Reavivados por Sua Palavra | Jó 36

 

Leitura da Bíblia


Um Capítulo por dia

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas!


Acesse a Bíblia: Bíblia Sagrada Bíblia Sagrada em áudio Narrada por Cid Moreira


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Comentários em Texto


Pr. Michelson Borges

  Ele não abandona os justos



“Eis que Deus é grande e não despreza ninguém; ele é grande na força da Sua compreensão. Não poupa a vida do ímpio, mas faz justiça aos aflitos.
Deus não tira os Seus olhos dos justos.” Jó 36:5-7

Verso 2: Eliú pediu o que ele não tinha: paciência.

Versos 2 e 3: Eliú fez outra coisa desnecessária: falou para Jó verdades para defender Deus e atribuir-Lhe justiça.

Verso 4: “As minhas palavras não são falsas; quem está com você é a perfeição em conhecimento.” Agora “forçou a barra”!

Verso 4: Eliú era a prova viva de que conhecimento nem sempre anda de mãos dadas com a sabedoria. Quem alardeia conhecimento é porque lhe faltam sabedoria e humildade.

Verso 5: “Deus é poderoso, mas não despreza os homens.” Amém!

Verso 6: “[Deus] não poupa a vida dos ímpios, mas garante os direitos dos aflitos.”

Verso 7: “[Deus] não tira os olhos do justo.” Fique tranquilo, você nunca está sozinho.

Verso 11: obediência a Deus nem sempre garante prosperidade material. Eliú defendeu a falsa teologia da prosperidade.

Verso 13: “Os que têm coração ímpio guardam ressentimento.” Que sentimentos você abriga no coração?

Verso 15: “Aos que sofrem Ele os livra em meio ao sofrimento; em sua aflição Ele lhes fala.”

Verso 16: Deus atrai você para longe das mandíbulas da aflição. Jesus diz: “A Minha paz lhe dou.”

Verso 18: “Que ninguém o seduza com riquezas; não se deixe desviar por suborno, por maior que este seja.”

Verso 19: riquezas não dão alívio no momento da aflição. Confie somente em Deus.

Verso 21: Eliú acusou Jó de preferir a iniquidade à aflição. Nada mais falso.

Verso 26: “Como Deus é grande! Ultrapassa o nosso entendimento!” Mesmo assim, Eliú se atreveu a explicá-Lo.

Verso 26: Deus ultrapassa nosso entendimento. Ainda bem que Ele Se revelou para nós.

Verso 26: “Não há como calcular os anos da Sua existência.” Deus é eterno.

Promessa: Por ser infinito e eterno, Deus deve ser sempre nosso ponto de referência. Confie nele.


Comentário Blog Associação Geral

“Ele [Deus] está atraindo você para longe das mandíbulas da aflição, para um lugar amplo e livre, para o conforto da mesa farta e seleta que você terá. Mas agora, farto sobre você é o julgamento que cabe aos ímpios; o julgamento e a justiça o pegaram. (Jó 36:16,17 NVI)

Até amigos bem intencionados podem machucá-lo. Aqueles amigos cristãos que vêm até você para explicar como Deus está trabalhando em sua vida. Com um sorriso, eles explicam o funcionamento do ser mais misterioso do universo, e você se pergunta como eles podem ter tanta certeza?

Em tempos difíceis, nunca fui confortado por alguém relatando seu conhecimento superior de como Deus trabalha. Mas fui confortado por um amigo que vinha e dizia: “Sei que você está passando por tempos difíceis. Não sei por que isso está acontecendo com você. Mas eu sei que Deus é bom e lhe ama.” 

Por que precisamos entender as coisas que Deus não deixou claro? Será que é o nosso orgulho humano que nos leva a querer ser mais inteligente do que outra pessoa? Ou será uma necessidade que temos de controlar até a Deus?

É compreensível não saber tudo. É autêntico, cria confiança e conecta você com o coração de outras pessoas.

Lonnie Wibberding
Pastor, Igrejas Adventistas do Sétimo Dia de Glide e Turning Point

Oregon, EUA 

Reflexão - Heber Toth Armí

JÓ 36 – Falar sobre Deus e por Ele é mais complexo do que se imagina. Pregar é mais sério do que se pensa. Fazer sermão é de uma responsabilidade sem igual. Ser um intérprete da Palavra de Deus exige mais do que conhecimento de hermenêutica e exegese, depende de discernimento dotado pelo Espírito Santo.

A fala de Eliú mais parece monólogo do que diálogo, é um sermão. São vários discursos os dele, mas sem interrupções. Os capítulos 36 e 37 contêm seu quarto e último discurso.

A introdução desse discurso poderia ser dita assim: “Acompanhe mais um pouco meu raciocínio. Vou convencer você. Há ainda muita coisa a ser dita a favor de Deus. Aprendi tudo isso em primeira mão, direto da Fonte. Tudo que eu sei sobre justiça devo ao meu Criador. Confie em mim, estou oferecendo a você a pura verdade. Acredite, conheço essas coisas muito bem” (vs. 1-4).

• Usar a lógica no sermão ou no discurso teológico não é suficiente;
• Convencer alguém com argumentos teológicos ou filosóficos nem sempre significa ter falado a verdade;
• Deus quer mais do que advogados de defesa, Ele quer testemunhas;
• Dizer que aprendeu diretamente com Deus o que diz sobre Ele nem sempre é verdade;
• Falar sobre justiça de Deus com convicção às vezes é uma revelação de uma mera opinião.

A teologia de Eliú no capítulo em questão tem estes pontos:

1. Ele faz apologia à declaração de Jó quando disse que o perverso prospera e o inocente sofre e depois combate as reclamações de Jó (vs. 6-15, ver Jó 21:7, 27-33, 24:1-17);

2. Sem compreender o tema do grande conflito, ele alega que o sofrimento de Jó é consequência de seus atos perversos contra o soberano Deus (vs. 16-33).

Além disso, Carol Ann Mayer-Marlow especifica outros detalhes da teologia de Eliú:

• Deus não preserva a vida dos ímpios (v. 6);
• Os justos passam por aflições a fim de que estejam dispostos a aprender e a dar atenção a Deus (vs. 7-10);
• Nossa prosperidade depende de nosso arrependimento e da obediência a Deus (vs. 11-12)
• Ímpios morrem cedo (vs. 13-14);
• Ouvidos que eram insensíveis ao som da voz de Deus tornam-se sensíveis como resultado da adversidade (v. 15).

Cuidado com teologias adulteradas de quem quer convencer da opinião particular. Ore e estude a Bíblia com intensidade! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí. 


Comentário Rosana Barros

Ainda que muitas de suas ideias e conceitos não pudessem ser aplicados à experiência de Jó, Eliú descreveu a justiça de Deus como um instrumento de correção por retribuição. Alegando ser “senhor do assunto” (v.4), sua visão farisaica o impedia de enxergar que a misericórdia de Deus é intrínseca à Sua justiça. Talvez, o que Eliú expôs em seus discursos tenha sido tão somente o que aprendeu com os mais velhos que acusavam a Jó de sua própria desgraça.

Não sabemos porque Eliú não foi classificado por Deus entre os transgressores contra o Seu servo Jó, nem porque foi ignorado. Também existem expressões que se divergem quanto à sua interpretação com relação ao sofrimento humano. Mas de uma coisa Eliú tinha certeza: Deus é grande e “Se mostra grande” (v.22). Há um Deus no Céu que é maior do que qualquer dificuldade e que “a ninguém despreza” (v.5). Talvez, um dos relatos que melhor expressem esta verdade seja o do diálogo entre Cristo e o ladrão da cruz.

À direita do Salvador, aquele homem reconheceu a sua condição de pecador, sabia que estava ali por mérito, e em seu coração clamava pelo ardente desejo de encontrar o perdão. Ao olhar para Aquele em cuja expressão facial podia ver um amor como jamais havia visto, deparou-se com a Inocente Oferta. Sobre “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), o transgressor depôs a sua culpa, e sua sentença tornou-se em espetáculo da graça. Os pecados do ladrão foram perdoados: Eis a justiça. E ele foi guardado para receber a recompensa dos santos: Eis a misericórdia.

Assim como as palavras seguintes tiveram cumprimento na cruz com a conversão do ladrão, elas também se cumprirão até o último minuto do tempo de graça: “tendo [Jesus] amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo.13:1). Não sabemos o dia e nem a hora em que os céus serão desfeitos pelo resplendor da glória do nosso Senhor e Salvador, mas, enquanto aguardamos, há uma obra a ser feita em nós: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18), e através de nós: “a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” (Ef.1:12).

Oremos uns pelos outros, e confiemos Àquele que sonda os corações o julgamento que Ele faz com perfeição. Vigiemos e oremos!


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Ainda que muitas de suas ideias e conceitos não pudessem ser aplicados à experiência de Jó, Eliú descreveu a justiça de Deus como um instrumento de correção por retribuição. Alegando ser “senhor do assunto” (v.4), sua visão farisaica o impedia de enxergar que a misericórdia de Deus é intrínseca à Sua justiça. Talvez, o que Eliú expôs em seus discursos tenha sido tão somente o que aprendeu com os mais velhos que acusavam a Jó de sua própria desgraça.

Não sabemos porque Eliú não foi classificado por Deus entre os transgressores contra o Seu servo Jó, nem porque foi ignorado. Também existem expressões que se divergem quanto à sua interpretação com relação ao sofrimento humano. Mas de uma coisa Eliú tinha certeza: Deus é grande e “Se mostra grande” (v.22). Há um Deus no Céu que é maior do que qualquer dificuldade e que “a ninguém despreza” (v.5). Talvez, um dos relatos que melhor expressem esta verdade seja o do diálogo entre Cristo e o ladrão da cruz.

À direita do Salvador, aquele homem reconheceu a sua condição de pecador, sabia que estava ali por mérito, e em seu coração clamava pelo ardente desejo de encontrar o perdão. Ao olhar para Aquele em cuja expressão facial podia ver um amor como jamais havia visto, deparou-se com a Inocente Oferta. Sobre “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), o transgressor depôs a sua culpa, e sua sentença tornou-se em espetáculo da graça. Os pecados do ladrão foram perdoados: Eis a justiça. E ele foi guardado para receber a recompensa dos santos: Eis a misericórdia.

Assim como as palavras seguintes tiveram cumprimento na cruz com a conversão do ladrão, elas também se cumprirão até o último minuto do tempo de graça: “tendo [Jesus] amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo.13:1). Não sabemos o dia e nem a hora em que os céus serão desfeitos pelo resplendor da glória do nosso Senhor e Salvador, mas, enquanto aguardamos, há uma obra a ser feita em nós: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18), e através de nós: “a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” (Ef.1:12).

Oremos uns pelos outros, e confiemos Àquele que sonda os corações o julgamento que Ele faz com perfeição. Vigiemos e oremos!.


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