Leitura da Bíblia
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Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Zero empatia
“Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a Ele entregaria a minha causa.” Jó 5:8
Jó 5 é uma coleção de coisas certas ditas pelo motivo errado. Elifaz, o amigo de Jó, demonstra grande falta de empatia.
Verso 2: “O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo.” Típica poesia hebraica cheia de sabedoria.
Verso 3: “Eu mesmo já vi.” Elifaz insistiu em falar do que viu e em ignorar o ponto de vista de Deus.
Verso 8: “Se fosse comigo...” Frase típica dos que não têm empatia. Não tente parecer melhor diante de alguém que sofre. Isso não ajuda em nada.
Versos 8 e 9: Elifaz pressupôs erradamente que Jó não buscou a Deus. Não nos cabe julgar as pessoas.
Verso 11: “Os humildes, Ele os exalta, e traz os que pranteiam a um lugar de segurança.” Sem saber, Elifaz adiantou o que aconteceria com Jó.
Verso 21: bem que Jó precisava ser protegido do “açoite da língua” – do próprio Elifaz.
Verso 27: palavras rudes de alguém que está mais preocupado com o próprio discurso do que com o amigo que sofre.
Verso 27: no momento da dor, precisamos mais de empatia do que de estatísticas e constatações.
Promessa: “O homem nasce para as dificuldades” (v. 7). Fato. Mas Jesus incentivou: “Tenham bom ânimo, Eu venci o mundo.”
“Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a Ele entregaria a minha causa.” Jó 5:8
Jó 5 é uma coleção de coisas certas ditas pelo motivo errado. Elifaz, o amigo de Jó, demonstra grande falta de empatia.
Verso 2: “O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo.” Típica poesia hebraica cheia de sabedoria.
Verso 3: “Eu mesmo já vi.” Elifaz insistiu em falar do que viu e em ignorar o ponto de vista de Deus.
Verso 8: “Se fosse comigo...” Frase típica dos que não têm empatia. Não tente parecer melhor diante de alguém que sofre. Isso não ajuda em nada.
Versos 8 e 9: Elifaz pressupôs erradamente que Jó não buscou a Deus. Não nos cabe julgar as pessoas.
Verso 11: “Os humildes, Ele os exalta, e traz os que pranteiam a um lugar de segurança.” Sem saber, Elifaz adiantou o que aconteceria com Jó.
Verso 21: bem que Jó precisava ser protegido do “açoite da língua” – do próprio Elifaz.
Verso 27: palavras rudes de alguém que está mais preocupado com o próprio discurso do que com o amigo que sofre.
Verso 27: no momento da dor, precisamos mais de empatia do que de estatísticas e constatações.
Promessa: “O homem nasce para as dificuldades” (v. 7). Fato. Mas Jesus incentivou: “Tenham bom ânimo, Eu venci o mundo.”
Comentário Blog Associação Geral
Elifaz acha que o problema de Jó é ele mesmo. O seu discurso principal é que o homem colhe o que semeia. Jó não deve pedir a ajuda dos céus (v. 1-5).
As dificuldades do homem “não nascem do chão”. Elifaz fala de anjos descendo e trazendo dificuldades e, então, retornando (v. 6, 7). Por esta razão, deve-se buscar a Deus (v. 8), que é um Deus Soberano (vv. 11-12) e faz o que Lhe agrada, mesmo em detrimento da vontade de suas criaturas, reduzindo-as a meros brinquedos. Se Ele quiser quebrar Seus brinquedos, quem poderá impedi-Lo? Este ponto de vista da soberania de Deus exposto por Elifaz não é bíblico e omite a revelação de Seu amor.
Falta a Elifaz o correto entendimento das coisas – o ponto de vista bíblico. A diferença entre o pensamento de Jó e o de Elifaz, ambos equivocados, é que o primeiro traz a ideia filosófica do auto-sacrifício e o segundo tem o pensamento “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (Is. 22:13).
Querido Deus,
voltamo-nos para Ti para suprir todas as nossas necessidades, não porque queiramos criar o nosso próprio paraíso na terra, mas porque colocamos em Ti a nossa esperança, para hoje e para o futuro. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 5 – Sempre que Satanás ataca, seu objetivo é fazer com que suas vítimas vivam independentes de Deus; ou seja, ele provoca problemas financeiros, familiares e de saúde visando que andemos segundo nosso parecer, nossas vontades e nossos sentimentos até que, descartemos Deus, Sua vontade e planos para nossa vida.
Precisamos estudar e conhecer a filosofia de vida baseada na revelação clara da verdade a fim de não cair nos laços da ignorância camuflada de conhecimento. É essencial fazer um ajuste em nossa filosofia de vida, especialmente a religiosa, para que nos habilitemos a dar maiores contribuições aos pecadores que vivem por instinto, às vezes, até, pior que os animais.
John E. Hartley destaca assim os pontos do primeiro discurso filosófico de Elifaz:
1. Uma palavra de consolo (4:1-6);
2. A doutrina da retribuição (4:7-11);
3. Comunicação de uma visão (4:12-21);
4. A humanidade sem um mediador (5:1-7);
5. Apelo a Jó para buscar a Deus (5:8-16)
6. Capacidade de libertação de Deus (5:17-27).
A conclusão de Elifaz era que “Jó deveria aceitar o castigo divino porque Deus cuidaria dele e endireitaria todas as coisas afinal!” (Bíblia Andrews).
Como julgar alguém quando a base de nosso julgamento é imperfeita? Realmente a humanidade não tem nenhum mediador perante Deus? Quem precisava voltar-se para Deus e buscá-lO de verdade, Jó ou Elifaz?
Vamos pensar mais: Nos dias de hoje, não têm…
• …crentes com doutrinas adulteradas convidando gente para converter-se a Deus?
• …instituições religiosas deturpando o sacerdócio intercessório de Jesus acrescentando pessoas mortas nessa intercessão?
• …pregadores que passam a ideia de que quem sofre é porque está longe de Deus?
Precisamos cuidar para que nossa opinião/convicção pessoal sobre Deus não deturpe Seu caráter santo, bondoso e misericordioso. Nossas ações refletem nossas crenças, portanto, precisamos basear-nos solidamente nossos pensamentos e filosofias na Palavra de Deus. Reflita:
• Sem dependência total de Deus para pensar, refletir e elaborar conceitos, falaremos um monte de baboseiras;
• Sem exame sério e profundo das Sagradas Escrituras, faremos teologia e/ou filosofia sem base sólida que resulta em meias verdades (mentiras camufladas de verdade).
• Sem a revelação de Deus os mais exímios pensadores ficam tagarelando sem resultados positivos para os sofredores.
Dependamos de Deus como Jó, independente do que os outros falem! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí..
Comentário Rosana Barros
Após o seu discurso nada animador, Elifaz projetou a condição de Jó a uma busca deficiente de Deus. A necessidade de um mediador é destacada, ao mesmo tempo em que é seguida de indiretas, apontando a Jó como homem louco e tolo. As palavras de Elifaz chegam a ser cruéis, visto expor a miséria e a morte dos filhos de Jó como castigos por sua impiedade. Elifaz ousou falar do que não sabia e sua oratória tornou-se para Jó em ferida pior do que as que lhe afligiam o corpo.
A experiência de Jó e a sua ignorância e de seus amigos quanto ao conflito cósmico que envolveu a sua vida, nos revela que o sofrimento humano nem sempre acontece como uma disciplina de Deus. Desde que o pecado entrou no mundo, há um inimigo que age de forma a levar o homem a pensar que Deus é o responsável por toda a miséria que nos sobrevém. Ao incitar Caim a matar Abel, ao dominar as paixões dos antediluvianos, ao sugerir que o homem é dono da própria razão, Satanás tem levado a humanidade a pensar nas ações de Deus como atos de um governo autoritário e cruel.
Sabemos que os sofrimentos de Jó não foram resultados de uma vida impiedosa e tola. Ele foi vítima da ira daquele que “vem somente para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Notem que o inimigo seguiu exatamente esta ordem. Ele roubou de Jó seus bens, a vida de seus filhos e a sua saúde. O passo seguinte, não fosse a fidelidade e perseverança de Jó, seria a morte, e, por fim, a destruição que tem a ver com resultados definitivos e eternos. Essa ordem manifesta a soberania de Deus e Seu amor pelo ser humano, que não permite que Satanás atinja o seu propósito final sem antes nos prover acessível e suficiente livramento.
Amados, não é cristão colocar o dedo nas feridas uns dos outros. Fomos chamados para curar e não para diagnosticar. Se mesmo diante de pecados públicos Jesus declarou: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11), quanto mais devemos nós agir com misericórdia! Não podemos exortar sem que antes recebamos do Espírito Santo a devida capacitação e sabedoria, ou confundiremos exortação com condenação. Que diante do sofrimento alheio, sejamos lenitivo ao nosso próximo e deixemos o julgamento a cargo do justo Juiz. “Ouve-o e medita nisso para teu bem” (v.27). Vigiemos e oremos!
Após o seu discurso nada animador, Elifaz projetou a condição de Jó a uma busca deficiente de Deus. A necessidade de um mediador é destacada, ao mesmo tempo em que é seguida de indiretas, apontando a Jó como homem louco e tolo. As palavras de Elifaz chegam a ser cruéis, visto expor a miséria e a morte dos filhos de Jó como castigos por sua impiedade. Elifaz ousou falar do que não sabia e sua oratória tornou-se para Jó em ferida pior do que as que lhe afligiam o corpo.
A experiência de Jó e a sua ignorância e de seus amigos quanto ao conflito cósmico que envolveu a sua vida, nos revela que o sofrimento humano nem sempre acontece como uma disciplina de Deus. Desde que o pecado entrou no mundo, há um inimigo que age de forma a levar o homem a pensar que Deus é o responsável por toda a miséria que nos sobrevém. Ao incitar Caim a matar Abel, ao dominar as paixões dos antediluvianos, ao sugerir que o homem é dono da própria razão, Satanás tem levado a humanidade a pensar nas ações de Deus como atos de um governo autoritário e cruel.
Sabemos que os sofrimentos de Jó não foram resultados de uma vida impiedosa e tola. Ele foi vítima da ira daquele que “vem somente para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Notem que o inimigo seguiu exatamente esta ordem. Ele roubou de Jó seus bens, a vida de seus filhos e a sua saúde. O passo seguinte, não fosse a fidelidade e perseverança de Jó, seria a morte, e, por fim, a destruição que tem a ver com resultados definitivos e eternos. Essa ordem manifesta a soberania de Deus e Seu amor pelo ser humano, que não permite que Satanás atinja o seu propósito final sem antes nos prover acessível e suficiente livramento.
Amados, não é cristão colocar o dedo nas feridas uns dos outros. Fomos chamados para curar e não para diagnosticar. Se mesmo diante de pecados públicos Jesus declarou: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11), quanto mais devemos nós agir com misericórdia! Não podemos exortar sem que antes recebamos do Espírito Santo a devida capacitação e sabedoria, ou confundiremos exortação com condenação. Que diante do sofrimento alheio, sejamos lenitivo ao nosso próximo e deixemos o julgamento a cargo do justo Juiz. “Ouve-o e medita nisso para teu bem” (v.27). Vigiemos e oremos!
