Reavivados por Sua Palavra | Jó 13

 

Leitura da Bíblia


Um Capítulo por dia

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas!


Acesse a Bíblia: Bíblia Sagrada Bíblia Sagrada em áudio Narrada por Cid Moreira


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Pr. Michelson Borges

  Confiança Total  



“Estou certo de que serei justificado.” Jó 13:18

Jó se ressente das acusações injustas de seus amigos, mas entrega seu caso a Deus, em quem confia e de quem sabe que vem a justiça.

Verso 3: “Desejo falar ao Todo-poderoso.” Todos devemos ter sempre esse desejo.

Verso 4: crentes sem amor são como “médicos que de nada valem”.

Verso 5: em certas circunstâncias, o silêncio é sabedoria. Deus nos ajude a saber quando falar e quando calar.

Verso 7: paradoxo: “Vocês vão falar com maldade em nome de Deus?” Falamos com maldade em nome de Deus quando somos legalistas, críticos e acusadores.

Verso 9: “Tudo iria bem se Ele [o/a] examinasse?” Confesse seus pecados e faça as pazes com Deus.

Verso 9: não se pode enganar Deus. Ele sabe de tudo. Portanto, “jogue limpo” com Ele. Abra o coração.

Verso 12: para os que sofrem, frases filosóficas são como “provérbios de cinza”. De nada adiantam.

Verso 16: o ímpio não pode se apresentar diante de Deus, por isso, permitamos que Ele nos justifique primeiro.

Verso 23: “Mostra-me a minha falta e o meu pecado.” “Sonda-me, ó Deus.” E me perdoa.

Promessa: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle” (v. 15). Uma das maiores declarações de fé contidas na Bíblia.



Comentário Blog Associação Geral

Jó, então, pede ao Senhor apenas duas coisas: (a) que afaste dele a Sua mão que o castiga e (b) que estes castigos aterrorizantes não interrompam a comunicação entre os dois, em ambos os sentidos (v. 20, 21). Deus o mantém em Suas mãos e o cerca com a verdade. Devemos também ter esta mesma certeza. Falemos com Deus (cf. v. 22): “Ligue-me e eu responderei ou eu falo e você responde.”

Jó continua pedindo que Deus faça conhecer sua transgressão (v. 23) que o priva de desfrutar as bênçãos do companheirismo e amizade com Ele (v. 24). Jó sabe que seus pecados estão registrados e se pergunta se agora está sofrendo pelos pecados de sua juventude (v. 26).

Considere: No juízo investigativo [que começou em 1844 e se estenderá até o tempo do fim] eu pedi a Jesus para cobrir meus pecados com Sua justiça?

Querido Deus,
Somos inspirados pela fé de Jó. Te pedimos que, enquanto ainda temos oportunidade, nos revele e nos afaste do mal que acariciamos, aquilo que nos impede de nos impede de fruirmos plenamente as bênçãos do relacionamento conTigo, hoje e sempre. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Reflexão - Heber Toth Armí

JÓ 13 – Tem muitas coisas que sabemos que Jó não sabia. A revelação é gradativa. A Bíblia demorou aproximadamente 1600 anos para ser concluída. O livro de Jó foi o primeiro a ser inspirado pelo Espírito Santo neste mundo pecaminoso. Contudo, é possível que nossa fé não seja tão sólida como a de Jó. Isso é lamentável!

O que sabemos (ou deveríamos saber) que Jó não sabia? Dentre tantas coisas, observe esta reflexão oriunda da pena de Rodolfo Gorski:

“Quando aceitamos a Cristo como Salvador, não recebemos nenhuma apólice de seguro de saúde e de proteção contra os resultados do pecado neste mundo. Por isso, todos os cristãos estão sujeitos aos acidentes, às doenças e até à morte. Todavia, é gratificante notificar que, ao aceitarmos a Cristo e nEle permanecermos, Deus nos concede a apólice de vida eterna, com todas as garantias. Essa apólice vem autenticada pelo sangue do próprio autor da vida, Jesus Cristo”.

Também temos a história de Jó que nos ensina preciosas lições espirituais para fortalecer a nossa fé que ele, obviamente, não tinha. Neste capítulo, Jó continua seu discurso, do qual temos:

• Falando com seus amigos. Indignado, em meio à dor e aos ataques ferinos da parte deles, Jó declara que falaria com Deus, pois não adiantava nada falar com eles; era pior ouvir suas palavras que seu silêncio (vs. 1-5). Assim como os amigos de Jó, na hora de ajudar um amigo na dor, muitos agem como charlatães, como médicos que dão receitas erradas, ou como advogados fraudulentos (vs. 6-12).

• Jó expressa esperança antes de dirigir-se diretamente a Deus. Mesmo sofrendo, Jó tem certeza da existência de Deus. Ele não tem medo de Deus, mas confiança. Em meio a mais terrível dor, Jó se rende ao Senhor antes de falar com Ele (vs. 13-19). É lamentável que mesmo possuindo muito mais informações reveladas, nossa fé pode nem chegar perto da confiança de Jó em Deus.

• Ao orar a Deus, Jó faz a Deus dois pedidos (vs. 20-28):

1. Que lhe tire as aflições.
2. Que fale consigo para que ele possa responder.

Como Jó, em meio ao sofrimento precisamos aprender a fugir para Deus, não fugir dEle. Por que afastar-se de Deus, se Ele é nossa única esperança? – Heber Toth Armí.


Comentário Rosana Barros

Um contraste é apresentado neste capítulo: o falatório dos amigos de Jó e o silêncio de Deus. Em defesa de sua integridade, Jó apelou para a consciência dos que o acusavam e questionou as razões de seu sofrimento ao Senhor. Mesmo diante de seu deplorável estado físico, econômico e emocional, Jó não permitiu que seus amigos o tratassem como inferior e os classificou como “médicos que não valem nada” (v.4). Quem dera tivessem se calado, e seriam considerados sábios!

Jó já não alimentava esperança alguma nesta Terra. Como “uma coisa podre que se consome e como a roupa que é comida da traça” (v.28), seu corpo emanava o odor da morte. Para ele e para aqueles que o viam, era só uma questão de tempo e seus gemidos cessariam. Foi mediante esse pensamento, que resolveu externar a sua agonia independente do que ouviria em seguida. Jó mudou o rumo do seu discurso para o Santo Ouvinte, para Aquele com Quem havia aprendido a se relacionar e a confiar. Sua inquietação era conhecer o motivo de sua desventura.

O pedido de Jó: “Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado” (v.23), deveria ser o nosso pedido diário. Não como uma resposta ao sofrimento, mas como uma forma de estreitarmos a nossa relação com Deus e dEle dependermos; para confessarmos as nossas transgressões e vivermos em novidade de vida, como está escrito: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13). Jó foi sincero em suas palavras e não buscou o favor de homens, mas buscava desesperadamente a aprovação de seu Amigo e Redentor.

Além de escavar no passado os tesouros de seu íntimo relacionamento com o Senhor, o flagelo de Jó o fez revirar a lama dos pecados de sua mocidade (v.26). Essa é uma estratégia que o Maligno usa constantemente contra os filhos de Deus. Mediante as tempestades da vida, ele nos traz à memória lembranças de pecados já confessados e abandonados; e num jogo desleal e cruel, faz de tudo para desviar o nosso olhar do compassivo Salvador e de Seu perdão irrevogável. Assim como a nuvem que descarrega a tempestade se dissipa e nunca mais se refaz, os pecados perdoados são lançados “nas profundezas do mar” (Mq.7:19), e de lá jamais serão retirados.

“Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem” (Sl.118:8). Jesus, que é a própria Palavra (Jo:1:1), nos deixou exemplo disso. Nas madrugadas, em Seus lugares solitários, Ele buscava no Pai a sabedoria e a força para enfrentar as batalhas de cada dia. A Sua comunhão com o Céu foi o que O sustentou no deserto, O guiou em Seu ministério terrestre, e O fortaleceu até à cruz. A vontade de Deus era o seu alimento e a oração, o Seu oxigênio. Assim como Jó sofreu com o silêncio de Deus, Jesus padeceu em agonia por sentir em nosso lugar o terrível castigo da ausência do Pai. Mas porque Cristo vive, nós também viveremos (Jo.14:19).

Abra o seu coração ao Senhor e O busque com sinceridade! E quando encontrá-Lo, você descobrirá a verdadeira felicidade: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:13 e 14). Vigiemos e oremos!


Comentários Selecionados

3 O real foco de Jó, desde o começo, é Deus (9:3, 14-16,19-20, 32-35) (Andrews Study Bible).

sois médicos que não sabem nada. Jó comparou seus três amigos a médicos que não sabiam o que estavam fazendo. Eram como cirurgiões de olhos que tentam realizar cirurgia de coração aberto. Muitas de suas idéias sobre Deus eram verdadeiras, mas não se aplicavam à situação de Jó. Eles estavam certos em dizer que Deus é justo. Eles estavam certos em dizer que Deus castiga o pecado. Mas eles estavam errados em supor que o sofrimento de Jó era um justo castigo por seu pecado. Eles tomaram um princípio verdadeiro e o aplicaram de forma errada, ignorando a enorme diferença entre as circunstâncias humanas. Devemos ser cuidadosos e compassivos na forma de aplicar as condenações bíblicas para os outros; Devemos ser lentos para julgar (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

7 em favor de Deus vocês falarão perversidades?. Quantas vezes coisas injustas foram ditas ou feitas, professamente para promover os interesses de Deus! (CBASD, vol 3, p. 597).

14 tomarei a minha carne nos meus dentes. Significa: “Arriscarei minha vida” (Andrews Study Bible).
[…] suas [de Jó] declarações o colocavam em perigo, mas ele estava determinado a continuar, de qualquer maneira.[…] Esta frase parece implicar a idéias de um risco calculado (CBASD, vol 3, p. 598).

15 eis que me matará, já não tenho esperança (ARA). NVI, ACF, ARC: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle”.

Com base nesta tradução, este versículo tem sido frequentemente citado como suprema expressão de confiança no Senhor (Bíblia de Genebra).

[…] o primeiro degrau da escada pela qual Jó emergiu de seu abismo de desespero (CBASD, vol 3, p. 599).

É com estas palavras que Jó revela sua grande fé. Apesar de sua situação difícil e da dor que sente, Jó confiou nos juízos de Deus. Que Deus ajude cada um de nós a ter semelhante fé nele, independentemente daquilo que Deus permite que sobrevenha ao nosso caminho (Bíblia Evangelismo em Ação NVI Vida).

24 me tens por Teu inimigo. Essa é a fantasia enganosa com a qual Jó lutava. Deus nunca considerou Jó seu inimigo (Bíblia de Genebra).

25 uma folha […] a palha seca. Jó se compara a dois dos objetos mais insignificantes e sem valor (CBASD, vol 3, p. 599).

26 coisas amargas. Venenosas (Andrews Study Bible).

27 no tronco. Um primitivo meio de punição e aprisionamento (CBASD, vol 3, p. 599).

28 coisa podre. Jó se refere à fragilidade dele próprio e de toda a humanidade (CBASD, vol 3, p. 600).


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