Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Fala com pressa e diz o que não quer
“Visto que os meus pensamentos me impõem resposta, eu me apresso.” Jó 19:2
Podemos aprender por contraste uma grande lição com Zofar: não responda com os pensamentos agitados. Não responda com pressa, quando sua resposta depender de reflexão. Procure levar a paz e falar com sabedoria.
Verso 5: “O riso dos ímpios é passageiro, e a alegria dos ímpios dura apenas um instante.” Pura verdade.
Verso 5: quem já andou longe de Jesus sabe que a alegria do mundo é fugaz. Corra para os braços do Pai.
Verso 7: a vida sem Deus é, nas palavras de Zofar, como excremento.
Verso 19: ai daquele que oprime e desampara os pobres!
Versos 19 e 20: o tesouro do ganancioso não lhe traz paz e não pode salvá-lo.
Verso 23: Zofar também prega sobre fogo e enxofre – o evangelho do medo.
Verso 29: Zofar tem razão na descrição que faz do destino dos ímpios, mas erra feio ao associar isso com a história do justo Jó.
Promessa:O vigor da juventude um dia se vai (v. 11). Comece agora a escrever uma história bonita com Jesus – história que durará para sempre.
“Visto que os meus pensamentos me impõem resposta, eu me apresso.” Jó 19:2
Podemos aprender por contraste uma grande lição com Zofar: não responda com os pensamentos agitados. Não responda com pressa, quando sua resposta depender de reflexão. Procure levar a paz e falar com sabedoria.
Verso 5: “O riso dos ímpios é passageiro, e a alegria dos ímpios dura apenas um instante.” Pura verdade.
Verso 5: quem já andou longe de Jesus sabe que a alegria do mundo é fugaz. Corra para os braços do Pai.
Verso 7: a vida sem Deus é, nas palavras de Zofar, como excremento.
Verso 19: ai daquele que oprime e desampara os pobres!
Versos 19 e 20: o tesouro do ganancioso não lhe traz paz e não pode salvá-lo.
Verso 23: Zofar também prega sobre fogo e enxofre – o evangelho do medo.
Verso 29: Zofar tem razão na descrição que faz do destino dos ímpios, mas erra feio ao associar isso com a história do justo Jó.
Promessa:O vigor da juventude um dia se vai (v. 11). Comece agora a escrever uma história bonita com Jesus – história que durará para sempre.
Comentário Blog Associação Geral
Agora é a vez de Zofar responder a Jó. Ele sente que deve falar por causa da agitação de seus pensamentos (v. 2). Entretanto, eles são guiados pelo racionalismo e pela razão e não por Deus. Zofar diz: “Ouvi uma repreensão […] e o meu entendimento faz-me contestar” (v. 3 NVI). Zofar quer usar o espírito racionalista como a base principal para a sua defesa.Ele argumenta que Jó deveria saber que isto tem sido assim desde que o homem foi colocado na terra (v. 4). Então Zofar tenta assustar Jó usando o medo egípcio de que cobras o atacariam (v. 16).
A Bíblia afirma que a iniquidade de todos será revelada, mas Zofar erra quanto ao momento em que isso acontecerá e quanto à razão das calamidades de Jó. Ele diz que quando o julgamento do mal é feito no céu (juízo investigativo), a pessoa perde a sua riqueza na terra. “As riquezas de sua casa serão transportadas; como água serão derramadas no dia da ira de Deus” (v. 28). Zofar está insinuando que Jó perdeu tudo por causa do dia da ira de Deus, que já havia decretado sua culpa no céu (v. 29).
Querido Deus,
A verdade revelada em Sua Palavra nos é vital para evitar que nosso entendimento da realidade espiritual seja turvado pela mistura de teologias errôneas. Oramos para que nos mantenha puros. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Su
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 20 – A dor está presente desde nosso nascimento. Já nascemos chorando e ao morrermos deixamos muita gente chorando. Nossa existência não flui por caminhos aveludados, mas por estradas acidentadas, com subidas íngremes e precipícios perigosíssimos. Trilhamos muitas vezes por desertos abrasadores e despencamos para vales escuros.
Perdas. Lutos. Dores. Sofrimentos… A vida não é um mar de rosas nem um parque de diversões. Nossa existência não acontece num jardim. Estamos entre espinhos, numa luta ferrenha para sobreviver. Somos açoitados de um lado para outro pelos látegos da dor sem a presença de entes queridos. Desprovidos de recursos vitais, somos entregues à morte todo dia, principalmente se amamos a Jesus (Rm 8:36).
Cicatrizes, hematomas, feridas purulentas, corações partidos, amores destruídos, vazio na alma, abandono, desprezo, vão aumentando nosso currículo, diminuindo nossas expectativas. E, nestas horas sempre tem alguém para nos dar sermões moralistas, legalistas. Jó teve que ouvir as proposições de Zofar, que destacou os seguintes pontos:
1. Aquele que defende teorias infundadas sente-se ameaçado quando confrontado. Começa a falar precipitadamente objetivando impedir aquele que tem opinião contrária de prosseguir expondo seu lado. Zofar mostra-se incomodado com a repreensão de Jó (vs. 1-3).
2. Aquele que se sente ameaçado emite opinião como se fosse absoluta convicção. Zofar não tem nada novo para acrescentar a seu discurso, seu objetivo é martelar na mesma tecla a fim de intentar convencer seu oponente a mudar de opinião. Ele reitera sobre o destino dos perversos intentando provar que Jó não era um bom indivíduo devido a sua situação caótica (vs. 4-29).
Comentando este capítulo, o escritor africano Tewoldemedhin Habtu diz sobre Zofar: “Considerando seu estado emocional agitado, teria sido melhor permanecer calado”. Zofar descreve “as desgraças que aguardam ao perverso… Ainda que essa lista de retribuições seja expressa em termos gerais, não há dúvida que o alvo de Zofar é Jó. Contudo, a acusação de que Jó oprimiu e desamparou os pobres (20:19) é totalmente infundada. Prosseguindo com sua metralhadora de punições, Zofar afirma que aflições e ira de Deus serão recompensas do perverso em meio à sua prosperidade; não há como escapar”.
Quem…
• …diz meias-verdades acusa justos de perversos – peçamos a Deus força para somente dizermos verdades inteiras.
• …vive de opiniões despreza provas que lhe ameacem – peçamos a Deus cautela e sede em buscar sempre a verdade, especialmente para apoiar quem sofre.
• …é orgulhoso tem dificuldades para explicar o sofrimento – peçamos a Deus sabedoria para nos mantermos sempre humildes, côncios de nossa limitação e transitoriedade.
Portanto, cresçamos espiritualmente! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Como quem tapa os ouvidos à voz do aflito, assim foram os amigos de Jó. Nada do que ele dissesse em sua defesa era considerado e seus clamores eram ignorados. A necessidade de acusá-lo era maior do que o cenário que deveria comovê-los. Despedaçado pelo sofrimento, Jó foi julgado e condenado pelos argumentos daqueles que antes o contemplavam como o mais favorecido dos homens. Em sua cega concepção, a terrível condição de Jó não poderia ser outra coisa a não ser o juízo divino sobre o pecador impenitente.
O entendimento equivocado de que tudo aquilo havia sido provocado por Deus limitava a mente à verdadeira compreensão de Seu caráter. Mesmo conservada a esperança e a fé em seu Redentor, Jó também compartilhava da mesma concepção. A diferença é que ele mantinha em seu coração a certeza de sua sinceridade e integridade diante de Deus, e, desconhecendo ser o “palco” ambulante de um conflito superior, era consumido pela angústia diante do silêncio do Céu. Mas ainda que vituperadas todas as suas virtudes e corroído pela dor, nada pôde abalar o seu amor e confiança nAquele que conhecera em tempos de bonança.
Mesmo que tenhamos nas Escrituras nada mais do que pequenos vislumbres dos primeiros anos da vida de Cristo, é certo que este tempo oportuno foi aproveitado para promover-Lhe um caráter íntegro e santo mediante a intimidade com Seu Pai Celeste. Jesus enfrentaria um ministério de duras provas e perseguições. Não fosse o relacionamento estabelecido com o alto enquanto lidava com as simples atividades do cotidiano, e no deserto da tentação cairia subjugado. Mas nem o apetite nem coisa alguma neste mundo pôde subjugar Aquele que escolheu Se tornar semelhante a nós e nos deixar a certeza de que tudo podemos nAquele que nos fortalece (Fp.4:13).
Deus conclama o Seu povo a buscá-Lo em intimidade enquanto há paz. Porque se aproxima o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1), e não ficará em pé quem desperdiçou “o tempo sobremodo oportuno”. Não sabemos o que o futuro nos reserva, portanto, “eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Renunciar as coisas que há no mundo, fechar os olhos para a maldade, apegar-se com profundo interesse à Palavra Inspirada, fazer da oração a constante confissão do íntimo, encher a vida de louvor, olhar para o próximo com compaixão, faz parte do aperfeiçoamento de caráter que o Senhor deseja realizar no meio do Seu povo, todos os dias, quer seja nas atividades corriqueiras ou em maiores empreendimentos.
Como Jó e como Jesus, que a comunhão diária com o Eterno seja o nosso jornadear. E quando este mundo for atingido pela tempestade final, estaremos bem seguros “à sombra do Onipotente” (Sl.91:1). Sejamos, pois, “imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (Hb.6:12). Vigiemos e oremos!
