Leitura da Bíblia
Um Capítulo por dia
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RPSP - Oficial | Pr. Adolfo Suarez
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RPSP - Animação | Pr. Weverton Castro
A Carta - Áudio | Pr. Michelson Borges
RPSP - Áudio | Pr. Valdeci Júnior
RPSP - Adventistas Mustardinha | Pr. Pedro Evilacio
RPSP - Em Espanhol | Pr. Bruno Raso
Comentários em Texto
Pr. Michelson Borges
Um Homem Íntegro
“Havia para resistirmos à tentação.
Comentário Blog Associação Geral
Desde que Satanás roubou este planeta, a Terra se tornou a única ovelha perdida no universo. Quando Deus, através de Cristo, perguntou a Satanás de onde ele viera, ele disse: “De andar de um lado para o outro e para cima e para baixo, na Terra.” Ele estava muito ocupado projetando o mal e desastres, não apenas para Jó, mas para toda a humanidade.
Deus estava orgulhoso de Jó e perguntou a Satanás se ele havia observado Jó, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal” (verso 3). Coloque-se na situação de Jó e aprenda de sua experiência. Deus permite que Satanás atue contra Jó, mas não o abandona. De fato, Deus enviou o seu Filho para vir e morrer por Jó, para que Jó possa viver, o que Ele também fez por todos nós, para que possamos viver. Por causa disso, todos os filhos de Deus e os anjos não caídos verão o amor de Deus e exultarão de alegria.
Querido Deus,
Muitas pessoas inocentes estão sofrendo e somente Tu sabes porquê elas sofrem. Mas Tu também sabes que nada se compara com as bênçãos e dádivas que lhes darás quando da Volta de Jesus e após. Inclua-nos, portanto, em seu reino de Graça. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Reflexão - Heber Toth Armí
JÓ 2 – Tem capítulos da vida que ninguém gostaria de passar. Alguém gosta de injustiças, rejeições e solidão?
Após a primeira rodada de provas, Jó experimenta a segunda, bem mais intensa:
• No Céu, uma reunião se repete da mesma forma que antes dos primeiros ataques satânicos ao servo de Deus (v. 1);
• Deus inicia diálogo com Satanás – como no capítulo anterior (v. 2);
• Deus novamente introduz Jó na conversa, assim provoca a Satanás (v. 3);
• Satanás desafia o diagnóstico de Deus sobre Jó (vs. 4-5);
• Deus libera Satanás a fazer o que propôs para abalar a fé de Jó (v. 6);
• Satanás não perdeu a oportunidade, nem tempo: Ele foi eficiente em fazer o que se propôs, sem brincar no trabalho e sem desperdiçar nenhum dos limites dado por Deus: Jó ficou tomado de tumores malignos – da cabeça aos pés (v. 7);
• Jó, vítima dos diálogos entre Satanás e Deus, sentou-se em cinzas e começou a coçar-se com caco de cerâmica (v. 8);
• Assim como outros personagens que Satanás não eliminou propositalmente (ver 1:14-18), sua esposa foi preservada para pressioná-lo ainda mais a “amaldiçoar a Deus e morrer” (v. 9);
• A resposta de Jó à esposa revela sua firmeza diante da investida acirrada de Satanás (v. 10);
• Três amigos de Jó aproximaram-se, mas durante sete dias não ajudaram em nada, estavam pasmos diante da situação e sofrimento que viram (vs. 11-13).
Quando tudo sai de nosso controle, quando toda tranquilidade e paz tornam-se numa ebulição de problemas, em que/quem apoiaremos? Na família? Os dez filhos de Jó estavam mortos. O cônjuge? Bem… o cônjuge é muito importante nestas horas…
Contudo, “as palavras da esposa de Jó – amaldiçoa teu Deus e morre – foram provavelmente a provação mais amarga para ele. Ironicamente, a pergunta que ela faz – ainda reténs a tua sinceridade? – apresenta quase as mesmas palavras utilizadas antes pelo Senhor (Jó 2:3). A repetição dessa sentença ressalta a perseverança de Jó, que sua esposa interpretou de forma equivocada como loucura ou fanatismo religioso. Ela provavelmente pensou que o marido se recusava cegamente a encarar a realidade de sua situação desesperadora” (Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H. Wayne Hause).
Apesar de tudo, é melhor nunca perder a fé? Vale a pena orar/adorar ao Senhor? – Heber Toth Armí.
Comentário Rosana Barros
Sem bens e sem filhos, a vida de Jó foi bruscamente afetada e tornou-se alvo da curiosidade do antigo Oriente. Contudo, ele conservou “a sua integridade” (v.3), como observado pelo próprio Deus, fato este que despertou o diabo a prosseguir em seus planos de destruir o servo do Senhor: “Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (v.4). Ao perceber o fracasso de sua primeira tentativa, o inimigo das almas não desistiria de provar ao Universo que a integridade de Jó era condicional.
Completamente tomado de enfermidades físicas e emocionais, aquele que antes possuía um lugar de honra diante dos grandes da Terra, acabou “sentado em cinza” com um caco na mão “para com ele raspar-se” (v.8). Em nenhum outro relato bíblico encontramos alguém em semelhante sofrimento. Creio que depois de Jesus, Jó foi o homem que mais sofreu na Terra. Aquela cena era doída demais para a sua mulher, de modo que ela pensou ser a morte a única saída para uma situação tão degradante. É fácil julgar a atitude da mulher de Jó quando o relato não pode exprimir a dor de ver seu ente querido literalmente perecendo aos pedaços.
Dia após dia, Satanás observava a ruína de Jó e em cada gemido do humilde sofredor esperava com ansiedade palavras de maldição. Mas a medida de suas lágrimas e de seu flagelo não podiam superar a intensidade de seus clamores. Como quem aguarda a hora da morte, Jó não pedia pela própria vida e nem ambicionava reaver o que havia perdido, mas mesmo consternado em dor e agonia, seu coração pulsava no intenso desejo de permanecer na presença do Senhor e nEle encontrar alívio.
Como os amigos de Jó, existem muitos dentre o povo de Deus que ainda necessitam de genuína conversão. Não compreendem que qualquer de suas boas ações ou intenções não podem ser motivadas por esforço próprio, mas são dons de Deus. E o precioso silêncio que, conforme o costume, deveria permanecer até que o pranteador se manifestasse, teria sido o consolo suficiente não fosse seguido por palavras impensadas e cheias de falsa piedade.
O problema do sofrimento humano não define em que lado estamos. Para os antigos, e para muitos ainda hoje, o sofrimento está diretamente relacionado à condição do homem com Deus. Fazem da prosperidade um termômetro e esquecem que os grandes homens e mulheres de Deus do passado tiveram de passar por muitas tribulações a despeito da própria vida. Querem desfrutar das bênçãos de Jesus, mas rejeitam ter de compartilhar de Seus sofrimentos. E o único meio de escaparmos desta condição letárgica é, como Jó, conservando a nossa integridade diante de Deus.
Uma vida de comunhão diária, de constante oração e de diligente estudo das Escrituras, não nos livra de passarmos por aflições, mas, certamente, é a receita infalível para não sermos destruídos pelo inimigo. Jó andou “pelo vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas ao seu lado estava Deus. Se os amigos não conseguem lhe dar consolo na aflição, ao seu lado está o Senhor a lhe dizer: “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; Ele vem e vos salvará” (Is.35:4). Vigiemos e oremos!
Sem bens e sem filhos, a vida de Jó foi bruscamente afetada e tornou-se alvo da curiosidade do antigo Oriente. Contudo, ele conservou “a sua integridade” (v.3), como observado pelo próprio Deus, fato este que despertou o diabo a prosseguir em seus planos de destruir o servo do Senhor: “Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (v.4). Ao perceber o fracasso de sua primeira tentativa, o inimigo das almas não desistiria de provar ao Universo que a integridade de Jó era condicional.
Completamente tomado de enfermidades físicas e emocionais, aquele que antes possuía um lugar de honra diante dos grandes da Terra, acabou “sentado em cinza” com um caco na mão “para com ele raspar-se” (v.8). Em nenhum outro relato bíblico encontramos alguém em semelhante sofrimento. Creio que depois de Jesus, Jó foi o homem que mais sofreu na Terra. Aquela cena era doída demais para a sua mulher, de modo que ela pensou ser a morte a única saída para uma situação tão degradante. É fácil julgar a atitude da mulher de Jó quando o relato não pode exprimir a dor de ver seu ente querido literalmente perecendo aos pedaços.
Dia após dia, Satanás observava a ruína de Jó e em cada gemido do humilde sofredor esperava com ansiedade palavras de maldição. Mas a medida de suas lágrimas e de seu flagelo não podiam superar a intensidade de seus clamores. Como quem aguarda a hora da morte, Jó não pedia pela própria vida e nem ambicionava reaver o que havia perdido, mas mesmo consternado em dor e agonia, seu coração pulsava no intenso desejo de permanecer na presença do Senhor e nEle encontrar alívio.
Como os amigos de Jó, existem muitos dentre o povo de Deus que ainda necessitam de genuína conversão. Não compreendem que qualquer de suas boas ações ou intenções não podem ser motivadas por esforço próprio, mas são dons de Deus. E o precioso silêncio que, conforme o costume, deveria permanecer até que o pranteador se manifestasse, teria sido o consolo suficiente não fosse seguido por palavras impensadas e cheias de falsa piedade.
O problema do sofrimento humano não define em que lado estamos. Para os antigos, e para muitos ainda hoje, o sofrimento está diretamente relacionado à condição do homem com Deus. Fazem da prosperidade um termômetro e esquecem que os grandes homens e mulheres de Deus do passado tiveram de passar por muitas tribulações a despeito da própria vida. Querem desfrutar das bênçãos de Jesus, mas rejeitam ter de compartilhar de Seus sofrimentos. E o único meio de escaparmos desta condição letárgica é, como Jó, conservando a nossa integridade diante de Deus.
Uma vida de comunhão diária, de constante oração e de diligente estudo das Escrituras, não nos livra de passarmos por aflições, mas, certamente, é a receita infalível para não sermos destruídos pelo inimigo. Jó andou “pelo vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas ao seu lado estava Deus. Se os amigos não conseguem lhe dar consolo na aflição, ao seu lado está o Senhor a lhe dizer: “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; Ele vem e vos salvará” (Is.35:4). Vigiemos e oremos!
