Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
A vida é uma luta e o ser humano é pó
“Não .
“Não .
Comentário Blog Associação Geral
Neste capítulo encontramos a fala de Bildade, o suíta. Seu propósito não é ajudar a Jó, mas defender a sua própria visão de mundo. Bildade apresenta fragmentos de verdade numa moldura de erro. Ele estava familiarizado com o que tinha sido descoberto pelos “pais” e registrado por Moisés em Gênesis 1-11 (vv. 8-10). Assim, ele diz a Jó que não apenas estude história, mas também que se permita ser conduzido pelas verdades obtidas por observações (v. 8).
O pensamento de Bildade pode ser descrito do seguinte modo: se uma pessoa se esquece de Deus, Suas bênçãos para ele se secam; se uma pessoa se lembra de Deus e obedece a Ele, as bênçãos florescem. A observação mostra que é assim que as coisas acontecem. O conselho de Bildade aparentemente é muito bom, mas é o resultado de uma pessoa que julga só pelo que pode ver e que acha que sabe a verdade total, sem considerar a história da rebelião no Céu.
Querido Deus,
Moisés nos mostrou o perigo do apego aos padrões enganosos deste mundo e construir sobre bases frágeis, negando o Grande Conflito entre o Bem e o mal. Livra-nos de pessoas que se julgam sábias, mas não demonstram compaixão, como Bildade. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 8 – Quantas bobagens falamos quando pensamos que somos donos da verdade!
Após abrir a boca e gritar a alto e bom som, Jó se calou e esperou por palavras de ânimo, esperança e atitudes de compaixão e compreensão. Então, Bildade irrompe o silêncio com seus perspicazes argumentos filosóficos/teológicos.
Após Jó falar que sua vida apagava-se de uma forma horrorosa (capítulo 7), Bildade expôs-lhe a razão nua e crua segundo seu ponto-de-vista: “Bildade retrata a horrorosa punição do perverso como a luz que se apaga (vv. 5-6), a ave pega na armadilha (vv. 7-10), o criminoso caçado (vv. 11-13), a tenda que vem abaixo (vv. 14-15) e árvore que seca (vv. 16-17)” (Warren W. Wiersbe).
Palavras cruéis, ferinas e humilhantes saem como flechas da boca dos que arrotam possuir todas as respostas. “Após acusar Jó de vociferar palavras irresponsáveis, Bildade defende a justiça de Deus em punir o perverso e recompensar o justo. Além disso, afirma, com tremenda indelicadeza, que os filhos de Jó morreram porque pecaram contra Deus” (William MacDonald).
• Forte, não?
A razão de nossa indelicadeza no falar está nos falsos conceitos que estão em nossa mente, eles explodem em nossas palavras e atitudes. “Bildade compartilhava os falsos conceitos de seus companheiros; por isso, teve dificuldades para condoer-se de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).
Às vezes não importa a exposição teológica, mas a forma de lidar com quem carece de consolo, compaixão e empatia. “Quando as pessoas sofrem, elas não desejam um debate teológico e argumentativo. Precisamos nos lembrar deste fato quando procuramos ajudar os que se acham envoltos em pesar. Eles necessitam de alguém que lhes segure a mão e ouça suas exclamações de dor”, explica Mayer-Marlow.
• Você concorda?
Podemos crescer muito como cristãos estudando o livro de Jó: “Precisamos considerar aqueles que sofrem, não como ilustrações abstratas do grande conflito, mas como pessoas reais. Eles almejam que os aceitemos como pessoas íntegras, e não como seres inferiores que estão sendo submetidos a castigos por causa de pecados em sua vida. O sentimento de culpa só tende a exacerbar o sofrimento” (Mayer-Marlow).
Sofredores precisam de crentes verdadeiramente…
• Amorosos;
• Atenciosos;
• Altruístas;
• Simpáticos;
• Empáticos;
• Positivos;
• Dedicados;
• Comprometidos;
• Visionários;
• Consagrados.
Devemos refletir o caráter de Deus aos sofredores! Precisamos ser cristãos reavivados biblicamente, transformados pela graça! Ativos… – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Acusado injustamente por Elifaz, Jó externou o seu sofrimento e expôs diante de Deus a sua queixa. Não bastasse todo o mal que o afligia, teve de suportar mais palavras de acusação. Além de reprovar a réplica de Jó, Bildade insinuou que a morte dos filhos de Jó foi consequência de seus próprios pecados e colocou em dúvida a sua pureza e retidão. O estado de Jó era visto como um castigo, já que a prosperidade e o sucesso eram intimamente relacionados a uma vida de integridade diante de Deus. No verso sete, contudo, mesmo sem saber, Bildade profetizou a sorte final de Jó.
Podemos dizer que os amigos de Jó eram adeptos da teologia da prosperidade. Eles não podiam conceber a ideia de que o íntegro passasse por tanto sofrimento não fosse pela culpa de algum pecado. Foi por contemplar a prosperidade dos ímpios que o salmista Asafe quase endureceu o coração. O contraste entre as dificuldades de Israel e a tranquilidade dos pagãos despertou-lhe a inveja que o destruiria, não fosse a misericórdia de Deus em lhe revelar o resultado final: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).
Bildade foi insensato ao questionar a integridade de seu amigo enfermo. Na verdade, ele e seus amigos, e até o próprio Jó, desconheciam sobre a batalha espiritual que cerca cada ser humano. Uma vida próspera e tranquila pode se tornar em laço pior do que uma vida atribulada. Aquele que sonda os corações sabe exatamente o que dar e o que tirar da vida daqueles que O temem e O buscam. Portanto, os “nossos dias sobre a terra” (v.9) não podem ser medidos pelo que possuímos e sim pelo que somos.
A essência de Jó foi ignorada pelos olhos que só enxergam a aparência, mas foi nAquele que vê o coração, que ele depôs as suas feridas. Sabem, amados, nós julgamos e somos julgados com muita facilidade. Nossas orações são repletas de formalismos enquanto nosso coração implode pela necessidade de ser revelado. O pecado trouxe sobre este mundo a maldição da injustiça, mas nós precisamos aprender a viver cada dia pela fé, confiantes na justiça divina, e andar na presença do Senhor com sinceridade.
Não houve e nem haverá neste mundo injustiça maior do que aquela que pendurou o nosso Salvador numa cruz. A Sua vida de humilde serviço e amor abnegado era um contraste com a próspera condição dos líderes religiosos. E acusado pelos pecados que nunca cometeu, foi condenado, crucificado e morto. Mas Jesus não Se importava com a prosperidade passageira. Olhando para o futuro, não via a hora de alegrar-Se com “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Assim como a tristeza de Jó tornou-se em triunfo, uma gloriosa vitória final nos foi garantida na cruz. Que independente de nossa condição aqui nesta Terra e do que julgam a nosso respeito, olhemos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2). Vigiemos e oremos!
Acusado injustamente por Elifaz, Jó externou o seu sofrimento e expôs diante de Deus a sua queixa. Não bastasse todo o mal que o afligia, teve de suportar mais palavras de acusação. Além de reprovar a réplica de Jó, Bildade insinuou que a morte dos filhos de Jó foi consequência de seus próprios pecados e colocou em dúvida a sua pureza e retidão. O estado de Jó era visto como um castigo, já que a prosperidade e o sucesso eram intimamente relacionados a uma vida de integridade diante de Deus. No verso sete, contudo, mesmo sem saber, Bildade profetizou a sorte final de Jó.
Podemos dizer que os amigos de Jó eram adeptos da teologia da prosperidade. Eles não podiam conceber a ideia de que o íntegro passasse por tanto sofrimento não fosse pela culpa de algum pecado. Foi por contemplar a prosperidade dos ímpios que o salmista Asafe quase endureceu o coração. O contraste entre as dificuldades de Israel e a tranquilidade dos pagãos despertou-lhe a inveja que o destruiria, não fosse a misericórdia de Deus em lhe revelar o resultado final: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).
Bildade foi insensato ao questionar a integridade de seu amigo enfermo. Na verdade, ele e seus amigos, e até o próprio Jó, desconheciam sobre a batalha espiritual que cerca cada ser humano. Uma vida próspera e tranquila pode se tornar em laço pior do que uma vida atribulada. Aquele que sonda os corações sabe exatamente o que dar e o que tirar da vida daqueles que O temem e O buscam. Portanto, os “nossos dias sobre a terra” (v.9) não podem ser medidos pelo que possuímos e sim pelo que somos.
A essência de Jó foi ignorada pelos olhos que só enxergam a aparência, mas foi nAquele que vê o coração, que ele depôs as suas feridas. Sabem, amados, nós julgamos e somos julgados com muita facilidade. Nossas orações são repletas de formalismos enquanto nosso coração implode pela necessidade de ser revelado. O pecado trouxe sobre este mundo a maldição da injustiça, mas nós precisamos aprender a viver cada dia pela fé, confiantes na justiça divina, e andar na presença do Senhor com sinceridade.
Não houve e nem haverá neste mundo injustiça maior do que aquela que pendurou o nosso Salvador numa cruz. A Sua vida de humilde serviço e amor abnegado era um contraste com a próspera condição dos líderes religiosos. E acusado pelos pecados que nunca cometeu, foi condenado, crucificado e morto. Mas Jesus não Se importava com a prosperidade passageira. Olhando para o futuro, não via a hora de alegrar-Se com “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Assim como a tristeza de Jó tornou-se em triunfo, uma gloriosa vitória final nos foi garantida na cruz. Que independente de nossa condição aqui nesta Terra e do que julgam a nosso respeito, olhemos “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2). Vigiemos e oremos!
