Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
A brevidade da vida
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Comentário Blog Associação Geral
O que Elifaz não entende é que alguém que está ligado a Deus e Seus planos está em contraste gritante com aquele que se limita apenas ao pensamento terreno. Pensadores cristãos corretamente concluem que quando uma pessoa se “liberta” da Bíblia o seu quadro de compreensão acerca da realidade diminui.
Ninguém pode afirmar ser puro sobre a terra, diz Elifaz: “ninguém nascido de mulher é justo” (v. 14). Mas Cristo era justo. Ele é a nossa justiça. Esta experiência de receber a justiça de Cristo, experimentada por Jó, Elifaz não consegue entender. Em certo sentido, Elifaz é um porta-voz de Lúcifer, ao dizer que Deus não confia em ninguém – a mesma acusação de Lúcifer contra Deus durante a rebelião no Céu (v. 15-16). E segue uma segunda acusação contra Deus: “E nem os céus são puros aos Seus olhos”. Esta alegação é contrária a Gênesis 1-2 e está mais próxima de Gênesis 3 e da serpente.
Querido Deus,
Ajude-nos a não depositarmos a nossa confiança apenas naquilo que vemos ao nosso redor, mas no Alto, de onde vem toda a nossa ajuda. Guarde-nos em segurança em Seu coração antes que dias de sofrimento surjam em nosso caminho. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Reflexão - Heber Toth Armí
CAP. 15 – No capítulo anterior, Jó havia deixado seus amigos de lado e voltado para Deus em oração, em busca de consolo relevante, concreto e restaurador. Jó é exemplo de um ser humano de oração. Além disso, Jó é um ícone na Bíblia e na história de que doenças, prejuízos, miséria e crises não são sinônimos de deficiências da fé em Deus ou consequências diretas de algum pecado pessoal. Finalmente, Jó prova que mesmo perdendo todos os recursos, inclusive família e saúde, é possível a um ser humano ser fiel a Deus.
Apesar disso, os amigos de Jó não mudavam de opinião. Agora, na segunda rodada de discursos, Elifaz provoca novamente a Jó por ser uma ameaça a suas crenças. Matthew Henry esboça sua fala em três tópicos, como segue:
1. Elifaz repreende a Jó por se justificar, e o responsabiliza por muitas coisas más que são, injustamente, deduzidas disto (vs. 1-13);
2. Elifaz persuade Jó a se humilhar perante Deus e se envergonhar (vs. 14-16);
3. Elifaz faz a Jó uma longa preleção a respeito do lamentável estado dos ímpios, que endurecem seus corações contra Deus e os juízos que são preparados para eles (vs. 17-35).
Elifaz prova que, sem discernimento espiritual até mesmo os sábios dizem coisas equivocadas ou aplicam verdades de forma errada. Qualquer apologética [defesa persistente de alguma doutrina, teoria ou ideia] baseada em fontes de sabedoria humana está fadada ao erro.
“Elifaz não apenas ouviu as palavras de Jó, mas viu para onde elas levavam [v. 4]. Se todo mundo cresse, como Jó, que Deus nem sempre castiga os perversos e recompensa os justos, então que motivo haveria para obedecer a Deus? A religião não valeria a pena! Mas essa é a teologia do diabo, justamente aquilo que Deus estava refutando por meio de Jó”, diz Warren Wiersbe.
Reflita: “Se as pessoas servem a Deus pensando apenas no que irão ganhar com isso, na verdade não estão servindo a Deus coisa nenhuma, estão apenas servindo a si mesmas e colocando Deus a seu serviço” (Wiersbe).
• Quando não dependemos de Deus para elaborar nossos conceitos (filosofias e doutrinas), podemos distorcer o caráter de Deus e favorecer a obra do diabo. Nossa interpretação, julgamento e preconceitos podem ser os obstáculos para a aceitação da verdade.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Acusações nunca tiveram o poder de corrigir. Elas simplesmente apontam situações negativas que podem ser verdade, ou não. Elifaz acusou a Jó de impiedade. E ele foi além, afirmando que Jó estava em iniquidade (v.5), acusando-o de ser um transgressor da lei do Senhor, “porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). Percebemos neste discurso de Elifaz, a presença do orgulho e da presunção, a ponto de considerar as suas palavras e de seus amigos como “consolações” e “suaves palavras” (v.11).
As palavras que proferimos só podem resultar em duas coisas: bênção ou maldição. Está escrito que da boca que profere bênção, não pode haver maldição; pois, “pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? (Tg.3:11). “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tg.3:17). Precisamos buscar essa sabedoria, e a fonte é Cristo.
Jesus mesmo nos deixou escrito que: “pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). Deus ama para salvar. Satanás acusa para destruir. De que lado da batalha estamos hoje? Não façamos como os amigos insensatos de Jó. Que de nossa boca não saiam palavras de acusação, e sim a atitude que eles deveriam ter praticado com Jó: “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg.5:15).
Jesus não condenava. Jesus exortava. E Ele nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de oração e de serviço abnegado. Sigamos as pegadas do Mestre, e nossas palavras e ações refletirão sempre em verdadeiras consolações, para a nossa salvação e do nosso próximo. Vigiemos e oremos!
