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Pr. Michelson Borges
O silêncio de Deus
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Comentário Blog Associação Geral
Com a intenção de defender Deus da teologia defeituosa de Jó, Eliú acusa Jó de vomitar conversas vazias, de multiplicar palavras sem conhecimento. Ironicamente, ele é culpado do próprio comportamento de que acusa Jó. Estendendo-se por seis capítulos, o monólogo de Eliú tenta convencer Jó de que nem seus pecados nem sua justiça afetam a Deus de nenhuma maneira. Que fala sem conhecimento!
Quantas vezes acusamos erroneamente os outros das mesmas coisas de que somos culpados? É muito mais fácil detectar meticulosamente falhas percebidas nos outros do que identificar defeitos reais em nós mesmos. Verdade seja dita, muitas vezes a parte que acusamos é inocente e nós somos culpados.
Existe ainda outra verdade revelada pela sinceridade de Eliú: freqüentemente, acusamos os outros por falarem de maneira tola ou incorreta, mas, no final, são eles que falam a verdade. Freqüentemente deixamos de ver a verdade por causa dos filtros embaçados de nossos corações, formados por nossa educação, educação e pecado. Cegos por nossa teologia distorcida ou psicologia disfuncional, atacamos as personalidades dos outros e lançamos críticas sobre seus motivos. Se julgarmos menos e escutarmos mais, podemos ser sábios!
“Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato.” Provérbios 10:19 (NVI).
Lori Engel Capelã (atualmente com deficiências),
Eugene, Oregon EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 35 – Interpretação é assunto sério. É muito fácil deturpar a realidade, as palavras humanas e também a Palavra de Deus.
O raciocínio humano contaminado com o pecado não tem discernimento apropriado para avaliar corretamente.
1. Eliú deturpa as colocações ditas por Jó (vs. 1-3); “Eliú não concordou com a declaração de Jó, de que uma pessoa justa poderá sofrer tanto quanto um pecador. No entanto, ao combater esse conceito (verso 3), ele insinuou que Jó estava dizendo que os justos não terão finalmente nenhuma vantagem sobre os ímpios. Isso era uma distorção do ponto de vista de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).
2. Eliú deturpa a teologia (vs. 4-8); segundo Eliú, “o pecado do homem não causa dano à soberania de Deus, e a justiça do homem não Lhe serve para nada” (William MacDonald), quando, na verdade, o que acontece na Terra afeta o Céu (ver Gênesis 6:11-13; 18:16, 17, 23-32; Êxodo 2:23-25; 22:21-24; Oséias 11:8; Mateus 9:36).
3. Eliú deturpa a realidade (vs. 9-16); a filosofia de Eliú é que sofredores não são sinceros ao clamar a Deus – eles apenas estão sendo interesseiros e egoístas a fim de livrarem-se dos sofrimentos. “O ponto fraco dessa posição é que ela pressupõe que os que continuam a sofrer não clamam a Deus corretamente” (Francis D. Nichol).
Nossas pressuposições interferem em toda e qualquer interpretação. Se elas não vierem da Palavra de Deus tendemos a adulterar todo assunto em que emitimos nossa opinião. O pecado distorce nossa visão; consequentemente, só com a restauração do Espírito Santo podemos obter discernimento.
Pessoas de mente obscura, de pensamentos turvos, de visão nebulosa chegam a conclusões absurdamente terríveis sobre tudo; pior é que emitem opiniões como se fossem convicções, criticam como se fossem donas da verdade. Eliú encerrou seus argumentos desse capítulo dizendo: “Jó, você só fala bobagens – nem sabe o que diz!” quando, na verdade, era Eliú que falava bobagens distorcendo o que Jó dissera.
“Desde que Satanás deturpou a Deus para Eva no Jardim do Éden, essa tática tem sido um de seus ardis preferidos. Consegue lembrar-se de um exemplo recente da maneira pela qual Satanás usa os críticos da igreja de Deus e seus dirigentes para torcer-lhes as atitudes e afirmações?” (Mayer-Marlow).
Fuja dessas táticas ardilosas! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
A forma com que Eliú abordou a questão do sofrimento não se tratava de uma ideia dele mesmo, mas da falta de compreensão que havia quanto ao conflito cósmico no qual todos nós estamos envolvidos. Se ele e os demais amigos de Jó pudessem enxergar o sobrenatural, ficariam emudecidos, pois cada vida humana é alvo da ira do inimigo e do amor de Deus. Um duelo cujo desfecho depende da minha e da sua decisão.
Eliú descreveu um Deus muito distante e denominou o clamor dos aflitos de “gritos vazios” (v.13). Mas nós servimos ao “Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem nome de Santo”, e que também habita “com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Deus Se preocupa com cada dor que sentimos, recolhe cada lágrima que derramamos, e ouve cada súplica que Lhe é dirigida.
A condição de Jó era considerada como uma auto condenação. Já não bastasse o luto, as enfermidades e as acusações, nem mesmo o seu clamor pôde escapar da mira insaciável dos “juízes” de sua causa. Diante deste cenário onde, aparentemente, Jó sucumbiria, o Senhor suscitou livramento. Nós somos tão importantes para Deus que Ele nos proveu o melhor e tudo o que o Céu poderia nos dar: Cristo Jesus.
Lembremos da angústia de Jacó e da terrível aflição de Jesus no Getsêmani. Assim como Jacó foi considerado vitorioso e seu nome de vexame foi mudado para um nome de honra; semelhante a Cristo que foi consolado por anjos e fortalecido para a cruz, o Senhor não desampara nenhum dos Seus filhos que O buscam em procura de auxílio. Algo te entristece? Vá até Jesus. Suplique por Seu favor. “Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt.7:8). Vigiemos e oremos!
