Reavivados por Sua Palavra | Jó 12

 

Leitura da Bíblia


Um Capítulo por dia

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas!


Acesse a Bíblia: Bíblia Sagrada Bíblia Sagrada em áudio Narrada por Cid Moreira


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Comentários em Texto


Pr. Michelson Borges

   A sabedoria vem do Criador  



“Está a sabedoria com os idosos? Será que a longevidade traz o entendimento? Com Deus estão a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.” Jó 12:12, 13

Verso 3: Jó afirma que o que seus amigos estão dizendo é o óbvio e não ajuda em seu caso.

Verso 4: é realmente lamentável que um homem íntegro como Jó tenha se transformado num objeto de riso, segundo ele.

Verso 5: quem está bem frequentemente ignora a situação do sofredor. Deus nos ajude a ser sensíveis às necessidades do próximo.

Versos 7 a 9: quem de mente aberta fizer perguntas à natureza (pesquisar) obterá a resposta: foi Deus quem a fez.

Verso 10: “Em Sua [de Deus] mão está a vida de cada criatura e o fôlego de toda a humanidade.”

Verso 10: a vida de todos – mesmo dos que ignoram isso – está nas mãos de Deus.

Versos 12 e 13: Vida longa traz entendimento? Nem sempre. Deus dá sabedoria. Sempre.

Versos 12 e 13: há velhos tolos que ignoram a fonte da sabedoria e jovens sábios que recorrem a ela.

Promessa: Ainda que riam de nós, mantenhamos a integridade. Deus nos recompensará. 


Comentário Blog Associação Geral

Jó respondeu a Zofar, dizendo que o conhecimento humano avançado vem do conhecimento da “revelação” (No livro Educação, p. 154-156, EGW enfatiza o mesmo ponto). Jó é ridicularizado por seus amigos porque suas referências estariam limitadas ao conhecimento da existência humana, e argumentava que ele “invocava a Deus”, e este lhe respondia (v. 4).

O mistério da salvação é loucura para o mundo. Tanto Jó como seus amigos sabem que Deus está acima da natureza, enfatizando a soberania de Deus, contudo Jó fala de um Deus pessoal que responde a quem O chama (v. 4).

Na opinião de Jó, o maus prosperam e “estão seguros”, porque por vezes Deus permite que eles estejam assim (v. 6). Jó exorta seus amigos a estudar cuidadosamente a ciência da zoologia: “os pássaros” do céu (v. 7), os animais terrestres, os “peixes do mar” (v. 8). Todo este conhecimento aponta para o Criador como vemos em Gênesis, cap. 1. Jó confirma isso, dizendo: “Na sua mão está a vida de cada criatura” (v. 10 NVI), exatamente o que Moisés tinha em mente em Gênesis 2:7.

Querido Deus,
Conceda-nos alinhar nossos pontos de vista pessoais com a perspectiva de Sua revelação. Que assim possamos compartilhar Seu conhecimento e salvação com este mundo. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Reflexão - Heber Toth Armí

JÓ 12 – Três contra um! Um trio irredutível em seus argumentos mesmo diante de provas contundentes. Jó e suas declarações de que mesmo os justos sofrem, contra os argumentos de que o sofrimento era punição aos pecadores impenitentes. Que desafio para Jó!

É usual o abandono até dos que se dizem amigos quando se perde tudo (Lucas 15:11-16). Mesmo que muitos tenham abandonado a Jó, seus amigos estavam com ele. Embora eles não fossem compreensivos, a fidelidade de Jó a Deus se fortalecia.

• Apesar dos pesares, o sofrimento extrai de nós muitas coisas boas.

Jó vasculhou fundo em sua mente visando encontrar respostas aos seus confrontadores. Isso é positivo! O ferro afia o ferro assim como relacionamentos influenciam no desenvolvimento do caráter. Não importa o tipo de amigo, no relacionamento, o fiel servo de Deus amadurecerá seu caráter. Com fé em Deus e atitude positiva é possível crescer/aprender até mesmo nas condições mais negativas.

• Jó mostra aos amigos que se supõem mais sábios que ele que é generalizada a suposta sabedoria mais elevada deles; suas verdades filosofadas não eram nenhuma novidade para ele (vs. 1-3).

• Jó intentava mostrar que a crença tradicional na teologia da retribuição não condizia com os fatos. Nem todo sofrimento vem por algum pecado cometido (vs. 4-6).

• Jó mostra que o conhecimento é universal, a natureza ensina muitas verdades aos que param para observá-la atentamente. A sabedoria natural é acessível a todos, mas a sobrenatural é exclusiva de Deus (vs. 7-13).

• Jó, em sua ignorância ao tema do grande conflito – entre um Satanás poderoso, agente do mal, e um Deus Todo-poderoso agente do bem – enfatiza aspectos negativos da criação/natureza relacionados com Deus. Sua teologia é confusa (vs. 14-25).

Como alguém na escuridão buscando luz, a pressão psicológica dos amigos de Jó o fez procurar por saída, solução e explicação. A falta de compreensão do grande conflito impede até os mais sábios de entender sua história e seu mundo.

• O causador do mal é Satanás; Deus só investe no bem!
• O destruidor é Satanás; Deus é o Criador!

Desconsiderar a existência de Satanás leva a interpretações equivocadas do caráter de Deus!

Como Jó, muitas pessoas carecem destas verdades… – Heber Toth Armí.


Comentário Rosana Barros

Daqueles os quais esperava ouvir palavras de conforto e de esperança, Jó encontrou mais um motivo de tristeza e de desânimo. Acusado injustamente, seus amigos tornaram-se oponentes que queriam a todo custo convencê-lo de que sua condição significava a colheita de sua impiedade. Como um tição tirado do fogo, a enfermidade o consumia, mas não machucava mais do que as palavras de depreciação em discursos especulativos.

Após tirar de Jó toda a sua prosperidade, mergulhá-lo em um terrível luto e afligi-lo com enfermidades malignas, Satanás incluiu a tudo isso uma de suas maiores armas: o próprio homem. Através de seus agentes humanos, ele persegue, aflige e maltrata a muitos, mas seu ódio homicida tem como alvo principal o fiel servo de Deus. Confiados em sua posição contrária à de Jó, aqueles homens julgaram-se sábios e suficientemente corretos para dirigir-se a ele do alto do “pódio da santidade”.

A defesa de Jó revelou-se como um ato desesperado de não vituperar a sua fé. Ele tinha guardada na lembrança as suas experiências com Deus por meio da comunhão. Olhando para o passado, Jó suportava o presente e visualizava o futuro. E dia após dia, ainda que não notasse, Deus aliviava as suas aflições e colocava em seu coração a grande esperança que irrompe as barreiras das dificuldades deste mundo e que nem a morte pode conter: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).

Diante das densas trevas morais e espirituais destes últimos dias, estamos cercados de perigos que sobrepujam as enfermidades do corpo ou as intempéries do dia a dia. Maiores do que essas coisas são aquelas que põem em risco a nossa salvação. O mundo caminha para uma iminente crise que nos afetará não somente em escala política, econômica ou ambiental, mas que provará a nossa fé com a força de superior poder. Se não estamos aproveitando, hoje, o tempo de oportunidade que nos é dado; e se não considerarmos o que o Senhor realizou no passado, olharemos para o futuro sem nenhuma esperança.

Se como Jó confiarmos: “Com Deus está a sabedoria e a força; Ele tem conselho e entendimento” (v.13), podemos estar certos “de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Satanás pode até nos atacar com suas armas falíveis, mas Deus nos põe “por cidade fortificada, por coluna de ferro e por muros de bronze” (Jr.1:18), pois “não há outro deus que possa livrar como Este” (Dn.3:29). “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Vigiemos e oremos!


Comentários Selecionados

12.1 – 14.22 A resposta de Jó neste longo discurso começa com uma explosão de sarcasmo contra seus conselheiros. Ele continua falando com eles até 13.19. Em 13.20 Jó se volta para Deus, causando uma grande quebra de discurso. Essa inclinação de Jó para falar com Deus (orar) contrasta com a atitude dos conselheiros, que nunca disseram uma só palavra para Deus. Eles tão-somente falavam sobre Ele (Bíblia de Genebra).

1. Jó respondeu. Neste discurso, que abrange os cap. 12 a 14, Jó pela primeira vez usou sarcasmo ao dirigir-se aos seus amigos. O ataque verbal, porém, parece ter um propósito secundário. O principal objetivo de Jó é justificar suas afirmações prévias: (1) que o rumo tomado pelos acontecimentos terrenos, sejam eles bons ou maus, deve ser atribuído a Deus; e (2) que seus sofrimentos lhe dão o direito de defender-se diante de Deus e de exigir saber por que ele está sendo punido daquela maneira (CBASD, vol. 3, p. 594).

vós sois o povo. Esta linguagem expressa sarcasmo mordaz. Jó parece dizer: “Vocês são as únicas pessoas que devem ser levadas em consideração, as únicas que merecem atenção e as únicas que podem falar” (CBASD, vol. 3, p. 594).

2,3 Jó expressa sua ira à insensibilidade de seus orgulhosos amigos (Andrews Study Bible).

irrisão (Almeida). NVI: “objeto de riso”.

aquele cujos pés já vacilam. A ideia está razoavelmente clara. Jó chama a atenção para a fraqueza humana que faz com que os homens cubram de desprezo os desafortunados e deem mais um empurrão nos que já estão cambaleando (CBASD, vol. 3, p. 594).

Aqueles que estão bem zombam daqueles que estão com problemas (Andrews Study Bible).

17 Aos conselheiros, leva-os despojados. Os conselhos dos grandes homens e dos sábios não prevalecem contra Deus. A palavra traduzida como “despojados”, literalmente, significa “descalços”. A figura é provavelmente alusiva à prática de remover as vestes exteriores dos cativos de guerra (ver Mq 1:8) (CBASD, vol. 3, p. 595, 596).

18 uma corda lhes cinge os ombros. A última parte do verso retrata os reis que antes aprisionaram a outros e, mais tarde, foram amarrados e levados como prisioneiros. Toda a série de observações aqui se refere aos revezes e às mudanças de situação na vida (CBASD, vol. 3, p. 596).

21 afrouxa o cinto. Os orientais usavam túnicas soltas amarradas por um cinto nos quadris. Quando eles trabalhavam, corriam ou viajavam, as túnicas ficavam amarradas. Afrouxar o cinto significava impedir a execução dessas atividades (CBASD, vol. 3, p. 596).

24, 25 Jó afirmou que nenhum líder tem verdadeira sabedoria à parte de Deus. Nenhuma pesquisa ou relatório pode prevalecer sobre a opinião de Deus. Nenhuma descoberta científica ou avanço médico O toma de surpresa. Quando buscamos orientação para nossas decisões, devemos reconhecer que a sabedoria de Deus é superior a qualquer outra que o mundo tem para oferecer. Não deixe que os conselheiros terrenos diminuam o seu desejo de conhecer melhor a Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

25 Nas trevas andam às apalpadelas. Isto encerra o capítulo e, com ele, a controvérsia com respeito ao conhecimento de Jó sobre ditados proverbiais impressionantes e pertinentes. Jó demonstrou que estava tão familiarizado com provérbios sobre Deus quanto seus amigos, e que tinha ideias tão elevadas como as deles sobre o controle e o governo do Altíssimo. Os amigos interpretavam a Deus como alguém que recompensava as pessoas nesta vida de acordo com seus atos. Jó vê a Deus como alguém que governa os assuntos humanos a partir de outro critério, não por seus atos. Ele acha que sua vida tem sido irrepreensível (CBASD, vol. 3, p. 596).


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