Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Mais palavras vazias
“Como, então, vocês querem me consolar com palavras vazias. Nas respostas de vocês só há falsidade.” Jó 21:34
Verso 2: como é bom quando nos escutam com atenção! Seja um ouvinte atento.
Verso 3: “Suportem-me enquanto eu estiver falando.” Este é um preceito bíblico: devemos nos suportar uns aos outros em amor.
Verso 7: Por que alguns ímpios vivem tanto e alcançam poder? Outros, como Habacuque, também questionaram isso.
Verso 7: Por que os ímpios prosperam? Parte da resposta é dada nos versos 17 e 18. A vida é passageira e termina logo.
Verso 15: “Que vantagem temos em orar a Deus?” Quem O busca de todo coração O encontra.
Verso 16: “[Fique] longe do conselho dos ímpios.”
Verso 19: os filhos não “pagam” a culpa dos pais. Cada um é responsável por suas escolhas.
Verso 34: “Como podem vocês consolar-me com esses absurdos?” Somente a Palavra de Deus consola.
Promessa: A tragédia e a desdita também se abatem sobre os ímpios. Mas a quem eles podem recorrer? Não têm a vantagem de orar.
Verso 2: como é bom quando nos escutam com atenção! Seja um ouvinte atento.
Verso 3: “Suportem-me enquanto eu estiver falando.” Este é um preceito bíblico: devemos nos suportar uns aos outros em amor.
Verso 7: Por que alguns ímpios vivem tanto e alcançam poder? Outros, como Habacuque, também questionaram isso.
Verso 7: Por que os ímpios prosperam? Parte da resposta é dada nos versos 17 e 18. A vida é passageira e termina logo.
Verso 15: “Que vantagem temos em orar a Deus?” Quem O busca de todo coração O encontra.
Verso 16: “[Fique] longe do conselho dos ímpios.”
Verso 19: os filhos não “pagam” a culpa dos pais. Cada um é responsável por suas escolhas.
Verso 34: “Como podem vocês consolar-me com esses absurdos?” Somente a Palavra de Deus consola.
Promessa: A tragédia e a desdita também se abatem sobre os ímpios. Mas a quem eles podem recorrer? Não têm a vantagem de orar.
Comentário Blog Associação Geral
Jó sentiu a dor daquelas palavras sem piedade, e perguntou a seus amigos: “Como vocês podem me consolar com suas bobagens?” As palavras ferem.
“Seu teste será o seu testemunho. Seus problemas serão sua mensagem.”
Com essas palavras contundentes, meu colega capelão deixou o quarto do hospital, deixando-me ainda mais sozinha. A visita durou menos de 3 minutos. Hospitalizada por lesões neurológicas, eu precisava de presença sensível, não de clichês fáceis. Infelizmente, muitas vezes as palavras são lançadas contra os que sofrem. Mas a dor não é aliviada por considerações teológicas.
Desconfortáveis com o mistério do sofrimento, as pessoas tentam racionalizar a dor e a perda inexplicáveis. Uma declaração insidiosa é: “Deus não vai te dar mais do que você pode lidar”. Isso é simplesmente falso. Deus muitas vezes permite encargos muito mais pesados do que podemos suportar humanamente. Mas Ele prometeu que é nosso parceiro de jugo. A dor é mais do que você pode suportar, mas não mais do que Deus pode suportar.
Outras vezes, consoladores semelhantes aos de Jó despejam textos da Bíblia antes de ouvir corações ou oferecem banalidades em vez de presença. Eles tentam explicar o insondável, em vez de se assentarem com o sofredor, oferecendo uma presença tranquila, toque gentil e perguntas sensíveis que abrem corações doloridos.
A dor requer presença amorosa, não explicações lógicas.
Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências
Eugene, Oregon EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 21 – Nem todos recebem o que merecem. Enquanto no capítulo anterior Zofar alega que as calamidades atingem aos que desprezam a Deus, neste capítulo, Jó apresenta um quadro diferente: Os perversos podem se dar bem na vida!
Jó se vê obrigado a responder diretamente a seus amigos. Jó não aguenta mais ouvir suas baboseiras teológicas ou suas falácias filosóficas.
1. O sofredor precisa ter tanto direito de falar como de ouvir seus conselheiros. Mesmo sabendo que será ridicularizado, quem está no leito de dor quer imitir suas opiniões. Jó apela para ser ouvido como um meio de obter um pouco de consolo de seus amigos (vs. 1-6).
2. O contra-argumento de alguém de mente mais aberta ataca diretamente os conceitos superficiais da religião e da fé. Jó questiona os argumentos de Zofar (20:11), Bildade (18:19) e Elifaz (5:17-27). Para Jó era evidente que os ímpios vivem bem, veem o desenvolvimento de sua família e o aumento de seus bens, mesmo blasfemando abertamente contra Deus ou rejeitando declaradamente à religião verdadeira (vs. 7-15).
3. A afirmação de uma verdade deve ser avaliada com a outra face da mesma moeda. Ouvir apenas uma versão da verdade, proferida por um indivíduo, é apegar-se no mínimo como se fosse o todo. Jó propõe que os ímpios não são castigados. Incrédulos têm vida longa e próspera. Se os filhos pagam pelos erros dos pais, os pais podem não estar pagando pelos seus erros – isso confronta o argumento de Zofar em 20:5 (vs. 16-21).
4. Avançando no raciocínio, o sábio amplia seus argumentos mostrando verdades impensadas por muitos questionadores do sofrimento. Jó relembra que tanto os bons quanto os maus morrem e vão para o mesmo lugar: a sepultura (vs. 21-26).
5. Teologias unilaterais são destruídas com argumentos sólidos da vida real. Jó mostra que seus amigos ignoraram muitas coisas simples, por isso despejaram sobre ele um montão de bobagens embrulhadas com sabedoria piedosa (vs. 27-34).
Nem todo sofrimento vem como castigo pelo pecado cometido. Nem toda prosperidade significa honestidade ou fidelidade a Deus. Com estes argumentos, fica claro que os…
• …ateus podem viver externamente em paz;
• …incrédulos podem prosperar;
• …pagãos podem viver bastante;
• …maus podem se dar bem…
E você, em que acredita? Aprofunde tuas convicções… Estude Jó! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Nenhum dos argumentos trazidos pelos amigos de Jó conseguia persuadi-lo a acreditar que falavam sem malícia. “Vede que conheço os vossos pensamentos e os injustos desígnios com que me tratais” (v.27), não significa que Jó pudesse ler pensamentos, mas que as palavras e ações de seus amigos deixavam bem claro quais eram as suas reais intenções. Jó só desejava ser ouvido de forma atenciosa (v.2) e que a sua condição fosse vista com misericórdia (v.5). O estado próspero dos ímpios não era um motivo para que ele desconfiasse dos desígnios de Deus, pois ele mesmo afirmou: “longe de mim o conselho dos perversos” (v.16). Mas o mistério sobre o seu sofrimento era o que lhe afligia.
O fato é que havia um nítido conforto na vida dos ímpios. Vistas de fora, suas vidas pareciam tranquilas e prósperas. Ainda assim, Jó não admitia ser comparado a qualquer deles, pois não temiam a Deus nem tampouco Lhe faziam orações (v.15). Jó ridicularizou a crença de seus amigos de que “Deus… guarda a iniquidade do perverso para seus filhos” (v.19). A morte de seus filhos constantemente lhe foi lançada no rosto como consequência de sua iniquidade, e seu estado físico e econômico como resultado direto de seus pecados. Mesmo sem entender a prosperidade do perverso, Jó sabia que era uma questão de tempo, que não passava de uma prosperidade terrena e passageira.
Amados, o contentamento motivado pela prosperidade material desmorona na primeira dificuldade. A alegria do Senhor, porém, nos dota de força mesmo em meio à adversidade. Precisamos, como Jó, nos apoiar na “vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4), e não em palavras humanas falíveis. Não sejamos néscios, rejeitando conhecer os caminhos de Deus contidos em Sua Palavra. Para os que direta ou indiretamente dizem: “Retira-Te de nós!” (v.14), ouvirão de Quem desdenharam: — Fiquem longe de Mim, vocês que não andaram em Meus caminhos! (Mt.7:23). A prosperidade não define o caráter. Mas um caráter, que mesmo provado pelo fogo, permanece “íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 1:7), define para onde estamos indo: para “a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:10).
Podemos resumir as palavras de Jó na conclusão de Asafe: “Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sl.73:26). Seja esta a nossa confiança e a nossa esperança todos os dias de nossa vida. Vigiemos e oremos!
