevava o ânimo dos soldados na batalha.
Deus era o comandante-em-chefe acima do Rei, que era o general e líder dos soldados que saíam à luta. A beleza deste Salmo é o conceito da presença e da vitória de Deus, mesmo antes da batalha começar. Os ingredientes para a vitória naquela época são aplicáveis aos crentes de hoje. Diante da realidade da grande guerra entre o bem e o mal, devemos nos apegar às promessas de Deus encontradas em Sua Palavra e proclamar a nossa confiança num resultado positivo. Os tempos e a cultura são diferentes, mas os princípios para a vitória permanecem os mesmos.
Delbert Baker
Vice Reitor da Universidade Adventista da África – Nairobi, Kenia
Ex Vice-presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 20 – Embora este Salmo seja uma prece ao rei, e aparentemente não tenha nada que ver com nossa cultura e com nossa realidade, precisamos atentar para a mensagem de Deus embutido nele para nós.
“O Senhor deseja que despertemos para nossa verdadeira condição espiritual; deseja que toda pessoa humilhe o coração e mente diante dEle. As palavras inspiradas que se acham nos Salmos 19 e 20 são apresentadas para nosso povo. É nosso privilégio aceitar essas preciosas promessas e crer nas advertências. Oro para que nosso coração esteja plenamente desperto para os perigos que cercam os indiferentes ao bem-estar eterno. Precisamos pesquisar as Escrituras como nunca antes. A Palavra de Deus deve ser nosso educador, nosso guia. Devemos compreender o que dizem as Escrituras” – adverte-nos Ellen G. White.
O comentário Bíblico Adventista diz que “o Salmo 20 sugere arranjo antifonal para o ritual de serviço: os v. 1 a 5 para serem cantados pela congregação, os v. 5 a 8 pelo rei ou talvez um levita, e o v. 9 pelo povo”.
Orando, reflita:
1. É claro que tanto o povo quanto qualquer político deve confiar igualmente em Deus para que o sucesso de uma nação seja realmente possível;
2. O nome de Deus está acima de todo nome, Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores – todos devem reverenciá-lO por isso, inclusive os grandes monarcas da Terra;
3. Toda vitória miraculosamente obtida se deve à onipotente atuação do Deus que tem Sua habitação no Santuário, de onde Ele administra todo o Universo;
4. O sucesso em qualquer situação por mais complexa que seja só acontece caso busquemos a Deus, que do Céu interfere com ações extraordinárias da vitoriosa força de Sua destra;
5. A ostentação do poderio militar e o arsenal bélico do inimigo não intimidam aos que são comprometidos com o verdadeiro Deus;
6. Quem se gloria no Senhor não teme a ninguém que se gloria em seus próprios recursos, por mais perigosos e imponentes que sejam;
7. O soberano Filho de Deus, o qual entrou em cena no palco terrestre do grande conflito, merece nossa atenção, pois Ele venceu para nos conceder Sua vitória.
Deus protege e concede vitória, Ele intervém em favor dos que O buscam. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
O grande monarca de Israel havia assumido um dever sobremodo desafiador. Cercado de adversários, Davi trocou sua harpa e seu cajado pela coroa e pela espada; o cuidado das ovelhas pelo governo de uma multidão; a simplicidade do campo pelo requinte do palácio; a luta com animais pela guerra entre povos; as canções de sua harpa pela marcha dos exércitos de Israel. Mas, mesmo em meio a tantos contrastes, e munido de muitas vantagens terrenas, a confiança de Davi continuou sendo a mesma: “o Senhor salva o Seu ungido” (v.6).
Davi havia experimentado o cuidado de Deus como um simples pastor, e descobriu que podia usufruir do mesmo cuidado como um rei. Sua coroa não lhe conferiu privilégios que já não tivesse antes dela. Como Deus Se mostrou grande nas colinas e pastos de Belém, Sua atenção foi revelada nas vitórias bélicas e negócios do reino. Até mesmo nas repreensões, Davi enxergou o amor divino. A necessidade que Davi tinha do Senhor em sua lida pastoril, foi fortalecida quando como príncipe da nação eleita. Ele sabia e cria que estava sob os cuidados “do Deus de Jacó” (v.1).
A menção do nome de Jacó nos remete à angústia deste patriarca quando estava prestes a reencontrar Esaú. Naquela noite de grande tribulação, Jacó lutou com Deus (Gn.32:28). Com sua vida e de sua família em risco, a lembrança de seu pecado o fez cair em desespero. A maior luta travada na escuridão acontecia em sua mente atormentada pela culpa. Mesmo consciente do perdão divino através do sonho da gloriosa escada (Gn.28:12), seu coração era tentado a pesar sua vida em balança humana. Mas foi quando parecia que sua dor o consumiria, raiou o dia de sua vitória. E de Jacó a Israel, percebeu que sempre fora alvo da mesma medida do amor divino.
A nossa confiança deve estar depositada em um Deus que não faz “acepção de pessoas” (Rm.2:11). Que amou a Davi como rei na mesma medida em que o amou como um pastor. Que amou a Jacó muito antes de ser chamado de Israel. Que confere uns para tronos e outros para as singelas e necessárias ocupações da vida. Que conhece o coração de Seus filhos e concede a cada um a medida segura em Sua vasta obra.
“Do Seu santuário” (v.2), o Senhor cuida do Seu povo; “do Seu santo Céu”, Ele estende sobre nós “a vitoriosa força de Sua destra” (v.6). Como foi com Davi e como foi Jacó, Ele deseja ser o seu Deus. Abra, agora, o coração a este Deus pessoal que não olha para o que você tem, mas para o que você é. Porque os que confiam nas coisas perecíveis deste mundo “se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos em pé” (v.8), pois sempre “nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (v.7), até que Ele volte. Vigiemos e oremos!
