Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Jó andou no caminho de Deus
“Os .
Comentário Blog Associação Geral
Você é um madrugador [early bird] ou uma coruja da noite? Usamos essas expressões para perguntar a uma pessoa se ela tem melhor desempenho com a luz ou com o escuro. Não há nada de errado em preferir um horário de trabalho noturno, desde que o trabalho que você esteja fazendo seja algo que você não teria vergonha de fazer à luz do dia. Deus criou a noite para descansar, não como um tempo para se esconder dele e fazer seu trabalho sujo. Não há trevas tão profundas que Deus não possa ver o que você está fazendo, mas há trevas espirituais que podem impedir você de ver Deus mesmo na clara luz do dia. Jó 24:13 se refere aos que se revoltam sob esse tipo de escuridão espiritual: “Há os que se revoltam contra a luz, não conhecem os caminhos dela e não permanecem em suas veredas .” “Para eles a manhã é tremenda escuridão [como a sombra da morte] ” (v. 17).
Jó descreve esses rebeldes por seus atos de oprimir os pobres, os necessitados, os doentes e os feridos, pela maneira como eles se aproveitam dos outros para obter ganhos egoístas ou prazeres pecaminosos. Eles podem parecer se safar agora, mas não vai durar: “Por um breve instante são exaltados, e depois se vão, colhidos como todos os demais, ceifados como espigas de cereal.”(v. 24). Agora é a hora de nos voltarmos para a Luz.
Karen Lifshay
Coral da Igreja Adventista de Hermiston
Oregon, EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 24 – O judeu Nachimânides colocou o problema do mal como um tema complexo, como “a questão mais difícil que se encontra tanto na raiz da fé quanto da apostasia, com o qual estudiosos de todas as épocas, povos e línguas têm lutado”.
David Hume, um renomado filósofo, encurralou os crentes em Deus com estas históricas questões, oriundas de Epicuro: Se Deus…
• …quer impedir o mal, porém é incapaz de fazê-lo? Então Ele é impotente, não onipotente;
• …tem poder para impedir o mal, mas não o deseja? Então Ele é malévolo;
• …pode e quer eliminar o mal, então por que existe o mal?
Afinal, se Deus é bom e poderoso deve eliminar o mal; se não o faz, a existência do mal sufoca a existência de Deus.
A ignorância do plano da salvação incapacita o intelecto mais robusto entender o mundo. A filosofia desprovida da revelação divina não passa de conjecturas. Quatro filósofos debatiam em busca de verdades (Jó e seus amigos), assim como muitos outros fizeram. O livro de Jó é a primeira revelação escrita de Deus. Consequentemente, o próprio Jó tateava no escuro procurando respostas.
O livro de Jó “dá suas expressões mais profundas de agonia no capítulo 24. Jó é a própria expressão do sofrimento e desnorteia os fieis de todas as gerações. Mas ele não havia abandonado a fé e volta às expressões tradicionais da justiça de Deus em 24.18-24” (Duane A. Garret).
• Jó levanta argumentos sobre as injustiças no campo, na natureza (vs. 1-11).
• Jó levanta questões sobre injustiças e crimes nas cidades (vs. 12-17).
• Jó mesmo deseja fazer justiça com suas mãos (vs. 18-25).
“Para o bem do Universo inteiro, ao longo dos séculos sem fim, devia Satanás desenvolver mais completamente seus princípios para que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas sob sua verdadeira luz por todos os seres criados e para sempre pudessem ser postas acima de qualquer dúvida a justiça e misericórdia de Deus e a imutabilidade de Sua lei” (Ellen G. White).
• Como saberíamos o que é injustiça, se Deus não desse espaço para ela manifestar-se?
• Como compreenderíamos que os bons sofrem nas mãos dos maus, se Deus não permitisse?
• Como conheceríamos o caráter do mal, sem oportunidades para manifestar-se?
Ficou claro? – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Em seu sofrimento, Jó acabou construindo um conceito sobre a sorte do justo e do ímpio. Sua inquietação por justiça era reforçada pelo descaso e maldade cometidos contra os pobres e necessitados e pela prosperidade de seus algozes: “Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que O conhecem não veem tais dias?” (v.1). Há um clamor pela urgente necessidade de entender os propósitos de Deus e de ter uma resposta quanto às injustiças cometidas. Por mais que Jó confiasse no justo julgamento de Deus, ele o teve por demais demorado.
Esse questionamento não foi levantado apenas por Jó. O profeta Habacuque, por exemplo, diante da apostasia e corrupção nacional, julgou tardio o juízo divino: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e Tu não me escutarás? Gritar-Te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita… porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hq.1:2-4). Apesar de serem homens e mulheres escolhidos por Deus para um ministério sagrado, os profetas eram os que mais sentiam e sofriam os resultados da injustiça.
A demora, em todos os aspectos da vida, é vista pela humanidade como um mal a ser evitado. O relógio nos mostra constantemente que há um horário a ser cumprido. E, a depender da situação, minutos de atraso podem resultar em perdas irreparáveis. Mas será que o Dono do tempo atrasa em Seus desígnios? Será que Deus demora em realizar a Sua justiça sobre a Terra? Estamos vivendo nos dias em que o apóstolo Pedro advertiu que surgiriam “escarnecedores com os seus escárnios… e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:3 e 4). Mas a resposta dada pelo Espírito Santo ao apóstolo deve ser a nossa certeza de que Deus não atrasa, Deus espera: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
Ainda que pareça tardio o cumprimento da derradeira promessa, ela “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-O, porque, certamente, virá, não tardará” (Hq.2:3). Assim como Jó foi retribuído no tempo determinado, e Habacuque teve uma resposta à sua queixa, Deus tem designado o tempo perfeito para nos dar “a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (Tg.1:12). Diante das injustiças deste mundo hostil, confiemos nAquele a quem “pertence a vingança” (Rm.12:19). Que a nossa mente não fique a divagar em “tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At.1:7-8), e seremos testemunhas de Jesus declarando ao mundo que Ele virá e não tardará. Vigiemos e oremos!
