Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Saudade do passado
“Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus cuidava de mim!” Jó 29:2
Versos 1 e 2: saudosismo não ajuda nada quando nos faz esquecer o futuro.
Verso 5: às vezes cedemos à tentação de pensar que Deus somente está conosco quando tudo vai bem.
Verso 14: devemos viver em retidão e justiça, assim como sempre andamos vestidos.
Verso 14: a justiça de Cristo nos cobre como uma roupa limpa.
Verso 25: Jesus também sofreu e passou a Se identificar ainda mais com os que sofrem.
Promessa: A dor fez Jó se esquecer de que Deus ainda cuida e abençoa. Ele está mais perto dos que sofrem .
“Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus cuidava de mim!” Jó 29:2
Versos 1 e 2: saudosismo não ajuda nada quando nos faz esquecer o futuro.
Verso 5: às vezes cedemos à tentação de pensar que Deus somente está conosco quando tudo vai bem.
Verso 14: devemos viver em retidão e justiça, assim como sempre andamos vestidos.
Verso 14: a justiça de Cristo nos cobre como uma roupa limpa.
Verso 25: Jesus também sofreu e passou a Se identificar ainda mais com os que sofrem.
Promessa: A dor fez Jó se esquecer de que Deus ainda cuida e abençoa. Ele está mais perto dos que sofrem .
Comentário Blog Associação Geral
É muito natural para os seres humanos pensarem que grandes calamidades em uma vida são um claro indicador de grandes crimes e enormes pecados; mas os homens erram ao assim medir um caráter. Nós não estamos vivendo no tempo do juízo retributivo. O bem e o mal se misturam e calamidades vem sobre todos. Às vezes os homens cruzam o limite do cuidado protetor de Deus; então Satanás exerce seu poder sobre eles e Deus não intervirá. Jó foi duramente atingido e seus amigos tentaram fazê-lo reconhecer que seu sofrimento foi o resultado do pecado e levá-lo a sentir-se sob condenação. Eles apresentavam o seu caso como o de um grande pecador; mas o Senhor os repreendeu por este julgamento de Seu fiel servo.
Ellen G. White (Manuscrito 56, 1894).
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 29 – O livro de Jó apresenta personagens como nós em busca do verdadeiro Deus e de explicação para a vida. A vida humana de pecado carece de sentido e é preciso buscar a Deus para encontrar o sentido para viver neste mundo de sofrimento. O problema é a distorção da teologia, dos preceitos préformados ou deturpados a que chegamos.
O problema de Jó e seus amigos continuou no cristianismo. Veja esta análise de Augusto Cury: “Mais de um terço da população mundial se diz cristã. Entretanto, a grande maioria tem a imagem de um Deus que não existe. Por possuirmos um rico imaginário, é muito fácil construir um palco de inverdades no inconsciente e propagá-las”, como fizeram os personagens do livro de Jó.
Pior ainda quando se usa os conceitos equivocados sobre Deus para tentar consolar o sofredor; nesta situação, é melhor nem falar. Esta frase de Augusto Cury é uma lição que podemos destacar da atitude dos amigos filósofos de Jó: “Às vezes é muito melhor dar o ombro para alguém chorar e mostrar uma solidariedade silenciosa do que fazer grandes discursos”.
Por não se compadecerem, chorar e o consolarem de fato, Jó não tinha nada para agradecer a seus amigos. Assim, em tom nostálgico, ele relembra seu passado, ajudando-nos a conhecer melhor seu caráter antes dos ataques de Satanás:
1. Boas lembranças com Deus (vs. 1-3);
2. Recordações das aventuras da mocidade como fruto da amizade com Deus (vs. 4-6);
3. Alguém de respeito, sábio, justo no fórum da cidade (vs. 7-10);
4. De bom testemunho, honrado por suas inúmeras investidas sociais (vs. 11-20)
• Ajudava pessoas em dificuldades;
• Motivava os desanimados;
• Guiava os cegos e aleijados;
• Era pai aos órfãos;
• Defendia os injustiçados;
• Fez justiça confrontando um ladrão e fazendo-o devolver o que havia roubado…
5. Era valorizado por jovens, adultos e idosos (vs. 21-25), por…
• …suas palavras sapienciais;
• …suas reflexões impressionantes;
• …seus conselhos certeiros;
• …seus sorrisos;
• …sua liderança;
• …seu exemplo…
Tudo isso dava sentido à existência de Jó, fazendo dele o homem mais poderoso do Oriente. O certo é que quem não vive para servir, não serve para viver. O sentido da vida é ser bênção ao próximo, o que só é possível mediante o priorizar da amizade com Deus. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Em sua sincera confissão, Jó trouxe à lembrança os dias de sua prosperidade. Sentindo-se como um alvo da inimizade de Deus, recordava com saudades do tempo em que Deus era seu amigo e da alegria em ter seus filhos ao redor de si. A referência feita por Jó de um período de “meses” revela que ele ainda estava em um luto recente, principalmente considerando o fato de que havia perdido todos os seus filhos. Em mencioná-los, ele acrescentava aos seus discursos a dor irreparável da perda.
O primeiro homem nas Escrituras que foi chamado de justo, foi Noé: “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn.6:9). Mas quem afirmou isto foi o Senhor, e não o próprio Noé. Enquanto as virtudes de Jó foram ditas e confirmadas por Deus, e não por ele mesmo, não havia o perigo de cair no erro da justiça própria. Suas obras testificavam de que a sua vida era relevante para a sua família e para a comunidade. Jó relatou uma série de ações sociais, onde atendia as necessidades materiais, espirituais e emocionais das pessoas, e “até as causas dos desconhecidos” (v.16) ele examinava.
Através de suas palavras de sabedoria, de sua boa vontade em ajudar e de seus recursos, Jó foi um dos maiores, senão o maior, filantropo do antigo Oriente. Mas uma coisa lhe faltava, um conhecimento que lhe abriria os olhos para contemplar a salvação: a justiça que provém da fé. Está escrito que “não há justo, nem um sequer” (Rm.3:10). Como, pois, explicar o fato de que alguns personagens na Bíblia foram denominados de justos? A questão é que ninguém pode ser chamado de justo por mérito próprio, mas confiado nos méritos do único que é justo: “Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1), “visto que ninguém será justificado diante dEle por obras da lei” (Rm.3:20), mas “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm.5:1).
Todas as virtudes que o homem possa ter são adquiridas. O amor, a alegria, a mansidão, a fidelidade e qualquer tipo de bondade não provém de nós, é dom de Deus. Jó não havia perdido a amizade de Deus, nem tampouco sua terrível condição o havia privado da privilegiada companhia do Senhor do Universo. O Deus que estava ao lado dele sustentando-lhe a vida, era O mesmo que um dia caminharia “pelas trevas” (v.3) deste mundo e andaria lado a lado com “publicanos e pecadores” (Lc.15:1).
Por preceito e por exemplo, Jó refletia a glória de Deus e era uma viva exposição do caráter divino. Mas precisava reconhecer que tudo isto só era possível mediante a fé nAquele a quem representavam os holocaustos que constantemente oferecia. Nem mesmo o arrependimento vem de nós mesmos, mas é proveniente da bondade de Deus (Rm.2:4), que nos salva “mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). As obras devem ser o resultado da fé e da salvação que já nos foi outorgada.
Olhemos para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, e nosso perfeito exemplo da harmonia que deve haver entre fé e obras. Aceitemos, hoje, o Seu convite: “aprendei de Mim” (Mt.11:29). Vigiemos e oremos!
