Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
A brevidade da vida
“O ser humano, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação.
Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece.” Jó 14:1, 2
Verso 1: “O homem nascido de mulher vive pouco tempo e passa por muitas dificuldades.” Infelizmente, nesta vida, isso é verdade. Mas Cristo venceu o mundo.
Verso 4: “Quem pode extrair algo puro da impureza?” Resposta: Deus.
Verso 10: compreensão correta: quando morre, a pessoa dá o último suspiro e deixa de existir (pelo menos até a ressurreição).
Verso 17: “Tu esconderás a minha iniquidade.” Sim, no ponto mais profundo do oceano.
Verso 19: na dor, Jó pensou que Deus destrói a esperança, mas é justamente o contrário disso. Ele é nossa única esperança.
Promessa: Morto, “o homem se deita e não se levanta” (v. 12), até o dia da ressurreição (João 5:28, 29). Louvado seja Deus por essa promessa.
“O ser humano, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação.
Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece.” Jó 14:1, 2
Verso 1: “O homem nascido de mulher vive pouco tempo e passa por muitas dificuldades.” Infelizmente, nesta vida, isso é verdade. Mas Cristo venceu o mundo.
Verso 4: “Quem pode extrair algo puro da impureza?” Resposta: Deus.
Verso 10: compreensão correta: quando morre, a pessoa dá o último suspiro e deixa de existir (pelo menos até a ressurreição).
Verso 17: “Tu esconderás a minha iniquidade.” Sim, no ponto mais profundo do oceano.
Verso 19: na dor, Jó pensou que Deus destrói a esperança, mas é justamente o contrário disso. Ele é nossa única esperança.
Promessa: Morto, “o homem se deita e não se levanta” (v. 12), até o dia da ressurreição (João 5:28, 29). Louvado seja Deus por essa promessa.
Comentário Blog Associação Geral
Ondas de sentimento de futilidade invadiram Jó. A vida é limitada, transbordante de problemas. Ele não sente nada além da dor do próprio corpo e chora apenas por si mesmo. Como a água que desgasta pedras, Deus destruiu sua esperança.
Se sabiamente experimentado, o sofrimento pode curar a alma. Mas também pode ser corrosivo para o coração. Múltiplas perdas e sofrimento a longo prazo muitas vezes cegam as pessoas e estas não vem a realidade além do próprio inferno de sofrimento. Uma pessoa pode se tornar amargamente míope quando a vida é focada apenas na sobrevivência.
Essa tendência de estreitamento de visão do mundo pode ser especialmente perigosa para quem mora sozinho e está em casa, subsistindo com o peso da invalidez, em cada dia uma luta pela sobrevivência física, financeira e emocional. Quando a energia é consumida, tentando encontrar maneiras de lidar com a dor física, é fácil esquecer a vida dos outros, o que leva à desconexão emocional. Consumidos pelo estresse e pelo sofrimento, os pacientes podem esquecer de investir na vida de outras pessoas, mesmo que apenas por telefone ou carta.
Não importa a variedade de sofrimento que esmaga almas, é vital que os sofredores encontrem maneiras de investir em realidades fora de suas dores. Focar no coração dos outros ajuda a manter o próprio sofrimento em perspectiva.
Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)
Eugene, Oregon EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 14 – Você já ouviu o famoso adágio popular: “Pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder”? Pois bem, Jó orava bastante antes de lhe sobrevir tanto sofrimento, mas não ficou blindado contra os ataques do mal. Jó intensificou suas orações desde o inicio de seus sofrimentos, mas o tempo passava e nada acontecia!
Reflita: Em Ester, o livro que antecede Jó, Deus não é mencionado; parece distante! Contudo, ficou claro que embora pareça que Ele esteja ausente, está sempre presente agindo nos bastidores de forma imperceptível. Em Jó, Deus aparece no início do livro e depois parece ausentar-se e deixar a história do mundo rolar desnorteadamente e os sofredores tateando no escuro por algum vislumbre de Sua divindade. Entretanto, Ele está observando o desenrolar de cada detalhe e interfere ativa e visivelmente no final; de forma tão impactante quanto em Ester.
Juntando a teologia dos dois livros, é possível ampliar nossa percepção de Deus. Ainda que pareça que Deus esqueceu-Se do mundo e de Seus filhos, na hora certa Ele agirá em prol deles e os libertará da aflição. Veja também Êxodo 2:23-25 e Apocalipse capítulos 13 a 19.
Por enquanto, voltemos ao clamor de Jó no capítulo em questão, onde podemos nos encontrar enquanto aguardamos a hora de Deus intervir em nosso favor. Neste capítulo Jó…
• …avalia sua debilidade, fragilidade e mortalidade como uma triste fatalidade (vs. 1-12);
• …medita na doutrina da ressurreição e cogita na possibilidade de ser melhor morrer para descansar até o dia da ressurreição (vs. 13-17);
• …perde a clareza doutrinária pela densidade da tristeza, angústia e sofrimento que está enfrentando e parece ser tomado por desesperança (vs. 18-22).
Foi muito duro o sofrimento experimentado por Jó; contudo, mergulhado em incertezas, ele preza pela oração ao Deus que controla a natureza.
Reflita em oração: Ainda que…
• …falemos coisas tão infantis ou imbecis a Deus, é melhor orar do que não orar!
• …nossa oração tenha falhas doutrinárias, é melhor orar do que não orar!
• …pareça que não seremos atendidos, é melhor orar do que não orar!
Com quem desabafar abertamente se até nossos amigos nos condenam? Só Deus conhece o íntimo de nosso coração e mesmo assim nos ama e nos entende. Então, vamos desabafar com Ele?
Hoje, viva com Deus! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Entre existir e não existir há uma linha tênue chamada morte. Mas por que nunca nos acostumamos à ideia de que tudo o que é vivo um dia morre? Simplesmente porque não fomos criados para morrer. Fomos criados para a eternidade (Leia Ec.3:11). Cada célula do nosso corpo, cada neurônio, cada gota de sangue, representa vida e amor de um Criador que planejou a nossa existência eterna. Jó sabia disso e, ao revelar o seu argumento sobre a brevidade da vida não negou a sua fé na ressurreição, nem tampouco defendeu ter o homem uma alma imortal (Leia 1Tm.6:15-16).
Jó afirmou o que toda a Escritura declara, de que a vida neste mundo é passageira, ela não tem uma continuidade em uma “alma” fora do corpo, mas, como já vimos antes, nós somos uma “alma vivente” (Gn.2:7), e a morte é um estado de sono (Ec.9:5-6), o que é confirmado pelo próprio Jó no verso doze, que diz: “não acordará, nem será despertado do seu sono”. Antes de ressuscitar a Lázaro, Jesus declarou: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). E não compreendendo os discípulos de que Ele se referia à morte de Seu amigo, concluiu: “Lázaro morreu” (Jo.11:14).
A esperança que movia o coração de Jó deve ser a nossa hoje. Muito em breve, “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52). Não mais uma ressurreição passageira. A substituição de que Jó almejava acontecerá (v.14). Todo filho e toda filha de Deus terá esse corpo maltratado pelo pecado mudado em um corpo perfeito e glorificado.
O Senhor tem saudades daqueles que criou para a vida abundante e breve virá para chamar pelo nome a todos que O amam. Quer você estar entre essas pessoas que a Bíblia chama de “restantes” (Ap.12:17)? Como Jó, abra o seu coração a Deus, busque-O através de Sua Palavra como quem procura um tesouro, e confie de que ainda que a morte chegue, nem ela poderá nos separar “do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:39). Prepara-te para encontrares com o teu Deus! O Rei vem vindo! Vigiemos e oremos!
