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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Os que voltaram para Jerusalém
“Então .
Comentário Blog Associação Geral
O capítulo 11 é o relato das ações de Neemias para repovoar Jerusalém. Embora a muralha da cidade já tivesse sido reconstruída nessa época, ainda não havia muita gente morando em Jerusalém.
O que podemos aprender com a experiência de Neemias no capítulo 11 que seria útil em 2023?
Em primeiro lugar, Neemias 11: 2 relata: “E o povo abençoou todos os homens que se apresentaram voluntariamente para morar em Jerusalém”. Aquelas pessoas que voluntariamente sacrificaram a conveniência pessoal para viver em Jerusalém estavam escolhendo sabiamente a vontade de Deus em vez de apenas satisfazer desejos individuais.
Em segundo lugar, cada pessoa serviu na esfera que Deus a chamou. Por exemplo: Chefes de família em Jerusalém (11:3-9); sacerdotes (11:10-14); levitas (11:15-18); porteiros e servos do templo (11:19-21); funcionários nomeados pelo rei persa (11:22-24); e as pessoas que viviam fora da cidade (11:25-36). Cada uma dessas funções era vital para a missão. E assim, hoje, dentro do corpo da igreja de Cristo, existem diferentes dons, e cada um é essencial para o sucesso da missão da igreja.
A lição de Neemias 11 é de realizar o plano de Deus para nós em primeiro lugar, em vez de nossos próprios interesses. Qual é a sua disposição para fazer tal escolha?
Mwaba Chibwe
Originalmente da Zâmbia, Mwaba estuda teologia no Hartland College, Rapidan, Virginia, EUA
Reflexão - Heber Toth Armí
NEEMIAS 11 – Deus preza pelas cidades. Tanto aqui na velha Terra como na Nova há um destaque para a antiga e a nova Jerusalém. Os salvos habitarão na Nova Jerusalém, a noiva do Cordeiro.
Os que retornaram da metrópole babilônica atravessaram o deserto para reconstruir e repovoar Jerusalém. Várias famílias deixariam o campo para repovoar a cidade vazia. Famílias e seus líderes deveriam povoar novamente Jerusalém.
Enquanto algumas famílias foram selecionadas por sorteio, outras prontificaram para mudar-se (Neemias 11:1-2). Na sequência, o texto sagrado fornece uma listagem dos líderes (Chefes da Província, sacerdotes e outros, Neemias 11:3-24).
Embora Neemias não tenha usado sua liderança para forçar famílias mudarem para a cidade, o povo anuiu por ser essa a vontade divina. Além de ser muito bem organizada, planejada e ordenada, a mudança para o perímetro urbano era muito significativa. Além de Jerusalém, outras cidades também foram estabelecidas/povoadas (Neemias 11:25-36).
“Não há mudança nas mensagens que Deus enviou no passado. O trabalho nas cidades é obra essencial para este tempo”, escreveu Ellen White em 1910. Em 1909, já havia escrito: “Contemplemos as cidades e sua necessidade do evangelho! […]. Quem se preocupa com as grandes cidades? Uns poucos apenas; quase nenhuma atenção, porém, tem sido dedicada a essa obra, em comparação com as necessidades imensas e as inúmeras oportunidades”.
Em 1912, Ellen White apelou: “O Senhor está falando a Seu povo neste tempo, dizendo: Busquem entrar nas cidades, e proclamem a verdade em simplicidade e fé”. Quem se dispõe a deixar seus preconceitos e comodismo para atender esta urgência? Há alguém?
A profecia aponta para uma resposta interessante: “Haverá membros leigos que se mudarão para vilas e cidades, para lugares aparentemente remotos, a fim de que façam brilhar para outros a luz que Deus lhes confiou”, afirma declaradamente Ellen White.
Se o povo de Deus abandona as cidades, Satanás toma conta delas; sem ser o sal da Terra e a luz do mundo, o remanescente não exerce influência alguma na sociedade urbana – exatamente como Satanás deseja. Por isso, devemos cumprir o plano celestial e ser nítida referência divina nas populosas cidades carentes da paz do perdão, da salvação e de esperança.
Reavivemo-nos! É nas cidades onde estão multidões de pecadores por quem Cristo deu Sua vida! – Heber Toth Armí
Comentário Rosana Barros
A lista dos que habitaram em Jerusalém e nas cidades e aldeias de Judá foi organizada deitando sortes (v.1). Este era um costume comum quando estavam diante de algo de difícil escolha. A providência divina era invocada e não havia dúvida de que Deus havia conduzido cada caso, pois “do Senhor procede toda decisão” (Pv.16:33). O que reforça ainda mais o nosso estudo de ontem do quanto é importante ponderar e orar antes de qualquer decisão ou escolha a ser tomada.
Jerusalém não era mais aquela cidade que enchia os olhos. Apesar de erguidos os muros e reconstruído o templo, o restante da cidade ainda estava em estado de calamidade pública, como denominamos hoje as cidades ou os lugares destruídos por algum agente natural ou humano. Mas, mesmo naquela situação nada favorável, muitos, voluntariamente, se ofereceram para morar ali com suas famílias, ainda que lhes fosse difícil. E essa atitude foi ovacionada pelo povo. Israel reconheceu o amor daqueles homens pela cidade que, pela primeira vez no relato histórico, é chamada de “santa cidade de Jerusalém” (v.1). As ruínas daquele lugar e a sua história de sofrimento e de rebelião não foram suficientes para impedir que seu propósito fosse esquecido. Ela havia sido escolhida como habitação do Senhor e isso já era motivo suficiente para que fosse aclamada como santa.
A palavra santo vem do hebraico “kadosh”, que significa “separado”. Ou seja, santo é tudo aquilo que é separado para um fim específico. Jerusalém era uma cidade separada para cumprir com um propósito divino. Dela sairiam reis, profetas, e um povo que deveria declarar com a sua vida que serviam ao Deus único e verdadeiro (Dt.4:6). Portanto, ainda que o seu estado físico fosse afetado, o seu desígnio santo não deixaria de existir.
Isto não acontece com os santos dos últimos dias também? E quem são estes santos? Quem são estes que voluntariamente se entregam ao serviço do Senhor, ainda que isso signifique renúncia e dificuldades? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Estas palavras ditas pelo anjo a João têm uma profundidade que muitos não têm compreendido, até mesmo aqueles que professam guardar a Lei de Deus.
Em Seu sermão profético, Cristo descreveu o mundo como a maioria estando desprovida de algo que é essencial para a real compreensão das Escrituras e do plano da redenção: o amor. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo.4:8) e é esse amor que deve nos mover a realizar qualquer coisa neste mundo. A obediência voluntária deve ser o resultado desse conhecimento, pois, como está escrito: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10).
A disposição daqueles voluntários não foi louvada pelo povo simplesmente pela coragem de estar indo morar em meio a uma terra destruída, e sim, porque apesar da destruição em que estavam inseridos, escolheram viver na habitação de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e Meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2).
Jesus nos prometeu preparar moradas na nova Jerusalém (Jo.14:1-3). Não mais uma cidade edificada por homens, mas cujo “Arquiteto e Edificador” é o próprio Deus (Hb.11:10). Perseveremos em permanecer voluntariamente no Senhor e no Seu amor, e então, muito em breve, estaremos todos reunidos na santa cidade celestial, onde está o “trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Vigiemos e oremos!
A lista dos que habitaram em Jerusalém e nas cidades e aldeias de Judá foi organizada deitando sortes (v.1). Este era um costume comum quando estavam diante de algo de difícil escolha. A providência divina era invocada e não havia dúvida de que Deus havia conduzido cada caso, pois “do Senhor procede toda decisão” (Pv.16:33). O que reforça ainda mais o nosso estudo de ontem do quanto é importante ponderar e orar antes de qualquer decisão ou escolha a ser tomada.
Jerusalém não era mais aquela cidade que enchia os olhos. Apesar de erguidos os muros e reconstruído o templo, o restante da cidade ainda estava em estado de calamidade pública, como denominamos hoje as cidades ou os lugares destruídos por algum agente natural ou humano. Mas, mesmo naquela situação nada favorável, muitos, voluntariamente, se ofereceram para morar ali com suas famílias, ainda que lhes fosse difícil. E essa atitude foi ovacionada pelo povo. Israel reconheceu o amor daqueles homens pela cidade que, pela primeira vez no relato histórico, é chamada de “santa cidade de Jerusalém” (v.1). As ruínas daquele lugar e a sua história de sofrimento e de rebelião não foram suficientes para impedir que seu propósito fosse esquecido. Ela havia sido escolhida como habitação do Senhor e isso já era motivo suficiente para que fosse aclamada como santa.
A palavra santo vem do hebraico “kadosh”, que significa “separado”. Ou seja, santo é tudo aquilo que é separado para um fim específico. Jerusalém era uma cidade separada para cumprir com um propósito divino. Dela sairiam reis, profetas, e um povo que deveria declarar com a sua vida que serviam ao Deus único e verdadeiro (Dt.4:6). Portanto, ainda que o seu estado físico fosse afetado, o seu desígnio santo não deixaria de existir.
Isto não acontece com os santos dos últimos dias também? E quem são estes santos? Quem são estes que voluntariamente se entregam ao serviço do Senhor, ainda que isso signifique renúncia e dificuldades? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Estas palavras ditas pelo anjo a João têm uma profundidade que muitos não têm compreendido, até mesmo aqueles que professam guardar a Lei de Deus.
Em Seu sermão profético, Cristo descreveu o mundo como a maioria estando desprovida de algo que é essencial para a real compreensão das Escrituras e do plano da redenção: o amor. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo.4:8) e é esse amor que deve nos mover a realizar qualquer coisa neste mundo. A obediência voluntária deve ser o resultado desse conhecimento, pois, como está escrito: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10).
A disposição daqueles voluntários não foi louvada pelo povo simplesmente pela coragem de estar indo morar em meio a uma terra destruída, e sim, porque apesar da destruição em que estavam inseridos, escolheram viver na habitação de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e Meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2).
Jesus nos prometeu preparar moradas na nova Jerusalém (Jo.14:1-3). Não mais uma cidade edificada por homens, mas cujo “Arquiteto e Edificador” é o próprio Deus (Hb.11:10). Perseveremos em permanecer voluntariamente no Senhor e no Seu amor, e então, muito em breve, estaremos todos reunidos na santa cidade celestial, onde está o “trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Vigiemos e oremos!
