Reavivados por Sua Palavra | Jó 14

 

Leitura da Bíblia


Um Capítulo por dia

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas!


Acesse a Bíblia: Bíblia Sagrada Bíblia Sagrada em áudio Narrada por Cid Moreira


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Comentários em Texto


Pr. Michelson Borges

  A brevidade da vida



“O ser humano, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação.
Nasce como a flor e murcha; foge como a sombra e não permanece.” Jó 14:1, 2

Verso 1: “O homem nascido de mulher vive pouco tempo e passa por muitas dificuldades.” Infelizmente, nesta vida, isso é verdade. Mas Cristo venceu o mundo.

Verso 4: “Quem pode extrair algo puro da impureza?” Resposta: Deus.

Verso 10: compreensão correta: quando morre, a pessoa dá o último suspiro e deixa de existir (pelo menos até a ressurreição).

Verso 17: “Tu esconderás a minha iniquidade.” Sim, no ponto mais profundo do oceano.

Verso 19: na dor, Jó pensou que Deus destrói a esperança, mas é justamente o contrário disso. Ele é nossa única esperança.

Promessa: Morto, “o homem se deita e não se levanta” (v. 12), até o dia da ressurreição (João 5:28, 29). Louvado seja Deus por essa promessa.



Comentário Blog Associação Geral

Ondas de sentimento de futilidade invadiram Jó. A vida é limitada, transbordante de problemas. Ele não sente nada além da dor do próprio corpo e chora apenas por si mesmo. Como a água que desgasta pedras, Deus destruiu sua esperança.

Se sabiamente experimentado, o sofrimento pode curar a alma. Mas também pode ser corrosivo para o coração. Múltiplas perdas e sofrimento a longo prazo muitas vezes cegam as pessoas e estas não vem a realidade além do próprio inferno de sofrimento. Uma pessoa pode se tornar amargamente míope quando a vida é focada apenas na sobrevivência.

Essa tendência de estreitamento de visão do mundo pode ser especialmente perigosa para quem mora sozinho e está em casa, subsistindo com o peso da invalidez, em cada dia uma luta pela sobrevivência física, financeira e emocional. Quando a energia é consumida, tentando encontrar maneiras de lidar com a dor física, é fácil esquecer a vida dos outros, o que leva à desconexão emocional. Consumidos pelo estresse e pelo sofrimento, os pacientes podem esquecer de investir na vida de outras pessoas, mesmo que apenas por telefone ou carta.

Não importa a variedade de sofrimento que esmaga almas, é vital que os sofredores encontrem maneiras de investir em realidades fora de suas dores. Focar no coração dos outros ajuda a manter o próprio sofrimento em perspectiva.

Lori Engel
Capelã (atualmente com deficiências)

Eugene, Oregon EUA

Reflexão - Heber Toth Armí

JÓ 14 – Você já ouviu o famoso adágio popular: “Pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder”? Pois bem, Jó orava bastante antes de lhe sobrevir tanto sofrimento, mas não ficou blindado contra os ataques do mal. Jó intensificou suas orações desde o inicio de seus sofrimentos, mas o tempo passava e nada acontecia!

Reflita: Em Ester, o livro que antecede Jó, Deus não é mencionado; parece distante! Contudo, ficou claro que embora pareça que Ele esteja ausente, está sempre presente agindo nos bastidores de forma imperceptível. Em Jó, Deus aparece no início do livro e depois parece ausentar-se e deixar a história do mundo rolar desnorteadamente e os sofredores tateando no escuro por algum vislumbre de Sua divindade. Entretanto, Ele está observando o desenrolar de cada detalhe e interfere ativa e visivelmente no final; de forma tão impactante quanto em Ester.

Juntando a teologia dos dois livros, é possível ampliar nossa percepção de Deus. Ainda que pareça que Deus esqueceu-Se do mundo e de Seus filhos, na hora certa Ele agirá em prol deles e os libertará da aflição. Veja também Êxodo 2:23-25 e Apocalipse capítulos 13 a 19.

Por enquanto, voltemos ao clamor de Jó no capítulo em questão, onde podemos nos encontrar enquanto aguardamos a hora de Deus intervir em nosso favor. Neste capítulo Jó…

• …avalia sua debilidade, fragilidade e mortalidade como uma triste fatalidade (vs. 1-12);
• …medita na doutrina da ressurreição e cogita na possibilidade de ser melhor morrer para descansar até o dia da ressurreição (vs. 13-17);
• …perde a clareza doutrinária pela densidade da tristeza, angústia e sofrimento que está enfrentando e parece ser tomado por desesperança (vs. 18-22).

Foi muito duro o sofrimento experimentado por Jó; contudo, mergulhado em incertezas, ele preza pela oração ao Deus que controla a natureza.

Reflita em oração: Ainda que…

• …falemos coisas tão infantis ou imbecis a Deus, é melhor orar do que não orar!
• …nossa oração tenha falhas doutrinárias, é melhor orar do que não orar!
• …pareça que não seremos atendidos, é melhor orar do que não orar!

Com quem desabafar abertamente se até nossos amigos nos condenam? Só Deus conhece o íntimo de nosso coração e mesmo assim nos ama e nos entende. Então, vamos desabafar com Ele?

Hoje, viva com Deus! – Heber Toth Armí. 


Comentário Rosana Barros

Entre existir e não existir há uma linha tênue chamada morte. Mas por que nunca nos acostumamos à ideia de que tudo o que é vivo um dia morre? Simplesmente porque não fomos criados para morrer. Fomos criados para a eternidade (Leia Ec.3:11). Cada célula do nosso corpo, cada neurônio, cada gota de sangue, representa vida e amor de um Criador que planejou a nossa existência eterna. Jó sabia disso e, ao revelar o seu argumento sobre a brevidade da vida não negou a sua fé na ressurreição, nem tampouco defendeu ter o homem uma alma imortal (Leia 1Tm.6:15-16).

Jó afirmou o que toda a Escritura declara, de que a vida neste mundo é passageira, ela não tem uma continuidade em uma “alma” fora do corpo, mas, como já vimos antes, nós somos uma “alma vivente” (Gn.2:7), e a morte é um estado de sono (Ec.9:5-6), o que é confirmado pelo próprio Jó no verso doze, que diz: “não acordará, nem será despertado do seu sono”. Antes de ressuscitar a Lázaro, Jesus declarou: “Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). E não compreendendo os discípulos de que Ele se referia à morte de Seu amigo, concluiu: “Lázaro morreu” (Jo.11:14).

A esperança que movia o coração de Jó deve ser a nossa hoje. Muito em breve, “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52). Não mais uma ressurreição passageira. A substituição de que Jó almejava acontecerá (v.14). Todo filho e toda filha de Deus terá esse corpo maltratado pelo pecado mudado em um corpo perfeito e glorificado.

O Senhor tem saudades daqueles que criou para a vida abundante e breve virá para chamar pelo nome a todos que O amam. Quer você estar entre essas pessoas que a Bíblia chama de “restantes” (Ap.12:17)? Como Jó, abra o seu coração a Deus, busque-O através de Sua Palavra como quem procura um tesouro, e confie de que ainda que a morte chegue, nem ela poderá nos separar “do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:39). Prepara-te para encontrares com o teu Deus! O Rei vem vindo! Vigiemos e oremos! 


Comentários Selecionados

No capítulo 14, Jó se concentra em descrever a condição humana: ser “nascido de uma mulher”, “curto de dias” e “cheio de problemas” (v. 1). É exatamente o oposto do Jardim do Éden, onde os seres humanos foram criados e formados por Deus para viver eternamente e andar em paz com o seu Criador. Agora os seres humanos são como as rosas que desabrocham e são cortadas, e como as sombras se movem e somem (v. 2). Jó sente que os olhos de Deus estão sobre ele e que está sob investigação e juízo (v.3). E lamenta não ter nada de bom e perfeito a mostrar, pois herdou a degeneração pós queda e possui a semente da morte no corpo, como resultado dos pecados de Adão e Eva: “Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém!”(v. 4). Koot Van Wyk, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/07/10/

O profundo discurso de Jó neste capítulo ilustra uma grande verdade: ter um conjunto correto de doutrinas não é suficiente. Ter conhecimento do que acreditar não é tudo que é necessário para agradar a Deus. A verdade não testada pela experiência da vida pode se tornar estática e estagnada. O sofrimento pode trazer uma qualidade dinâmica para a vida. Assim como a seca obriga as raízes de uma árvore a se aprofundarem em busca de água, também o sofrimento pode levar-nos da aceitação superficial da verdade para a dependência em Deus para a esperança e vida (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

7-22 O Velho Testamento não diz muito a respeito da ressurreição dos mortos. Isto não surpreende porque Cristo não havia ainda conquistado a morte. O pessimismo de Jó a respeito da morte é compreensível. O que é admirável é sua crescente esperança (14:14). Se apenas Deus o escondesse com os mortos e o trouxesse para fora novamente! Se apenas ele pudesse morrer e viver novamente! Quando enfrentamos sofrimento, temos uma vantagem sobre Jó. Nós sabemos que os mortos ressuscitarão. Cristo ressurgiu, e nós tempos esperança baseada na promessa de Cristo em João 14:19 (Life Application Study Bible Kingsway NIV). 


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