Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
A vida é uma luta e o ser humano é pó
“Não é verdade que a vida do ser humano neste mundo é uma luta sem fim?” Jó 7:1
Afligido pelas perdas, pela doença e pelas palavras injustas de seus amigos, Jó destaca os piores aspectos da realidade humana: as lutas e a brevidade da vida. Além disso, ele se vê tentado a pensar que as pessoas não valem nada diante de Deus. Embora ele tivesse razão no que diz respeito à vida, estava equivocado com relação ao Senhor, pois Ele ama tanto o mundo que deu Seu filho para salvá-lo (João 3:16).
Verso 6: se seus dias parecem sem esperança, olhe para o Deus da esperança.
Verso 7: nunca devemos nos esquecer de que nossa vida é um sopro. Portanto, devemos fazer as escolhas certas o quanto antes.
Verso 17: o valor do ser humano, aparentemente insignificante, deve ser avaliado pelo sangue de Cristo.
Promessa: A morte é o sono da não existência. A ressurreição é a única esperança dos que morrem.
“Não é verdade que a vida do ser humano neste mundo é uma luta sem fim?” Jó 7:1
Afligido pelas perdas, pela doença e pelas palavras injustas de seus amigos, Jó destaca os piores aspectos da realidade humana: as lutas e a brevidade da vida. Além disso, ele se vê tentado a pensar que as pessoas não valem nada diante de Deus. Embora ele tivesse razão no que diz respeito à vida, estava equivocado com relação ao Senhor, pois Ele ama tanto o mundo que deu Seu filho para salvá-lo (João 3:16).
Verso 6: se seus dias parecem sem esperança, olhe para o Deus da esperança.
Verso 7: nunca devemos nos esquecer de que nossa vida é um sopro. Portanto, devemos fazer as escolhas certas o quanto antes.
Verso 17: o valor do ser humano, aparentemente insignificante, deve ser avaliado pelo sangue de Cristo.
Promessa: A morte é o sono da não existência. A ressurreição é a única esperança dos que morrem.
Comentário Blog Associação Geral
Parece que não há esperança de recuperação para Jó (v. 6). Sua vida é apenas um sopro que se vai, seus olhos talvez nunca mais vejam o bem novamente (v. 7). Ele afirma que a pessoa que morre não assumirá novamente a sua vida (v. 8). Esta pessoa nunca mais retornará à sua casa (v. 9, 10). Jó se recusa a se calar e insiste em falar de sua angústia e amargura (v. 11).
Mas Jó sabe que o coração de Deus está sobre ele: “Que é o homem para que tanto o estimes, e ponhas nele o Teu cuidado…? (v. 17 ARA).
A ideia de que “a cada manhã o visites… o ponhas à prova” (v. 18 ARA) não está no texto original. O autor de Jó está dizendo aqui que Deus não deixa o homem sozinho, mesmo quando parece haver nenhuma resposta para o sofrimento. Deus está perto de Jó, apesar de ele ter que enfrentar Satanás: “Nunca desviarás de mim o Teu olhar misericordioso? Jamais me abandonarás, nem por um instante?” (v. 19, KJA, cf. tb NVI).
Querido Deus,
sabemos que tudo o que sofremos acontece como consequência das ações de Satanás. Nós oramos que, aconteça o que acontecer, permaneçamos sempre conTigo e sintamos Sua presença sempre conosco. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 7 – Nossa fé em meio ao sofrimento é espetáculo ao Universo (I Coríntios 4:9-13). Jó não foi apenas um dos primeiros grandes espetáculos, mas também grande ícone que serviu (ainda serve) de exemplo de fidelidade a Deus quando tudo conspira para abandoná-lO!
Jó aproveitou bem a vida, mas agora estava moribundo, visualizando e desejando a morte, considerando-se pior que todos. A vida é efêmera, passa rapidamente, é como um sopro ou nuvem que logo se desfaz… Seu sofrimento acabou com a vida.
Para Jó…
• …a vida é dura, comparada à dura escravidão, ou a um trabalhador que só tem míseros salários para receber no fim do mês (vs. 1-3);
• …as noites eram horríveis, pois quando tentava dormir, debatia na cama à noite toda (v. 4); quando dormia, surgiam pesadelos e visões tão horríveis que o aterrorizavam (vs. 13-14);
• …a vida não tinha sentido, pois após ter batalhado para viver correta e honestamente, agora seu corpo estava coberto de vermes e cascas de feridas, sua pele escamosa e dura estava cheia de pus que vazava constantemente (v. 5).Com tal quadro clínico, experimentando “meses de decepção” (7:3, BJ) com “implacável dor” (6:10), Jó declara que não se calaria ainda que os argumentos de seus amigos fossem como mordaça para lhe reprimir as palavras (vs. 6, 11). Baseando-se nessa premissa, Jó grita ao ar querendo a atenção de Deus (vs. 7-12).
Jó desprezou a vida, mas não a Deus – mesmo se sentindo desprezado por Ele (vs. 16-19). É nítida a preferência pela morte estando num estágio avançado de sofrimento (vs. 13-15). Meu destaque, porém, vai à visão de bondade e misericórdia de Deus que Jó preservava mesmo atribuindo a Ele seu sofrimento. Ele apelou ao Senhor que perdoa ao miserável pecador (vs. 20-21).
Quando…
• …tudo conspirar contra nós, podemos ainda contar com Deus. Quem não tem fé e confiança nEle, nestas horas, a quem recorrer?
• …o desespero bate à porta de nossa alma, sem a compreensão da bondade e misericórdia do Salvador, como enfrentar a dor cruel?
• …pessoas queridas nos desprezam e a ciência e a medicina nada podem fazer por nós, a quem recorrer se não for a Deus?
A fé em Deus é essencial em tudo na vida! Revigore-a agora mesmo e viva melhor! – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
O registro de hoje é praticamente uma discussão com Deus. Jó contendeu com Quem ele, ousadamente, chamou de “Espreitador dos homens” (v.20). Em suas palavras percebemos o seu real anseio: a morte. Jó havia perdido as esperanças. Sua situação descrita por ele mesmo no verso cinco, praticamente nos transporta ao cenário deplorável de sua dor. Todo o corpo de Jó tornou-se em uma só ferida, aberta e em estado de putrefação. Sem dúvida, vê-lo assim era uma situação desagradável e constrangedora.
O registro de hoje é praticamente uma discussão com Deus. Jó contendeu com Quem ele, ousadamente, chamou de “Espreitador dos homens” (v.20). Em suas palavras percebemos o seu real anseio: a morte. Jó havia perdido as esperanças. Sua situação descrita por ele mesmo no verso cinco, praticamente nos transporta ao cenário deplorável de sua dor. Todo o corpo de Jó tornou-se em uma só ferida, aberta e em estado de putrefação. Sem dúvida, vê-lo assim era uma situação desagradável e constrangedora.
Diante de tanto sofrimento, Jó não reprimiu seus sentimentos, e expressou toda a sua angústia diante dAquele que tudo vê. Ele reduziu a condição do homem a nada e referiu-se a si mesmo como “um alvo” (v.20) da ira divina. Oh, se Jó pudesse rasgar os céus e enxergar o olhar compassivo do Senhor sobre ele! As chagas de seu corpo não eram maiores ou piores do que as que o Seu Redentor receberia, como opróbrio que não Lhe pertencia. Em seu profundo desespero, Jó abriu o seu coração ao Senhor. Por mais que suas palavras expressassem grande amargura, ele percebeu, diante da incompreensão de seus amigos, que só poderia compartilhar a sua dor com Deus. Jó precisava de apoio emocional, e foi buscá-lo na Fonte.
É muito fácil estar por fora de uma situação e julgá-la conforme nossa própria ótica. Hoje conhecemos a história da vida de Jó desde o início até o seu fim. Mas o próprio Jó teve que conviver muito tempo com uma situação miserável, sem fazer ideia do porquê estava passando por tudo aquilo e sentindo-se completamente impotente. Ele desconhecia o fato de ser um palco ambulante do conflito entre o bem e o mal. O adversário não perderia a oportunidade de mostrar ao Universo que Deus estava errado com relação a Jó, por isso o maltratou severamente.
Nos momentos de angústia e de dor, lembre-se: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” (Sl.33:18). Jó podia não enxergar naquele momento, mas a sua “tortura” (v.15) seria convertida em completa alegria. O homem temente a Deus estava sob o olhar do Senhor do Universo, e Ele não deixaria sem resposta a sua queixa. Deus o conservava com vida porque Jó conservava o seu coração pela fé. Como está escrito: “o justo viverá pela sua fé” (Hq.2:4). Com a mesma sinceridade que Jó serviu a Deus nos bons momentos, ele clamou a Deus nos momentos difíceis. Aceitemos, hoje, o terno convite de Jesus: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Vigiemos e oremos!
Nos momentos de angústia e de dor, lembre-se: “Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que O temem, sobre os que esperam na Sua misericórdia” (Sl.33:18). Jó podia não enxergar naquele momento, mas a sua “tortura” (v.15) seria convertida em completa alegria. O homem temente a Deus estava sob o olhar do Senhor do Universo, e Ele não deixaria sem resposta a sua queixa. Deus o conservava com vida porque Jó conservava o seu coração pela fé. Como está escrito: “o justo viverá pela sua fé” (Hq.2:4). Com a mesma sinceridade que Jó serviu a Deus nos bons momentos, ele clamou a Deus nos momentos difíceis. Aceitemos, hoje, o terno convite de Jesus: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Vigiemos e oremos!
