Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
O sábado e o casamento
“E vocês ainda estão trazendo ira maior sobre Israel, profanando o Sábado. [...] as mulheres estrangeiras o fizeram cair no pecado.” Neemias 13:18, 26
O capítulo mais uma vez ressalta a importância do casamento e do sábado: duas instituições edênicas criadas para o bem do homem e da mulher. Profanar o sábado é desprezar o Criador do sábado. Guardamos o sábado porque obedecemos Àquele que o estabeleceu. Profanar o casamento bíblico é ofender Aquele que o celebrou e abençoou pela primeira vez.
Verso 1: o verdadeiro reavivamento só ocorre quando o Livro é lido.
Verso 3: a decisão de excluir os estrangeiros é radical, mas ensina que não devemos fazer concessão ao mal.
Verso 3: esse verso tem que ser lido levando-se em conta outras passagens que mostram o interesse de Deus em salvar os estrangeiros.
Versos 4 e 5: na ausência de Neemias, o sumo sacerdote fez o absurdo de dar ao inimigo Tobias uma acomodação no templo. Não permita que o inimigo se instale no templo do seu coração. Proteja as “janelas da alma”.
Verso 9: é preciso purificar as áreas de nossa vida que foram invadidas/profanadas pelo inimigo.
Verso 10: o dízimo serve para manter o ministério, garantindo a dedicação em tempo integral dos que vivem do evangelho.
Verso 13: na obra de Deus é preciso contar com homens e mulheres de confiança.
Versos 14 e 22: o principal “lembra-Te de mim”: “Lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino.”
Verso 19: esse verso deixa claro que o sábado começa no pôr do sol de sexta-feira, quando são vistas as sombras da tarde.
Verso 19: no sábado, feche as portas da sua mente e da sua casa para as influências seculares. Não permita que TV, jornais, revistas, internet e conversas profanem o dia santo. Mantenha o “clima espiritual”.
Versos 21 e 22: via de regra as pessoas acabam respeitando sua firmeza de princípios. Mas, se você ceder, tudo fica mais difícil.
Verso 22: “Tem misericórdia de mim conforme o Teu grande amor.” Amém!
Verso 25: o assunto do jugo desigual é tão sério que Neemias bateu e arrancou os cabelos dos que haviam pecado nisso!
Verso 26: o pecado obscurece até a mente mais sábia.
Verso 28: o que é mau deve ser expulso para longe de nossa vida. Não se brinca com o pecado.
Verso 30: uma vez purificados, os levitas voltaram ao trabalho. Bendito seja o perdão de Deus que nos aceita de volta!
Promessa: Peça que Jesus purifique e limpe de sua vida tudo o que é “estrangeiro”. Não podemos servir a dois senhores: ou somos inteiramente de Deus ou somos do “mundo” .
“E vocês ainda estão trazendo ira maior sobre Israel, profanando o Sábado. [...] as mulheres estrangeiras o fizeram cair no pecado.” Neemias 13:18, 26
O capítulo mais uma vez ressalta a importância do casamento e do sábado: duas instituições edênicas criadas para o bem do homem e da mulher. Profanar o sábado é desprezar o Criador do sábado. Guardamos o sábado porque obedecemos Àquele que o estabeleceu. Profanar o casamento bíblico é ofender Aquele que o celebrou e abençoou pela primeira vez.
Verso 1: o verdadeiro reavivamento só ocorre quando o Livro é lido.
Verso 3: a decisão de excluir os estrangeiros é radical, mas ensina que não devemos fazer concessão ao mal.
Verso 3: esse verso tem que ser lido levando-se em conta outras passagens que mostram o interesse de Deus em salvar os estrangeiros.
Versos 4 e 5: na ausência de Neemias, o sumo sacerdote fez o absurdo de dar ao inimigo Tobias uma acomodação no templo. Não permita que o inimigo se instale no templo do seu coração. Proteja as “janelas da alma”.
Verso 9: é preciso purificar as áreas de nossa vida que foram invadidas/profanadas pelo inimigo.
Verso 10: o dízimo serve para manter o ministério, garantindo a dedicação em tempo integral dos que vivem do evangelho.
Verso 13: na obra de Deus é preciso contar com homens e mulheres de confiança.
Versos 14 e 22: o principal “lembra-Te de mim”: “Lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino.”
Verso 19: esse verso deixa claro que o sábado começa no pôr do sol de sexta-feira, quando são vistas as sombras da tarde.
Verso 19: no sábado, feche as portas da sua mente e da sua casa para as influências seculares. Não permita que TV, jornais, revistas, internet e conversas profanem o dia santo. Mantenha o “clima espiritual”.
Versos 21 e 22: via de regra as pessoas acabam respeitando sua firmeza de princípios. Mas, se você ceder, tudo fica mais difícil.
Verso 22: “Tem misericórdia de mim conforme o Teu grande amor.” Amém!
Verso 25: o assunto do jugo desigual é tão sério que Neemias bateu e arrancou os cabelos dos que haviam pecado nisso!
Verso 26: o pecado obscurece até a mente mais sábia.
Verso 28: o que é mau deve ser expulso para longe de nossa vida. Não se brinca com o pecado.
Verso 30: uma vez purificados, os levitas voltaram ao trabalho. Bendito seja o perdão de Deus que nos aceita de volta!
Promessa: Peça que Jesus purifique e limpe de sua vida tudo o que é “estrangeiro”. Não podemos servir a dois senhores: ou somos inteiramente de Deus ou somos do “mundo” .
Epílogo aos Livros de Esdras e Neemias
Neemias foi, provavelmente, o último livro do Antigo Testamento a ser escrito. E daí surge a grande dúvida na mente da maioria dos leitores: “E todos os demais livros à frente, de Jó a Malaquias, quando foram escritos?”
O caso é que os livros da Bíblia não foram arranjados em ordem cronológica, e, sim, por temas. Assim temos primeiro:
1) Os livros de Moisés (o Pentateuco);
2) Os livros históricos;
3) Os livros sapienciais (Jó, Salmos, Provérbios, Lamentações);
4) Os Profetas Maiores (Isaías, Jeremias, Ezequiel – maiores pelo tamanho de seus escritos) e
5) Os Profetas Menores.
Desta forma, muitos dos salmos foram compostos aproximadamente época de Davi e muitas das advertências dos profetas foram emitidas durante a época do reino dividido de Israel e Judá (Norte e Sul).
E o que aconteceu, então, historicamente com Israel, depois que o último livro, Neemias, foi escrito?
“Com a influência de Esdras e Neemias, inspirados pelos profetas Ageu , Zacarias e Malaquias, a nova nação se transforma numa igreja mais do que num Estado: uma igreja que existia com a licença dos persas.
Quando Alexandre Magno, da Macedônia, morreu, depois de fundar seu império entre 331 e 323 a.C., parte deste foi dada ao General Seleuco, que fundara a dinastia dos [gregos] selêucidas, e outra parte, a do Egito, caiu nas mãos do general Ptolomeu, que também formou uma dinastia, a dos [gregos] ptolomeus.
Durante um século, Judá pertenceu, nominalmente ao Egito, embora houvesse sido objeto de várias disputas com a Síria [gregos selêucidas]. Em 198 a.C., os selêucidas tomaram posse da terra, e a tentativa de impor a cultura grega, segundo o antigo plano de Alexandre Magno, desencadeou a perseguição religiosa.
Em 140 a.C., os judeus ganharam a independência, até a época do domínio romano em 63 a.C.” (Bíblia Shedd) .
Reflexão - Heber Toth Armí
No período, dito “de silêncio profético”, entre o Antigo e o Novo Testamentos (Esdras e Neemias aos Evangelhos) não foram nada silenciosos historicamente, aconteceram muitas coisas que formam o pano de fundo para o nascimento e o ministério de Jesus. Por mais 200 anos, aproximadamente, os judeus gozaram de liberdade religiosa sob o governo persa, até o domínio helenista (de influência grega), iniciado por Alexandre. Mas os tempos se tornaram bem mais agitados a partir de então, conforme o conhecimento profético que o Senhor já havia concedido a Daniel.
Vale destacar que os livros relacionados após Esdras e Neemias se referem a livros poéticos e proféticos escritos antes deles (a época do livro de Ester é referenciada em Esdras 4:6). Eles são colocados no final do AT por conta da organização temática deste (e não estritamente cronológica).
Comentário Blog Associação Geral
Seria bom se este livro tivesse terminado no capítulo 12. O muro havia sido construído e dedicado. A liderança espiritual estava nas mãos capazes dos levitas. Os armazéns do templo estavam cheios. Músicos cantavam as músicas de Davi. Um final feliz! Tão feliz que Neemias parte, retornando à Pérsia.
Mas infelizmente este não é o fim. Neste capítulo, Neemias retorna a Jerusalém e fica triste. Por quê?
Primeiro, os israelitas permitiram que dependências do templo fossem usadas por um incrédulo. Tobias, um amonita, era um inimigo significativo de Jerusalém (ver cap. 4). O templo foi profanado por sua presença. A santidade de Deus foi desconsiderada.
Segundo, o sábado. O dia santo de Deus estava sendo desonrado. Havia se tornado um dia de negócio como os demais, não apenas para os israelitas, mas também para os incrédulos que passavam por seus portões.
Terceiro, a questão do casamento. Muitos israelitas haviam se casado com adoradores de ídolos ao ponto de seus próprios filhos não falarem mais a língua de Judá!
Liderança espiritual não é para fracos de coração. Neemias exigiu reformas severas a fim de trazer Israel de volta ao seu centro espiritual. Ele expulsou quem não devia estar no templo, impediu a entrada de mercadores na cidade nas horas do sábado e repreendeu os infratores.
Poderá haver pessoas entre nós que decidam um dia “redefinir” as verdades bíblicas. Nós também precisamos estar preparados para nos posicionarmos a favor de Deus naquele dia.
Que Deus nos ajude a sermos tão fiéis a Ele e sua Palavra como Neemias!
Merle Poirier
Gerente de Operações das Revistas Adventist Review e Adventist World
Reflexão - Heber Toth Armí
NEEMIAS 13 – Quando se acendem as chamas do reavivamento, não se deve esperar que elas prossigam ou aumentem automaticamente. É o que se nota neste capítulo…
“Ao que parece, as bênçãos são esquecidas com facilidade e em pouco tempo, pois o povo tinha um certo fascínio pelo pecado. A ausência de Neemias por um espaço de tempo fez surgir um vácuo na liderança do povo de Judá” (Elinaldo Renovato).
O remanescente reavivado estava despencando novamente para os prazeres do pecado:
• Mundanismo e liberalismo no templo. Tobias, o causador de problemas para Neemias ganhou um quarto na “Casa de Deus” (vs.4-9, 30-31).
• Devido às concessões dos líderes espirituais, o povo parou de devolver os dízimos e as ofertas forçando os sacerdotes a abandonarem suas responsabilidades (vs. 10-13).
• O sábado estava sendo mal utilizado, contrário à prescrição de Deus (vs. 15-22).
• O povo de Deus estava casando com mulheres mundanas, pagãs e idólatras (vs. 23-27).
Tudo isso após…
• …Forte reavivamento e reforma liderado por Esdras e Neemias (8-9:38);
• …Comprometimento público de guardar e cumprir todos os mandamentos divinos (10:29);
• …Alguns dos líderes políticos terem assinado um documento legal comprometendo-se em obedecer a Deus e observar Seus mandamentos (9:38-10:27);
• …O povo ter recebido auxílio divino para terminar o muro de Jerusalém e ter celebrado entusiasticamente a Deus pelo sucesso (12:27-47).
Neemias precisou ser agressivo para corrigir esses defeitos de caráter do povo. Ele mesmo declarou…
“Fiquei furioso”; “chamei a atenção dos oficiais”; “adverti contra a venda de alimentos [no sábado]”; “cobrei atitude dos líderes”; “mandei fechar os portões e proibi que fossem abertos até o fim do sábado”; “chamei a atenção [dos comerciantes incrédulos] dizendo: ‘Se eu encontrar vocês aqui outra vez [no sábado], vou retirá-los à força’”; “chamei a atenção [dos que casaram com mulheres pagãs] e os amaldiçoei. Cheguei a bater em alguns deles e a arrancar seus cabelos”; “[aos sacerdotes] eu os purifiquei de tudo o que era estranho”.
Tudo isso Neemias fez com oração e consagração (vs. 14, 22, 29, 31) pautado pela revelação de Deus em Sua Palavra (vs. 1-3): Eis o segredo do sucesso!
Liderar o povo de Deus não é fácil, mas é necessário. O que aconteceria se houvessem, em nossos dias, líderes como Neemias? Os crentes aceitariam?
Reavivemo-nos urgentemente! – Heber Toth Armí.
Escreva o que você achou do livro de Neemias…
Comentário Rosana Barros
A ausência de Neemias em Jerusalém provou a força de sua influência e a fraqueza de caráter do povo, principalmente por parte de seus líderes. O período em que ele retornou ao palácio do rei Artaxerxes foi suficiente para que o povo quebrasse a aliança estabelecida e voltasse a transgredir a Lei de Deus. Casamentos mistos, mau uso da Casa de Deus, negligência quanto à devolução dos dízimos e comércio no dia de sábado despertaram o zelo de Neemias e o fizeram agir de maneira ainda mais enérgica.
A presença de Tobias no templo e a honra que lhe foi dada pelo próprio sacerdote, fazendo “para este uma câmara grande” (v.5) no lugar em que deveriam ser depositados os dízimos e as ofertas do Senhor, foi o fator determinante para Neemias iniciar as reformas necessárias. Atirando “todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” (v.8), sua atitude se assemelha à atitude de Jesus, quando purificou o templo expulsando os cambistas e derrubando as mesas “e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mt.21:12).
Aquele ato de sua indignação foi seguido por um discurso de repreensão aos magistrados, um protesto contra os que trabalhavam no sábado, uma ameaça contra os negociantes e vendedores reincidentes e uma sessão de agressões físicas contra alguns dos judeus que “haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (v.23). Certamente, Neemias tornou-se alguém respeitado e temido, pois não admitia que em seu governo houvesse quem cometesse injustiça sem que fosse por isso punido e corrigido.
Movidos pelo Espírito Santo, Neemias e Esdras, cada um em sua esfera de influência, agiram conforme suas funções lhes exigiam. Mesmo que em uma função administrativa, Neemias desempenhou o seu trabalho com o temor e tremor de quem realizava, acima de tudo, uma obra espiritual. Apesar de sua firmeza um tanto severa em reconduzir o povo à obediência, seu coração era motivado pelo amor; amor a Deus e amor àqueles que tão rapidamente haviam se desviado da Lei do Senhor.
Enfrentar o erro e buscar corrigi-lo nunca foi tarefa fácil. É necessário, porém, capacitação do alto para que a correção seja eficaz em seus efeitos. Enquanto Neemias pôde, fez de tudo para orientar seus irmãos conforme a Lei de Deus. Foi perseguido, caluniado, ameaçado, mas em nenhum momento bateu de frente com a oposição ou questionou seus inimigos. Com prudência, ignorou as mentiras e orou por livramento e justiça. Sua vida de comunhão com Deus lhe conferia a autoridade de admoestar e corrigir ainda que isto lhe custasse poucos amigos e muitos inimigos.
Em tempos em que toda repreensão é considerada um julgamento, precisamos ter muito cuidado para não inibirmos a atuação do Espírito Santo e nem tampouco agirmos como justiceiros. Assim como a Bíblia também é útil para repreender e corrigir (2Tm.3:16), Deus também ainda tem servos fiéis que Ele usa neste mister, mas sempre com cautela e sabedoria. E o melhor método de todos sempre será o exemplo de uma vida totalmente dedicada ao Senhor. Como diz Jesus: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:16).
A observância do sábado, a proibição do jugo desigual e a devolução dos dízimos e das ofertas ainda são mandamentos em vigor que têm sido negligenciados. Que pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, sejamos testemunhas de Jesus no mundo, “manifestos como carta de Cristo… não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co.3:3 e 5). Vigiemos e oremos !
A ausência de Neemias em Jerusalém provou a força de sua influência e a fraqueza de caráter do povo, principalmente por parte de seus líderes. O período em que ele retornou ao palácio do rei Artaxerxes foi suficiente para que o povo quebrasse a aliança estabelecida e voltasse a transgredir a Lei de Deus. Casamentos mistos, mau uso da Casa de Deus, negligência quanto à devolução dos dízimos e comércio no dia de sábado despertaram o zelo de Neemias e o fizeram agir de maneira ainda mais enérgica.
A presença de Tobias no templo e a honra que lhe foi dada pelo próprio sacerdote, fazendo “para este uma câmara grande” (v.5) no lugar em que deveriam ser depositados os dízimos e as ofertas do Senhor, foi o fator determinante para Neemias iniciar as reformas necessárias. Atirando “todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” (v.8), sua atitude se assemelha à atitude de Jesus, quando purificou o templo expulsando os cambistas e derrubando as mesas “e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mt.21:12).
Aquele ato de sua indignação foi seguido por um discurso de repreensão aos magistrados, um protesto contra os que trabalhavam no sábado, uma ameaça contra os negociantes e vendedores reincidentes e uma sessão de agressões físicas contra alguns dos judeus que “haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (v.23). Certamente, Neemias tornou-se alguém respeitado e temido, pois não admitia que em seu governo houvesse quem cometesse injustiça sem que fosse por isso punido e corrigido.
Movidos pelo Espírito Santo, Neemias e Esdras, cada um em sua esfera de influência, agiram conforme suas funções lhes exigiam. Mesmo que em uma função administrativa, Neemias desempenhou o seu trabalho com o temor e tremor de quem realizava, acima de tudo, uma obra espiritual. Apesar de sua firmeza um tanto severa em reconduzir o povo à obediência, seu coração era motivado pelo amor; amor a Deus e amor àqueles que tão rapidamente haviam se desviado da Lei do Senhor.
Enfrentar o erro e buscar corrigi-lo nunca foi tarefa fácil. É necessário, porém, capacitação do alto para que a correção seja eficaz em seus efeitos. Enquanto Neemias pôde, fez de tudo para orientar seus irmãos conforme a Lei de Deus. Foi perseguido, caluniado, ameaçado, mas em nenhum momento bateu de frente com a oposição ou questionou seus inimigos. Com prudência, ignorou as mentiras e orou por livramento e justiça. Sua vida de comunhão com Deus lhe conferia a autoridade de admoestar e corrigir ainda que isto lhe custasse poucos amigos e muitos inimigos.
Em tempos em que toda repreensão é considerada um julgamento, precisamos ter muito cuidado para não inibirmos a atuação do Espírito Santo e nem tampouco agirmos como justiceiros. Assim como a Bíblia também é útil para repreender e corrigir (2Tm.3:16), Deus também ainda tem servos fiéis que Ele usa neste mister, mas sempre com cautela e sabedoria. E o melhor método de todos sempre será o exemplo de uma vida totalmente dedicada ao Senhor. Como diz Jesus: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:16).
A observância do sábado, a proibição do jugo desigual e a devolução dos dízimos e das ofertas ainda são mandamentos em vigor que têm sido negligenciados. Que pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, sejamos testemunhas de Jesus no mundo, “manifestos como carta de Cristo… não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co.3:3 e 5). Vigiemos e oremos !

