Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Palavras certas, momento e pessoa errados
“Você se sentirá seguro, porque haverá esperança; olhará ao redor e dormirá tranquilo.” Jó 11:18
Jó 11 é mais um capítulo que mostra a inutilidade da religião teórica para aqueles que sofrem. Leia 1 Coríntios 13.
Versos 2 e 3: Zofar “pega mais pesado”: chama Jó de tagarela, tolo e zombador. Grande amigo...
Verso 6: “A verdadeira sabedoria é complexa”, mas a misericórdia de Deus é simples e maravilhosa.
Verso 11: Zofar acertou ao dizer que Deus identifica os enganadores. Essas pessoas terão a punição que merecem.
Versos 13 a 19: Zofar mencionou as bênçãos de se consagrar o coração a Deus. Só que Jó não precisava ouvir isso.
Verso 20: o futuro dos ímpios não arrependidos é o suspiro da morte eterna. Que o nosso caminho seja diametralmente oposto.
Promessa: Ninguém pode sondar os mistérios de Deus, mas, por pura bondade, Ele Se revelou ao ser humano. Leia a Bíblia.
“Você se sentirá seguro, porque haverá esperança; olhará ao redor e dormirá tranquilo.” Jó 11:18
Jó 11 é mais um capítulo que mostra a inutilidade da religião teórica para aqueles que sofrem. Leia 1 Coríntios 13.
Versos 2 e 3: Zofar “pega mais pesado”: chama Jó de tagarela, tolo e zombador. Grande amigo...
Verso 6: “A verdadeira sabedoria é complexa”, mas a misericórdia de Deus é simples e maravilhosa.
Verso 11: Zofar acertou ao dizer que Deus identifica os enganadores. Essas pessoas terão a punição que merecem.
Versos 13 a 19: Zofar mencionou as bênçãos de se consagrar o coração a Deus. Só que Jó não precisava ouvir isso.
Verso 20: o futuro dos ímpios não arrependidos é o suspiro da morte eterna. Que o nosso caminho seja diametralmente oposto.
Promessa: Ninguém pode sondar os mistérios de Deus, mas, por pura bondade, Ele Se revelou ao ser humano. Leia a Bíblia.
Comentário Blog Associação Geral
Neste capítulo é Zofar quem fala. Ele é conhecido como sendo um naamatita, o que alguns acreditam significar ser um descendente de Naor, irmão de Abraão.
Quando Zofar fala que os ímpios não terão nenhum lugar para fugir e que suas esperanças se transformarão em tristeza e perda de vida (v. 20), ele não está pensando sobre o fim dos tempos, mas sobre o presente. Fala, também, por outro lado, que a solução para Jó reside na sua vontade de se aproximar de Deus e ouvi-Lo.
Zofar, assim como seus outros amigos, foca o tempo presente. Se algo de bom está para acontecer a uma pessoa, isto deve acontecer neste momento e não futuramente, no céu. Descobertas arqueológicas no Egito e Mesopotâmia nos demonstram que este modo de pensar, comum na era moderna, já existia desde naquela época, a milhares de anos atrás. Zofar e seus amigos são exemplos do pensamento “viva para o agora”.
Querido Deus
Assim como Jó, queremos manter viva a esperança do Advento e não pensarmos apenas no presente. Em nome de Jesus, Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 11 – Mesmo em nossos melhores dias não é agradável ouvir um duro discurso incriminador, empapuçado de sentimentos negativos… Quanto mais, então, nos piores dias de nossa vida! Pior ainda quando as palavras ferinas são proferidas por pessoas das quais esperamos compreensão e clemência!
O que Zofar, o terceiro amigo que permanecera calado até agora, diz a Jó em seu primeiro discurso?
1. Zofar introduziu seu discurso recriminando indelicadamente a Jó, discordando veementemente de seus discursos. Após tantas inquisições repressoras ele diz a seu amigo que desejaria que Deus lhe respondesse a fim de que ele percebesse que ainda não tinha recebido tudo o que realmente merecia (vs. 1-6).
2. Zofar passou a filosofar sobre Deus com presunção, autoritarismo e crítica mordaz. Após descrever a transcendência e a imanência divina, a força de sua retórica tencionava amordaçar Jó, afirmando que, para ser sábio com declarações como as dele seria possível somente quando uma mula parisse um homem (vs. 7-12).
3. Zofar encerrou seu discurso na mesma linha dos outros amigos: Elifaz e Bildade. Partindo do pressuposto que Jó era um terrível pecador, apelou a que buscasse a Deus por ajuda e perdão com coração verdadeiramente arrependido, então, encontraria restauração; do contrário, seria ímpio que despencaria ladeira abaixo até cair desgraçadamente num túmulo (vs. 13-20).
Zofar fervilhava de raiva ao proferir seus argumentos. Por mais que no fim apresentasse um Deus capaz de readmitir um pecador arrependido, seu julgamento em relação à Jó estava mais para “caso perdido”.
Francis I. Andersen diz sobre Zofar que “não há sequer um sopro de compaixão no seu discurso […]. A desaprovação de Zofar demonstra quão pouco escutou o coração de Jó. Sua repreensão acusadora revela quão pouco sentiu a mágoa de Jó”. Ele acusou Jó “de ser tagarela (vv. 2-3), justo em seus próprios méritos (4-6), convencido (7-12) e recalcitrante (13-20)”.
O que Deus pensa de nós pode ser bem diferente do que amigos íntimos dizem sobre nós. A sabedoria divina difere infinitamente da sabedoria humana (vs. 5-6, conf. 1:8; 2:3). Portanto…
• …antes de julgar alguém, precisamos tirar grandes vigas de nossos próprios olhos.
• …se não for para edificar, melhor ficarmos com a boca fechada.
• …é melhor arrazoar sobre Deus apenas quando estivermos refletindo Seu caráter.
Busquemos discernimento para agir corretamente! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Se os discursos anteriores já haviam abalado o estado emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusou a Jó de ser um tagarela (v.2), zombador (v.3), mentiroso (v.4), perverso (v.20) e que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v.6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v.1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v.7-11), “vomitou” a sua ironia (v.12), aconselhou acerca do que não conhecia (v.13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua própria perversidade (v.20).
Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3). A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Sl.139:1-2). Quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), Ele não fez acepção de pessoas, mas acolheu, curou e ensinou a todos, sem distinção. Andou e comeu “com publicanos e pecadores” (Lc.15:2); atraiu os rejeitados (Lc.15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor.
Na escolha de Seus discípulos, Jesus deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um falsário. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo, dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E assim como os amigos de Jó o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (Jo.18:27) e acusado injustamente (Lc.23:4). Ainda assim, não proferiu maldição alguma e nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34).
Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que falasse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mt.27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias, e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v.7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).
Que de nossos lábios não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (CPB – O Décimo Primeiro Mandamento, p.34). Que o silêncio de nossos lábios se convertam em súplicas e orações por nossos irmãos (Ef.6:18). E dentro em breve, o Senhor nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria. Vigiemos e oremos!
Se os discursos anteriores já haviam abalado o estado emocional de Jó, o discurso de Zofar só piorou a situação. Ele acusou a Jó de ser um tagarela (v.2), zombador (v.3), mentiroso (v.4), perverso (v.20) e que o “castigo” que havia recebido era menor do que o que realmente merecia (v.6). Zofar escarneceu da integridade de Jó e não considerou, em momento algum, a sua situação com compaixão. Sob o aval de seus demais amigos, iniciou com terríveis acusações (v.1-6), proferiu o que considerava a respeito de Deus (v.7-11), “vomitou” a sua ironia (v.12), aconselhou acerca do que não conhecia (v.13-19) e terminou afirmando que o sofrimento de Jó era resultado de sua própria perversidade (v.20).
Percebemos que, ao contrário de Elifaz e de Bildade, Zofar expressou argumentos fracos e medíocres diante daquele que o próprio Deus chamou por duas vezes de “homem íntegro, e reto” (1:8; 2:3). A verdadeira condição humana só pode ser conhecida por Deus. Só Ele tem o poder de sondar os corações e de penetrar os pensamentos (Sl.139:1-2). Quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14), Ele não fez acepção de pessoas, mas acolheu, curou e ensinou a todos, sem distinção. Andou e comeu “com publicanos e pecadores” (Lc.15:2); atraiu os rejeitados (Lc.15:1), conquistando-lhes o coração pelo poder de Seu amor.
Na escolha de Seus discípulos, Jesus deu provas mais do que suficientes de que a ninguém rejeita. Em Seu sofrimento, como Jó, foi acusado de ser um falsário. Aos pés da cruz, os que deveriam adorá-Lo, dEle escarneciam. O sofrimento de Jó foi um prenúncio do sofrimento dAquele que é a própria retidão e integridade. E assim como os amigos de Jó o negavam e o acusavam injustamente, Cristo também foi negado (Jo.18:27) e acusado injustamente (Lc.23:4). Ainda assim, não proferiu maldição alguma e nem palavras de condenação, mas, com o mais intenso amor exclamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34).
Veremos que as palavras de Zofar causaram em Jó um senso de justiça própria, fazendo com que falasse em sua própria defesa. Jó aprenderia que não precisava defender a sua própria integridade diante dos homens, mas confiar na justiça que vem de Deus. O silêncio de Cristo não evitou o escárnio da furiosa turba que O oprimia, porém causou uma profunda e sobrenatural admiração (Mt.27:14). A sabedoria do silêncio muitas vezes ultrapassa a sabedoria de uma multidão de palavras. Se os amigos de Jó tivessem permanecido em silêncio não apenas os sete dias, e, em oração, entregassem o seu amigo nas mãos do “Todo-Poderoso” (v.7), não teriam sido considerados culpados diante de Deus (Jó 42:7).
Que de nossos lábios não saiam palavras de condenação contra o nosso próximo. Que possamos transformar os insultos e injustiças a nosso respeito em oportunidades de parecermos com o nosso Salvador: “Graças, ó Deus, por me permitires ser humilhado, pois é exatamente assim que quero tornar-me humilde como Jesus” (CPB – O Décimo Primeiro Mandamento, p.34). Que o silêncio de nossos lábios se convertam em súplicas e orações por nossos irmãos (Ef.6:18). E dentro em breve, o Senhor nos honrará e converterá as nossas lágrimas em eterna alegria. Vigiemos e oremos!
