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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Contra a falsidade
“Salva-nos,
Comentário Blog Associação Geral
Que montanha russa de emoções o Salmo 13 expressa! De alguma forma, o cantor passa do desespero à confiança. Eu não sei exatamente como isso funciona em termos do estado emocional de um escritor ou cantor. Será que eles realmente se “sentem” melhor no final do salmo? Quando passamos por situações em que aparentemente Deus está distante, o que pode nos erguer é a certeza do Seu amor por nós.
Para ter uma ideia de como isso pode acontecer, repare como o salmo termina. “Quero cantar ao Senhor pelo bem que me tem feito” (Salmo 13:6, NVI). Cada vez mais pesquisas mostram que expressar gratidão, falar das bênçãos, ser grato tem um efeito positivo sobre nosso estado emocional.
Quando meu irmão passou por um período de negatividade, ficamos muito preocupados com ele. Mas ele superou aquela fase através da firme determinação de identificar, declarar e expressar gratidão por todo o bem existente em sua vida.
Quando nos acostumamos a pensar em como Deus tem sido bom para conosco, é mais difícil sentir, em nossos ossos, que Ele esteve ausente. Talvez, como indica este salmo, Deus nos responda através do nosso próprio exercício de gratidão. As palavras de Paulo nos incentivam nesta direção: “Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (Filipenses 4:4, NVI).
Lisa Clark Diller
Diretora Depto História e Ciências Políticas
Southern Adventist University – EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
SALMO 13 – Davi era forte, ousado e corajoso; além disso, ele era um fervoroso crente, dedicado a Deus e bondoso até com os injustos e implacáveis como Saul.
Todavia, às vezes, ele (1) “tinha a impressão de que Deus havia se esquecido dele”, (2) “considerava-se separado do favor de Deus”, (3) “sua alma sofria depressão profunda diariamente”, e, (4) “sofria a humilhação constante de pertencer ao lado que estava perdendo”, conforme sintetizou William MacDonald.
Você já se sentiu como Davi? Mesmo sendo fiel a Deus, você precisou lidar com tais sentimentos? Então, continue lendo atentamente ao que a mensagem deste Salmo tem para fortalecer tua alma, reorientar teus pensamentos e dar rumo certo a teus sentimentos.
• Às vezes Deus nos permite passar por injustiças e sofrimentos prolongados, para que reconheçamos nossa gritante fragilidade e reconheçamos o quanto carecemos de ajuda sobrenatural de um Deus paternal (vs. 1-2).
• Sempre será bem melhor orar a Deus do que murmurar aos homens, clamar pela atenção divina do que reclamar diante da multidão perdida (vs. 3-4).
• Confiar em Deus apesar de não perceber Sua presença e atuação conforme almejamos nos motivará a cantar e a celebrar ao Deus que ouve e atende as orações dos aflitos (vs. 5-6).
Foque mais tua atenção…
Considerando que “Deus deu prova ampla para a fé, [e] nunca removeu toda desculpa para a descrença. [E que] todos os que buscam ganchos em que pendurar as suas dúvidas, encontrá-los-ão” como disse Ellen G. White, é sábio agir pela fé como fez Davi neste Salmo.
Este salmo está permeado de emoções, Davi começa falando de seus sentimentos negativos: Angústia, perturbação, aflição, frustração, medo, etc. (vs. 1-4); e termina expressando alegria por confiar num Deus real, que assiste ao moribundo sofredor. Por isso, ele canta e adora com todo entusiasmo (vs. 5-6).
A mudança de sentimento se dá pela prática intensa da oração sincera, a qual expõe tudo o que vai no mais profundo do coração sem esconder nada de Deus. Orar é também desabafar com Deus. É despejar a Seus pés todo peso que aflige nossa alma. É esvaziar-se de tudo o que não presta, para Deus nos preencher com sentimentos positivos.
Antes que as dúvidas nos sufoquem, devemos sufocar nossas dúvidas com a fé! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Davi iniciou este Salmo com a seguinte pergunta: “Até quando, Senhor?” (v.1), e prosseguiu: “Até quando… Até quando… Até quando?” Possivelmente, esta seja uma pergunta que todos nós já fizemos a Deus. Cada um de acordo com a sua dificuldade:
— Até quando, Senhor, vou ficar desempregado?
— Até quando, meu Deus, vou ter que passar por esta angústia?
— Até quando, Senhor, terei de sofrer com esta enfermidade?
A oração de Davi, ao contrário do que aparentam ser os primeiros versos, foi uma oração de fé. É mais ou menos assim que funciona:
— Até quando, Senhor, vou ficar desempregado? Todavia, confio no Deus que prometeu me sustentar com “a herança de Jacó” (Is.58:14).
— Até quando, meu Deus, vou ter que passar por esta angústia? Mas, eu confio em Deus, pois por meio de minha aflição, Ele me livrará (Jó 36:15).
— Até quando, terei de sofrer com esta enfermidade, ó Deus? Contudo, confio no Senhor que me sara (Êx.15:26) e que prometeu que nem a morte poderá me separar do Seu amor (Rm.8:38-39).
Percebem? Era esta a atitude de Davi. Deus não requer que você ignore os seus sofrimentos, mas que os expresse a Ele em oração. Quando nos firmamos em Sua Palavra e permitimos que ela incida a sua luz em nossa vida, o Espírito Santo faz crescer em nós a fé genuína. Quando vamos a Deus em oração e Lhe confiamos as nossas tristezas, Ele as transforma em linhas de produção da perseverança (Tg.1:3). E ainda que a nossa luta interior maltrate o nosso “coração cada dia” (v.2), o Senhor nos trará à lembrança todo o bem que nos tem feito (v.6).
Você se considera um homem ou uma mulher de oração? A oração tem sido seriamente negligenciada. Muitos alegam não saber orar, ou simplesmente não oram. Pela fé, a oração é uma forma de reconhecer de que há um Deus que nos ouve e que tem cuidado de nós. Ao negligenciarmos este privilégio espiritual, avançamos na obra de Satanás em roubar-nos o coração para a corrupção da alma. Não existe método mais eficaz para reconciliar-se com as coisas do Alto e para resistir às tentações do que a oração. Orai sem cessar (1Ts.5:17), exorta-nos o Senhor. A oração não se resume apenas a palavras, mas à atitude de constante confiança em Deus: “No tocante a mim, confio na Tua graça” (v.5).
Que cada respiração nossa seja uma oração. Que, pela fé, tenhamos prazer em estar 24 horas na presença de Deus. E, no final, cantaremos “o cântico do Cordeiro” (Ap.15:3). Vigiemos e oremos!
