Meditação de Pôr do Sol - 25/02/2022 | Regresso a Palau (Parte 1)

Perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês. Efésios 4:32

Em junho de 2002, Ruimar e Margareth de Paiva aceitaram o chamado para servir como missionários em Palau, um país insular localizado no Oceano Pacífico. Eles eram brasileiros e se adaptaram rapidamente à nova vida. Fizeram amigos com facilidade e se tornaram parte da comunidade local.

Ruimar coordenava os trabalhos da Igreja Adventista na ilha; Margareth era professora. O casal tinha dois filhos, Melissa e Larisson. A família amava o Natal, e, na noite de 21 de dezembro de 2003, os enfeites, sons e cheiros natalinos enchiam a casa dos Paiva. A árvore havia sido montada cedo, e havia presentes ao redor dela, não apenas para Melissa e seu irmão, mas também para os estudantes missionários. Margareth começou a preparar os alimentos com bastante antecedência, visto que teriam muitos convidados. 

No dia seguinte, seria o 15o aniversário de casamento de Ruimar e Margareth. Enquanto a família dormia, naquela noite, por volta das três horas da manhã, um intruso invadiu a casa pela janela da cozinha. Melissa acordou, viu que os pais não estavam na cama e ouviu um barulho terrível no corredor.

Em poucos minutos, o homem matou os pais e o irmão de Melissa. Na sequência, ele amarrou a menina e a colocou no porta-malas do carro. No dia seguinte, o criminoso a deixou sozinha na casa dele enquanto foi trabalhar. À noite, temendo ser descoberto, levou-a a uma parte remota da ilha e a jogou em um barranco. Depois de um tempo, Melissa recobrou a consciência e subiu o barranco rastejando. Um casal idoso que dirigia pela estrada viu a garota no acostamento e a levou para casa, a fim de lhe dar algo para se alimentar. Ao ouvir a história dela, eles a levaram à polícia e ao hospital.

As notícias do crime ecoaram pelo mundo. O assassinato de uma família missionária! Três caixões. Vergonha e culpa marcavam o povo de Palau pelo que havia acontecido em seu país. Justin, o assassino da família Paiva, foi condenado a três penas de prisão perpétua, sem liberdade condicional.

A avó paterna de Melissa, Ruth de Paiva, decidiu visitar o assassino de sua família na prisão. Ela lhe disse: “Por causa de Jesus, quero que você saiba que eu o perdoo. Queremos vê-lo no Céu um dia com nosso filho, nora e neto.” Essas palavras ficaram como sementes plantadas no coração daquele homem duro e insensível.

(Continua na próxima semana)


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