Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
A testemunha celestial
“Já agora a minha testemunha está no Céu, e nas alturas se encontra quem advoga a minha causa.” Jó 16:19
Versos 2 e 3: discursos inúteis não consolam ninguém.
Verso 4: Jó tentou inverter a situação: “Se estivessem em meu lugar, eu poderia condená-los.” É preciso ter empatia.
Verso 5: Jó afirma que, se os papéis fossem trocados, ele procuraria encorajá-los. Devemos pagar o mal com o bem.
Versos 7 a 12: Jó ainda pensa equivocadamente que o mal vem de Deus.
Verso 12: sim, Deus faz de nós alvo do Seu amor.
Verso 19: “Nas alturas está o meu advogado.” Jesus é nosso advogado no Céu.
Verso 20: “O meu intercessor é meu amigo.” Amém!
Verso 21: “Ele defende a causa do homem perante Deus, como quem defende a causa de um amigo.”
Promessa: Jó afirmou que o Intercessor celestial era amigo dele e cuidava de seu caso. É assim também conosco.
“Já agora a minha testemunha está no Céu, e nas alturas se encontra quem advoga a minha causa.” Jó 16:19
Versos 2 e 3: discursos inúteis não consolam ninguém.
Verso 4: Jó tentou inverter a situação: “Se estivessem em meu lugar, eu poderia condená-los.” É preciso ter empatia.
Verso 5: Jó afirma que, se os papéis fossem trocados, ele procuraria encorajá-los. Devemos pagar o mal com o bem.
Versos 7 a 12: Jó ainda pensa equivocadamente que o mal vem de Deus.
Verso 12: sim, Deus faz de nós alvo do Seu amor.
Verso 19: “Nas alturas está o meu advogado.” Jesus é nosso advogado no Céu.
Verso 20: “O meu intercessor é meu amigo.” Amém!
Verso 21: “Ele defende a causa do homem perante Deus, como quem defende a causa de um amigo.”
Promessa: Jó afirmou que o Intercessor celestial era amigo dele e cuidava de seu caso. É assim também conosco.
Comentário Blog Associação Geral
O livro de Jó parece a transcrição de um julgamento ou debate. Jó tenta defender Deus enquanto seus amigos (motivados por Satanás) colocam as repetidas questões dos céticos. No capítulo 22, Elifaz faz a pergunta que os deístas ainda fazem hoje: “Pode um homem ser proveitoso para Deus?” (v. 2). Em outras palavras, “Por que Deus se incomodaria em interagir com os humanos em um nível pessoal, se os humanos não têm nada a oferecer a Deus?” Elifaz não duvida da existência de Deus, apenas de seu envolvimento pessoal. Ele adota a idéia de que deve haver alguma motivação para que Deus se envolva. Nisto, ele atribui características humanas em Deus. Essa é a essência do egoísmo.
Em contraste, Jesus demonstra o verdadeiro caráter de Deus pedindo que amemos nosso próximo como a nós mesmos e depois define nosso próximo como qualquer um que precise de nossa ajuda (ver Lucas 15). Jesus nos ensina a não fazer a pergunta: “O que eu ganho com isso?”, Mas a perguntar: “O que você gostaria que fizessem a você se estivesse com a mesma necessidade?” Desse modo, também podemos exibir o caráter de Deus a um mundo egoísta e moribundo. Talvez seja isso que Pedro quis dizer quando escreveu: “[Ele] nos deu suas grandes e preciosas promessas, para que através delas você possa participar da natureza divina”, 2Pe 1: 4.
E você, como você está participando?
Karen Lifshay
Coral da Igreja Adventista de Hermiston
Oregon, EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 22 – Ao ver o sofrimento das pessoas, muitos intentam ajudar, mas acabam entrando por becos perigosos: Doutrinas espúrias e aplicações completamente equivocadas.
Elifaz não vê outra forma de explicar o sofrimento de Jó a não ser conectar com algum pecado. A visão dele era limitada demais, mas ele cria que suas palavras estavam recheadas da mais pura sabedoria. Contudo, não havia nenhum pecado evidente em Jó. Ninguém poderia acusá-lo de nada. Parecia que seu argumento de inocência falava mais alto que as acusações. Alguma coisa parecia errada (vs. 1-5).
Então, Elifaz vasculhou seus pensamentos para provar sua filosofia teológica: Jó pecou por omissão! Dirigindo-se a Jó, Elifaz declarou: “Porventura, não é grande a tua malícia e sem termo as tuas iniquidades?” (v. 6). Então, prosseguiu especificando que…
1. Alguém ficou despido porque Jó não procurou em todos os lugares aos desprovidos de roupas (v. 6);
2. Alguém, em algum lugar, deve ter ficado sem água ou sem comida porque Jó não assistiu a todos os sedentos e famintos (vs. 7-8);
3. Alguma viúva ou algum órfão ficou sem assistência por negligência de Jó (v. 9).
“Por isso”, afirma categoricamente Elifaz a Jó, “estás cercado de laços, e repentino pavor te perturba ou trevas, em que nada vês; e águas transbordantes te cobrem” (vs. 10-11).
A partir daí, Elifaz reflete teológica e filosoficamente culminando com um apelo poderoso diretamente a Jó:
• Deus é transcendente, incognoscível (vs. 12-15);
• Deus é Juiz poderosíssimo, mas terrivelmente vingativo (vs. 16-20);
Então:
1. Reconcilia-te com Deus e terás paz e prosperidade (v. 21);
2. Aceite a instrução divina e guarde Suas Palavras no coração (v. 22);
3. Arrepende-te e converta-se a Deus e serás restaurado, teus propósitos serão alcançados e terás recursos até para atender aos necessitados (vs. 23-27).
Nem todo discurso belo, inteligente e persuasivo está correto. Sermões com final positivo nem sempre resultam em reação positiva (como se verá no próximo capítulo). Por quê? Por estar no lugar errado, direcionado para a pessoa errada.
Pregadores bem intencionados como Elifaz, mas totalmente equivocados em seus sermões, não falam ao coração dos sofredores; mesmo concluindo com tom positivo não colocam o bálsamo refrescante que sofredores tanto anelam; porque “não manejam bem a Palavra da verdade” (II Timóteo 2:15).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Muitos já passaram pela dura prova de enfrentar uma prisão por engano. Condenados injustamente, alguns tiveram de enfrentar os piores dias de sua existência, outros, tiveram de suportar anos até que se provasse a sua inocência. E por mais que tivessem o direito de ser indenizados e assistidos juridicamente, nenhum valor pode trazer de volta o tempo perdido, a reputação manchada, tampouco apagar os traumas sofridos. Jó estava cercado de homens que se diziam seus amigos, mas que não acreditavam em sua inocência. Em uma espécie de prisão humana, Jó recebeu sua cruel sentença: Culpado! (v.10). E, sob o manto do que acreditava ser religião, Elifaz apelou ao “réu”: “Reconcilia-te, pois, com [Deus] e tem paz, e assim te sobrevirá o bem” (v.21).
A ideia de Elifaz e de seus companheiros de acusação é a mesma que predomina na maioria das religiões cristãs de hoje: se você aceitar a Jesus, sua vida será perfeita; você terá prosperidade, uma família feliz e saúde em abundância. Se Jesus não fizer prosperar, se Jesus não curar, se Jesus não atender aos desejos do coração humano, então, para quê segui-Lo? Quando Ele realizou o milagre da primeira multiplicação dos pães e peixes, houve uma grande comoção. As pessoas esqueceram suas casas e seus negócios, e se apressaram para segui-Lo. Mas no encontro seguinte se depararam com o que julgaram ser um duro discurso: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:35). E diante das expectativas frustradas, “muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele” (Jo.6:66).
Como nos dias de Jesus, “uma geração má e adúltera pede um sinal” (Mt.16:4). Muitos desejam assistir a espetáculos, e não participar de um culto de adoração a Deus. Assim como os milagres faziam parte do ministério de Cristo, eles têm o seu lugar hoje. O maior milagre, contudo, é um coração contrito e agradecido, ainda que as coisas não aconteçam da maneira que esperamos. Os exemplos de fé relatados no capítulo onze do livro de Hebreus nos apresentam provas inequívocas disso. Homens e mulheres que permaneceram fiéis ao Senhor até mesmo em face da morte. Pessoas que “passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (Hb.11:36-38).
É, amados, acho que nenhuma igreja permaneceria aberta se colocasse esse texto de Hebreus como marketing. No fim de seu sofrimento, a maior vitória de Jó não foi a cura de sua enfermidade, nem tampouco as riquezas que recebeu em dobro. Mas os seus olhos contemplaram o maior tesouro que alguém pode ter na vida: Deus. Ele não nos prometeu que não passaríamos pelo vale da sombra da morte, mas que, ainda ali, Ele estaria conosco (Sl.23:4). Se o que você mais deseja é estar na presença de Deus, Ele deseja mais do que estar ao seu lado. Ele quer habitar em você! Abra agora o teu coração ao Senhor, “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar; mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Vivifica-nos, Senhor! Vigiemos e oremos!
