Reavivados por Sua Palavra | 1 Samuel 15

Leitura da Bíblia


Um Capitúlo por dia

Convidamos você a ler 1 capítulo por dia da Bíblia. Esse hábito irá transformar nossas vidas! 


Acesse a Bíblia: Bíblia Sagrada Bíblia Sagrada em áudio Narrada por Cid Moreira


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Comentários em Texto


Pr. Michelson Borges

  O rei que desobedeceu ao Rei


“Será que o Senhor tem mais prazer em holocaustos e sacrifícios do que no obedecer à Sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o ouvir é melhor do que a gordura de carneiros.” 1 Samuel 15:22


A desobediência à vontade de Deus, a mentira e a vaidade desqualificam o líder. Saul era da turma do “nada a ver”. Deus orienta sobre alimentação. Nada a ver. Ele fala sobre música e locais impróprios. Nada a ver. Ele pede obediência total à Sua Palavra. Nada a ver. Depois as consequências vêm...


Os amalequitas haviam tido séculos de misericórdia, mas não se arrependeram. O pecado precisava ser destruído. Por outro lado, assim como Deus poupou os queneus, salvou os ninivitas, Raabe de Jericó e outros. O amor de Deus transpõe fronteiras. Ele não destrói sem antes oferecer misericórdia.


A ganância falou mais alto que a obediência (v. 9). Era para destruir tudo (com o pecado não se brinca), mas o exército de Saul poupou “tudo o que era bom”. Mas a desobediência não parou aí: Saul ergueu um monumento em sua própria honra (v. 12). Quando abandonamos a Deus, o orgulho toma conta e o eu assume o trono da vida.


Além de tentar se enganar, Saul procurou inutilmente enganar o profeta: “Segui as instruções do Senhor” (v. 13, 14). A Palavra de Deus não pode ser parcialmente cumprida. Para Deus, a obediência é mais importante do que obras vazias. Ou somos fieis de todo o coração ou nada somos.


Samuel relembrou Saul de que ele não tinha motivos para se orgulhar (v. 17). Deus o havia tornado rei. Lembremo-nos sempre de quem somos.


Verso 23: rebeldia e arrogância são tão pecaminosas quanto feitiçaria e idolatria, mas parece mais fácil condenar as duas últimas.


Verso 26: Saul rejeitou a Palavra e o Senhor o rejeitou como rei de Israel. Deus nunca rejeita primeiro, mas respeita nossa vontade.


Verso 33: Samuel matou Agague porque a espada desse rei ímpio “deixou mulheres sem filhos”. Deus executou juízo.


Verso 35: Samuel nunca mais viu Saul, mas se entristeceu com a condição do rei. Você se entristece por causa dos ímpios?


Promessa: Arrogância e desobediência são o caminho da ruína; humildade, submissão e fidelidade à Palavra de Deus trazem bênçãos à vida.

Comentário

1Sm 15 – A desobediência à vontade de Deus, a mentira e a vaidade desqualificam o líder.


1Sm 15 – Saul era da turma do “nada a ver”. Deus orienta sobre alimentação. Nada a ver. Ele fala sobre música e locais impróprios. Nada a ver.


1Sm 15 – Os amalequitas haviam tido séculos de misericórdia, mas não se arrependeram. O pecado precisava ser destruído.


1Sm 15:6 – Assim como Deus poupou os queneus, salvou os ninivitas. O amor de Deus transpõe fronteiras.


1Sm 15:6 – Deus não destrói sem antes oferecer misericórdia. A forma como lidou com os queneus é prova disso.


1Sm 15:9 – A ganância falou mais alto que a obediência. Era para destruir tudo (com o pecado não se brinca), mas o exército de Saul poupou “tudo o que era bom”.


1Sm 15:10, 29 – O arrependimento de Deus não é como o humano, tem mais que ver com tristeza e mudança de planos.


1Sm 15:11 – “Samuel ficou irado e clamou ao Senhor.” Quando você ficar irado/nervoso, faça o mesmo.


1Sm 15:11 – Saul abandonou ao Senhor. Foi isso o que entristeceu a Deus e causou a ruína do rei de Israel.


1Sm 15:12 – Saul ergueu um monumento em sua própria honra. Quando abandonamos a Deus, o orgulho toma conta e o eu assume o trono da vida.


1Sm 15:13, 14 – A Palavra de Deus não pode ser parcialmente cumprida. Ou somos fieis de todo o coração ou nada somos.


1Sm 15:13, 14 – Além de tentar se enganar, Saul procurou inutilmente enganar o profeta: “Segui as instruções do Senhor.”


1Sm 15:15 – Não dê desculpas para o pecado; confesse-o.


1Sm 15:15 – Saul continuou com suas desculpas esfarrapadas: os soldados pouparam o melhor dos rebanhos para oferecer a Deus!


1Sm 15:16 – Servos de Deus não devem perder tempo com “conversa mole”; devem, sim, pregar a Palavra de Deus.


1Sm 15:16 – “Fique quieto.” Samuel não perdeu tempo com as desculpas de Saul. Ele tinha uma mensagem de Deus para o rei.


1Sm 15:17 – Samuel relembrou Saul de que ele não tinha motivos para se orgulhar. Deus o havia tornado rei. Lembremo-nos sempre de quem somos.


1Sm 15:20 – “Mas eu obedeci ao Senhor!” O pior cego é aquele que não quer ver. Saul não enxergava sua condição espiritual.


1Sm 15:22 – Para Deus, a obediência é mais importante do que obras vazias.


1Sm 15:23 – Rebeldia e arrogância são tão pecaminosas quanto feitiçaria e idolatria, mas parece mais fácil condenar as duas últimas.


1Sm 15:26 – Saul rejeitou a Palavra e o Senhor o rejeitou como rei de Israel. Deus nunca rejeita primeiro, mas respeita nossa vontade.


1Sm 15:29 – “Aquele que é a glória de Israel não mente.” Amém!


1Sm 15:30 – Saul se preocupava mais com a reputação do que com o caráter. Depois de tudo, a maior preocupação do rei ainda era com sua honra diante das autoridades do povo.


1Sm 15:33 – Deus não deixará impunes os impenitentes que destroem vidas.


1Sm 15:33 – Samuel matou Agague porque a espada desse rei ímpio “deixou mulheres sem filhos”. Deus executou juízo.


1Sm 15:35 – Samuel nunca mais viu Saul, mas se entristeceu com a condição do rei. Você se entristece por causa dos ímpios?


Comentário Blog Associação Geral

Esta não é uma discussão sobre quem eram os amalequitas e do porquê Deus disse a Saul que os devotasse à destruição. O que importa é que Saul realizou essa missão … e “fez do jeito dele”. Tantos animais lindos! Lindas ovelhas! E quem mataria um rei derrotado se pudesse trazê-lo de volta como um troféu? Então Saul prosseguiu em direção a Gilgal após a batalha, parando no Carmelo para montar um monumento para si mesmo.

Entra então em cena Samuel, que havia entregue a Saul a mensagem para destruir Amaleque. Saul cumprimentou-o ansiosamente: “Deus te abençoe! Eu fiz o que você me disse para fazer!”

Uau! Então, o que são todos esses sons de animais? – o balido das ovelhas, o mugido dos bois? Por que você não obedeceu ao Senhor?

“Oh, mas eu obedeci! Nós mantivemos de lado tudo de melhor e destruímos todo o resto. Queríamos ter um bom sacrifício para oferecer ao Senhor em Gilgal.“

Mas Deus realmente se importa com sacrifícios e ofertas, quando você não se importa com o que Ele diz? A rebelião – fazer sua própria vontade – coloca você em aliança com o diabo. Presunçosamente achar que você está certo, faz da sua própria opinião um ídolo, coloca você no trono.

Isto ainda é verdade hoje.

Virginia Davidson
Artista (projeta e constrói vitrais)
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spokane Valley
Washington, EUA.


Pr. Heber Toth Armí

Reflexão 

Sabemos advogar nossa causa. Criamos mecanismos de defesas para anestesiar até nossas atitudes mais horrendas.

“Alguém já disse que a ‘racionalização’ é uma técnica mental que permite que sejamos injustos com os outros sem que nos sintamos culpados. Gosto dessa definição. No entanto, ela é simplista demais” – expressa Gene Getz. E, continua: “Há algo mais envolvido. A racionalização é uma maneira de nos auto-enganarmos”.

Assim, Gene Getz diz do capítulo em análise:

“Quando Saul foi ungido rei, o Senhor o instruiu a destruir os amalequitas, pois eles haviam atacado impiedosamente os filhos de Israel no deserto. Ele não deveria poupar nada, nem mesmo seus ‘bois e ovelhas, camelos e jumentos’” [v. 3].

“Infelizmente, Saul desobedeceu ao Senhor. Ele reteve ‘o melhor… tudo o que era bom’ (v. 9). O Senhor ficou insatisfeito com aquilo – assim como Samuel. Em meio a sua dor, Samuel foi ver Saul e o confrontou com sua desobediência”.

“Ele racionalizou e colocou a culpa em seus homens. Ele disse a Samuel: ‘Os soldados os trouxeram dos amalequitas; eles pouparam o melhor das ovelhas e dos bois para sacrificarem ao Senhor, o teu Deus’ (v. 15, NVI)”.

Percebeu? – “Teu”, não “meu/nosso” Deus!

Ousadia, atrevimento e insubordinação de Saul a Deus e às Suas orientações tornaram-no inadequado à regência do povo do qual nasceria o Messias – o Filho de Deus encarnado.

Note este esboço feito por Merril F. Unger:

1. Saul é incumbido de exterminar Amaleque (vs. 1-8);
2. Desobediência e rejeição de Saul (vs. 9-31);
3. Destruição de Agague (vs. 32-33);
4. Samuel se afasta de Saul (vs. 34-35).

Convite à reflexão:

• Pecados acabam conosco…

• Afastar culpas usando desculpas – ainda que lógicas, inteligentes e racionais –, não isenta ninguém das consequências fatais de nossos erros.

• Os orgulhosos, quando confrontados por um servo de Deus, inventam várias respostas que não coadunam com sinceridade, arrependimento e confissão, mas com racionalização.

• Coração audacioso/astuto torna a consciência do pecador impenetrável diante da repreensão, deixando o indivíduo perdido, inalcançável pelo perdão divino.

• Por mais excelente/nobre que seja a racionalização (sacrificar ao Senhor), não nos torna obedientes diante de Deus.

• Atitudes impenitentes afastam pecadores do Senhor deixando espaço livre ao tentador.

• Diante do Senhor, não adianta “o jeitinho brasileiro”.

“Senhor, reconheço meus erros. Perdoa-me” – Heber Toth Armí.


Comentário Rosana Barros

A ordem dada por Deus a Saul, por intermédio do profeta Samuel, foi a de matar todos os amalequitas. No livro do profeta Jonas, veremos ali a luta do Senhor para salvar toda uma cidade ímpia, que há muitos anos perseguia e oprimia o Seu povo. Ainda assim, Deus os livrou da destruição, porque enxergou além do que Jonas podia ver. Enxergou corações dispostos ao arrependimento. “Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente, viverá; não será morto” (Ez.18:21). Com certeza, todo o tempo em que os amalequitas ficaram sem receber o juízo de Deus, foi tempo de graça e de misericórdia para arrependimento. O que, diferente do povo de Nínive, não aconteceu.

Saul, porém, preservou a vida do rei dos amalequitas como um troféu de sua conquista. Além disso, tomou do melhor de ovelhas, bois e cordeiros daquele povo, descumprindo as ordens do Senhor. Samuel muito sofreu por Saul, pois Deus o rejeitou como Seu ungido. Em atitude de desespero, Saul agarrou-se às vestes de Samuel e lhe rasgou um pedaço do manto. Desta mesma forma, seu reino seria rasgado e dado a outro. E a Bíblia diz que “o Senhor se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel” (v.35).

Saul insistia em fazer as coisas seguindo os caprichos de seu coração. Deixando de temer a Deus, declarou a causa de seu pecado: “porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz” (v.24). Realizar obras como para o Senhor, passando por cima do “Assim diz o Senhor” (v.2), é fazer o que Saul fez: entristecer a Deus. Deus “não é homem, para que se arrependa” (v.29). O arrependimento de Deus de ter feito Saul rei sobre Israel, se trata de uma profunda tristeza. Assim como Samuel, Deus teve pena, Se compadeceu de Saul, pois este havia se rebelado contra Ele e sua obstinação o dominava.

O nosso coração é terreno tão perigoso, que a respeito dele está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9). Saul fechou o seu coração para Deus e o escancarou para o povo. Sua obstinação tornou-se seu objeto de culto. A sua adoração parecia ao Senhor, quando na verdade não passava de um culto ao próprio eu. Reconhecimento e aplausos eram os deuses de Saul. Por mais que a sua atitude pareça sincera no verso 24, acabou sendo desmascarada no verso 30: “Pequei; honra-me, porém, agora, diante dos anciãos do meu povo e diante de Israel”. Ou seja, “– Tudo bem Samuel, eu pequei, mas fica aqui entre nós. Tão somente me siga e faça de conta que aprova tudo o que eu faço, para que todos vejam que ainda estou no controle da situação”.

Se a obediência não fosse algo tão sério, o pecado não haveria entrado no mundo. Enquanto não entendermos que é uma questão de vida ou morte, continuaremos vivendo em nosso mundinho “desesperadamente corrupto”. Obedecer é melhor do que sacrificar não se refere a uma obediência cega, mas a uma adoração genuína e eficaz. Meus irmãos, Deus não nos impõe a obediência, mas tem nos mostrado que ela é uma prova de amor. Cristo foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8), e tudo em Sua vida foi em obediência ao que sobre Ele estava escrito. Todas as profecias se cumpriram em Cristo. Jesus obedeceu, e Seu sacrifício tornou-se o maior ato de amor. Lembremos de Maria Madalena, que escolheu estar no melhor lugar do mundo, enquanto Marta corria de um lado para o outro para servir a todos com maestria (Lc.10:38-42). Contudo, antes de servir vem o ouvir, senão cairemos no mesmo erro de Saul.

Como a obediência de Cristo O levou a maior prova de amor para com a humanidade, a maior prova de amor da humanidade para com Deus é a obediência. Façamos como o salmista: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11). Vigiemos e oremos!


Comentários Selecionados

1 A importância da obediência a Deus domina a história da rejeição por Deus de Saul como rei. Andrews Study Bible.

2 Sem dúvida, os amalequitas vinham atacado a parte sul de Judá, na região de Berseba, e esse pode ter sido um dos motivos para os anciãos da tribo terem pedido um rei (ver 1Sm 8:1-5). … Os amalequitas eram descendentes de Esaú (ver com. de Gn 36:12) e, portanto, parentes de sangue tanto dos queneus quanto dos israelitas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 558.

queneus. Era um povo bom e pacífico, que descendia de Jetro, o sacerdote de Midiã. Bíblia Shedd.

exterminou o seu povo. Todos os amalequitas que encontraram. Alguns amalequitas sobreviveram (v. 27.8; 30.1, 18; 2Sm 8.12; 1Cr 4.43). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Agague. No livro de Ester, o inimigo dos judeus é Hamã, o agagita (Et 3:1; 7:6). Andrews Study Bible. [Et 3:1: “…descendente de Agague”, NVI].

11 Arrependo-me. É um antropopatismo comum no AT. O verbo hebraico nacham, “arrepender-se”, expressa a atitude da mente de “deixar de fazer o que estava fazendo”. … (i.e., não pode mais acompanhar ao homem). Bíblia Shedd. [Tb no v. 35].

“O arrependimento do homem implica mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica mudança de circunstâncias e relações” (PP, 630). CBASD, vol. 2, p. 559.

22 obedecer é melhor que sacrificar. Fazer o correto é mais importante que o ritual. Andrews Study Bible.

Samuel não quer dizer que o sacrifício não é importante, mas que é aceitável somente quando é trazido numa atitude de obediência e devoção ao Senhor (v. Sl 15; Is 1.11-17; Os 6.6; Am 5.21-27; Mq 6.6-8). Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 Ele o rejeitou como rei. O castigo aqui vai além do que foi declarado antes (… 13.14). Agora, o próprio Saul será rejeitado como rei. Embora isso não acontecesse imediatamente, como demonstra, os caps. 16-31, iniciou-se o processo que levou à sua morte [como o caso da morte de Adão ao comer do fruto], incluindo, no seu processo implacável, o afastamento do Espírito de Deus e do favor divino (16.14), o abandono do filho Jônatas e da filha Mical, que passaram para o lado de Davi, e a insubordinação dos próprios oficiais (22.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 Samuel despedaçou a Agague. De acordo com o código civil entregue a Israel (Êx 21:23, 24), Agague era culpado de morte, e Samuel o executou “perante o SENHOR”, assim como Elias matou posteriormente os profetas de Baal no Carmelo, acusados de blasfêmia (Lv 24:11, 16). Ao despedaçar Agague, Samuel frustrou o propósito de Saul de exibir o rei cativo como prova de sua liderança astuta. CBASD, vol. 2, p. 565.

como sua espada. O castigo corresponde ao pecado cometido. Andrews Study Bible.

35 Nunca mais viu Samuel a Saul. Uma tradução mais correta seria: “Nunca mais procurou Samuel a Saul”. Saul, porém, procurou a Samuel, passados 8 anos (ver 19.24). Bíblia Shedd.


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